Muitas famílias recorrerem a lares da terceira idade para dar uma maior protecção ou até mesmo qualidade de vida e companhia para a fase final da vida de uma pessoa, nem todas as instituições são aconselháveis.
Num encontro recente sobre o isolamento das pessoas idosas promovido pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Cruz Vermelha Portuguesa e Associação Coração Amarelo, foi afirmado que existem lares que usam de forma abusiva sedativos em idosos. Quem denunciou estes casos sabia do que falava e para quem falava.
"Muitos idosos são encaminhados para hospitais e lares e é triste ver lares onde os idosos são sedados para não dar trabalho", disse o especialista Paulo Pereira Neves, médico homeopata, acrescentando que esta é uma realidade em muitos lares portugueses que já visitou para tratar de doentes a pedido das famílias.
E muitas deles, a avaliar pelos números, governam-se à sombra de Deus e sob inspiração das obras de Misericórida.
Não estamos a falar de agressão física mas sim de maus tratos psicológicos, negligência por abandono, negligência medicamentosa e de cuidados de saúde que se abatem sobre muitos dos nossos idosos.
Das quase três mil queixas recebidas na PSP em 2006, apenas 139 são respeitantes a violência contra idosos, as restantes, como se está a ver são respeitantes a maus tratos psicológicos, negligência por abandono e a mais generalizada consiste em dar sedativos a mais para eles não serem tão chatos.
Mas há mais sintomas de preocupação. É que "os idosos são vítimas silenciosas, já que não apresentam queixa por medo", garante procurador-geral da República. Se não tivessem medo, o que se saberia por esse país fora.
É por isso que não nos devem espantar os números aterradores de um inquérito elaborado pelo Serviço de Biomédica e Ética Médica da Faculdade de Medicina do Porto (FMP).
Esse estudo revelou que 50% dos idosos admitem a legalização da eutanásia ou suicídio assistido.
De facto, é melhor morrer sem dor do que ser tratado desta maneira: é a nova maneira de encarar o silêncio dos inocentes.
Apesar destes avisos, nada muda nem nos lares nem nos filhos dos idosos que os depositam ali.
Palavras sobre bracarenses que fazem, porque há gente fantástica, não há? Há, a começar por ti.
Thursday, January 24, 2008
Thursday, November 29, 2007
Braga: desta vez, não. E das outras?
Quem disse que vira um porco andar de bicicleta tem agora motivos para dizer que viu, por estes dias, uma bicicleta andar de porco — escrevia Manuel António Pina (JN 22.11.2007).
É o que está a acontecer em Braga. Finalmente, tornou-se oficial em Braga: vivemos no município dos bananas. As obras na Variante Sul mostram um desnorte total. Para falar de competência na execução deste tipo de obras, não tenho conhecimentos técnicos que a sustentem, embora tenha olhinhos e tenha visto como se faz noutros sítios, também em Braga.
Vem isto a propósito da confissão — muito tardia, após duas semanas de silêncio e de sobranceria face às críticas — feita pelo presidente da Câmara Municipal de Braga, depois de acossado por toda a Oposição e pela comunicação social.
O senhor presidente quase lhe apetecia citar as declarações do senhor Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais e dizer também que “alguns empresários deviam ter vergonha da sua actuação”.
Porquê? Porque prejudicam o Município (e todos nós) cometendo atropelos aos cadernos de encargos que eles aceitaram para vencer os concursos públicos.
Como prejudicam o Município?
Porque obrigam a Câmara Municipal a pactuar com actos de concorrência des-leal só admitidos depois da pressão da comunicação social.
Porque mandam para a valeta a credibilidade que um município deve ter como pessoa de bem que não pode fechar os olhos perante a violação clara das regras do jogo da actividade empresarial.
Depois, mancham a credibilidade dos autarcas porque — apesar das multas anunciadas aos incumpridores — pois os bracarenses até podem duvidar se algum dia era anunciado algum castigo se não houvesse tantos protestos na comunicação social.
Porque fazem os braca-renses acreditar que o poder político está de cócoras diante do poder económico, pois cresce o número daqueles que acreditam que alguns fazem o que querem e fazem da lei letra morta.
Porque, perante tanto silêncio ao longo de várias semanas, face aos protestos de uns e às denúncias de outros, os bracarenses começam a acreditar que uns são mais iguais que outros.
Os empresários que se comportam desta forma — desrespeitando os direitos dos companheiros do tecido empresarial — gerem as empresas sem ética nos negócios.
Se não estivessem habituados a fugir sem ser punidos, não o faziam da forma grosseira como o fizeram agora. Desrespeitam o povo, escarnecem o poder político e prejudicam os empresários cumpridores.
O governo municipal de todos não pode limitar-se a dizer, tardiamente, que sabe e que desta vez não passou, na esperança de que a denúncia leve a mudanças de comportamento de alguns.
Não nos basta que os cofres do município continuem a engordar à custa de muitos, que pagam cada vez mais, nem à custa dos empresários que cumprem os seus deveres.
Se o senhor presidente da Câmara disse é porque sabe do que fala. Os bracarenses agora têm direito a saber qual vai ser o montante das multas, para verificarem se o incumprimento dos cadernos de encargos e o desrespeito por quem manda nes-te município compensa.
Não queremos que Mesquita Machado seja mais um daqueles políticos, que dizem — depois de abando-narem os cargos — coisas interessantes quanto contraditórias com a acção anterior. Um dos exemplos, é Ronald Reagan. Depois de deixar a Casa Branca saiu-se com esta: “achava que a política era a segunda pro-fissão mais antiga. Hoje vejo que ela se parece muito com a primeira”.
Já agora, meu caro presidente. Não se esqueça da descoberta de George Bush, quando deixou de ser presidente: “é impressionante como as pessoas me ganham no golfe depois de eu deixar de ser presidente”.
Imponha-se, antes de ser substituído no tapete verde.
É o que está a acontecer em Braga. Finalmente, tornou-se oficial em Braga: vivemos no município dos bananas. As obras na Variante Sul mostram um desnorte total. Para falar de competência na execução deste tipo de obras, não tenho conhecimentos técnicos que a sustentem, embora tenha olhinhos e tenha visto como se faz noutros sítios, também em Braga.
Vem isto a propósito da confissão — muito tardia, após duas semanas de silêncio e de sobranceria face às críticas — feita pelo presidente da Câmara Municipal de Braga, depois de acossado por toda a Oposição e pela comunicação social.
O senhor presidente quase lhe apetecia citar as declarações do senhor Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais e dizer também que “alguns empresários deviam ter vergonha da sua actuação”.
Porquê? Porque prejudicam o Município (e todos nós) cometendo atropelos aos cadernos de encargos que eles aceitaram para vencer os concursos públicos.
Como prejudicam o Município?
Porque obrigam a Câmara Municipal a pactuar com actos de concorrência des-leal só admitidos depois da pressão da comunicação social.
Porque mandam para a valeta a credibilidade que um município deve ter como pessoa de bem que não pode fechar os olhos perante a violação clara das regras do jogo da actividade empresarial.
Depois, mancham a credibilidade dos autarcas porque — apesar das multas anunciadas aos incumpridores — pois os bracarenses até podem duvidar se algum dia era anunciado algum castigo se não houvesse tantos protestos na comunicação social.
Porque fazem os braca-renses acreditar que o poder político está de cócoras diante do poder económico, pois cresce o número daqueles que acreditam que alguns fazem o que querem e fazem da lei letra morta.
Porque, perante tanto silêncio ao longo de várias semanas, face aos protestos de uns e às denúncias de outros, os bracarenses começam a acreditar que uns são mais iguais que outros.
Os empresários que se comportam desta forma — desrespeitando os direitos dos companheiros do tecido empresarial — gerem as empresas sem ética nos negócios.
Se não estivessem habituados a fugir sem ser punidos, não o faziam da forma grosseira como o fizeram agora. Desrespeitam o povo, escarnecem o poder político e prejudicam os empresários cumpridores.
O governo municipal de todos não pode limitar-se a dizer, tardiamente, que sabe e que desta vez não passou, na esperança de que a denúncia leve a mudanças de comportamento de alguns.
Não nos basta que os cofres do município continuem a engordar à custa de muitos, que pagam cada vez mais, nem à custa dos empresários que cumprem os seus deveres.
Se o senhor presidente da Câmara disse é porque sabe do que fala. Os bracarenses agora têm direito a saber qual vai ser o montante das multas, para verificarem se o incumprimento dos cadernos de encargos e o desrespeito por quem manda nes-te município compensa.
Não queremos que Mesquita Machado seja mais um daqueles políticos, que dizem — depois de abando-narem os cargos — coisas interessantes quanto contraditórias com a acção anterior. Um dos exemplos, é Ronald Reagan. Depois de deixar a Casa Branca saiu-se com esta: “achava que a política era a segunda pro-fissão mais antiga. Hoje vejo que ela se parece muito com a primeira”.
Já agora, meu caro presidente. Não se esqueça da descoberta de George Bush, quando deixou de ser presidente: “é impressionante como as pessoas me ganham no golfe depois de eu deixar de ser presidente”.
Imponha-se, antes de ser substituído no tapete verde.
Uma proposta simples para enriquecer Braga
É perder tempo com os leitores falar da imponência e da beleza arquitectónica do Campo das Hortas, do Arco da Porta Nova e do Palácio dos Biscainhos, com os seus exóticos jardins.
Recentemente, aquela área foi enriquecida com a recuperação de uma das torres medievais, para aí instalar o Museu da Imagem.
Com a demolição de um edifício onde funcionou o restaurante Tulha, na rua dos Biscainhos, ficou visível — podendo ser apreciada por quem nos visita — uma das paredes da Torre.
No entanto, corre o risco de ser tapada, outra vez, o que constitui uma perda para os bracarenses, para o nosso património e para o turismo. Ainda estamos a tempo de evitar que isso aconteça, se existir boa vontade da autarquia e dos proprietários do edifício.
Nas nossas pesquisas — sobre outro tema — deparámos estes dias com umas declarações interessantes de Mesquita Machado no Forum Gallaecia das Cidades Augustas do Noroeste.
Nesse forum, em Lugo, ele defendia o reforço de iniciativas que “possam redobrar a consciência dos cidadãos para a importância do património histórico das cidades” (cf. Correio do Minho, 5 de Dezembro de 1998, p. 4). Este alerta enquadra-se nesse apelo.
A tarefa de conservação do património histórico — como acrescentou nessa altura — “só pode ter sucesso com a contribuição dos próprios cidadãos, tendo em conta a interiorização de que honrar e dignificar o nosso passado é também uma forma de conseguirmos melhor futuro”.
Atendendo à zona envolvente que inclui o campo das Hortas, o Palácio dos Biscaínhos com os seus Jardins, o espectacular Arco da Porta Nova, o renovado pólo cultural que é o Museu da Iamgem.
Acresce que estamos perante uma das portas mais dignas do centro histórico de Braga. Não podia a Câmara Municipal de Braga fazer mais um esforço — consentâneo com o que dizem pensar os seus mais altos responsáveis — para enriquecer os bracarenses e quem os visita? Toda a gente sabe que pode e dificilmente se percebe uma resposta negativa.
Basta — em nome do interesse público, sem danificar os direitos de ninguém — anular a reconstrução do edifício onde funcionou durante décadas aquele restaurante, permitindo que mais um pedaço da muralha antiga da cidade ficasse disponível para admiraçãode quem nos visita.
Mais tarde ou mais cedo, com melhor disponibilidade financeira que a actual, a autarquia podia também adquirir o prédio do gaveto da Praça Conde S. Joaquim com a rua dos Biscaínhos, de modo a deixar a Torre do Museu da Imagem totalmente despida de elementos e edifícios que foram acrescentados à sua sombra ao longo dos séculos. Seria uma espécie de segunda Torre de Menagem que Braga tinha para mostrar.
Quando se fazem campanhas para — através da gastronomia — chamar turistas a Braga para apreciarem o nosso património, está aqui mais uma oportunidade para o enriquecer. Não basta tê-lo (encoberto por outros prédios, como acontece com grande parte do pano da muralha), é preciso, cada vez mais, mostrá-lo, até porque ninguém aprecia o que não vê nem ninguém ama o que não conhece.
Nas vésperas da festa do Padroeiro da cidade, S. Geraldo, uma decisão que preservasse e mostrasse mais aquele pedaço da dua história e do seu passado era um bom presente para a cidade de Braga.
Imaginem, por momentos, o esplendor que era dado a esta parte da cidade, a quem entra nela a partir da Estação da CP: dar de caras com um belo jardim, um arco imponente e uma torre fantástica, ao lado de um palácio de sonho, formando um conujunto de rara beleza que mistura as arquitecturas militar, civil e religiosa.
Querer é poder. Há quem tenha poder. E quem tem poder tem dado provas de defesa, preservação e revitalização do património constuído bracarense.
Braga merece e sabe ser grata a quem gosta dela. Vamos lá, passem das palavras — como aquelas de Lugo — às acções, mandando a reconstrução do antigo Tulha para o entulho.
Recentemente, aquela área foi enriquecida com a recuperação de uma das torres medievais, para aí instalar o Museu da Imagem.
Com a demolição de um edifício onde funcionou o restaurante Tulha, na rua dos Biscainhos, ficou visível — podendo ser apreciada por quem nos visita — uma das paredes da Torre.
No entanto, corre o risco de ser tapada, outra vez, o que constitui uma perda para os bracarenses, para o nosso património e para o turismo. Ainda estamos a tempo de evitar que isso aconteça, se existir boa vontade da autarquia e dos proprietários do edifício.
Nas nossas pesquisas — sobre outro tema — deparámos estes dias com umas declarações interessantes de Mesquita Machado no Forum Gallaecia das Cidades Augustas do Noroeste.
Nesse forum, em Lugo, ele defendia o reforço de iniciativas que “possam redobrar a consciência dos cidadãos para a importância do património histórico das cidades” (cf. Correio do Minho, 5 de Dezembro de 1998, p. 4). Este alerta enquadra-se nesse apelo.
A tarefa de conservação do património histórico — como acrescentou nessa altura — “só pode ter sucesso com a contribuição dos próprios cidadãos, tendo em conta a interiorização de que honrar e dignificar o nosso passado é também uma forma de conseguirmos melhor futuro”.
Atendendo à zona envolvente que inclui o campo das Hortas, o Palácio dos Biscaínhos com os seus Jardins, o espectacular Arco da Porta Nova, o renovado pólo cultural que é o Museu da Iamgem.
Acresce que estamos perante uma das portas mais dignas do centro histórico de Braga. Não podia a Câmara Municipal de Braga fazer mais um esforço — consentâneo com o que dizem pensar os seus mais altos responsáveis — para enriquecer os bracarenses e quem os visita? Toda a gente sabe que pode e dificilmente se percebe uma resposta negativa.
Basta — em nome do interesse público, sem danificar os direitos de ninguém — anular a reconstrução do edifício onde funcionou durante décadas aquele restaurante, permitindo que mais um pedaço da muralha antiga da cidade ficasse disponível para admiraçãode quem nos visita.
Mais tarde ou mais cedo, com melhor disponibilidade financeira que a actual, a autarquia podia também adquirir o prédio do gaveto da Praça Conde S. Joaquim com a rua dos Biscaínhos, de modo a deixar a Torre do Museu da Imagem totalmente despida de elementos e edifícios que foram acrescentados à sua sombra ao longo dos séculos. Seria uma espécie de segunda Torre de Menagem que Braga tinha para mostrar.
Quando se fazem campanhas para — através da gastronomia — chamar turistas a Braga para apreciarem o nosso património, está aqui mais uma oportunidade para o enriquecer. Não basta tê-lo (encoberto por outros prédios, como acontece com grande parte do pano da muralha), é preciso, cada vez mais, mostrá-lo, até porque ninguém aprecia o que não vê nem ninguém ama o que não conhece.
Nas vésperas da festa do Padroeiro da cidade, S. Geraldo, uma decisão que preservasse e mostrasse mais aquele pedaço da dua história e do seu passado era um bom presente para a cidade de Braga.
Imaginem, por momentos, o esplendor que era dado a esta parte da cidade, a quem entra nela a partir da Estação da CP: dar de caras com um belo jardim, um arco imponente e uma torre fantástica, ao lado de um palácio de sonho, formando um conujunto de rara beleza que mistura as arquitecturas militar, civil e religiosa.
Querer é poder. Há quem tenha poder. E quem tem poder tem dado provas de defesa, preservação e revitalização do património constuído bracarense.
Braga merece e sabe ser grata a quem gosta dela. Vamos lá, passem das palavras — como aquelas de Lugo — às acções, mandando a reconstrução do antigo Tulha para o entulho.
Thursday, November 22, 2007
Antónia Lage: 30 anos ao serviço da beleza feminina
“Não sei desenhar mas sei criar”: é assim que se apresenta. Ela orgulha-se das suas inúmeras clientes, mas ao fim de duas horas de animada conversa, estas bem se podem derreter de vaidade por terem escolhido Antónia Laje como conselheira de bem vestir. Até o jornalista que escreve estas humildes linhas recebeu umas valiosas instruções para a sua ‘toillete’, sem estar à espera...
É assim a Antónia Lage, desprendida, disponível mas com um bom gosto sofisticado que encaixa perfeitamente na actualidade das tendências da moda, apesar de andar nestas idas e vindas ao “coração da moda que é Paris” há mais de trinta anos.
Olhar para o cabelo, o tom de pele, o corpo e sua estatura, descortinar a personalidade da mulher e saber o que ela era capaz de vestir constituem os talentos de Antónia Lage, na sua relação com as clientes.
Depois, há que escolher peças com movimento para fluir a feminilidade, com tecidos muitos bons e caros. Depois, acrescenta, “pego no morto, um manequim, e mostro à cliente para ver se é isso que ela deseja. Após sucessivas provas e sugestões minhas e da cliente, porque os pormenores são essenciais”, a alegria contagia cliente e estilista.
“Gostava muito da moda, mas a sua juventude foi vivida como funcionária bancária, no Banco de Fomento em Paris. Era e é o centro da moda, da criação, nos anos 70. Os estilistas e criadores de Paris eram muito ricos em tudo” – recorda António Lage.
Nota-se no olhar uma certa nostalgia daqueles tempos: “ a moda era tudo para ela, quando se tratava de gastar dinheiro...”
Esta filha do antigo presidente da Junta de Freguesia de S. Lázaro, Antónia Lage, regressou de Paris há 32 anos. Ao chegar a Braga, onde nasceu e viveu a sua adolescência, “comecei logo a trabalhar na moda e vendia para Lojas em Braga e no Porto, sempre as melhores “griffes” de Paris. Ainda me ofereceram trabalho num banco em Braga, logo a seguir ao 25 de Abril, mas eu recusei porque pagavam muito pouco” – recorda a nossa interlocutora que nos recebe no seu atelier, na Travessa Machado Vilela, onde se instalou há 30 anos, bem perto da loja que possui no Centro Comercial Santa Tecla.
Antes de Paris, estudou em Londres e “já então gostava imenso de moda e todos os tostões que juntava eram para roupa”. “Sempre aceitei a moda na sua irreverência” – destaca, de imediato, dando a conhecer um pouco da sua personalidade.
Hoje, diz-nos, considera que estes trinta anos de sucesso se “cosem” com uma fidelização de clientes que é notável “porque começaram por ser as avós, vieram as filhas e hoje são as netas que são minhas clientes”.
“Também escolho para elas como se escolhesse para mim, pois sei do que elas gostam e do que lhes fica bem. Sabe que numa colecção há sempre cinco tendências, mas nós escolhemos aquelas que se adaptam melhor à mulher portuguesa” – acrescenta Antónia Laje ao tentar explicar-nos tão grande fidelidade das suas clientes. Mas, acima de tudo, “a honestidade e seriedade com as clientes é o nosso maior trunfo. O meu sucesso depende disso”.
Assim, prossegue, “neste momento só trabalhamos com marcas italianas de alta-costura, ou directamente ou através dos importadores. São dezassete marcas que disponibilizamos de roupa de senhora. Já tivemos de homem mas deixamos esse segmento”.
Antónia Lage compra um ano antes, por isso ela já não se lembrava bem das tendências da moda para este Outono e Inverno, porque já está a pensar – “com muita ansiedade” – nas compras para o Outono de 2008.
Instada a definir a sua clientela, Antónia Lage escolhe duas palavras “requintada e de gosto afinado”. Neste momento da conversa, entra a herdeira do atelier e da actividade, a filha Alexandra, que define as clientes como oriundas de um “estatuto social elevado com simplicidade”.
Antónia Lage recebe as suas clientes por marcação, com atendimento personalizado onde elas se sentem à vontade para escolher os tamanhos, cores e estilos. Tudo o que está exposto é uma escolha própria da estilistas mas “as clientes também nos ensinam muito”,
Associada hoje a uma “toillete” que “é sinónimo de qualidade”, Antónia Lage define-se como “perfeccionista” que oferece a quem a procura um serviço de qualidade e preço equivalente. Não olhar para o preço foi sempre o meu lema. Nunca tive medo dos preços. É muito raro equacionar o binómio preço/qualidade. Eu olho para o interior das peças, percebo muito de tecidos, de corte e depois explico à cliente a dificuldade de corte e a qualidade da peça”.
O segredo do seu sucesso, explica Antónia Lage, é, em primeiro lugar, a exigência nas compras: “se comprarmos mal, não vendemos bem. Temos de comprar quase sempre cem peças de cada colecção”.
Em segundo lugar, o segredo assenta “na vertente criativa. Conseguir perceber o que a pessoa quer, ou mostrar-lhe o que a cliente quer, porque já a conhecemos”.
Com “clientes de todo o país, desde o Minho ao Algarve, passando por Lisboa”, esta senhora que não sabe desenhar mas sabe criar conta com o apoio de três costureiras com uma categoria que “é muito difícil encontrar no mercado”.
Sobre o futuro, diz-nos que vai manter o seu actual atelier muito falado recentemente por ali ter sido confeccionado um vestido de noiva, qual “deusa grega”, de Isabel Figueiras. No entanto, o seu sonho era “algo para cortar e criar, moldar”.
TENDÊNCIAS
DESTE ANO
Para este ano, as linhas dominantes das tendências da moda andam à volta das jóias, carteira, meias, sapatos e cabelos (muito curtos ou compridos).
Das suas quatro viagens ao estrangeiro, em cada ano, percebe que os acessórios são o elemento distintivo deste Outono e Inverno, mas, cuidado, “porque os acessórios mal escolhidos matam um vestido perfeito”.
Os acessórios, “as peles, muito luxo, moda muito feminina, muito pormenor, mangas e vestidos com balão” constituem algumas das características da moda para a estação que começou, aqui e ali ponteada com elementos tradicionais da Índia e da China.
No que se refere a cores, o eterno preto e o branco, são acompanhados este ano de muito cinza e de púrpura (que é muito forte em todas as tendências” porque o “vermelho do Valentino já desapareceu do mercado”.
Antónia Lage adverte as mulheres que “nem sempre as tendências da moda são as mais elegantes”, antes de dar conta do predomínio dos botins até ao tornozelo”. Este botim surge por causa da calça ‘cigarrete’ “para dar uma silhueta muito interessante e elegante à mulher”. O botim também fica muito bem com saia e as “meias baças são quase obrigatórias”. Em alternativa, há o “sapato de cordão e salto altíssimo” e os jeans que nunca saem de moda. São como o preto eterno, os leopardos e animais “que ninguém tira do guarda-vestidos”.
Outra imagem forte da moda deste ano, além é a carteira: “é fundamental e este ano é o hit” num conjunto em que “foram buscar elementos de vários quadrantes com peças mais ricas e muito femininas”.
É o caso do casaco de malha acima do joelho ou a luva que este ano também é muito importante, para além dos “ombros largos para afinar o resto da silhueta”.
No que se refere às jóias, “o ouro volta a destacar-se e os próximos cinco anos vão ser de muito luxo”.
A nossa interlocutora desfaz também alguns mitos, quando afirma que “a moda nunca foi sexy porque quando aposta num decote grande tapa as pernas, por exemplo”.
Antónia Lage destaca também que “as portuguesas entram muito depressa na moda. A mulher portuguesa, em geral, veste-se melhor que a mulher lá fora. A mulher portuguesa é muito limpa, muito clean”.
Esta postura encaixa num “Inverno sofisticado que se adivinha para o próximo ano. É que de todas as épocas, a moda de 2008 tirou tudo os que as mulheres mais gostam de vestir, com tecidos elásticos. Será uma moda cara mas muito bonita e simples”.
Quanto ao próximo Verão, adianta Antónia Lage, “vai tudo andar de preto, aqui e além com uma pela vermelha e as cores brilham nos acessórios”.
No pret-à-porter, o vinil (verniz), apesar de ser um tecido pouco nobre porque não deixa respirar, será muito forte, além de muitas caxemiras.
Antónia Lage descreve 2008 como um ano “de tecidos muito nobres, das rendas, dos dourados, dos vestidos com malha de seda e algodão, das peles, cabelos muito curtos ou compridos, com chapéus, boinas, gorros, bonés com palas pequeninas e luvas.
“Elegância e luxo marcam o futuro da moda nos próximos cinco anos. Coisas boas é o que as mulheres querem e a moda vai corresponder-lhes”, conclui a senhora que mantém uma loja há 15 anos, com peças de roupa exclusiva para Braga.
Quando as cores influenciam comportamentos
Quando falamos de moda, não podemos abdicar das cores, embora nos custe a admitir que elas estão intimamente relacionadas com a nossa forma de estar na vida, no lazer ou no trabalho.
Já nos demos conta disso, mas não nos apercebemos até que ponto as cores influenciam os nossos comportamentos. Basta pintar as paredes da sala de um infantário de amarelo vivo para entendermos por que as crianças daquela sala ficam muito mais excitadas e activas.
Se entrarmos num café com as paredes pintadas de verde fluorescente, percebemos de imediato por que as pessoas falam mais alto.
Mas se não formos adeptos de cafés ou não tivermos idade para infantários, olhemos em volta do nosso escritório. Se tiver uma cor quente sentimo-nos bem melhor a trabalhar ali.
Quem nos alerta para estas singularidades é Joana Sousa que, em parceria com Bruno Barreto, se lançaram há dois meses na Companhia das Flores, uma loja multi-serviços na área da arquitectura e decoração de interiores, organização de eventos e comercialização de flores e prendas para todas as ocasiões.
A decoração de restaurantes, remodelação de interiores, organização de eventos, flores, prendas com assinatura exclusiva com destaque paras a velas decorativas constituem os pontos fortes da Companhia das Flores.
Joana Sousa e Bruno Barreto não são alheios às tendências da moda e acompanham-nas de perto, no que se refere à decoração.
É o caso das cores em que o prateado se destaca por estes tempos, apesar de “sabermos que o preto não sai de moda”, até porque o “preto permite que as flores ganhem outra vida” – destaca Bruno Barreto.
Na arquitectura de interiores, a cor preta funciona como alargamento do espaço, enquanto os espelhos dão profundidade a esse espaço.
Depois há a junção de materiais que constitui outro momento importante na decoração e as coisas funcionam como um estilista a fazer uma peça de vestuário.
Situada em Vila Verde, na Avenida do Autarca, n.º 99, junto ao Campo da Feira e à Escola Profissional Amar Terra Verde, o espaço de flores surpreende pelos aromas de cores que proporciona a quem o visita à procura de um serviço de renovação de espaços ou de uma peça de autores com exclusividade para assinalar um momento singular.
Que nos oferece a Companhia das Flores? Disponibiliza concepção de projectos, estética de espaços comerciais, showrooms e stands promocionais, na área da arquitectura. Na vertente de design oferece a concepção de mobiliário, web design gráfico e criação de materiais promocionais.
Na área da decoração alarga-se aos espaços habitacionais, comerciais, eventos e festas temáticas. Finalmente, na organização de eventos tem capacidade para congressos, feiras, inaugurações, festas, casamentos, baptizados, aniversários, festas infantis e acções de promoção.
“Estamos na fase em que nos vamos dar a conhecer” – admite Joana Sousa – para que as pessoas percebam e interiorizem o conceito da Companhia das Flores”.
Se esta fase inicial constitui uma dificuldade, a verdade é que as flores “podem acompanhar tudo, na arquitectura, nos eventos e festas”, embora o principal argumento de Joana Sousa seja o “querer ser forte na capacidade e qualidade de resposta”.
“Não queremos fazer o trivial” – alerta, para “fecho” de conversa, Joana Sousa, uma jovem empresária preparada para responder às necessidades das pessoas que vão desde a organização da festa de um casamento, à decoração de casas, lojas e apartamentos.
Através de parcerias com empresas – dos mais variados sectores de actividade, desde a confecção de vestidos a painéis publicitários – a Companhia das Flores assenta em quatro pilares de actividade que são a imagem de marca: arquitectura, design, decoração, organização de eventos.
Explicando-se melhor, Bruno Barreto adianta: “por exemplo, uma noiva entra aqui, tem um atendimento personalizado e pode começar por comprar o vestido de Elsa Barreto, e deixar-se de preocupações sobre a organização e realização da festa do Casamento, desde os convites às prendas, passando por tudo o que é necessário para uma festa completa, em que proporcionamos todo o requinte e glamour. Tudo é pensado ao pormenor e de forma única”.
Nascida em Vila Verde, a Companhia das Flores tem capacidade de resposta para eventos em todo o país. “As pessoas olham para a nossa fachada e pensam que isto é um espaço muito caro, mas os preços que praticamos são os normais do mercado” – garante Joana Sousa, que sempre se dedicou a esta área de actividade, embora admita que “fala com as flores”, tal é a sua afeição desenvolvida através de uma loja que lançou na Galeria Comercial Campus S. João, no Porto.
Com muita “experiência na organização de casamentos”, Joana Sousa garante aos seus clientes parcerias de prestígio nas mais diversas áreas de serviços que presta, sem esquecer acções de formação nesta área de organização de eventos.
Um dos projectos consiste na abertura de um curso para hospedeiras/hospedeiros destinados a acções de promoção de produtos e serviços por parte das empresas e organização de eventos.
Hoje em dia, refere como exemplo, os pais não têm tempo para organizar a festa de aniversário do filho e nós tratamos de tudo, desde a escolha do espaço, à decoração e à festa propriamente dita”.
A decoração de restaurantes, remodelação de interiores, organização de eventos, flores, prendas com assinatura exclusiva com destaque paras a velas decorativas constituem os pontos fortes da Companhia das Flores.
Joana Sousa e Bruno Barreto não se alheiam das tendências da moda e acompanham-nas de perto e a Companhia das Flores cativa-nos, logo à entrada, pelo cheiro agradável que é das velas - decorativas de todos os feitos e tamanhos - e não das flores. É a melhor expressão do requinte, numa terra onde as pessoas são sofisticadas na arte de bem receber.
No entanto, o “cartão de visita” avisa-nos que as “flores são companhia de tudo, desde a decoração, à arquitectura e a todos os eventos que possam ser contemplados com a sua contribuição em momentos e espaços inesquecíveis da vida de cada um de nós.
Já agora, para terminar, se quiser oferecer uma linda prenda e única a alguém – mesmo que seja de Braga – tem na Companhia das Flores o local que responde às suas necessidades e aos seus interesses.
AS ovelhas merecem novo estilo evangélico
O Papa Bento XVI pediu aos bispos portugueses que é preciso mudar o estilo de organização da comunidade eclesial e a mentalidade dos seus membros para se ter uma Igreja ao ritmo do Concílio Vaticano II”.
Alguns ficaram surpreendidos com este raspanete abençoado do sucessor de Pedro quando o que nos devia surpreender é que tenha sido necessário ir a Roma para perceber que os bispos portugueses vivem distantes do Povo de Deus, não escutam as pessoas, têm medo da inovação, e temem os desafios feitos há dois mil anos no Evangelho, a nova lei.
Os bispos portugueses foram de mãos vazias. Partiram para esta visita sem terem feito inquéritos aos fiéis sobre qual o sentir destes e destas em relação à acção da Igreja como instituição e como testemunho de Cristo.
Depois esconderam outras verdades ao Papa: não lhe disseram que eles, Bispos, vivem em círculo fechado, se mperceber o sentir dos crentes, na sua variedade e amplitude.
Como dizia o leitor do jornal ‘Público’, “nesta visita, Roma ficou a saber o que os bispos pensam das suas dioceses. Tudo bem. Mas como é que consegue saber o que é que as dioceses pensam dos seus bispos?»
A frieza dos números ajuda a perceber a necessidade urgente de mudança: o “guia” da Igreja Católica de Portugal a quebra progressiva do número de Baptismos e de ordenações sacerdotais que ficam a metade dos padres que morrem.
A Prática Dominical, em 2001, mostrava que oito em cada dez portugueses não vai à Missa.
As celebrações continuam a ter pouca beleza. As homilias são mal preparadas pelos padres. A música litúrgica não sobe de qualidade e a oferta de celebração não é a mais adequada.
Os bispos portugueses podem ficar descansados enquanto virem multidões nas procissões ou grandes festas? Isso, muitas vezes, não passa de uma mera religião natural que tem pouco fundamento cristão e evangélico.
É urgente o novo ritmo e o novo estilo que o Papa pediu aos bispos portugueses.
Os bispos sabem que o Espírito Santo não pode fazer tudo se eles não quiserem nada e continuarem a ver adversários em todas as esquinas quando deviam ver ovelhas que fugiram do rebanho e é preciso ir ao encontro delas.
Alguns ficaram surpreendidos com este raspanete abençoado do sucessor de Pedro quando o que nos devia surpreender é que tenha sido necessário ir a Roma para perceber que os bispos portugueses vivem distantes do Povo de Deus, não escutam as pessoas, têm medo da inovação, e temem os desafios feitos há dois mil anos no Evangelho, a nova lei.
Os bispos portugueses foram de mãos vazias. Partiram para esta visita sem terem feito inquéritos aos fiéis sobre qual o sentir destes e destas em relação à acção da Igreja como instituição e como testemunho de Cristo.
Depois esconderam outras verdades ao Papa: não lhe disseram que eles, Bispos, vivem em círculo fechado, se mperceber o sentir dos crentes, na sua variedade e amplitude.
Como dizia o leitor do jornal ‘Público’, “nesta visita, Roma ficou a saber o que os bispos pensam das suas dioceses. Tudo bem. Mas como é que consegue saber o que é que as dioceses pensam dos seus bispos?»
A frieza dos números ajuda a perceber a necessidade urgente de mudança: o “guia” da Igreja Católica de Portugal a quebra progressiva do número de Baptismos e de ordenações sacerdotais que ficam a metade dos padres que morrem.
A Prática Dominical, em 2001, mostrava que oito em cada dez portugueses não vai à Missa.
As celebrações continuam a ter pouca beleza. As homilias são mal preparadas pelos padres. A música litúrgica não sobe de qualidade e a oferta de celebração não é a mais adequada.
Os bispos portugueses podem ficar descansados enquanto virem multidões nas procissões ou grandes festas? Isso, muitas vezes, não passa de uma mera religião natural que tem pouco fundamento cristão e evangélico.
É urgente o novo ritmo e o novo estilo que o Papa pediu aos bispos portugueses.
Os bispos sabem que o Espírito Santo não pode fazer tudo se eles não quiserem nada e continuarem a ver adversários em todas as esquinas quando deviam ver ovelhas que fugiram do rebanho e é preciso ir ao encontro delas.
O B., o pai e a escolinha
A história conta-se em poucas palavras, mas é um exemplo eloquente para uma palestra sobre o futebol como escola de virtudes para os adolescentes e jovens.
O pai de B., operário e futebolista amador, B.R., garante que o filho "é do Sporting" e só assinou "papéis para autorizar a presença dele num torneio que o Benfica ia disputar em Numância". Uma assinatura inútil, porque o filho nem chegou a jogar nesse torneio.
O caso já mereceu as honras da intervenção do presidente de uma entidade que alegra o coração de mais de seis milhões de portugueses:
Diz esse senhor que o Benfica “não obrigou ninguém, nem enganou ninguém” e acrescenta: “Não vamos pactuar com oportunistas e com mentirosos". "Esse jovem foi ao balneário com o Simão, levou bolas e a camisola do jogador. Estou convicto de que este caso será exemplar para determinados encarregados de educação."
O miúdo, garante o pai, "é do Sporting" e diz que a sua assinatura foi usada pelo Benfica para federar o miúdo.
Eis um exemplo requintado do desporto como um mundo de mentirosos e oportunistas, como muito bem disse o presidente da nação benfiquista.
O pequeno, de oito anos, está a ser disputado como se fosse um troféu de caça. Agora, a fugir dos galgos que correm para o apanhar, está a receber tratamento psicólogico.
Se não quiserem usar esta triste história num debate sobre as vitudes do desporto, podem usá-la também numa palestra qualquer sobre os direitos da crianças e a defesa dos seus legítimos interesses.
O caso do B., comparado com o da Esmeralda, não tem nada a ver. Neste caso, é um combate de afectos, naquele é uma luta por efeitos de tesouraria.
Só mais uma coisa sem importância: é para estas trapalhadas e negócios que se criam escolinhas de futebol?
Depois da porcaria de Viseu e do apito dourado, das confusões entre autarcas e dirigentes do futebol, que é preciso para alguém neste país acabar com esta choldra? Se ninguém quer fazer nada, ao menos, exige-se que os pais façam qualquer coisinha.
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