
Com a derrota na Batalha de Alcácer-Quibir, a 4 de Agosto, entre os Portugueses liderados por D. Sebastião, e os mouros de Marrocos, a nação lusitana mergulhaa numa das suas maiores crises da sua história.
Desta batalha dos três reis — assinalada hoje com um singelo monumento em Alcácer Quibir — resultou a derrota dos portugueses e o desaparecimento de cerca de sete mil nobres e cavaleiros.
Foi um desastre nacional que não devemos esquecer, para retirar lições quanto ao futuro deste país, a primeira das quais reside na sofreguidão que mata os governantes que cedem às pressões da burguesia mercantil e aos caprichos da nobreza.
Em Marrocos eram constantes as lutas entre as várias facções e D. Sebastião surge como imperialista a interferir nos assuntos internos de um país vizinho.
Os despojos da batalha caíram sobre os portugueses sem independência de Portugal face a Espanha, arruinados economicamente e sem liderança.
Portugal ficou decepado de massa crítica — como hoje se diz — porque a maioria da nobreza morreu ou foi feita prisioneira.
Para pagar os elevados resgates exigidos pelos marroquinos, o país ficou depauperado nas suas finanças.
A afeição à Pátria, por parte de cada um de nós, da nossa classe política e das nossas lideranças, não deve ser camoniana.
Ele não se contentou em morrer nela, faleceu com ela. O que se diz da pátria pode ser lição para a vida de cada um de nós: quantas vezes, os problemas dos outros nos absorvem mais que os nossos, ao ponto de nem solucionarmos os dos outros e criarmos mais problemas em nossa casa.
A sofreguidão do poder, a saudade de orgulhosos feitos do passado, a exploração dos recursos sem regras, tal como decapitaram Portugal há 431 anos, podem decepar-nos, pessoal e profissionalmente.
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