Wednesday, March 19, 2008

António Lima: pintor de arte sacra desde menino



A crise económica dos últimos anos fez aparecer no seio da arte sacra — pintura e restauro de igrejas, altares e imagens — pessoas da construção civil, sem as qualificações necessárias para um trabalho que exige maiores qualificações.

Mais que uma denúncia é uma constatação de António da Silva Lima, um pintor de arte sacra, com loja instalada há ooito anos na rua de santa Margarida que trabalha nesta arte desde pequenino.

“Nasci entre imagens de santos e altares ou peças de talha de igrejas” — lembra António Lima que nos recebe na sua oficina, situada por debaixo da loja.

“O meu pai — Fernando Lima — já estava nesta arte, pois tinha uma fábrica muito grande de marcenaria e talha que trabalhava para os Fonsecas. Eu preferi enveredar pela pintura. Desde pequenito comecei a ver os pintores a cuidar das imagens em casa e hoje faço tudo na pintura, bem como restauro de imagens antigas que exigem uma técnica diferente” — esclarece António Lima apontando para uma imagem vinda d eum museu para restauro.

Nessa oficina, que mantém há 18 anos, desde que se instalou inicialmente em Santa Tecla, onde nasceu, continua a dar trabalho a quatro colaboradores, embora já tenha tido mais, porque “saíram dois no ano passado”.

Na oficina da Casa Arte Sacra, António Lima e seus colaboradores fazem trabalhos de pintura e restauros em imagens, altares e “tudo o que s erelacione com a arte sacra, como estandartes, bandeiras, ambões, tectos, sanefas, etc.”



A sua experiência na pintura de artigos religiosos começou aos 15 anos, na Casa de Arte Cristã, onde esteve durante 19 anos, até que se estabeleceu por conta própria com uma oficina em Santa tecla, há 18 anos. Dez anos depois abriu a loja de comercalização de artigos religiosos.

Para trás fica aquele belo dia em que conseguiu fazer um restauro difícil de uma imagem de pasta de papel. O seu encarregado não conseguia dar conta do recado e desistiu.

“Eu ofereci-me para fazer o trabalho. O patrão perguntou-me: és capaz? Em desespero de causa, enchi-me de coragem, demorei bastante tempo, mas acabei por conseguir fazer aquele restauro bem complicado, com uma técnica imaginada naquela altura”.

“O nosso forte são as imagens, desde o restauro à pintura mas temos trabalhos de restauro de talha, que encomendamos a outras empresas” – revela António Lima, dando exemplos de trabalhos como a Igreja de S. Torcato, outro templo em Alvaiázere (Tomar).

PINTAR
RENDA
DE S. TORCATO
DEMORA
UMA SEMANA

“Andamos por todo o lado. Recentemente estivemos a restaurar a Igreja de Carapeços, antes em Chorense (Terras de Bouro) e em Montalegre”. De momento, a Casa de Arte Sacra tem uma encomenda de dez sanefas para a Igreja de Riba d’Ave.

O sector de actividade ligado à arte sacra também sente os efeitos da recessão económica até porque “há muito artista vindo de outras artes que escolheram a arte sacra a pensar que estava a dar mais dinheiro”.

Esta “invasão” não é positiva para o nosso património porque a falta de preparação de alguns deles conduz a que se estejam “a restaurar altares e imagens com muita asneira e isso está a prejudicar-nos um pouco pois misturam tudo sem perceber de arte sacra”.

António da Silva Lima também desenha as peças e depois encomenda a sua execução em talha a outras casas. De lá vêm para a oficina da Casa Arte Sacra para “aparelhar, depois é montada no local e fazemos os acabamentos”.

Com outro trabalho entre mãos para a Igreja de S. Miguel de Vizela, António Lima confessa a sua paixão: “gosto de pintar uma imagem que dê muito trabalho”.

É o caso da imagem que “mais nome dá a esta casa, a de S. Torcato, porque só a renda dá para uma semana de trabalho de pintura”.



O seu gosto pela pintura deves-se também “à variedade de cada imagem e isso não cansa” mas também lhe dão gozo os “estofados”, estilo de pintura usado no século XVIII, porque é uma pintura diferente, pois a peça é doirada primeiro e depois ppinta-se sobre o ouro”.

Quanto à formação de novos artistas, um pouco descuidada por algumas empresas, para perpetuar esta arte tão forte em Braga, António Lima reconhece a dificuldade desta aposta por parte das empresas: “tenho investido muito tempo a ensinar porque para fazer um artista tem de se gastar muito tempo e muitas vzes refazer o que ele fez. Os mais novos querem um emprego, não querem ter muito trabalho nem se sujeitam a ser corrigidos. A juventude, hoje, não está para isso e prefere empregos mais banais que este da arte sacra”.

Ricardo Campos: pintor de Monção mostra-se em Braga




“Como a arte não é essencial para a nossa vida, acho que é isso que dá alguma importância à arte é ela não ser essencial” – disse o pintor monçanense Ricardo Campos. Este trabalhador da hotelaria que já expôs em Roma enriquece a Semana Santa de Braga com um exposição de Cristos no Museu Pio XII que ali está patente até ao dia de Pentecostes.

Ricardo Campos explica que “esta exposição já estava prevista para ser feita na Páscoa do ano passado mas surgiu esta oportunidade de fazer esta mostra em Roma e eu pedi ao dr. José Paulo Abreu para ver se atrasávamos um ano a exposição em Braga para eu poder mostrá-la em Roma, na Igreja de S. António dos Portugueses”.

Em relação a essa exposição na Igreja de Santo António dos Portugueses, em Roma, a que está agora patente no Museu Pio XII até ao Pentecostes “tem algumas alterações: metade da exposição esteve em Roma e outra metade foi feita para esta exposição”.

Quando lhe perguntamos que podem apreciar os bracarenses e forasteiros qre se dirigem ao Museu Pio XII, no Largo de Santiago, Ricardo Campos explica que “podem ver Cristos que são homens, que se podem identificar com qualquer um de nós, porque me centro especificamente no momento “Meu Deus, meu Deus porque me abandonaste”.

São momentos de grande solidão, de grande sofrimento e é isso que eu tento mostrar nestes trabalhos que estão aqui expostos”.

Sobre as origens estes gosto ou paixão pelas artes, Ricardo Campos, encostado a uma pequena escultura com um Cristo pregado na Cruz responde: “é o meu vício, se calhar, e não sei como é que nasceu”.
No entanto, todas as paixões e artes têm um começo: “foi surgindo aos vinte anos e faz este ano dez anos que fiz a minha exposição primeira e tentei melhorar a minha arte e a partir daí quis tentar ser melhor e porque não chegar a este ou àquele espaço.

Eu comecei a pintar como autodidacta, depois com alguns artistas, depois comecei a estudar na Cooperativa Arvora, depois em Guimarães, na Escola Superior Galaecia, em Cerveira, e fiz agora um ano na Faculdade de Belas Artes no Porto.
“Tenho a preocupação de me cultivar e vindo a aperfeiçoar as minhas técnicas.



Esta exposição e temática religiosa mas tenho participado noutras exposições, concursos, prémios e bienais, com quadros sobre a religião e a vida rural”.

Explicando a temática dominante, o jovem pintor de 31 anos não duvida: “é uma arte que tem a ver com a minha infância vivida com as minhas avós, na freguesia de Valadares e isso deixa-nos algumas marcas e tento transmitir essas marcas das tradições rurais, rituais, mitos, etc”.

Ricardo Campos, após quase uma centena e exposições colectivas e individuais, ainda se recorda da primeira mostra: “foi uma exposição colectiva na escola primária de Valadares, uma freguesia de Monção. Em1998. Foi interessante porque, na altura, cheguei a casa muito contente porque esteve lá o presidente da Câmara. Eu vinha eufórico coma sua presença. Já lá vão mais de cem exposições.

Quando a prémios, Ricardo Campos lembra que, no ano passado, tive um segundo prémio em Penedono, e um primeiro prémio em Viana o Castelo, no concurso “Descobrir Viana”, e depois fui tendo algumas menções honrosas aqui e acolá.

Em Santo António dos Portugueses, recorda-nos, “não me dei conta do sucesso nem da euforia que se deu em vota da exposição. Depois daquele sucesso disse para mim mesmo que não queria ficar como o artista que foi a Roma, acabou aí a carreira e não se preocupou com mais nada”.

Por isso, assegura, “comecei a querer ir mais longe e a programar esta exposição. Tentei, a partir de Roma, fazer novas coisas e fiz uma exposição em Fátima no ano passado na nova Basílica. Roma é ponto de partida e não um ponto de chegada”.
Quanto ao futuro, Ricardo Campos espera continuar a “equilibrar os espaços entre o trabalho na hotelaria e a pintura” mas promete que, a partir de 24 de Março vai estar presente com uma exposição numa galeria em Lisboa.

Os quadros patentes no Museu Pio XII têm preços que oscilam entre os 300 e os 750 euros, embora metade dos 33 quadros já tenham sido assegurados para o espólio do Museu Pio XII.

Friday, March 7, 2008

Mulher dez! O que é isso?



Sabes coser a bainha de umas calças, ou fazer uma paelha de marisco e comprar o produto que te pode fazer esbelta? É a pergunta que é feita por uma organização espanhola. Da resposta sim parece depender a classificação de mulher perfeita.

Da resposta não, surge um convite a aprender estes ensinamentos através de um curso destinado às moças universitárias que queiram ser mulheres dez amanhã.

O curso em cinco sessões teóricas e praticas ensina técnicas culinárias, cuidados a ter com a roupa desde o lavar ao passar a ferro, truques de costura e limpeza de casa.

O facto deste curso ser ministrado por uma organização católica e ser apoiado pelo PP está a gerar alguma controvérsia no antigo reino de Granada, devido ao ser carácter sexista ou machista.

O curso foi o detonador de severas críticas político-partidárias — em plena campanha eleitoral para as eleições de Domingo — e de verrinosas criticas à Opus Dei, algumas delas intranscritíveis

Os mais serenos defendem a necessidade destas acções de formação para as jovens universitárias, mas sugerem que sejam abertas aos jovens rapazes universitários.

Outras mulheres lamentam que para ser a mulher tipo dez, ela tenha obrigatoriamente de saber cozinhar, passar a roupa ou pregar os botões, classificando este curso como um regresso aos anos 50 do século passado.

O curso seria elogiado se lhe retirassem algumas classificações e em vez de pretender formar a Mulher dez, fosse um curso para ajudar a formar pessoa dez – rapaz ou rapariga. É assim que manda a Igualdade que custou a vida a muitas mulheres e homens.

Nessa perspectiva, muitas mulheres recusam querer ser uma mulher dez, mas querem ser uma pessoa dez — numa escala de zero a dez — até porque ensinar a cozinhar ou a pregar um botão não significa promover o desenvolvimento humano.

O que está em causa é uma mensagem subliminar que devemos recusar no século XXI, na véspera do Dia Internacional, que remete a mulher para a cozinha e faz disso o tipo da mulher perfeita.

O charco das rãs

O grande filósofo grego Sócrates imaginava o mundo como uma reunião de rãs à volta de um charco de água.

As rãs eram os cidadãos, pequenas comunidades de homens livres, regidos pela lei e amuralhados nas cidades.

A polis, a cidade era a raíz da política, com códigos de virtude, no ritual do pensamento que crepitava na Praça.
Ao fim de muitos séculos, continuamos a sonhar com mais mente sã que manha mas o que nos é dado pela política é uma multidão de rãs a coachar junto dos charcos das câmaras de televisão e dos holofotes dos comícios.

Quando os cidadãos se tornam audiência e carne para canhão dos índices do share, vemos que a realidade é um simples cenário, completa e minuciosamente decorado. Quando é necessário trocar e contrariar argumentos, responder aos desafios, tudo soa a podre, como a água dos charcos.

Sociedade do espectáculo é a locomotiva dos novos tempos. A imprensa incendeia-se com presentes para os leitores à falta de melhor para lhes oferecer, A internet deita sumo, as radios sangram com as cada vez menos ondas nas águas paradas dos charcos e as televisões aproveitam-se afirmando-se como juízes do charco com arte, mas não deixa de ser um charco…

Ou seja, nas últimas semanas, Sócrates – o nosso primeiro — e Menezes preocupam-se apenas com os media e as rãs — que somos todos nós cidadãos — continuam à espera. Um enrolado na propaganda e o candidato a desfazer-se em contradições.

De ambos jorra uma torrente de verborreia que foram buscar ao feirante que tenta vender o jumento cego ao respeitável aldeão.

É a banalidade inconsistente, a venalidade culpavel, depois de nos terem oferecido direitos sem deveres, propseridade barata, felicidade à custa do Estado.
Agora, ambos nos exigem mais esforço, uma gestão escrupulosa, a conquista do futuro

Menezes — com “este não é o meu PSD” — tenta enterrar anos de trapalhadas e trevas num sepulcro pintado de branco, numa desfaçatez insuperável.
Sócrates – o nosso primeiro — surge a muitos de nós que votaram nele como mais um sapo que temos de digerir.

Agora se percebe por que Filipe Menezes afirmou que “o PS já não merece estar no Governo e o PSD ainda não merece estar".
Vale-nos que sempre é menos mortal que a cicuta do filósofo grego, desesperado por não ter conseguido convencer a sua própria mulher: afinal, o drama dos líderes dos dois maiores partidos portugueses.

Tiege: máquinas de Braga na Europa, África e América


Fundador e administrador da empresa Tiege — Os Pioneiros da Electricidade, José Castro constitui um belo exemplo da persistência e inovação que marca muitos empresários bracarenses. Os equipamentos fabricados nesta empresa nascida à sombra da Sé dão via a muitas fábricas europeias, africanas e americanas.

Nascida de um sonho de estudante nos cursos técnicos de electrotecnia e ajudante de comércio da Escola Comercial e Industrial de Braga, a Tiège nasce em 1973, com seis trabalhadores.
O nome que traduz a inovação pioneira em Portugal na área das lacagens e obedece à preocupação de um nome simples para uma marca.

A Tiege tem duas componentes industriais, os trabalhos de electricidade para obras públicas e o fabrico de equipamentos para tratamentode superfícies, equipamentos esses que servem para tratar os metais para indústria automóvel, a serralharia, metalurgia, mobiliário, etc.

São equipamentos que exigem grandes conhecimentos nos domínios da electrotecnia, química, hidráulica, pneumática e mecânica.

“Houve sempre o cuidado de acompanhar a inovação” — assegura José Castro, convidado do programa “A empresa e o empresário” que a rádio Antena Minho emite, ás terças-feiras, às 19 horas, em 106 Mhz. É uma área com a concorência das multinancionais a que a Tiege tem respondido com a eficácia dos seus mais de oitenta trabalhadores.

Construindo as suas próprias máquinas, nas instalações de Marvilha em Sequeira, e as primtivas em Nogueira, a Tiège espandiu há 15 anos o seu mercado para a Europa, América e África, vendendo as suas máquinas para países como Tunísia, Espanha, Brasil, Angola, a empresa de Braga “projecta, executa, instala e ensina o cliente a funcionar com o equipamento e a retirar o melhor das máquinas”. O mesmo método é seguido por José Castro nas outras áreas da sua actividade.

A internacionalização começou com um prémio entregue à Tiege na Alemanha. “Na grande sala estava uma multidão de empresários de todos os cantos do mundo, demo-nos a conhecer e fomos procurados para além das nossas fronteiras. Tivemos logo contactos de França e Espanha. Temos um mercado muito antigo em Espanha onde temos isntalado muitas fábricas” — lembra o nosso interlocutor.

Por força do crescimento, a Tiege dividiu-se em três empresas, — uma de equipamentos de electricidade mais a Tiege Indústria SA (especializada na fabricação de equipamentos). A Tiege mãe ficou com as instalações na área da construção civil, como hospitais, hotéis, centros de dia, escolas, etc.

SEM MEDO DE ERRAR

“A inovação é uma necessidade mas sem conhecimento não há inovação. Saber o que se passa no estrangEiro, visitar feiras e ouvir as necessidades dos clientes: eis o segredo do sucesso, no entender de José Castro.

Há necessidade de criar um produto, acessível em termos de custo ao consumidor e responder ao pedido dos clientes. Tudo começa nas matérias primas escolhidas para construir uma máquina fiável. É por isso que “anda tenho clientes que começaram connosco no início da emprensa”.

José Castro tenm uma solução para o desemprego, o maior problema do país: sem ir pedir dinheiro à UE. “Nós, se queremos combater o desmeprego vamos começar a consumir produtos fabricados em Portugal. Aos técnicos projectistas (engenheiros e arquitectos) exige-se só que, nos seus projectos, incorporem o mais possível produtos e matérias primas nacionais. Ao incorporar produtos nacionais, contribuem para que as nossas fábricas produzam, vendam, se criem outras e não desapareçam, dando o seu lugar a empresas esrangeiras que levam a riqueza para for a enquanto nós ficamos com menos impostos, menos postos de trabalho. Ao comprar o que é nosso e produzir com o que temos é possível combater o desemprego. São duas medidas simples” — argumenta, dando um exemplo, de seguida.

Vamos pegar num aparatamento, de 150 mil euros: o que é incorporado de fabrico nacional pouco mais é que dez por cento. Tudo o mais vamos comprar do estrangeiro. O nosso dinheiro vai para lá e não entra nas nossas empresas. Louças sanitárias, torneiras, madeiras, móveis de cozinha,. Mobiliário de salas e quarstos, tintas, etc. Há um conjunto de consumíveis que podem ser nacionais, têm qualidade e podiam ser incorporados. Não se faz porque não está na moda gostar e gastar do que é nacional. A marca funciona muito junto dos técnicos engenheiros e arquitectos. Não comprando o que é nosso, geramos desemprego e mal-estar social”.

A persistência “é a nossa característica e temos obrigação de acreditar em nós, sem medo de errar. Só se consegue fazer alguma coisa, experimentando e errando” — prossegue ao lamentar a fraca adesão das empresas aos jovens licenciados.
Foi uma pena acabarem so cursos de formação profissional. “O conhecimento provoca inovação quer na tecnologia, quer nos materiais, nas ferramentas, melhora o seu aproveitamento e eficácia, além da segurança do trabalho, mas as pessoas aprendem muito melhor fazendo e errando.

Testar os conhecimentos, sem medo de errar, é o desafio feito aos jovens licenciados para virem para as empresas” — acentua José Castro.

Uma empresa é um lugar onde “todos — gestores e trabalhadores — passamos grande parte da nossa vida e é nosso dever proporcionar bom ambiente de trabalho, sem esquecer o objectivo de criar riqueza que deve ser reinvestida e o ser humano é o melhor capital da empresa, desde que trabalhem em equipa”.

Marchar contra individualismo

Um dos males dos empresários é muito individualismo que impede a parceria entre quem produz e quem vende. “Sem decsurar a minha empresa, dei muitos anos à AIMinho e à Associação Comercial de Braga, onde defendia que os empresários devem permutar experiências, dialogar mais com os outros para conhecer os seus produtos, fazendo com que a indústria nacional escoe os seus produtos”.

Por isso,, muitas vezes os empresários “são vítimas da sua política de abstecimento, ao comprar for a, não comprando ao empresário da mesma região ou do mesmo país”.
José Castro, natural de S. vicente, 65 anos, e percorreu o país todo na sua vida profissinal, depois de completar a Escola Comercial e Industrial.

Na tropa tirou a epsecialidade de radar que valorizou muito a sua profissão, e depois entrou para uma empresa de metalomecânica Pachancho — onde foi responsável por toda a parte eléctrica, onde criou máquinas com apoio do laboratório.
Ainda hoje, José Castro recorda aquela casa que tinha grandes equipamentos na área de metalomecânica, fundição e outras máquinas, “e é uma pena, para Braga, que tenha fechado”.

Foi também monitor de formação profissional, mas antes foi sindicalista dos electricistas e depois de criar a empresa, foi convidado por Vasco Cerqueira para a AIMInho, integrando uma equipa que lança o sonho da construção das novas instalações associativas e chega a concorrer à presidência da Direcção da instituição.

Foi o primeiro administrador da Escola Profisisonal de Braga: “é uma das minhas paixões, sou adepto da formação e sou um praticante dela na minha empresa”. Depois mete-se no Bairro da Misericórdia e de “um monte fiz um complexo desportivo, onde estive dez anos, com uma política de fomento da actividade para os adolescentes e jovens, apostando na compnente escolar e futebolística. Para mim o livro era tão importante ou mais que a bola”.

Dirigente da Associação Comercial de Braga, José Castro fez uma incursão pela militância partidária do CDS, na fase da sua instalação — vivendo a experiência do Palácio Cristal no Porto (cerco do CDS em congresso) e “vi que a minha vida não era aquilo”.

“Não me deito sem ler todos os dias qualquer coisa ligada à minha profissão” — diz ao definir-se como aluno diário.
Mais recentemente ligou-se à acção social através da presidência da Dirrecção da Associação de Solidariedade de Santa Maria de Braga (na Sé) que apoia duzia e meia idosos com um centro de dia. “Tenho prazer em servir os outros”.

Há muitos anos também — convidado pelo Mons. Eduardo Melo — pertence à Comissão das Solenidades da Semana Santa onde exerce as tarefa difíceis de angariar donativos para custear as despesas deste cartaz turístico de Braga… sem esquecer os anjinhos. “É um bocado difícil, mas agora as coisas têm vindo a animar” — diz em relação aos anjinhos.

As empresas – além dos impostos que pagam — criam emprego que gera receitas para a Segurança Social, criam riqueza para o país e para as instituições e têm de ser defendida por todos, a começar pelo Estado e pelos empresários” — conclui.

Saturday, March 1, 2008

Braga: construtores são admirados em todo o país


Os empresários da Construção Civil e Obras Públicas de Braga já são respeitados em todo o pais pela qualidade do seu trabalho — garantiu o eng. João Carvalho Duarte, desmentindo assim que a construção em Braga não tenha qualidade.
O director geral do grupo empresarial bracarense Duarte & Filhos, SGPS, falava no espaço de economia da rádio Antena Minho “A empresa e o empresário — os negócios sem segredos” que é emitido ás terças-feiras, a partir das 19 horas.

Como exemplo do que afirmou, o eng. João Duarte apresentou o da sua empresa que foi a primeira pequena e média empresa de construção e venda de apartamentos e espaços comerciais a obter a certificação da qualidade em Portugal, em 2000.
Esta empresa foi constituída em 1959, por Manuel Duarte que descende de uma família de mestres de obra, a começar no seu avô. Depois, os seus herdeiros seguiram essa arte e, em 1959, com o “desejo de crescer, tornou-se independente dos outros irmãos e seguiu o seu caminho”, a partir da freguesia de Esporões.

A empresa começou com poucos trabalhadores que faziam “vivendas por encomenda” principalmente na zona das Caldas das Taipas. Em 1980, a empresa começou a dedicar-se à construção própria para venda, começando na cidade de Braga, na quinta da Soutinha, junto a Direcção Geral de Viação.

“Construímos em muitos locais de Braga, até chegarmos à Domus Qualitas, junto à Variante Sul”, que assinala um “salto qualitativo da empresa que culmina um aperfeiçoamento da nossa arte de construção, quer em termos técnicos quer em termos de serviço ao cliente. Não oferecermos a casa em si mas tudo o que anda à volta da casa, que vai desde a ajuda na pré-compra até à assistência no pós venda” — explica o eng. João Duarte.

O nome vem do latim “Casas de qualidade” que descreve o nosso projecto— aposta sobretudo na qualidade dos materiais, dos projectos e dos serviços porque um cliente não se despede de nós quando compra a casa. Quanto ao Domus Veritas – novo empreendimento de moradias em Esporões … aponta para casas mais realistas, ou seja, a “qualidade ao alcance de todos”. “Queremos oferecer qualidade às pessoas e ter em conta a capacidade de compra das famílias, oferencendo um produto com conforto, espaços e sem coisas supérfluas”.

O Domus qualitas – o maior empreendimento da Duarte e Filhos — tem 270 fracções e foi lançado num momento de encruzilhada económica do país. “Esta estagnação tem servido para reflectirmos e melhorarmos a nossa prestação. Nós lançamos a ‘Domus Qualitas’ numa altura em que havia uma certa euforia do mercado, em 1999. Ao lançarmos um produto de elevada qualidade, em tudo o que é inerente à habitação, conseguimos ir ao encontro das necessidades das pessoas. Isso permitiu-nos continuar a vender, não ao ritmo desenfreado dos anos noventa, mas a um ritmo estável que nos possibilitou aprofundar os conhecimentos de modo a lançar outros produtos e a constituir o grupo com implantação nacional”.

Explicando esta resistência à crise, o Director Geral da Duerta & Filhos recorda que a “qualidade é perceptível pelas pessoas no primeiro contacto que têm com os nossos empreendimentos: desde a recepção à construção passando pela linpeza da obra e pela resposta àquilo que as pessoas esperam para melhorar a sua qualidade de vida. As nossas casas respondem a esses requisitos”..

Esta empresa contribui para contrariar um certo lugar comum que se abateu sobre Braga: “temos construtores de Braga que são bem vistos no país inteiro” — prossegue o eng. João Duarte, desmentindo a ideia feita de que a construção em Braga não tinha qualidade.

Como começou este acento notório na qualidade? “Depois de me licenciar, entrei para a empresa, deparei-me com um dilema. A empresa ou crescia em quantidade ou em qualidade. O meu pai, Manuel Duarte, optou e bem pelo caminho da qualidade, dando início àquele que foi o primeiro processo de certificação de uma PME da construção e comercialização de apartamentos e espaços comercuiais em Portugal” — recorda o eng. João Duarte.

Esse processo permitiu uma melhor organização interna com reflexos na relação com os clientes, seguindo um caminho que nos lveou a ser reconhecidos e partir para a certificação na higiene e segurança no rabalho. Foi um passo muito importante para os nossos 48 trabalhadores”.

Na produção e comercialização temos apostado na sua qualificação que “nos trouxe muitas vantagens na rentabilidade e na qualidade do serviço: os nossos vendedores não se limitam a vender, eles são a voz dos clientes dentro da empresa”.
Ao nível da segurança do trabalho, é verdade que a construção “foi um parente pobre no que se refere à segurança mas tem havido uma grande melhoria nessas condições, motivada por legislação que introduziu a necessidade de um técnico de segurança, mas também pela motivação dos trabalhadores. Os trabalhadores têm alguma relutância mas já compreenderam que a prevenção dos acidentes de trabalho é boa para eles”.

O relacionamento com e entre os trabalhadores na Duarte & Filhos é fomentado pelo Dia da empresa, com várias actividades de recreio e desporto, motivação, jogos tradicionais e o repasto. A coomunicação com o exterior é feita através de um boletim, “Duarte news” enquanto o diálogo interno é reforçado pelo boletim “Chapa massa”. O primeiro mantém um contacto prolongado com os que adquiriram casas e apartamentos à empresa, ao passo que o segundo é mais divertido e destina-se a criar um espírito familiar entre todos os elementos da empresa. “A empresa é detida por uma família, os Duarte, mas somos uma empresa que todos os trabalhadores cultivam o espírito familiar”.

De Braga
para o Algarve

A empresa Duarte & Filhos está numa fase de transformação orgânica. Agora é um conjunto de empresas, integradas num grupo — Duarte SGPS — com três áreas de negócio distintas mas cooperantes entre si. Passa a ter uma empresa para a promoção imobiliária, outra para a construção e uma terceira de serviços.

A primeira promove os empreendimentos imobiliários, dentro de moldes novos, a segunda constrói para a promoção própria ou para terceiros e, nos serviços, “lançamos a “Smart building” que faz pequenas obras desde remodelações de casas, decoração de interiores, reconstrução lojas, etc.

Para agilizar as áreas de negócio e gestão temos de nos focalizar em cada negócio e colocar pessoas à rente de cada área com mais autnomia e flexibilidade para que elas cresçam mais por si e façam crescer o grupo e melhorem a sua prestação”.

Depois de ter nascido em Esporões e ter crescido em Braga, o novo passo da Duarte SGPS é concretizar a estratégia definida até ao ano 2010: “termos uma implantação nacional. Esta implantação permite-nos crescer porque o mercado em Braga não é suficiente para a nossa capacidade de produção. Estamos a seleccionar locais que tenham potencial mais elevado de compra que em Braga, especialmente no domínio no residencial turístico, estamos a falar do Algarve e em breve iremos lançar um empreendimento residencial turístico para um cliente de nível europeu”.

É um aldeamento turístico cujo lançamento está previsto para 15 de Março. Quanto a outros locais, temos outras propostas, especialmente Lisboa que é um mercado que nunca está esgotado, bem como outros com grande potencial, como a Costa Vicentina, onde o cliente potencial possa ser estrangeiro.

Gerida por um conjunto de valores como a tradição e a seriedade, conjugados com a inovação, competência e a melhoria continua, a Duarte SGPS procura incorporar os valores tradicionais com a modernidade.

“A nossa maneira de estar é inovar” — garante o eng. João Carvalho Duarte que dá exemplo do sistema de eficiência energética e ecológica instalado na última fase dos edifícios da Domus Qualitas : usar a enegria solar patra poupar a energia para o aqueicmento. “Aquece e arrefece e vem substituir o ar condicionado e aquece também as águas sanitárias” — conclui o director-geral da Duarte SGPS.

Outra das características é o processo de construção, desde o início até ao fim dos empreendimentos, que envolve a comunidade: Não é apenas publicitário. Nós temos uma lema que é “building life styles. Construímos estilos de vida. Uma casa não se pode ter independente da comunidade. Uma pessoa deve gostar de viver na casa, da vizinhança e dos espaços que tem para usufruir depois de a comprar. Daí que desenvolvemos actividades para juntar as pessoas a praticar desporto, participar em palestras, actividades de recreio, se envolverem uns com os outros em comunidade e aí gostarem de viver”.

Se a internacionalização pode esperar — “estamos só a ouvir” — a implantação nacional é a prioridade. Depois do Algarve, onde será constituída uma empresa regional, “temos na forja um projecto que está a ser desenvolvido que vai ser uma boa novidade para Braga”.

Braga: capital da... axxónia


Depois do fantástico mimetismo da comunicação social que começou a escerever Estádio Axxa em vez de Estádio Municipal de Braga, o seu verdadeiro nome e no qual são confirmados tantos prémios de arquitectura que fazem passar para segundo plano aquela maravilhosa obra de engenharia, Braga está a tornar-se na capital da parolice, "non-sense" e num sítio queirosiano e cada vez mais mal frequentado.

Em tudo quanto é rotunda, se vão colocando postes de informação a quem vem de fora e quer circular e chegar ao destino que procura, como se presumiam, a avaliar pelos concursos públicos municipais. Mas não. O destaque — que devia ser dado à informação — foi dado à seguradora: o seu nome aparece em caracteres e cores (maiores e mais vistosas) que aqueles que possuem o nome das ruas e das instituições.

Os escuteiros indignaram-se com o anúncio da parvónia e muito bem, porque a criatividade publicitária tem os limites do respeito pela dignidade dos outros.

Mas os bracarenses não. Passam indiferentes diante desta miríada de atentados perpetrados à paisagem visual da cidade. Limitam-se a dizem umas palavras impublicáveis e seguem viagem...

O que se passa por exemplo, na rotunda frente à Igreja de Maximinos é de uma parvoíce confrangedora.
Um aprendiz de marketing devia saber — e também — perceber que a saturação da mensagem e da imagem provoca náusea no destinatário.

O astuto criativo desta sinalização — aprovada pelo Município que também não tem perdão pois o dnheiro não pode ser o primeiro critério a nortear as políticas — não terá noção do mau gosto? O mau gosto mesmo que aprovado por uma maioria não deixa de ser mau gosto.

Segundo os responsáveis municipais, a ideia era uniformizar a sinalética com mobiliário urbano apelativo.

Alguém pode dizer-nos que aqueles 'chapéus' de publicidade são apelativos ou estão a enfiar-nos um barrete com o qual a cidade tem de aguentar durante 15 anos?

M’Espanto às vezes, outras m’avergonho — como diria o grandes escritor Sá de Miranda se um dia destes se levantasse do sepulcro em Amares e viesse vistar Braga por estes dias.

Espantava-se que existisse uma Câmara a aprovar esta campanha de mau gosto e avergonhava-se por terem transformado a capital do Conventus Bracaraugustanus na capital da... axxónia.