<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739</id><updated>2012-02-17T22:03:46.236-08:00</updated><title type='text'>Braga agora</title><subtitle type='html'>Palavras sobre bracarenses que fazem, porque há gente fantástica, não há? Há, a começar por ti.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>271</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-8119879781705708558</id><published>2012-01-03T03:33:00.000-08:00</published><updated>2012-01-03T03:39:20.423-08:00</updated><title type='text'>Os rostos da República de A a Z: Sidónio Pais (11)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-aRIFTkGKh28/TwLo40piJmI/AAAAAAAABA4/doRIwM6C0JA/s1600/Pante%25C3%25A3o%2BNacional.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 218px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-aRIFTkGKh28/TwLo40piJmI/AAAAAAAABA4/doRIwM6C0JA/s400/Pante%25C3%25A3o%2BNacional.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5693368941852894818" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Após a morte de Sidónio Pais, aos 45 anos, com tiros de uma pistola belga, o encantamento com a sua figura continuava, criando raízes e dando frutos, ao longo dos anos, cujas sementes germinam apenas oito anos depois, com o golpe de 28 de Maio que saiu de Braga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imagem do presidente amigo dos pobres e das crianças assumiu proporções míticas e lendárias, ímpares na história de Portugal, conferindo-lhe a santidade da “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;rotunda até à eternidade&lt;/span&gt;” numa jornada “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;cruciante e doloros&lt;/span&gt;a” prolongada pela imprensa, mesmo a humorista e sarcástica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos cultivadores da mitologia sidonista foi Fernando pessoa, com o poema “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;À memória do Presidente-Rei Sidónio Pais&lt;/span&gt;”, especialmente quando inventa esta quadra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Quem ele foi sabe-o a Sorte&lt;br /&gt;Sabe-o o Mistério e a sua lei.&lt;br /&gt;A vida fê-lo herói, e a Morte&lt;br /&gt;O sagrou Rei”&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os seus herdeiros políticos , de forma espontânea ou ingénua, ou trabalhada e burilada, ao sabor dos tempos e das necessidades, levaram-no de uma sala escura dos Jerónimos para a honra rara do panteão nacional, num percurso carregado de raro simbolismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impressionante é a persistência da memória de Sidónio, especialmente através da consagração desencadeada pelo estado Novo, na sua fase inicial, assinalando a proximidade entre António (Salazar) e Sidónio (Pais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1919, após a derrota dos monárquicos em Monsanto e a Norte, o poder republicano começa a afirmar-se sem sidonistas que são afastados dos poderes do Estado criando assim a “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;nova República velha&lt;/span&gt;” que não poupa a figura de Sidónio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os herdeiros de Afonso Costa, homens do Partido Democrático, começam por não tolerar que os Jerónimos acolhessem o túmulo de “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;um traidor&lt;/span&gt;”, um “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;vendido à Alemanha&lt;/span&gt;”, um “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;i&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;nimigo da pátria&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, em Dezembro são impedidas cerimónias que assinalassem o primeiro aniversário da morte do “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;presidente-Rei&lt;/span&gt;”, e Alfredo de Sá Cardoso chega a impedir a celebração de uma simples missa de sufrágio, ao afirmar que desmontou uma “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;perturbação da ordem&lt;/span&gt;” preparada para o dia 14 de Dezembro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Celebrar o regime de Sidónio era um “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;crime contra a honra da pátria&lt;/span&gt;” porque a “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Nova República&lt;/span&gt;” esquecera os deveres internacionais e militares no seio dos aliados, para além de tentar “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;aniquilar a Marinha e o esforço de guerra&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obra legislativa foi definida como “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;desordenada e incongruente&lt;/span&gt;” e a situação financeira desastrosa, para além da perseguição aos velhos republicanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, os indefectíveis sidonistas preservaram a sua memória, nos aniversários do assassínio, com romagens ao túmulo e restauro do bodos aos pobres, entre os quais se destacava Gomes Freire.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era só a saudade. Os seus seguidores queriam perpetuar os princípios associados à República Nova, que justificaram algumas ditaduras entre as duas grandes guerras, como Mussolini e Rivera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre o fogo cruzada daqueles que o odiaram e daqueles que o Amaram, a figura de Sidónio manteve-se no topo da discussão política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não admira que durante o estado Novo, a figura do Presidente bondosos e amigo dos pobres seja apontada como “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;um obreiro&lt;/span&gt;” da Revolução de 1926, que deu ligar à ditadura militar e ao regime salazarista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estado Novo retribuía considerando-o “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;um dos poucos que se aproveitavam da confusão"&lt;/span&gt; que foi a primeira República ou Velha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1935, Oliveira Salazar sente a necessidade de perpetuar Sidónio Pais, com um arco triunfal (?), mas antes são colocados os restos mortais na sala do capítulo, um local mais nobre, em 1953, ao lado de Óscar Carmona. Vilas e cidades davam-lhe o seu nome a avenidas e as artes inspiravam-se na sua vida e obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1966, termina esta peregrinação dos restos mortais de Sidónio – o que só aumenta o seu prestígio – com a trasladação para o Panteão Nacional, por “s&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;entida homenagem do Governo de Salazar&lt;/span&gt;” (cf. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Diário das Sessões da Assembleia Nacional&lt;/span&gt;, 14 de Dezembro de 1966).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a chegada de Marcelo Caetano ao poder, em 1968, a figura de Sidónio é esquecida e torna-se mesmo algo "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;incómod&lt;/span&gt;a” e a sua visão constitucional apenas volta a ser recordada no debate da Constituinte, em 1975, ao temperar-se o poder do Parlamento com uma maior intervenção do inquilino de Belém.&lt;br /&gt;Mas ainda hoje, continuam as romagens ao túmulo do “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;presidente-rei&lt;/span&gt;”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-8119879781705708558?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/8119879781705708558/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=8119879781705708558&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/8119879781705708558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/8119879781705708558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2012/01/os-rostos-da-republica-de-a-z-sidonio_907.html' title='Os rostos da República de A a Z: Sidónio Pais (11)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-aRIFTkGKh28/TwLo40piJmI/AAAAAAAABA4/doRIwM6C0JA/s72-c/Pante%25C3%25A3o%2BNacional.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-5833121699108512342</id><published>2012-01-03T03:30:00.000-08:00</published><updated>2012-01-03T03:33:12.847-08:00</updated><title type='text'>Os rostos da República de A a Z: Sidónio Pais (10)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-fRt8p-JBL7M/TwLnc_eD5fI/AAAAAAAABAs/2yjoXoyzGMM/s1600/Sidonio%2BPais.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 260px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-fRt8p-JBL7M/TwLnc_eD5fI/AAAAAAAABAs/2yjoXoyzGMM/s400/Sidonio%2BPais.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5693367364209599986" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A fotografia e o bilhete postal assumiram um papel primeiro na divulgação desta imagem presidencial pouco republicana. As imagens de Sidónio são de consumo apetecível e alimentam um invulgar fenômeno de popularidade que alimenta invejas contra o inegável carisma do presidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fatalidade atinge Sidónio na noite de 14 de Dezembro de 1918, pouco mais de um ano apos a revolta que o elevara ao poder, escapando a um primeiro atentado no dia 6 de Dezembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um jovem Júlio Baptista — só ou a mando de alguém, um mistério que perdura —  enganou-se e os tiros não resultaram. Circulavam em Lisboa rumores que comparavam Sidónio a D. Carlos...morto, mas o presidente não queria acreditar ou estava ansioso pela sua morte?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos tinham abandonado o regime, outros tornavam-se críticos e o partido de Sidónio era uma sombra do apoio que podia ter. A sua figura, o carisma e a popularidade mantinham o regime. Quando se calariam os aplausos? A sua morte faz desabar todo o edifício, embora Sidónio estivesse persuadido da sua “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;invulnerabilidade&lt;/span&gt;” (cf. CHAGAS, João, in &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Diário IV&lt;/span&gt;, Lisboa, Ed. Rolim, 1987.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que,desta vez, o braço assassino não tremeu,nem abala se recusou a partir (duas vezes), naquela noite em que Sidónio sai debelem para apanhar o comboio no Rossio, em direcção ao Porto. Do meio da multidão que o vitoriava, um revólver dispara, gerando confusão, correria, pânico e no tiroteio, inocentes perdem a vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sidónio desfalece algumas horas mais tarde, com uma bala no peito que foi fatal. José Júlio Costa, ex-sargento do exército, não é morto no local e nunca se chega a perceber a motivação do crime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espaço entre as balas e a morte é suficiente para se criar mais um mito, sobre as suas últimas palavras inventadas pelo famoso Repórter X: “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;morro bem. Salvem a Pátria!&lt;/span&gt;”. Nunca foram proferidas mas são a peça fundamental para a construção do mito em que Fernando Pessoa teve contribuição decisiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os funerais – com um luto nacional de 30 dias! – constituíram  o capítulo final  da “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;consagração que a trágica morte lhe deu&lt;/span&gt;”, como o grande “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;márti&lt;/span&gt;r”, o “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;herói&lt;/span&gt;”, o “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;amigo do povo&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O canto de cisne do sidonismo traduz-se num longo carpir enquanto João do Canto e Castro assumia a presidência e nomeava João Tamagnini Barbosa, um delfim de Sidónio, para a chefia do Governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sepultado a 21 de Dezembro, durante um funeral com tiros e confusão na Rua Augusta, onde despontava o jovem Humbertto Delgado que, com outros “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;meninos da Luz&lt;/span&gt;”, evita que o caixão seja derrubado na caminhada para os Jerónimos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um funeral que contrariava o seu testamento: “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;que o meu enterro seja o mais modesto e económico possível para não  desfalcar os meus herdeiros do pouco que lhes deixo, e porque me repugna toda a pompa ou luxo em funerais; que me sepultem em campa rasa, sem cruz, nem inscrição alguma&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três anos depois, o autor dos disparos era libertado, na rebelião da Noite Sangrenta de 19 de Outubro de 1921, tendo se celebrizado com a frase “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;a língua não foi feita para falar&lt;/span&gt;”. Assim, nunca se soube se o assassino era um protegido da Maçonaria ou do Partido Democrático de Afonso Costa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-5833121699108512342?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/5833121699108512342/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=5833121699108512342&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/5833121699108512342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/5833121699108512342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2012/01/os-rostos-da-republica-de-a-z-sidonio_6592.html' title='Os rostos da República de A a Z: Sidónio Pais (10)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-fRt8p-JBL7M/TwLnc_eD5fI/AAAAAAAABAs/2yjoXoyzGMM/s72-c/Sidonio%2BPais.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-3975026024708681074</id><published>2012-01-03T03:24:00.000-08:00</published><updated>2012-01-03T03:30:02.218-08:00</updated><title type='text'>Os rostos da República de A a Z: Sidónio Pais (9)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-uiCZYqpbm5E/TwLmeFvl_aI/AAAAAAAABAg/9vySASud8WQ/s1600/Sidonio%2BPais%2Bem%2BBraga.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 276px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-uiCZYqpbm5E/TwLmeFvl_aI/AAAAAAAABAg/9vySASud8WQ/s400/Sidonio%2BPais%2Bem%2BBraga.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5693366283561991586" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa altura em que o poder é encenado, o chefe recriado e as imagens publicitadas, o “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Sidónio das Sopas&lt;/span&gt;”, a partir de Abril de 1918, inaugura 31 cozinhas económicas, vedadas àqueles que se “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;metem na política, que fazem greves e que perturbam a ordem&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase todos os Domingos, acompanhado de presidentes de Junta e por vezes do pároco, Sidónio desdobrava-se em inaugurações. Ao som de banda, com tudo engalanado e as senhoras rodavam-no. Depois de ter provado a sopa, chegava o discurso do chefe que não se esquecia d povo, que deixava “ &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;remanso das secretarias e vinha até junto das pessoas para ouvir as suas queixas e auscultar-lhes o coração&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo estava com ele e sob a figura de Sidónio podia acolher-se todos os pobres de Portugal. Assim se constrói a imagem de um chefe “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;sensível à pobreza, à desventura do povo&lt;/span&gt;” que era “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;caridoso, governava com o coração&lt;/span&gt;” (cf. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Discurso proferido no Rossio&lt;/span&gt;, a 14 de Maio de 1918).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Outubro, o presidente desperta para uma nova causa: a assistência às vitimas da febre pneumônica numa nova  e “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;bendita cruzada&lt;/span&gt;”, em que as crianças não são esquecidas. Para estas, organizavam-se festas e davam-se brinquedos, vestuário e calçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Por muito vos amar&lt;/span&gt;”, escrevia-se nos pratos de arroz doce servido numa destas festas. Fechava-se o círculo do Presidente que governava com o coração, aberto aos doentes, aos pobres, aos esquecidos e aos velhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a caridadezinha no seu esplendor que os republicanos substituíram pela solidariedade, pela reforma do Estado e por verdadeiras transformações sociais que Sidónio Esqueceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra das imagens bem conseguida foi a de “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;conquistador, charmeur, amoroso e amorável&lt;/span&gt;” devido ao seu “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;olhar magnético e vivo&lt;/span&gt;” com “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;andar galhardo, firme e marcial&lt;/span&gt;” que fazia as delícias e arrebatava as mulheres num “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;histerismo lascivo&lt;/span&gt;” (cf. ALBUQUERQUE, António, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Sidónio na lenda&lt;/span&gt;, revista Lúmen, Lisboa, 1922).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A admiração era tamanha que as “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;senhoras da sociedade descalçaram as mãos brancas e trabalharam por amor a Sidónio&lt;/span&gt;”, apesar deste nunca lhes ter reconhecido capacidade política. O voto estava continuava reservado aos sexo masculino apesar de, em Julho de 1918, ter permitido à mulher portuguesa o desempenho de várias funções públicas e abrir à mulher a pratica da advocacia, ajudante de notário e conservadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que qualquer outro Governo, o Sidonismo investiu na aliança com o Exército, com inúmeras paradas militares e usando o cenário bélico para reforçar a autoridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sidónio usava a “c&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;apa militar sobre os ombros e um cobertor obre os joelhos&lt;/span&gt;”, tinha uma vida austera, começando a trabalhar às 8 horas e só terminando às 3 horas da madrugada, apos fumar uns quatro maços de cigarros Baunilhas. Sedutor, nunca recebeu ou dormiu com uma mulher em Belém. Passava assim a imagem de um homem que mal descansa, abnegado e dedicado à Pátria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa população mal alojada, com péssimas condições de higiene e salubridade e mal nutrida, não é de estranhar que grassassem as doenças como febre tifóide e a varíola. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1918, Portugal é assolado pela celebre pneumônica que sucede à tifóide (em 1917),  matando 40 milhões de pessoas em todo o mundo e cem mil em Portugal. Sidónio Pais, ainda a refazer Portugal dos efeitos devastadores da Guerra que privara os portugueses de produtos essenciais, tinha agora de levantar um pais dizimado pela doença e multiplicava-se em visitas a hospitais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esperança de vida dos portugueses desce para menos de 36 anos mas a imagem de pai-presidente reforçava-se num país onde a maioria da população é analfabeta e em que a imagem é  fundamental. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fotografia e o bilhete postal assumiram um papel primeiro na divulgação desta imagem presidencial pouco republicana. As imagens de Sidónio são de consumo apetecível e alimentam um invulgar fenômeno de popularidade que alimenta invejas contra o inegável carisma do presidente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBS.: Reproduzimos a primeira Página da Ilustração Católica que dá conta da grande recepção de Sidónio Pais, em Braga.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-3975026024708681074?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/3975026024708681074/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=3975026024708681074&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/3975026024708681074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/3975026024708681074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2012/01/os-rostos-da-republica-de-a-z-sidonio_329.html' title='Os rostos da República de A a Z: Sidónio Pais (9)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-uiCZYqpbm5E/TwLmeFvl_aI/AAAAAAAABAg/9vySASud8WQ/s72-c/Sidonio%2BPais%2Bem%2BBraga.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-2148726870762636481</id><published>2012-01-03T03:19:00.000-08:00</published><updated>2012-01-03T03:24:19.516-08:00</updated><title type='text'>Os rostos da República de A a Z: Sidónio Pais (8)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-H-Ljlr6RFRU/TwLlXg55z8I/AAAAAAAABAU/hD6OJYg1YsQ/s1600/Pais_Sidonio82.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 260px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-H-Ljlr6RFRU/TwLlXg55z8I/AAAAAAAABAU/hD6OJYg1YsQ/s400/Pais_Sidonio82.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5693365071082278850" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sidónio Pais é reconfortado com o apoio na província, como aconteceu em Braga, em Janeiro de 1918. Do Norte segue para o Sul e as manifestações  das multidões foram interpretadas como aclamação do Dezembrismo, um sistema longe da desgastada política tradicional, a Nova República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sidónio afirma-se republicano e fiel aos compromissos internacionais, perfilando uma revolução feita contra uma casta de políticos, contra a tirania e a demagogia, acentuando os valores da liberdade, tranqüilidade, ordem e trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para isso, recorria da sempre velha e invocada ideia da regeneração e salvação da Pátria. Três meses depois, esclarece o rumo da sua Revolução: “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;i&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;mplantar um regimen novo em que monárquicos e republicanos possam viver&lt;/span&gt;” ou seja, uma República para todos  (cf. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Um ano de ditadura, discurso e alocuções de Sidónio Pais&lt;/span&gt;, Lisboa, Lusitânia Editora, 1924).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prioridade económica cede lugar à política e, perante a falência do parlamentarismo, a “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;nova ideia&lt;/span&gt;” é um regime presidencial, criado a partir de Março, com dois decretos. Um, de 11 de Março, estabelece o sufrágio universal (apenas masculino), e outro, 30 de Março,  cria uma segunda câmara corporativa com representantes provinciais, das actividades econômicas, serviços, profissões liberais, artes e ciências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a eleição do Presidente por sufrágio universal (e não pela Assembleia, como até então), o Presidente assumia mais poderes sobre o Parlamento e o Governo. Eleito em Abril de 1918, Sidónio Pais tem toda a margem de manobra para impor a “nova idéia”, assumindo-se como Chefe das Força Armadas e mentor do governo cujos ministros nomeava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Parlamento torna-se um órgão estéril, em resultado da sua vida atribulada e pouco pacífica, com longas discussões e cenas de violência entre os parlamentares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As diferentes direitas portuguesas têm aqui o modelo que vão impor no futuro, enquanto o “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;bom rei&lt;/span&gt;” com maus  ministros caminhava para o seu isolamento, apesar do fôlego que recebe com o fim da I Guerra Mubndial, em 11 de Novembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sidónio capitaliza a seu favor a lealdade à Inglaterra e à França, destruindo as acusações de germanofilia, mas a tensão política não acalma. Novembro é um mês de greve geral, a 18, e o sidonismo organiza uma manifestação de forma ordeira, como se fosse uma parada de apoio, destinada a “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;amedrontar&lt;/span&gt;” os que querem a “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;desordem&lt;/span&gt;” e “violências bolcheviques”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o protagonismo é de Sidónio, corporizando a massa de portugueses que “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;querem viver em paz, trabalhar e progredir&lt;/span&gt;” em resposta aos “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;cidadãos de Lenine&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sidonismo tem a primeira baixa: o mundo do trabalho está contra ele e os velhos republicanos aproveitam a boleia.&lt;br /&gt;Longe ia o ambiente em que Sidónio aparece como depositários das esperanças e regenerador  da situação criada pelo partido da Guerra e pela velha República. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esmagada a primeira rebelião dos marinheiros, em Janeiro de 1918,  Sidónio começa a exercer a autoridade capaz de “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;combater a desordem, garantir a tranqüilidade, condição sine qua non para o progresso, mais ai daquele que levantar um dedo ameaçador&lt;/span&gt;” (cf. U&lt;span style="font-style:italic;"&gt;m ano de ditadura...&lt;/span&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poder é encenado, o chefe recriado e as imagens publicitadas, aproveitando as “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;sopas dos pobres&lt;/span&gt;”, da Duquesa de Palmela, que ele faz reverter a seu favor, sendo conhecido pelo “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Sidónio das Sopas&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de Abril de 1918, inaugura 31 cozinhas económicas, até Setembro mas só para alimentarem o “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;trabalhador honesto e não aquele que se preocupa mais com Kropotkine do que com a ferramenta&lt;/span&gt;”, ou seja, aquele que se “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;mete na política, que faz greves e que perturba a ordem&lt;/span&gt;”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-2148726870762636481?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/2148726870762636481/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=2148726870762636481&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/2148726870762636481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/2148726870762636481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2012/01/os-rostos-da-republica-de-a-z-sidonio_8721.html' title='Os rostos da República de A a Z: Sidónio Pais (8)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-H-Ljlr6RFRU/TwLlXg55z8I/AAAAAAAABAU/hD6OJYg1YsQ/s72-c/Pais_Sidonio82.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-8322439791082979589</id><published>2012-01-03T03:15:00.000-08:00</published><updated>2012-01-03T03:19:20.394-08:00</updated><title type='text'>Os rostos da República de A a Z: Sidónio Pais (7)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-kgBXrcpLcns/TwLkMXz5lfI/AAAAAAAABAI/FPyDasylGRk/s1600/La%2BLys%2Bcemit%25C3%25A9rio.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-kgBXrcpLcns/TwLkMXz5lfI/AAAAAAAABAI/FPyDasylGRk/s400/La%2BLys%2Bcemit%25C3%25A9rio.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5693363780150990322" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sidónio Pais proclama vitória, a 8 de Dezembro de 1917, fazendo render os vinte mil escudos que um agrário alentejano lhe entregara para instaurar a República Nova. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raul Brandão escreve no seu livro Vale de Josafat que foi “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;um golpe de magia. De um dia para o outro cai o Afonso Costa, e todo o cenário se transforma&lt;/span&gt;” mas a análise do escritor minhoto não corresponde à realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta relativa facilidade com que Sidónio e seus pares assumem o poder contra os democráticos é ilusória, para mal de Portugal.&lt;br /&gt;Não foi difícil reunir apoios contra Afonso Costa, rosto do partido da guerra, mas foi muito complicado integrar e articular os diversos interesses e expectativas que se congregaram em Sidónio para construir uma alternativa&lt;br /&gt;positiva,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pacificação e reconciliação da família portuguesa foi  difícil apesar d e sempre repetida e pedida por Sidónio em todas as suas visitas onde pedia  ajuda para “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;realizar   equilíbrio político, para que se estabeleça a paz no pais&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o poder nas mãos era necessário assegurar a ordem pública — contendo os assaltos  a lojas — e formar governo. Ficou a pairar  ideia de que ninguém estava para se sacrificar pela Pátria. À sua volta, a sociedade política era uma manta de retalhos e constava-se que “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ninguém ambicionava o poder&lt;/span&gt;” ou esperava que Afonso Costa caísse tão depressa. O será tudo uma construção para fazer sugerir a imagem do homem que se sacrifica, aceitando o poder por amor à pátria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, o primeiro governo sidonista, tem à proa, na Guerra  e diplomacia, o comandante das tropas e a 27 de Dezembro, Sidónio acaba por acumular a presidência da República, nomeando-se  a ele próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Governo era constituído por revolucionários, centristas, unionistas  e independentes, ou seja uma coligação de várias forças que substituíam os democráticos do pé para a mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo governo foi acusado de anti-intervencionistas e germanófilo, sendo responsabilizado por deixar as tropas portuguesas na Flandres à deriva. Daí a ser acusado de abandonar o Corpo Expedicionário Português e da derrota de La Lys, em Abril de 1918, foi um passo pequenino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que Sidónio não investiu o que devi a na prestação portuguesa da Flandres, por imposição da santa aliança com Inglaterra.&lt;br /&gt;Outros problemas tinham de ser enfrentados por Sidónio Pais, como era a reconciliação dos portugueses e fé-lo através da revisão da lei da Separação, satisfazendo os católicos. Criou o Conselho Económico para atrair a si os sindicatos e os empresários mas nunca conseguiu perdoar aos democráticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí a criar uma policia preventiva — para vigiar crimes políticos e sociais, ovo da futura polícia política, — foi um passo agravado com a criação de uma guarda pretoriana do regime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É em 1918 que Sidónio Pais começa a ser acossado por várias conspirações, reais ou exageradas para justificar o aumento de um aparelho policial e militar de confiança da Nova República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EM Outubro de 1918, acontece um dos mais nefastos gestos do sidonismo, quando 140 prisioneiros, políticos e delitos de direito  comum, guardados por uns 200 polícias são conduzidos para outra prisão e seis são mortos a meio do caminho. Para os sidonistas foi uma tentativa de libertação de alguns prisioneiros que correu mal enquanto os democráticos acusavam os sidonistas de uma cilada pela eliminar indivíduos incómodos e perigosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como em Lisboa, as coisas corriam menos bem, Sidónio sente necessidade de se reconfortado com o apoio na província encetado viagem às grandes cidades onde era recebido em apoteose como aconteceu em Braga, em Janeiro de 1918.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-8322439791082979589?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/8322439791082979589/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=8322439791082979589&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/8322439791082979589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/8322439791082979589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2012/01/os-rostos-da-republica-de-a-z-sidonio_1344.html' title='Os rostos da República de A a Z: Sidónio Pais (7)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-kgBXrcpLcns/TwLkMXz5lfI/AAAAAAAABAI/FPyDasylGRk/s72-c/La%2BLys%2Bcemit%25C3%25A9rio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-1110945967832567423</id><published>2012-01-03T03:11:00.000-08:00</published><updated>2012-01-03T03:14:11.942-08:00</updated><title type='text'>Os rostos da República de A a Z: Sidónio Pais (6)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-jYWeYyC9SU4/TwLi-XUPPEI/AAAAAAAAA_8/UgcKjav1bpE/s1600/catedral-de-berlim.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-jYWeYyC9SU4/TwLi-XUPPEI/AAAAAAAAA_8/UgcKjav1bpE/s400/catedral-de-berlim.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5693362439988395074" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Berlim, Sidónio Pais temia que se Portugal entrasse na guerra, a Alemanha podia apoderar-se das colónias em África. A neutralidade de Sidónio complica-se quando Afonso Costa decide entrar na guerra ao lado da Inglaterra, em 1916.&lt;br /&gt;A partir de Berlim, Sidónio deixa para trás a mulher e os filhos, porque não o esperava uma missão fácil, como reparamos anteriormente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seu papel e de outros diplomatas portugueses suscitava criticas de violentas de Teófilo Braga. Sidónio Pais é notificado a abandonar Berlim em Março de 1916.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No regresso a Portugal, o seu pais estava flagelado pelos efeitos da guerra, da fome e da peste, os ingredientes suficientes para que alguém pudesse alterar o rumo dos acontecimentos, com sucesso e de forma fácil, o que aconteceu com o golpe de 5  a 8 de Dezembro de 1917, quando “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Lisboa ronceira desabelhava da Baixa para ir jantar&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo de perto o relato de MARTINS, Francisco José da Rocha, Memórias sobre Sidónio Pais, Lisboa, Editorial ABC,  o golpe é  culminar de contactos do ex-embaixador de Berlim, contra o qual constava a existência de uma ordem de prisão ordenada pelo Governo de Afonso Costa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse dia 5 de Dezembro, Sidónio vestiu a farda que há vinte anos não usava, evitando mandar fazer uma nova para não levantar suspeitas. Dirigiu-se para o Jardim do Matadouro e partiu em direcção à Escola de Guerra, tocando o clarim, com uma pequena força de 40 cavalos, que foi engrossando com a adesão de Artilharia 1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mítica rotunda de 1910 iniciava-se o golpe da Nova República para derrubar a Velha República, perante a incredulidade dos militantes e dirigentes do Partido Democrático, de Afonso Costa: “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;os senhores estão doidos. Este homem é lá capaz de fazer uma revolução?&lt;/span&gt;” — comentara o ministro dos Negócios Estrangeiros, Ernesto de Vilhena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um engano que custou caro aos democráticos que reagiram tardiamente e mal... porque os tempos estavam maduros para se afrontar o poder estabelecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A entrada de Portugal na guerra agravara a situação económica de um país que não produzia sequer o que consumia, numa trágica associação entre a escassez e a carestia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para muitos, existia fome, para outros a ameaça da fome apos longas filas de racionamento de alimentos e nada receber. A miséria espreitava todos os que viviam de salários fixos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que dizer também de milhares de homens e suas famílias mobilizados para as trincheiras da Flandres, em 1916? Assolada pela guerra, fome e a peste (tifo e a gripe espanhola em 1918), o descontentamento transformava-se facilmente em levantamento popular ou motim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meios rurais católicos nunca perdoaram as diatribes de Costa contra a Igreja, no Verão de 1917 sucediam-se as greves, intensificando-se o movimento sindical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava criada uma imensa maioria que estava disposta a apoiar ou tolerar quem quisesse mudar o cenário do pais, ao ponto de apos o golpe, a casa de Afonso Costa ter sido saqueada e os móveis atirados para a rua e levados por quem podia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, Sidónio Pais contou com a incompetência do Governo para levar o golpe a bom porto que é forçado à demissão. O presidente Bernardino Machado resiste a nomear Sidónio Pais mas este impõe-lhe uma Junta revolucionária a que preside e assume todos os poderes. O Presidente é destituído e Afonso Costa é preso, juntamente com outros ministros, antes do Congresso ser dissolvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sidónio podia proclamar vitória, o que aconteceu a 8 de Dezembro de 1917, fazendo render os vinte mil escudos que um agrário alentejano lhe entregara para instaurar a República Nova.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-1110945967832567423?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/1110945967832567423/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=1110945967832567423&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/1110945967832567423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/1110945967832567423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2012/01/os-rostos-da-republica-de-a-z-sidonio_03.html' title='Os rostos da República de A a Z: Sidónio Pais (6)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-jYWeYyC9SU4/TwLi-XUPPEI/AAAAAAAAA_8/UgcKjav1bpE/s72-c/catedral-de-berlim.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-3689903016717899829</id><published>2012-01-03T03:09:00.000-08:00</published><updated>2012-01-03T03:11:04.710-08:00</updated><title type='text'>Os rostos da República de A a Z: Sidónio Pais (5)</title><content type='html'>As divisões em três grupos dos republicanos, em torno de Afonso Costa, uns, de António José de Almeida, outros, e de Brito Camacho, uns terceiros, não impedem a formação de um governo em que Sidónio Pais assume a pasta do Fomento, pouco depois do seu colega de Coimbra, Arriaga ter sido escolhido como Primeiro Presidente da República. A discrição de Sidónio manteve-se até porque o Governo apenas durou dois meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Governo que se segue, Sidónio passa para a pasta das Finanças, sem conseguir cumprir uma velha promessa republicana: o equilíbrio das finanças públicas, apesar do seu trabalho afincado para reduzir o défice. No entanto, o Governo durava sete meses...a par de descontentamento dos trabalhadores que levou ao movimento grevista de Janeiro de 1912, duramente reprimida pelo Governo quando eram cada vez maiores os rumores de movimentações monárquicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo Governo, em Junho de 1912, não inclui Sidónio mas este não era propriamente um desconhecido, dois anos após a implantação da República, explicando-se a sua nomeação para ser “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;o nosso homem em Berlim&lt;/span&gt;”, como embaixador plenipotenciário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na capital alemã, mobila a embaixada com dinheiro do seu bolso, para ombrear como outros diplomatas como Manuel Teixeira Gomes, João Chagas ou José Relvas. Aqui nasce um “novo” Sidónio que atribui à ordem, à disciplina e à austeridade a primazia na escala de valores de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por influência do meio, o diplomata republicano deixa-se permeabilizar pelo militarismo do regime, à encenação do poder e há quem lhe chame “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;crisálida germânica&lt;/span&gt;”, ao ganhar um porte aristocrático com apetência para o comando e a chefia.&lt;br /&gt;Esta mudança é positiva para uns e negativa para muitos. Se fez dele um chefe, também roçou facetas de ditador e explica o seu germanofilismo que leva Portugal a entrar na I Guerra Mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Berlim abriu-lhe oportunidade para novas experiências e aprendizagens mas é incorrecto que se tenha tornado um germanófilo. O seu primeiro trabalho na Europa foi o recnhecimento do regime republicano numa Europa quase toda monárquica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A República tem de lutar contra vários perigos e obstáculos no tabuleiro internacional bem como outras questões que embaraçavam a jovem República Portuguesa, como a guerra à Igreja católica, a contratação de mão-de-obra indígena em África. A imprensa europeia era hostil  e denegria a imagem da república lusitana e o governo radical de Afonso Costa não facilitava o trabalho de Sidónio em Berlim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um trabalho metódico, paciente e de charme que Sidónio Pais tem de desenvolver na Alemanha para fazer respeitar o regime português na Europa. A pacificação do regime com Bernardino Machado na presidência facilitou o trabalho de Sidónio que temia a entrada na guerra contra tão poderoso adversário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sidónio temia que se Portugal entrasse na guerra, a Alemanha podia apoderar-se das colónias em África. A neutralidade de Sidónio complica-se quando Afonso Costa decide entrar na guerra ao lado da Inglaterra, em 1916.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-3689903016717899829?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/3689903016717899829/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=3689903016717899829&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/3689903016717899829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/3689903016717899829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2012/01/os-rostos-da-republica-de-a-z-sidonio.html' title='Os rostos da República de A a Z: Sidónio Pais (5)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-5451924906159426688</id><published>2011-09-29T04:49:00.000-07:00</published><updated>2011-09-29T06:49:09.777-07:00</updated><title type='text'>Os rostos da República de A a Z: Sidónio Pais (4)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-hlS0f0VojAw/ToR3TtfrmlI/AAAAAAAAA_0/XI0Wk3IKEaM/s1600/morte.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 283px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-hlS0f0VojAw/ToR3TtfrmlI/AAAAAAAAA_0/XI0Wk3IKEaM/s400/morte.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657778212397881938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de terminar o curso, encontra Bernardino Machado, de quem foi aluno. Licencia-se em 1898 e no mesmo ano consegue o doutoramento, com 19 valores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano seguinte, Sidónio já é professor da Faculdade de Matemática, onde rege várias cadeiras de Calculo Diferencial e Integral, definindo-se como “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;um jardineiro inteligente que ajuda os alunos a crescerem e a educá-los para a investigação, fomentando o gosto pelo trabalho, curiosidade e iniciativa"&lt;/span&gt;. Em 1903 começava a ascensão fulgurante de Sidónio na vida académica e politica portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como lente de Coimbra, assiste nesse ano à contestação da “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;revolta do grelo&lt;/span&gt;” e à greve académica de 1907 e é no ano seguinte que tem a distinção de proferir a Oração de Sapiência no começo do novo ano lectivo em que aponta os três defeitos fundamentais da Universidade, enraizada numa “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;estrutura religiosa e clerical&lt;/span&gt;” que “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;anulava a iniciativa do aluno&lt;/span&gt;” e estimulava a “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;estreiteza do círculo em que se projecta a luz da instrução&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No seu entender, a Universidade devia partilhar o seu saber com o exterior, com o “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;povo&lt;/span&gt;” e as suas palavras colocaram-no “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;na vanguarda da elite nacional&lt;/span&gt;”, conforme escreve Francisco Cunha Leal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta Intervenção dá a Sidónio maior visibilidade dentro e fora do meio académico e abre caminho a relações com vultos republicanos como Bernardino Machado, Afonso Costa, Brito Camacho e António José de Almeida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está encontrada a justificação para o seu esplendoroso destaque no novo regime republicano nascido em 1910.&lt;br /&gt;As vidas militar e académica seguem a par, recorrendo na primeira a expedientes para não prejudicar a segunda... quando já se sentiam os efeitos da “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;rajada impetuosa da revolução&lt;/span&gt;” que vai sepultar para “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;sempre toda a espécie de tirania&lt;/span&gt;”, conforme disse em Coimbra logo a seguir ao 5 de Outubro, no qual não teve qualquer intervenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, a data é elevada por Sidónio Pais que a classifica como “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;um tremor de terra que faz ruir os tronos e leva os reis ao cadafalso, esse vulcão de cuja cratera se precipita a lava candente da justiça dos povos, corrente caudalosa que nos conduz vertiginosamente no caminho do progresso, avalanche que na sua formidável queda sepulta para sempre toda a espécie de tirania&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa altura, Sidónio Pais era detentor de uma série de cargos que não impedem a sua nomeação como ‘vice’ do Reitor Manuel Arriaga, na Universidade de Coimbra. Eram tempos tumultuosos em que a falange estudantil persegue o “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;lentes monárquicos e franquistas&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste reitorado de poucos meses, lançam-se as bases das grandes reforma das Universidade, com quatro decretos que extinguem os juramentos de lentes e alunos, anulam as matrículas em teologia, deixa de ser obrigatório andar de capa e batina e acabam os privilégios dos Velhos Estatutos. Sidónio Pais está presente e participa neste processo de modernização com Arriaga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um novo passo, a adesão à maçonaria, porta de ascensão no novo regime, em 1911, que era uma “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;qualidade&lt;/span&gt;” necessária para a vida política, escolhendo o nome de Carlyle, um historiador, crítico da sociedade e filósofo inglês do século XIX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deste pensador, Sidónio retira a ideia de que o Homem capaz tem “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;coração sincero, justo, nobre&lt;/span&gt;” para poder ser responsável por um governo perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É após a entrada na Maçonaria que Sidónio veste, por cima da farda militar e académica, a pele de político. Com a ajuda de amigos republicanos influentes, caminha para Lisboa, sendo eleito deputado em 1911, na Assembleia Constituinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixava para trás os dias de Coimbra e a sua vida académica mas isso não fazia dele um republicano activo, antes discreto, sendo fiel à sua farda militar. Ele era um entre 299 na Assembleia mas é aí que conhece o pai da República, Machado dos Santos, o homem da Rotunda, e aproxima-se de Brito Camacho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-5451924906159426688?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/5451924906159426688/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=5451924906159426688&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/5451924906159426688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/5451924906159426688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2011/09/os-rostos-da-republica-de-a-z-sidonio_6514.html' title='Os rostos da República de A a Z: Sidónio Pais (4)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-hlS0f0VojAw/ToR3TtfrmlI/AAAAAAAAA_0/XI0Wk3IKEaM/s72-c/morte.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-7802038803081692958</id><published>2011-09-29T04:45:00.000-07:00</published><updated>2011-09-29T04:49:36.074-07:00</updated><title type='text'>Os rostos da República de A a Z: Sidónio Pais (3)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-EstKWVvhC9A/ToRbQffX57I/AAAAAAAAA_s/uEScmGxYgTk/s1600/sidonio.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 280px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-EstKWVvhC9A/ToRbQffX57I/AAAAAAAAA_s/uEScmGxYgTk/s400/sidonio.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657747370773309362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte consagrou Sidónio mas não significou o seu fim: transfigurou-o, como figura indelével na memoria e na História, porque foi amado e odiado, de santo passou a tirano e louco déspota. Que papel cabe ao Presidente-Rei na História de Portugal? — perguntávamos na última crónica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o perceber, temos de regressar a Caminha, onde nasceu a 1 de Maio de 1872 naquela que ele descreve como “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;vila alvejante, sorridente e bela&lt;/span&gt;”, numa família burguesa e com tradições liberais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O apelido de Marrocos pertence ao pai embora tenha sido aproveitado pelos seus adversários para o assemelhar a “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;pretóide&lt;/span&gt;”, bem como a demência de dois irmãos, para encontrar nele uma loucura herdada de um tio pregador no Brasil que teria morrido no Brasil atacado de demência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerado um “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;celta do Minho&lt;/span&gt;”, possuía um feitio &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;"amoroso, sedutor e bondoso, herdando as características do povo minhoto como a lealdade e a sinceridade&lt;/span&gt;” (cf. SILVA, Armando Barreiros Malheiro, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Sidónio e Sidonismo, História e mito&lt;/span&gt;, Braga, 1997, cit. por SAMARA, Maria Alice, Sidónio Pais, Círculo de Leitores, Lisboa, 2002).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos sete anos, surge a primeira adversidade na vida de Sidónio, quando o pai é demitido da função Pública e mudam-se de Coimbra para Pedrógão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No  ano em que fazia 37 anos, morre o pai de pneumonia. Sidónio vê-se órfão e passa a ser o “h&lt;span style="font-style:italic;"&gt;omem da casa&lt;/span&gt;”, regressando a Caminha. Era urgente encontrar novo rumo para a vida que passava pela incorporação como voluntário no Regimento de Infantaria de Coimbra, enquanto as irmãs procuravam um bom casamento. A condição militar traz Sidónio para Amarante e aqui conhece e casa com Maria dos Prazeres Bessa, em 1895.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegara o momento de Sidónio formar a sua família enquanto um tio da esposa promovia a carreira universitária de Sidónio que foi tão fulgurante e eficaz como o nascimento de três filhos, mais uma em 1907, que só foi reconhecida mais tarde, filha de uma colega que Sidónio conhecera em Coimbra, num envolvimento “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;assumido contra tudo e contra todos que desafiava as conveniências sociais&lt;/span&gt;”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;paixão intensa&lt;/span&gt;” que revela uma das facetas do “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;celta do Minho&lt;/span&gt;” que era apaixonado, conquistador e sedutor. “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Aos dez anos comecei a namorar&lt;/span&gt;” — há-de confidenciar mais tarde, mesmo que os críticos aproveitem este lado de “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;pinga-amor&lt;/span&gt;” para desbaratar a sua figura pública a quem “tudo se pode confiar, menos a mulher” (cf. ALBUQURQUE, António, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Sidónio na lenda&lt;/span&gt;, Lúmen, 1922).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das imagens de marca de Sidónio é a de militar mas a carreira académica é muito mais importante e foi possível graças aos privilégios que a condição castrense lhe proporcionava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, é na Escola do Exército que Sidónio conhece Óscar Carmona e depois Manuel Brito Camacho, um dos homens que ajuda Sidónio na carreira enquanto politico e diplomata. São estes protectores que o livram de ir para uma missão em Moçambique, em 1898, impedindo-o de continuar a sua carreira académica como Mestre de Matemática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se vê, só quando foi presidente assumiu a  imagem marcial, surgindo como garantia da ordem, porque ele dava prioridade a outros centros d e interesse, como a Matemática, falar várias línguas e tocar violino sem saber música.&lt;br /&gt;A sua carreira académica começou no Seminário de Coimbra, sob protecção da madrinha, D. Claudina, depois de ter feito exame a três disciplinas no Liceu de Viana do Castelo, matricula-se em Matemática, licenciatura que abria caminho para as Escolas do Exército e da Marinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É em Coimbra que se amadurece a formação política de Sidónio, no seio da “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;geração combativa de republicanos&lt;/span&gt;”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-7802038803081692958?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/7802038803081692958/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=7802038803081692958&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/7802038803081692958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/7802038803081692958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2011/09/os-rostos-da-republica-de-a-z-sidonio_9840.html' title='Os rostos da República de A a Z: Sidónio Pais (3)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-EstKWVvhC9A/ToRbQffX57I/AAAAAAAAA_s/uEScmGxYgTk/s72-c/sidonio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-2588981288791561447</id><published>2011-09-29T04:36:00.000-07:00</published><updated>2011-09-29T04:45:12.953-07:00</updated><title type='text'>Os rostos da República de A a Z: Sidónio Pais (2)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-PwJcX0R1FF4/ToRZQXGtvbI/AAAAAAAAA_k/gKCVKxRE-Tc/s1600/Caminha%2BCasa%2BSidonio.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-PwJcX0R1FF4/ToRZQXGtvbI/AAAAAAAAA_k/gKCVKxRE-Tc/s400/Caminha%2BCasa%2BSidonio.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657745169499143602" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos perante um caminhense inteligente, a nível científico, como matemático e professor, e a nível pessoal através do modo como soube e pôde aproveitar as ocasiões para ser homem de acção, prático e pragmático, capaz de momentos de fúria temperados com estados de “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;infinita doçura&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São estes contrastes que seduzem boa parte dos cidadãos que pareciam acreditar neste novo político: afinal, ele não estava comprometido com a I Guerra Mundial (como Afonso Costa) e tinha as mãos limpas (sem erros de sete anos de governo dos republicanos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a esperança dos portugueses num tempo de crise económica, social e política, com graves carências, descontentamento, agitação social enquanto a Igreja Católica resistia à sujeição republicana, ajudada pelo “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;milagr&lt;/span&gt;e” de Fátima, em 1917. Os ingredientes q.b. para a Revolução sidonista estavam… à mão de semear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É essa carreira política – que dura um ano – que vamos palmilhar na próxima crónica, recordando os passos dados em Coimbra, a iniciação maçónica e a eleição como deputado pelos Republicanos, com um intervalo como representante diplomático de Portugal na Alemanha, ante da eclosão da I Guerra Mundial que envolve os seus conterrâneos e os germânicos e o faz regressar a Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava criado o clima de expectativa, faltava um paladino e algumas das primeiras medidas de Sidónio agradaram ao mundo católico, ao anular, no dia de Consoada de 1917 a pena de interdição de residência aos  padres e aos bispos. O novo poder dava um sinal claro de querer a paz com s católicos mas não é isto o suficiente para explicar  fenómeno Sidónio em toda a sua extensão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poder encena-se, é criado e a sua aura castrense leva-o a vestir de novo a farda, mesmo que nunca tenha participado em campanhas militares nem sujado as botas na lama das trincheiras da Flandres. Assume a postura marcial, contra os “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;vermelhos&lt;/span&gt;” dos Sovietes que organizam protestos operários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À bravura associa a bondade nas famosas sopas dos pobres e visita os bairros pobres, debruçando-se sobre os doentes, chegando próximo do povo, assumindo o papel de pai e protector. Tudo fazia sentido numa conjuntura de guerra. Foi esta a imagem que se popularizou mas ele tinha quem o odiasse também, porque após o golpe sidonista, as prisões enchem-se de homens do partido Afonsista, enquanto a “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;rua&lt;/span&gt;” unionista perseguia a claque “democrática”, através de grupos de trauliteiros que se queixavam agora da “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;formiga preta&lt;/span&gt;” que dá origem à primeira polícia politica para vigiar os inimigos políticos e sociais (sindicalistas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sidonistas faziam-no em nome da regeneração dos costumes corrompidos pelos democráticos que levaram o sistema a um impasse, sem alternância, para reconciliar a família portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As preocupações centrais de Sidónio estavam na ordem pública e na questão politica: o parlamentarismo falira e restava tentar a “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ideia nova&lt;/span&gt;”, o presidencialismo, cujas pontos foram lançadas ao longo de 1918.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A figura carismática, aliada à introdução do sufrágio universal, o seu assassínio a 14 de Dezembro de 1918, acabam com esta experiência politica e fazem o pais mergulhar num clima de grande instabilidade política que conduz ao restauro da Monarquia, a Norte, em Janeiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo republicano pega nas armas para defender a República  mas o pais divide-se entre Norte e Sul até às eleições de Maio, com a vitória dos “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;democrático&lt;/span&gt;s”. A morte consagrou Sidónio mas não significou o seu fim: transfigurou-o, como figura indelével na memoria e na História, porque foi amado e odiado, de santo passou a tirano e louco déspota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que papel cabe ao Presidente-Rei na História de Portugal?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;N.B.&lt;/span&gt;: Na foto a Casa onde nasceu  Sidónio Pais, em Caminha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-2588981288791561447?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/2588981288791561447/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=2588981288791561447&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/2588981288791561447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/2588981288791561447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2011/09/os-rostos-da-republica-de-a-z-sidonio_29.html' title='Os rostos da República de A a Z: Sidónio Pais (2)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-PwJcX0R1FF4/ToRZQXGtvbI/AAAAAAAAA_k/gKCVKxRE-Tc/s72-c/Caminha%2BCasa%2BSidonio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-209930296345744116</id><published>2011-09-29T04:22:00.000-07:00</published><updated>2011-09-29T04:36:35.223-07:00</updated><title type='text'>Os rostos da República de A a Z: Sidónio Pais (1)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-jn2BhcNzFDY/ToRYM67TCeI/AAAAAAAAA_c/GXILuUii73I/s1600/sidonio%2Bpais1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 327px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-jn2BhcNzFDY/ToRYM67TCeI/AAAAAAAAA_c/GXILuUii73I/s400/sidonio%2Bpais1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657744010883828194" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Com esta crónica, iniciamos uma síntese da vida daquele que foi um “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;meteoro de formiga preta que sucedeu à Branca&lt;/span&gt;”: Sidónio Pais, a face de um combatente contra o analfabetismo, a politiquice, a desorientação, a ganância e a petulância, males a que os críticos de Afonso Costa chamaram os “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;piolhos&lt;/span&gt;” que infestavam a República nascida oito anos antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida de um Homem não cabe em meia dúzia de crónicas, muito menos quando estamos perante uma personalidade tão rica que, apesar de ter ocupado o poder apenas um ano, como Presidente da República, foi, é e será, pela sua controversa passagem pela política nacional, objecto de várias apreciações e estudos. Existe um largo número de obres sobre este filho de Caminha, ora tecendo elogios a raiar a idolatria, ora denegrindo a imagem deste minhoto, sem dó nem piedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, não é exagero afirmar que estamos perante uma figura central da história da I República, a avaliar também pelas palavras de Egas Moniz, primeiro Nobel português, na medicina, que o definiu como “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;personalidade marcante que passou como um meteoro através da política portuguesa&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi consagrado com a honra de os seus restos mortais terem sido depositados no Mosteiro do Jerónimos, ao lado de Teófilo Braga e Óscar Carmona, sendo para os portugueses o único que ostenta título de “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;presidente-rei&lt;/span&gt;”, beneficiando do apreço dos republicanos e monárquicos, mesmo depois de 1926. Com o apoio  do Estado Novo, Sidónio Pais beneficia da imagem de Homem bondoso e mártir que ainda povoa o imaginário dos portugueses mais idosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, a figura de Sidónio Pais é um caso ímpar na nossa história: a sua imensa popularidade está na razão inversa da sua permanência no poder. É comparável. Em tempos mais recentes, a Francisco Sá Carneiro ou Adelino Amaro da Costa. Foi o primeiro Presidenta da República eleito por sufrágio universal (masculino) e só esteve à frente do país entre 5 de Dezembro de 1917 e 14 de Dezembro do ano seguinte, data do seu assassínio. Este ano colocava-o na galeria dos memoráveis, apesar de não ter sido governante, ou importante chefe partidário ou singular tribuno parlamentar, como os referidos Sá Carneiro ou Amaro da Costa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com apoio de Brito Camacho, a carreira política do caminhense começa discretamente em 1910, porque até Antão persegue com brilhantismo uma carreira académica como professor de Matemática em Coimbra, além de ser oficial do Exército e director da escola Industrial Brotero, em Coimbra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada fazia prever que, sete anos depois, explodisse na política nacional como um verdadeiro meteoro cuja popularidade atravessou e conquistou Portugal inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estamos perante um homem que nasce depois de ter feito cair o poder hegemonizado por Afonso Costa e o Partido Democrático, radical e jacobino. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O altominhoto tinha uma linha, uma figura distinta, sabia estar e era um líder simpático a que poucos pareciam estar indiferentes, desde a sua pose à sobriedade das suas maneiras passando por um olhar vivo e humanista (cf. SAMARA, Maria Alice, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Sidónio Pai&lt;/span&gt;s, Círculo de Leitores, Lisboa, 2002, pp.9-20).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-209930296345744116?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/209930296345744116/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=209930296345744116&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/209930296345744116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/209930296345744116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2011/09/os-rostos-da-republica-de-a-z-sidonio.html' title='Os rostos da República de A a Z: Sidónio Pais (1)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-jn2BhcNzFDY/ToRYM67TCeI/AAAAAAAAA_c/GXILuUii73I/s72-c/sidonio%2Bpais1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-1811871007000687922</id><published>2011-09-29T04:16:00.000-07:00</published><updated>2011-09-29T04:22:42.689-07:00</updated><title type='text'>Os rostos da República de A a Z: Afonso Costa (10)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-ZmB8Sx5VTtw/ToRU8gm5vHI/AAAAAAAAA_U/yHYuo_Qjlmo/s1600/Oliveira%2BSalazar.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 315px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-ZmB8Sx5VTtw/ToRU8gm5vHI/AAAAAAAAA_U/yHYuo_Qjlmo/s400/Oliveira%2BSalazar.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657740430406171762" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A consolidação do Estado Novo marchava sobre rodas mas Afonso Costa não desiste até à morte, súbita, em Paris, em Maio de 1937, sem ver dada nova oportunidade à sua tão amada República.&lt;br /&gt;Com a Liga de Paris formalmente desfeita em 1932, Oliveira Salazar, mais seguro que nunca no poder, dixa de fora da amnistia Afonso Costa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, não resta ao velho líder republicano manter a luta contra Salazar, líder do catolicismo conservador, já à frente do Conselho. Fá-la através de várias entrevistas, retomando a defesa do socialismo integral, defendendo um programa reformista de um Estado interventivo, próximo do Estado da social-democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Portugal cresciam os grupos anarquistas e comunistas, os únicos disponíveis para a luta depois da “demissão” da Aliança Republicano-Socialista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano de 1933, Num conjunto de entrevistas a um jornal brasileiro, Afonso Costa tenta desmascarar os equilíbrios orçamentais do “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;papa negro&lt;/span&gt;”, Oliveira Salazar, apontando os sucessivos défices das finanças públicas portuguesas e chamando a atenção para a origem do desafogo que datava de 1924, o que não era mentira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afonso Costa não se limitava a estes dois pontos, atacando Salazar por ser um “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;perigoso jesuíta que já pós a funcionar em Portugal a Monita secreta&lt;/span&gt;” (cf. JOBIM, José, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A verdade sobre Salazar, Entrevistas concedidas em Paris pelo sr. Afonso Costa&lt;/span&gt;, Rio de Janeiro, Calvino Filho Editor, 1934, pp. 28-39).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Honestamente, reconhecia a culpa dos republicanos pelo estado de ditadura a que o seu pais chegara: Apontava três razões, sendo a primeira “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;a criminosa fraqueza e quase covardia em relação aos ataques sucessivos dos reaccionários militaristas&lt;/span&gt;” enquanto a segunda era a “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;falta de comparência em vários ramos da administração&lt;/span&gt;”. Mas havia uma terceira, “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;o descrédito do Parlamento&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afonso Costa não conhecia o novo ditador e dele dizia que era “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;um homem novo e de falas doces, misantropo, apático, frio, esperto, insociável , trabalhador e insofridamente ambicioso. É vaidoso como uma mulher&lt;/span&gt;”. (cf. JOVIM, José, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;op. cit.&lt;/span&gt; pp. 53-93).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salazar responde acusando Afonso Costa de “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;falsificador da História&lt;/span&gt;” e perdia a sua compostura, dinamizando uma polémica violenta que ocultou depois nas suas memórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acusado por Salazar por fazer um exercício abstraccionista — sem tradução na realidade do pais —  Costa é comparado a um dos dois alunos que, numa turma são escolhidos para se ocuparem a defender duas posições contrarias. Só servia para avivar a discussão e arquitectar raciocínios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa perspectiva, dizia Salazar: "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;o dr. Afonso Costa ficou para sempre amarrado ao se método dedutivo, às sua argumentação abstracta, ao absolutismo de  certas proposições, à incapacidade de observar os factos e corrigir com eles uma ou outra das suas atitudes mentais&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas suas “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Duas escolha&lt;/span&gt;s”, Oliveira Salazar é particularmente violento: “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Contra a discussão por hábito, contra a critica por princípio, contra o insulto por sistema, contra o partidarismo por ódio, a ditadura tem afirmado e feito vingar outra escola política&lt;/span&gt;” (cf. GUIMARÃES; Alberto, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A verdade sobre Afonso Costa&lt;/span&gt;, ed. Autor, 1935, pp. 24-232).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afonso Costa não se conteve e respondeu mas o Estado Novo nunca desistiu de ter a última palavra e Alberto Guimarães é o porta-voz dela ao classificar Afonso Costa como “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;maquiavélico, sinistro, nefasto, patife, nojento, seco de coração, ambicioso como um negociante judeu, psicologicamente um tirano, sem escrúpulos&lt;/span&gt;” até concluir que “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Afonso Costa seria homem para vender o próprio pai&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estado Novo encetou então uma campanha que define Áfonos Costa como a personificação do “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ódio e crime&lt;/span&gt;” e “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;erguer-se-ia o pais inteiro para o expulsar&lt;/span&gt;” para se afundar na sua obra “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;sinistra de lama e sangue&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava tudo dito, mas a luta era desigual mesmo quando surge uma pequena esperança com a guerra civil espanhola, por parte dos resistentes ao Estado Novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As 65 anos, Afonso Costa colabora activamente, na organização da Frente Popular Portuguesa contra a Ditadura, dominada por republicanos, e é indigitado para grão-mestre da Maçonaria Portuguesa. Com a sua morte súbita, em 1937, caem em terra estrangeira as sementes que hão-de germinar em 25 de Abril de 1974. A liberdade, a República e o socialismo constituem o seu tripé ideológico sobre o qual assentam os seus sucessos – muitos – e os fracassos – poucos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-1811871007000687922?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/1811871007000687922/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=1811871007000687922&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/1811871007000687922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/1811871007000687922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2011/09/os-rostos-da-republica-de-a-z-afonso.html' title='Os rostos da República de A a Z: Afonso Costa (10)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-ZmB8Sx5VTtw/ToRU8gm5vHI/AAAAAAAAA_U/yHYuo_Qjlmo/s72-c/Oliveira%2BSalazar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-3132448987701467333</id><published>2011-07-02T16:09:00.001-07:00</published><updated>2011-07-02T16:12:45.156-07:00</updated><title type='text'>Os rostos da República de A a Z: Afonso Costa (09)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-9u_pGd8JIyQ/Tg-l5WzQDlI/AAAAAAAAA-0/xYrJBhVEMyY/s1600/Gomes%2Bda%2BCosta.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-9u_pGd8JIyQ/Tg-l5WzQDlI/AAAAAAAAA-0/xYrJBhVEMyY/s400/Gomes%2Bda%2BCosta.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5624896864400707154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em 1920, repetiam-se os pedidos para que Afonso Costa voltasse e ele recusou-os todos. Marcado pela forma como o sidonismo o tratou , não estava disposto a deixar-se “queimar” só para tapar algum buraco. O seu nome era uma espécie de último recurso mas ele não estava para aí virado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Março do ano seguinte, Bernardino Machado chama-o para negociar um empréstimo no estrangeiro, de 50 milhões de dólares, mas descobre-se que Portugal caíra numa burla e a polémica volta a instalar-se entre acusações a Costa de se envolver numa negociata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivia-se uma nostalgia do afonsismo e no Verão, com a vitória dos liberais, Afonso Costa chega a planear o seu regresso a Portugal mas impressionado com os acontecimentos da noite sangrenta de 19 de Outubro, com a execução bárbara de Granjo e de Machado dos Santos, decide não regressar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1922, o presidente volta a insistir com ele mas Afonso Costa mantém-se irredutível até intervir às claras no ano seguinte quando as forças conservadoras se recompuseram em torno do Partido Nacionalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afonso Costa empenha-se na bem sucedida eleição do diplomata e escritor Manuel Teixeira Gomes para o Palácio de Belém, contra Bernardino Machado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teixeira Gomes convida-o a formar Governo a 2 de Novembro e, apesar de uma eufórica recepção, em Lisboa, Afonso Costa desiste,  argumentando com a recusa do Partido Nacionalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Junho de 1924, Teixeira Gomes volta a repetir o convite do ano anterior. Sem resultado porque “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;os insignificantes políticos  que nos tem governado não querem que ele venha&lt;/span&gt;” — dizia o presidente Teixeira Gomes (cf. A. H. Oliveira Marques, in &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Afonso Costa&lt;/span&gt;, Lisboa, Arcádia, pp. 208-236).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Portugal, as suas hipóteses estavam comprometidas em contraponto ao prestígio conseguido no estrangeiro, sendo eleito vice-presidente do Tribunal Permanente de Justiça Internacional e, em Março de 1926, presidente da sessão extraordinária da Sociedade das Nações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucas semanas depois, a 28 de Maio, instaura-se em Portugal uma ditadura militar em que o único elo que unia os revoltosos ra o fim da República dos democráticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 8 de Julho, Afonso Costa era demitido do cargo de presidente da Delegação portuguesa à Sociedade das Nações.&lt;br /&gt;Afonso Costa não é apanhado desprevenido. Esperava para ver &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;desta conspiração de um vasto leque de forças unidas contra o Partido Democrático num programa mínimo, com um apoio máximo&lt;/span&gt;” (cf. ROSAS, Fernando in &lt;span style="font-style:italic;"&gt;História de Portugal&lt;/span&gt;, dir. José Mattoso, Lisboa, Círculo de Leitores, 1994.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para se avaliar do capital político que Afonso Costa possuía, em 1927, o seu nome aparece como possível ministro das Finanças na famosa Liga de Paris, movimento que preparava a resistência. Ele estava ao lado de nomes como Jaime Cortesão, Álvaro de Castro, Domingues dos Santos e António Sérgio. Germinava a II República... fazendo com que Afonso Costa se aproximasse de antigos adversários e admitindo que “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;a República deve encaminhar-se para a esquerda, apoiando-se nas classes operárias&lt;/span&gt;” (cf. A. H. Oliveira Marques, op. cit., p. 241).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá fora, Afonso Costa participa numa campanha contra um empréstimo pedido pela ditadura, ampliando os laços republicanos com os espanhóis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1930 multiplicam-se os contactos para unir a oposição, reunindo núcleos de exilados em Espanha mas avolumavam-se outras contrariedades porque, cá, muitos são seduzidos pelo projecto da União Nacional, lançado por Oliveira Salazar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revolta da Madeira que se alargou a outras colónias animou os republicanos exilados em Paris constitui um comité enquanto Jaime Cortesão é enviado a Espanha para obter o apoio espanhol à insurreição portuguesa. Na Galiza, em Agosto de 1931, há um contacto com o ex-ministro da Guerra, António Ribeiro de carvalho, mas este recusa participar na revolução com os exilados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Portugal, a Aliança Republicana Socialista esvaziava os apoios dos emigrados e a Liga de Paris extingue-se em 1932. A consolidação do Estado Novo marchava sobre rodas mas costa não desiste até à morte, súbita, em Paris, em Maio de 1937, sem ver dada nova oportunidade à sua tão amada República.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-3132448987701467333?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/3132448987701467333/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=3132448987701467333&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/3132448987701467333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/3132448987701467333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2011/07/os-rostos-da-republica-de-a-z-afonso_3361.html' title='Os rostos da República de A a Z: Afonso Costa (09)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-9u_pGd8JIyQ/Tg-l5WzQDlI/AAAAAAAAA-0/xYrJBhVEMyY/s72-c/Gomes%2Bda%2BCosta.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-707002473226133835</id><published>2011-07-02T16:02:00.000-07:00</published><updated>2011-07-02T16:08:49.341-07:00</updated><title type='text'>Os rostos da República de A a Z: Afonso Costa (08)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-KtZdYu3X-cg/Tg-k-jBLBmI/AAAAAAAAA-s/Y0E1aB3ctXU/s1600/Casa%2Bde%2BSid%25C3%25B3nio.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-KtZdYu3X-cg/Tg-k-jBLBmI/AAAAAAAAA-s/Y0E1aB3ctXU/s400/Casa%2Bde%2BSid%25C3%25B3nio.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5624895854068041314" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sindicalistas, católicos, monárquicos, republicanos moderados uniam-se contra Afonso Costa em volta do caminhense Sidónio Pais, que avança com um golpe no dia 5 de Dezembro de 1917.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois dias depois, a conspiração parecia fracassar e Afonso Costa, retido num hotel no Porto, manda servir café para toda a gente enquanto interpela o presidente: “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt; V. Ex. cia aceita a demissão do Governo, sem me ouvir?&lt;/span&gt;” (cf. Oliveira Marques, in &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Afonso Costa&lt;/span&gt;, Lisboa, Arcádia, 1975, p. 188).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afonso Costa recusa-se a fugir e no dia seguinte o hotel era cercado por militares e preso, sendo conduzido pela escuridão das ruas do Porto e daí para o forte da Trafaria e deste para Elvas, onde ficou recluso três meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os “afonsistas” eclipsaram-se em Lisboa e a multidão assaltava a casa de Afonso Costa, lançando livros, roupas, santos crucifixos (para espanto de todos!) pelas janelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Costa era visto como ditador, o que explica a vandalização da sua casa. Fernando Pessoa não poupava as palavras quando se referia a Afonso Costa: “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Franco seria um tirano de merda; este (Costa) é um tirano de caca&lt;/span&gt;”, é “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;um dos maiores bandidos que tem aparecido à superfície da política lusitana&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dupla sai de cena&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com Sidónio Pais termina um ciclo de promessas não cumpridas pelos dirigentes republicanos e Afonso Costa é associado a todas as insuficiências do regime. Bernardino Machado leva por tabela e é enviado para o exílio e ninguém se levanta em defesa deles. Afinal, Costa ser-viu os objectivos de Bernardino, tornando-o presidente e este satisfez amplamente os interesses do partido de Afonso Costa. Formaram uma dupla de sucesso e pagaram com igual fúria do povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Março de 1918, António José de  Almeida insurge-se contra a manutenção de Afonso Costa no forte de Elvas, denunciando a campanha de calúnias de que é alvo e, no fim do mês, o antigo ministro das Finanças saía da prisão. Terminavam três meses de tormento para Afonso Costa que seguia para Paris onde instalou o seu escritório de advogado, bem sucedido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enterrada a aventura mo-nárquica e sidonista, em 1919, Afonso Costa escla-rece que não quer voltar à política: “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;eu e os meus fomos pessoalmente acometidos e tivemos de sofrer do-res, calúnias e vexames, que nem aos maiores inimigos da Pátria seria legítimo infligir&lt;/span&gt;” (cf. Oliveira Marques, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Op. Cit.&lt;/span&gt; pp. 433-434). Afonso Costa tinha 48 anos e muito para dar ao país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de deixar de viver em Portugal, após o golpe do caminhense Sidónio Pais, Costa continua a percorrer a Europa como um “bom burguês”, sem deixar de praticar o seu desporto favorito, a esgrima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Imagem externa favorável&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A guerra destruíra completamente a imagem de Afonso Costa e do seu Partido Democrático, mas o seu prestígio entre as grandes potencias mantinha-se alto, sendo nomeado para substituir Egas Moniz (médico, diplomata e futuro Nobel da Me-dicina) na Conferência de Paz em Paris, após a I Guerra Mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afonso Costa aplicou toda a sua sabedoria e engenho para defender os interesses de Portugal na Sociedade das Nações, como descreve de forma clara José Medeiros Ferreira na sua obra &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Portugal na Conferência de Paris&lt;/span&gt;, Lisboa, Quetzal, pp. 28-83.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afonso Costa representou Portugal na assinatura dos Tratados de Paz  que se seguiram ao Tratado de Versa-lhes e continuou a desempenhar actividades diplomáticas ao serviço do pais, tentando mesmo candidatar-se ao Conselho Executivo da Sociedade das Nações, em representação das “pequenas potências”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Portugal volta   &lt;br /&gt;a chamá-lo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Em Portugal, a vida partidária voltava ao rotativismo entre Liberais (evolucionistas e unionistas) e o Partido Democrático, igual ao que marcara os últimos anos da Monarquia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O regime entrava em convulsão interna, agravada pela inflação galopante, agitação social e instabilidade governativa. Em 1920, Portugal teve seis governos e no ano seguinte, sete. Repetiam-se os pedidos para que Costa Voltasse e ele recusou-os todos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcara-o a forma como o sidonismo o tratou mas também é verdade que Afonso Costa não conseguiu reunir as condições que impunha e não estava disposto a deixar-se “queimar” só para tapar algum buraco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-707002473226133835?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/707002473226133835/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=707002473226133835&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/707002473226133835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/707002473226133835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2011/07/os-rostos-da-republica-de-a-z-afonso_02.html' title='Os rostos da República de A a Z: Afonso Costa (08)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-KtZdYu3X-cg/Tg-k-jBLBmI/AAAAAAAAA-s/Y0E1aB3ctXU/s72-c/Casa%2Bde%2BSid%25C3%25B3nio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-6048851362139017850</id><published>2011-07-02T15:54:00.000-07:00</published><updated>2011-07-02T16:02:11.230-07:00</updated><title type='text'>Os rostos da República de A a Z: Afonso Costa (07)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-Uz0VZxNC1Wc/Tg-jY8mlwXI/AAAAAAAAA-k/5QCX0L-z1NI/s1600/Bernardino.png"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 255px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-Uz0VZxNC1Wc/Tg-jY8mlwXI/AAAAAAAAA-k/5QCX0L-z1NI/s400/Bernardino.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5624894108589212018" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A guerra deu a Afonso Costa o pretexto para o apelo à unidade de todos os republicanos, em troca de uma patriótica reconciliação, em seu redor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirige-se a Londres onde afirma que a “I&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;nglaterra nos convida a dar-lhe o nosso concurso nos campos de batalha da Europa, compromete-se a fornecer-nos os fundos necessários para que ele se torne efectivo, sob forma de material, abastecimento, etc., finalmente freta-nos em condições mais vantajosas um grande número os navios que apreendemos aos alemães&lt;/span&gt;” — lê-se no &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Diário II&lt;/span&gt; de João Chagas (ed. Rolim, Lisboa, 1987, pp. 266-277).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra a maioria, a proposta minoritária da intervenção na guerra ganhava forma e vencia. É a Afonso Costa e ao Partido Democrático que Portugal deve a entrada no palco de guerra europeu e não é fácil destrinçar, ainda hoje, onde começam e acabam as motivações de ordem interna e externa que sustentam esta decisão que traduz o “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;interesse de Afonso Costa na afirmação externa do Estado Republicano&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As relações com Inglaterra estavam longe de ser as melhores porque os ingleses apenas reconheceram a República um ano depois e a imagem de Portugal — devido à contratação de mão-de-obra indígena nas colónias portuguesas — era pouco melhor que má.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal estalou a guerra, Costa apela à unidade dos republicanos embora a maioria preferisse expedições a África contra a ambição imperialista alemã, como a própria Inglaterra sugeriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os oficiais do Exército também se opunham à politica de guerra e fazem a entrega simbólica das espadas ao Presidente Arriaga — o “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;golpe das espadas&lt;/span&gt;” —  e de nada valia a Afonso Costa percorrer os quartéis tentando levar o exército à obediência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COM a limpeza dos oficiais democráticos, o PD de Costa estremeceu e convoca novo congresso em Março de 1915, mas a GNR impede a entrada no Palácio de S. Bento. Rebentava a revolução dos republicanos radicais, durante três dias, a 14 de Maio, com 200 mortos e mais de mil  feridos. Afonso Costa concorda em formar novo governo para pôr ordem na casa, com reintegrações, amnistias, prisões e desterros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Costa controlava o Estado mas o pais estava à beira de rotura financeira e crescia o mal-estar social e insiste num Governo de unidade nacional para repartir os descontentamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 30 de Dezembro, Afonso Costa recebe pedido inglês para requisitar navios mercantes alemães atracados em portos portugueses. Era o momento de obrigar a Inglaterra a cumprir o seu dever: invocar a aliança luso-britância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a apreensão dos navios alemães a 23 de Fevereiro de 1916, a Alemanha declara guerra a Portugal, no dia 9 de Março.&lt;br /&gt;O Partido de Costa estava isolado social e politicamente e a guerra dava-lhe a causa patriótica, de unidade no capo republicano e até dos portugueses de que Afonso Costa precisava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Inglaterra não chegavam os apoios financeiros, condicionados à entrada directa na guerra na Flandres. A declaração de guerra da Alemanha força Afonso Costa a formar um governo de “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;União Sagrada&lt;/span&gt;”, reunindo evolucionistas e democráticos, com Afonso Costa nas Finanças. A estrela começava a apagar-se, com a organização do Corpo Expedicionário Português (CEP), entregue ao Ministro da Guerra José Maria Norton de Matos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Dezembro de 1916 conheciam-se as “más condições lá vividas pelos soldados portugueses, mal alimentados, vestidos, calçados e posicionados. O CEP passava a chamar-se Carneiros de Exportação portuguesa porque o filho mais de velho de Afonso Costa “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;foi para um quartel general onde o papá o vai beijar. Exibindo-se e exibindo-o&lt;/span&gt;” (cf. Rocha Martins  ‘&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Príncipe Sebastião&lt;/span&gt;’, citado por BARROS, Júlia Leitão, in &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Afonso Costa&lt;/span&gt;, p. 114.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pais esvaía-se na fome e na miséria, com “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;um estendal de bichas, levantamentos, motins, assaltos provocados por insuficiência de abastecimento público e pelo agravamento do mercado negro e açambarcamento&lt;/span&gt;” em que as cidades são as primeiras a ressentir-se “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;com carência de pão.&lt;/span&gt;”. Nas aldeias há motins “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;rurais contra a saída de géneros, assaltos a lojas, manifestações e greves&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crescia a discórdia dentro do Governo de “União Sagrada” e a causa intervencionista virava-se contra Afonso Costa. “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Era um tiro na culatra, multiplicando-se os fogos de oposição&lt;/span&gt;” e Afonso Costa começa a ser contestado dentro do PD até que em Julho de 1917, uma greve da construção civil termina em verdadeira batalha campal que o obriga a declarar o Estado de Sítio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Setembro são presos 40 sindicalistas e Afonso Costa apercebe-se do cerco levando o seu amigos João Pinheiro Chagas a dizer: “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;creio que o medo tem algum império nos actos do homem enérgico que é Afonso Costa&lt;/span&gt;” (cf. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;op.cit.&lt;/span&gt; p.281).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A boa estrela de Afonso Costa apagava-se enquanto crescia a popularidade do herói da rotunda, Machado dos Santos.&lt;br /&gt;Sindicalistas, católicos, monárquicos, republicanos moderados uniam-se contra Afonso Costa em volta de Sidónio Pais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-6048851362139017850?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/6048851362139017850/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=6048851362139017850&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/6048851362139017850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/6048851362139017850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2011/07/os-rostos-da-republica-de-a-z-afonso.html' title='Os rostos da República de A a Z: Afonso Costa (07)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Uz0VZxNC1Wc/Tg-jY8mlwXI/AAAAAAAAA-k/5QCX0L-z1NI/s72-c/Bernardino.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-1564059862582936681</id><published>2011-05-30T04:55:00.000-07:00</published><updated>2011-05-30T04:59:18.990-07:00</updated><title type='text'>Os rostos da República de A a Z: Afonso Costa (06)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-o0Zis5fl9DE/TeOGgSc7bmI/AAAAAAAAA-Q/6d1Q1IkFo6c/s1600/afonso_costa.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 295px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-o0Zis5fl9DE/TeOGgSc7bmI/AAAAAAAAA-Q/6d1Q1IkFo6c/s400/afonso_costa.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5612477449900879458" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Afonso Costa chefia o Governo em Janeiro de 1913 e assume a pasta das finanças e destrói a velha desgraça monárquica: o défice das contas públicas sem olhar ao sangue derramado em várias frentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ERA o momento de glória do “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;grande líde&lt;/span&gt;r”, a que Braga, cidade tida como bastião do ultramontismo, não ficou alheia, quando o recebeu apoteoticamente, com direito a rancho infantil, bandas musicais e declamação de poemas, na Primavera de 1911.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, a República era ele, traduzindo-se em reformas como a administração pública, a criação da Faculdade de Direito de Lisboa e a constituição do há muito anunciado Ministério da Instrução Pública para se acabar com “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;os analfabetos que são o instrumento de toda a reacção&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os passos contra o conservadorismo prosseguem quando um novo decreto, em Janeiro de 1913, proíbe vários padres de residir por mais d e três meses nas áreas dos respectivos concelhos. Os vigilantes republicanos, “Formigas brancas” zelavam pela aplicação da Lei da Separação, “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;suprimindo jornais de província e condenando à prisão e desterro algumas dezena de elementos do clero&lt;/span&gt;” ao ponto de se começar a falar na “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ditadura dos democráticos&lt;/span&gt;” (cf. BARROS, Júlia Leitão, in &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Afonso Costa&lt;/span&gt;, Círculo de Leitores, Lisboa, 2002, p. 93 e segs.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dividida, a Maçonaria convertia-se ao afonsismo e decretava-o “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cavaleiro Kadosh&lt;/span&gt;”, num mês em que despertam as primeiras tentativas de conspiração civil e  militar, facilmente desmanteladas, como a que protagonizou o Herói da Rotunda, Machado dos Santos, e se saldou na prisão de uma centena de republicanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A oposição crescia precisamente onde  estava o baluarte republicano, ao ponto de Afonso Costa, em 25 de Janeiro de 1913, na conferencia “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Catolicismo e socialismo&lt;/span&gt;”, condenar o sindicalismo e as suas formas de luta, chamando os trabalhadores  à razão. O seu pensamento evolui contra os sindicatos e, em Junho, acusa-os de se limitarem a “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;agitar por agita&lt;/span&gt;r” (MARQUES, A. H. Oliveira, in &lt;span style="font-style:italic;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;nsaios de História da I República&lt;/span&gt;, Lisboa, Ed. Horizonte, 1988, p. 247). Este ataque ao sindicalismo acrescenta-lhe a alcunha de “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;racha sindicalistas&lt;/span&gt;”, ao fechar jornais e associações. Prende grevistas e dirigentes e afunila a sua base de apoio  ao restringir o voto a “h&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;omens maiores de 21 anos que soubessem ler e escrever&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Garantia-se o voto dos alfabetizados, concentrados, não por acaso, no meio urbano, o berço do novo regime. “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Se quiserem fazer eleições com analfabetos, façam-nas os senhores, porque eu quero fazê-las com votos conscientes&lt;/span&gt;” (cf. IDEM,&lt;span style="font-style:italic;"&gt; Ibidem&lt;/span&gt;, p. 229).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto às mulheres, saboreemos esta descrição: “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;vemos a mulher vivificante no lar, assumindo funções mais delicadas, tomando cada vez melhor a posição de educadora dos filhos...&lt;/span&gt;” e sem direito a votar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para responder aos críticos, Afonso Costa “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;inventa&lt;/span&gt;” um superavit nas contas públicas (ainda hoje polémico), com o propósito de credibilizar a sua governança das finanças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crescia o cerco ao seu governo, após frustrados atentados bombistas, enquanto veraneava na Praia das Maças, em Setembro, o que não o impede de vencer as eleições suplementares de Novembro, perdendo a maioria do Senado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Janeiro de 1914,  mostra toda a sua habilidade e demite-se, esperando uma manifestação ou vaga de fundo, com base na sua popularidade. Afonso Costa aposta agora na rua mas a rua já não era apenas democrática, ou seja de Costa. Os Formigas Pretas desfazem um desfile de apoio que termina à pancada, com um morto e vários feridos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 4 de Fevereiro, em nova manobra táctica, retira-se. Bernardino Machado, regressado do Brasil, recebe Costa e Arriaga para formarem um Governo de ”&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;acalmação&lt;/span&gt;” mas Costa não cede na manutenção do “d&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;esterro para 11 monárquicos perigosos, entre os quais Paiva Couceiro&lt;/span&gt;”. Em troca, Costa cede numa amnistia  para os crimes de direito comum de alguns radicais democráticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;acalmação&lt;/span&gt;” durou pouco tempo. Em Agosto, eclodia a I Grande Guerra Mundial que mudava todo o cenário da luta politica em Portugal, centrada agora no dilema entre intervir ou não no conflito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o ramo de oliveira de que Afonso Costa necessita: “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;não vejo que Portugal se afirme como ele é e como quer ser, senão tomando parte nos combates que se travam na Europa, para onde todo o mundo olha”. Estava aqui a rampa de lançamento do prestígio internacional do “gigante entre pigmeus&lt;/span&gt;” — como o descreveu Carlos Malheiro Dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A guerra deu-lhe o pretexto para o apelo à unidade de todos os republicanos, em troca de uma patriótica reconciliação, em seu redor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-1564059862582936681?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/1564059862582936681/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=1564059862582936681&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/1564059862582936681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/1564059862582936681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2011/05/os-rostos-da-republica-de-a-z-afonso_30.html' title='Os rostos da República de A a Z: Afonso Costa (06)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-o0Zis5fl9DE/TeOGgSc7bmI/AAAAAAAAA-Q/6d1Q1IkFo6c/s72-c/afonso_costa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-5505016782525023417</id><published>2011-05-30T04:50:00.000-07:00</published><updated>2011-05-30T04:55:01.645-07:00</updated><title type='text'>Os rostos da República de A a Z: Afonso Costa (05)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-A1Tqwbz7seU/TeOFi_WC_8I/AAAAAAAAA-I/wBkde0ycnpI/s1600/Afonso%2Bcosta%2B11.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 277px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-A1Tqwbz7seU/TeOFi_WC_8I/AAAAAAAAA-I/wBkde0ycnpI/s400/Afonso%2Bcosta%2B11.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5612476396799721410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;À Lei da Separação - 20 de Abril de 1911 – era uma declaração de guerra à Igreja que se via expropriada, submetida financeiramente ao Estado. Era o castigo de muitos erros que a rua aplaudia, fundada num anticlericalismo que unia e dava coesão ao Partido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só a Igreja reagia contra a “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;atrocidade&lt;/span&gt;” e a “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;tirania&lt;/span&gt;” e através de Roma “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;declarava como “nulo e de nenhum efeito tudo quanto esta lei ordena contra os direitos intangíveis da Igreja&lt;/span&gt;” (cf. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Jandundum in Lusitani&lt;/span&gt;a).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O catolicismo deixava de ser a religião de Portugal, impedia uma instituição com hierarquia submetida a Roma e anulava o poder material e a influência cultural e recusando reconhecer qualquer utilidade na educação e na beneficiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afonso Costa queria uma “l&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;impeza moral&lt;/span&gt;” que “mais tarde todos os povos se veriam forçados a realizar” (cf. Afonso Costa. Discursos parlamentares). Os católicos tinham de se recolher no interior dos templos que agora eram propriedade do Estado e as cerimónias exteriores eram tuteladas. Os padres deviam despir-se de vestes eclesiásticas fora dos locais de culto ao mesmo tempo que eram insultados: o Estado comprometia-se a pagar subsídios ás viúvas e filhos ilegítimos dos padres...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Costa assume-se como “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;carrasco de prelados e Jesuíta&lt;/span&gt;s” e os bispos equiparados a “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;delinquentes que devem ser punidos&lt;/span&gt;” – afirmou em 27 de Julho de 1911 (cf. Discursos Parlamentares).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doente, Afonso Costa é eleito por Lisboa, em 20 de Maio, sofrendo novo revés com a escolha de Manuel Arriaga para Presidente da República, ultrapassando o costista Bernardino Machado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O apoio de Afonso Costa e de Bernardino estava na rua, face às tímidas reacções à Lei da Separação e ao esvaziamento dos poderes do Presidente, com a Constituição aprovada em Agosto de 2011. O Presidente perde os poderes de dissolução do Parlamento e a sua eleição fica dependente do Congresso (Parlamento e Senado). Quem ganhasse o Congresso detinha o poder absoluto no novo sistema e só o Partido Republicano o podia conseguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aventura de Paiva Couceiro é a lotaria de Costa, destruindo qualquer veleidade dos moderados à liderança do PRP. Costa exige o confisco de bens aos traidores e vence o congresso republicano em Outubro e o partido passa a chamar-se PD – Partido Democrático – e era meio caminho andado para o poder de que Costa estava arredio desde Setembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, Afonso Costa institui o novo culto com os feriados - 5 de Outubro, 1 de Dezembro e 31 de Janeiro - , define-se o novo hino e bandeira. Na sua luta inter-partidária contra os moderados abandona o pluralismo e o respeito pelas liberdades. A República tinha a primazia sobre a democracia. Afonso Costa era o “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;grande líder&lt;/span&gt;” e nos primeiros anos o seu nome confunde-se com o novo regime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A popularidade - nunca o nome Afonso foi tão escolhido pelos pais para os seus filhos - dá-lhe a legitimidade para a “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;limpeza&lt;/span&gt;” de restos monárquicos na máquina do Estado, mas oferece a Afonso Costa a porta para cometer os primeiros erros: “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;emprega os seus. O irmão secretaria-o; o sócio Germano torna-se director geral dos Negócios da Justiça; o solicitador do seu gabinete de advogado passa a contador da primeira vara; o cunhado toma o lugar de director geral do Supremo tribunal de Justiça, etc"&lt;/span&gt;. (cf. Barros, Júlia Leitão, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Afonso Costa&lt;/span&gt;, Círculo de Leitores, Lisboa, 2002, p. 81).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A República é ele e o PD porque “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;é preciso defendermo-nos com unhas e dentes contra os ímpetos dos adversários e contra a fraqueza quase criminosa de muitos republicanos&lt;/span&gt;” (os moderados do PE e da UR) – dizia ele num discurso já em 1912. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim opôs-se a uma revisão da Lei da Separação e à amnistia dos presos políticos que leva à queda do Governo em finais de 1912 e permite a Costa ascender ao poder. As suas posições políticas começavam a raiar o sebastianismo messiânico: “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;só nós podemos servir de garantia ao povo&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afonso Costa chefia o Governo em Janeiro de 1913 e assume a pasta das finanças e destrói a velha desgraça monárquica: o défice das contas públicas. É o melhor contributo de Afonso Costa para os descrédito da República, como vamos lembrar, com flagrante actualidade, sem olhar aos alguidares de sangue derramado em várias frentes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-5505016782525023417?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/5505016782525023417/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=5505016782525023417&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/5505016782525023417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/5505016782525023417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2011/05/os-rostos-da-republica-de-a-z-afonso.html' title='Os rostos da República de A a Z: Afonso Costa (05)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-A1Tqwbz7seU/TeOFi_WC_8I/AAAAAAAAA-I/wBkde0ycnpI/s72-c/Afonso%2Bcosta%2B11.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-1299259378379918514</id><published>2011-05-30T04:46:00.000-07:00</published><updated>2011-05-30T04:49:55.498-07:00</updated><title type='text'>D. Diogo de Sousa: karatecas avaliados com sucesso</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-mHXmzZqhjtI/TeOD9TxknVI/AAAAAAAAA9w/PSZENykGXtE/s1600/Karate%2BDiogo%2B01.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 246px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-mHXmzZqhjtI/TeOD9TxknVI/AAAAAAAAA9w/PSZENykGXtE/s400/Karate%2BDiogo%2B01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5612474649937222994" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Seleccionador Nacional presidiu sábado à tarde, no Pavilhão gimnodesportivo do Colégio D. Diogo de Sousa à Avaliação Competências Adquiridas de duas turmas entre 7 e dez anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joaquim Gonçalves estava acompanhado do Treinador da Associação Wado Internacional karaté Portugal, e perante eles os quase trinta alunos exibiram os conteúdos aprendidos ao nível da coordenação motora, da Mobilidade articular cintura pélvica e cintura escapular, do equilíbrio estático e dinâmico e da orientação dos segmentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-d4377DsQDcQ/TeOED-MEvPI/AAAAAAAAA94/-aeuPohJ7Kc/s1600/Karate%2BDiogo02.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 271px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-d4377DsQDcQ/TeOED-MEvPI/AAAAAAAAA94/-aeuPohJ7Kc/s400/Karate%2BDiogo02.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5612474764401884402" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Todos os alunos receberam diploma que atesta o empenho e dedicação, tendo sido aprovados para uso d cinturão amarelo, deixando o Sensei Cláudio Vilaça orgulhoso e satisfeito com os seus alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda parte do sarau, que contou com a total adesão dos pais e encarregados de educação, traduziu-se na avaliação, pelos mesmos Sensei dos conteúdos da turma com mais de 11 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final das provas, o Seleccionador Nacional sensibilizou os pais para a importância da prática desportiva e para a singularidade enriquecedora do Karaté na ligação entre a dimensão cognitiva e a motora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirigindo-se aos novos “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;cinturões amarelo&lt;/span&gt;s”, alertou-os para alguns aperfeiçoamentos técnicos que nunca devem esquecer na progressão que lhes desejou para o futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-z7sOjHx4DyU/TeOEJRUJdmI/AAAAAAAAA-A/5dF4TZk_IDs/s1600/DSC03234.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 313px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-z7sOjHx4DyU/TeOEJRUJdmI/AAAAAAAAA-A/5dF4TZk_IDs/s400/DSC03234.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5612474855435368034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte,  Cláudio Vilaça proporcionou um dia diferente aos seus atletas e familiares, criando maior intimidade com o Clube de Karaté Wado Braga e os alunos das turmas do D. Diogo de Sousa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um Encontro de Karaté na Praia, uma actividade que, ano para ano, tem conquistado cada vez mais familiares e amigos.&lt;br /&gt;Com o objectivo de “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;reforçar os laços já existentes entre todos nós&lt;/span&gt;” — como disse Cláudio Vilaça — , pais e alunos encontrara-se à porta do Clube-CKW Braga/D. Diogo Sousa e dirigiram-se para a praia da Bonança, entre Apúlia e Ofir, em Esposende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelas 10,30 horas começou um treino Karaté na praia aberto a familiares e amigos que culminou com a foto de grupo. Ao meio dia, pais e alunos reuniram-se no parque adjacente à Senhora da Bonança para partilharem o almoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia terminou com jogos de Futebol e  de Voleibol na praia, até cerca das 17 horas, momento em que todos foram ao banho, concluindo um dia fantástico para pequenos e grandes, em condições climatéricas soberbas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-1299259378379918514?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/1299259378379918514/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=1299259378379918514&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/1299259378379918514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/1299259378379918514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2011/05/d-diogo-de-sousa-karatecas-avaliados.html' title='D. Diogo de Sousa: karatecas avaliados com sucesso'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-mHXmzZqhjtI/TeOD9TxknVI/AAAAAAAAA9w/PSZENykGXtE/s72-c/Karate%2BDiogo%2B01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-5731733895828299887</id><published>2011-05-18T04:00:00.000-07:00</published><updated>2011-05-18T04:01:20.586-07:00</updated><title type='text'>O orgulho de Portugal em Dublin</title><content type='html'>&lt;a href="http://relvado.aeiou.pt/liga-europa/fc-porto-vs-sp-braga-orgulho-portugal-219940"&gt;FC Porto vs Sp. Braga: o orgulho de Portugal&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-5731733895828299887?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/5731733895828299887/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=5731733895828299887&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/5731733895828299887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/5731733895828299887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2011/05/o-orgulho-de-portugal-em-dublin.html' title='O orgulho de Portugal em Dublin'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-377487024519823498</id><published>2011-04-23T12:16:00.000-07:00</published><updated>2011-04-23T12:16:03.453-07:00</updated><title type='text'>Canto della Risurrezione</title><content type='html'>&lt;iframe width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/embed/DQoL2BlBbDY?fs=1" frameborder="0" allowFullScreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-377487024519823498?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/377487024519823498/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=377487024519823498&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/377487024519823498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/377487024519823498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2011/04/canto-della-risurrezione.html' title='Canto della Risurrezione'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/DQoL2BlBbDY/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-3935786502672742308</id><published>2011-04-23T11:33:00.000-07:00</published><updated>2011-04-23T11:38:37.383-07:00</updated><title type='text'>Cónego Eduardo Melo: Braga é boa madrasta e má mãe?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-O0cqbyoDROA/TbMcXVyemvI/AAAAAAAAA9o/0vRw_Yiuv_U/s1600/DSC02872.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-O0cqbyoDROA/TbMcXVyemvI/AAAAAAAAA9o/0vRw_Yiuv_U/s400/DSC02872.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5598849949063092978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Está na hora  dos bracarenses acordarem para um gesto de gratidão para com um dos filhos mais ilustres de Braga" — apelou José Pinto Cardoso, concordando com quem diz que "Braga é Mãe para os que vêm até ela e é madrasta para com os seus. Eu começo a acreditar que é verdade".&lt;br /&gt;Este empresário bracarense falava no final dos actos que lembraram o terceiro aniversário do falecimento do antigo Deão do Cabido da Sé de Braga, no passado dia 19 de Abril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cónego Eduardo Melo viveu e testemunhou a Palavra de Deus e a sua vida e obra devem continuar a ser um ponto de referência para cada um de nós — sustentou D. Jorge Ortiga, na Basílica dos Congregados, repleta de fiéis.&lt;br /&gt;O Arcebispo de Braga falava na Eucaristia concelebrada por uma dezena de sacerdotes no terceiro ano do falecimento do antigo Deão da Sé de Braga e Vigário Geral da Arquidiocese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a Eucaristia, com uma guarda de honra proporcionada por uma secção dos Bombeiros Voluntários de Braga, um grupo de amigos dirigiu-se ao Cemitério de Monte d'Arcos para colocar uma coroa de flores no jazigo de Mons. Eduardo Melo Peixoto, num "gesto de coragem daqueles que não sentem vergonha em afirmar-se como amigos do  Cónego Melo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os padres concelebrantes estavam alguns arciprestes de vários concelhos do distrito de Braga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terceiro aniversário do seu falecimento foi oportunidade para serem relembrados os contributos do Cónego Eduardo Melo para o progresso de Braga seja no desporto, como presidente do Conselho Geral do Sp. Braga, seja na religião, pelo contributo para a recuperação da Sé e seu Tesouro Museu, seja nos Cursos de Cristandade ou ao serviço dos Escuteiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. Eurico Nogueira, arcebispo Emérito de Braga, presidiu ao almoço de homenagem que decorreu no Centro Apostólico do Sameiro, recordando que sentiu "muito a sua morte. Era mais novo que eu e cheio de vida. Quando ele faleceu, foi um choque muito grande para mim".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Éramos, fomos e somos amigos dele e quem deixou de ser amigo é porque nunca o foi. A cada ano que passa nós sentimos a saudade e o pesar deles nos ter faltado tão cedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Associo-me inteiramente à homenagem ao cónego Melo. Ele merece a nossa amizade" — rematou D. Eurico Nogueira.&lt;br /&gt;António Machado, presidente da Direcção dos Bombeiros Voluntários de Braga, recordou os tempos em que era "um jovem que morava na rua de S. Geraldo quando conheceu o padre Eduardo Melo, acabado de chegar da Índia e foi colocado no Seminário de S. Tiago onde ele deixava os rapazes andar de patins nos claustros do Seminário".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Guardo com muito carinho o entusiasmo e a paciência que ele tinha connosco que éramos rapazotes. Foi sempre um homem da Juventude e sempre foi meu amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-qQQ5xG_FJJw/TbMcNiRx_tI/AAAAAAAAA9g/9-9xes0rhAg/s1600/DSC02871.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-qQQ5xG_FJJw/TbMcNiRx_tI/AAAAAAAAA9g/9-9xes0rhAg/s400/DSC02871.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5598849780616920786" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um grande amigo dos bombeiros e sempre nos ajudou" — concluiu António Machado, na breve alocução durante o almoço de amigos de Mons. Eduardo Melo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este grupo de amigos reunia-se uma vez por mês, recordou José Pinto Cardoso, lembrando a todos que "cada um é que sabe quanto deve ao Cónego Melo. Para Mim foi o segundo pai, um conselheiro" desde o momento em que "o encontrei numa altura difícil da minha vida".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrando as palavras de D, Jorge Ortiga, na Eucaristia, José Pinto Cardoso, este empresário assegurou: "quando falo sobre o Cónego Melo, não  me ardem os lábios, arde-me o coração" uma vez que "nos ensinou e viveu os bons propósitos e era um homem sério".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao resto, "os grandes homens da História sempre tiveram inimigos" — prosseguiu José Pinto Cardoso agradecendo a presença de D. Eurico Nogueira, um dos homens da Igreja que nunca tiveram vergonha de ser amigo do cónego Melo". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Pinto Cardoso agradeceu a presença de D. Eurico, recordando o momento em que ele se ofereceu para vestir de novo a toga de advogado para defender o Cónego Eduardo Melo, ao contrário de outros bracarenses — na política e na Igreja — que se acobardam quando se fala do Cónego Eduardo Melo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Na Igreja, na política, no desporto, ao serviço de Braga ele nunca deixou de ser padre nem de ser homem" — continuou José Pinto Cardoso, concluindo que "ele fez muita falta a todos nós, deixando-nos tão cedo" e "é com grande prazer que me associa a todos aqueles que merecem a sua amizade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Aqui, recordou, todos fomos, somos amigos e não temos vergonha de falar do cónego Melo e lembrar o muito que fez pela sua terra, pois ele é um bracarense nascido e criado em Braga, ficando ligado às suas principais instituições"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Está na hora  dos bracarenses acordarem para um gesto de gratidão para com um dos filhos mais ilustres de Braga" — apelou José Pinto Cardoso, concordando com quem diz &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que "Braga é Mãe para os que vêm até ela e é madrasta para com os seus. Eu começo a acreditar que é verdade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Pinto Cardoso, falava no final aos jornalistas, abordando o tema incontornável da estátua ao Mons. Eduardo Melo, afirmando a sua colocação numa praça de Braga como um "dever dos bracarenses que beneficiaram da sua amizade" sejam eles da política, sejam da sociedade ou da Igreja de Braga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-IiKRWm7z0Cc/TbMcDQT-jiI/AAAAAAAAA9Y/MMzPfvuQhdQ/s1600/DSC02867.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-IiKRWm7z0Cc/TbMcDQT-jiI/AAAAAAAAA9Y/MMzPfvuQhdQ/s400/DSC02867.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5598849603995602466" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-3935786502672742308?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/3935786502672742308/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=3935786502672742308&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/3935786502672742308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/3935786502672742308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2011/04/conego-eduardo-melo-braga-e-boa.html' title='Cónego Eduardo Melo: Braga é boa madrasta e má mãe?'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-O0cqbyoDROA/TbMcXVyemvI/AAAAAAAAA9o/0vRw_Yiuv_U/s72-c/DSC02872.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-1724986316190328232</id><published>2011-04-23T10:33:00.000-07:00</published><updated>2011-04-23T10:45:47.943-07:00</updated><title type='text'>Os rostos da República de A a Z: Afonso Costa (04)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-w5YS6l0SWIQ/TbMP0tZPVxI/AAAAAAAAA8w/566EEG6fDyw/s1600/D_Antonio_Barroso.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 286px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-w5YS6l0SWIQ/TbMP0tZPVxI/AAAAAAAAA8w/566EEG6fDyw/s400/D_Antonio_Barroso.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5598836159964731154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Que fazer com o poder nas mãos? – eis a terrível angústia dos vencedores, no dia 5 de Outubro de 1910, porque o país não era republicano e na melhor das hipóteses “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;não passavam de uns cem mil. (...) Os grandes proprietários, os camponeses, os rendeiros, e os trabalhadores não queriam nem podiam ser igualitários e laicos&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior que esta angústia era a inexistência de “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;pessoal qualificado suficiente para tomar a máquina do Estado&lt;/span&gt;” nas suas diversas funções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afonso Costa, o político, revela-se como verdadeiro estadista e criador de uma república laica. É uma proeza individual que leva a Igreja a vitimizar-se enquanto a sociedade se resignava... e o Governo se tornava um “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;ninho de víboras&lt;/span&gt;” que Costa contornava, ao apanhar a pasta da Justiça, tornando este ministério a base do novo regime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vasta e diversa legislação mostram que Afonso Costa, aos 39 anos, tinha eleito o inimigo principal. Primeiro limpa o seu ministério de “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;juízes indesejáveis&lt;/span&gt;”, usando o limite de idade e criando uma Relação em Goa para onde envia alguns desses magistrados, “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;sem brincadeiras nem concessões&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ordenando a expulsão dos Jesuítas e encerrando conventos, Afonso Costa apenas cumpra decretos pombalinos e no dia 18 de Outubro acabava o julgamento religioso nos tribunais e outros actos oficiais. Para Costa, os jesuítas eram como “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;membros de uma associação de malfeitores&lt;/span&gt;” e “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;delinquentes&lt;/span&gt;” de que o bispo de Beja era o primeiro cartaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afonso Costa mostra-se imparável a legislar, reformando a magistratura, fazendo regressar a liberdade de imprensa e a Lei de Separação entre a Igreja e o Estado mas a lei do divórcio ficava para mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na separação, Afonso Costa esvaziou as competências sociais da Igreja, dando início a uma das mais rudes batalhas entre a República e a Igreja Católica, ao retirar a esta a competência do registo civil (nascimento, casamento e outros), em Fevereiro de 1911.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os grandes proprietários vêem alterada a lei das rendas, uma medida que fez Afonso Costa captar a simpatia da pequena e média burguesia.&lt;br /&gt;Com o apoio de Teófilo Braga, de Bernardino machado e António Correia Barreto, Afonso Costa impunha a via radical, mas em Dezembro ainda nada estava ganho e o novo ano abria com centena e meia de padres presos e a vandalização de alguns jornais monárquicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afonso Costa apostava tudo de si para conquistar também a liderança do Partido Republicano, quando se falava na divisão do partido em três, os afonsistas, os almeidistas e os camachistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As eleições aproximavam-se mas as mulheres não podiam votar e o voto analfabeto perigoso é interdito&lt;br /&gt;Nesta viagem sem regresso da República, Afonso Costa não pode recuar com a lei da Separação, num momento tenso para os católicos, com a publicação da célebre &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Pastoral Colectiva do episcopado português ao clero e fiéis de Portugal&lt;/span&gt;”. Esta Pastoral devia ser lida a 26 de Fevereiro e ia começar o braço de ferro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afonso Costa proíbe a leitura do documento dos bispos nas igrejas: o barcelense bispo do Porto, D. António Barroso ousa enfrentar Afonso Costa e pagou caríssimo por esta desobediência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamado a Lisboa é insultado nas ruas pelos apaniguados de Afonso Costa e o encontro com o ministro salda-se pela “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;destituição do prelado&lt;/span&gt;”. Afonso Costa serviu-se de D. António Barroso para mostrar quem mandam em Portugal e que o gesto servisse de lição exemplar para outros. Mas o Bispo barcelense não era um bispo qualquer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Lei da Separação é publicada a 20 de Abril, - fez cem anos anteontem - como consumação da profecia de Afonso Costa em 27 de Março: “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;em duas gerações Portugal terá eliminado completamente o catolicismo&lt;/span&gt;” (cf. jornal &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O tempo&lt;/span&gt;, 27.03.1911).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma autêntica “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;declaração de guerra&lt;/span&gt;” à Igreja Católica” que ficava expropriada de tudo e sujeita financeiramente ao Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecendo o anti-clericalismo popular, num primeiro momento, a Lei da Separação é acolhida com entusiasmo em Porto e Braga que recebe Afonso Costa em triunfo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só a Igreja reagiu. E com alguma violência. A luta era agora às claras; em Braga rebentavam distúrbios com as juventudes católicas e parecia o fim dos republicanos... mas era o primeiro passo do percurso de vitória em vitória até ao colapso de 1926.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-1724986316190328232?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/1724986316190328232/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=1724986316190328232&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/1724986316190328232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/1724986316190328232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2011/04/os-rostos-da-republica-de-a-z-afonso_23.html' title='Os rostos da República de A a Z: Afonso Costa (04)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-w5YS6l0SWIQ/TbMP0tZPVxI/AAAAAAAAA8w/566EEG6fDyw/s72-c/D_Antonio_Barroso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-5461630734736783202</id><published>2011-04-23T10:28:00.000-07:00</published><updated>2011-04-23T10:32:59.958-07:00</updated><title type='text'>Os rostos da República de A a Z: Afonso Costa (03)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-qfAF-SlZDEY/TbMNRSIBHvI/AAAAAAAAA8o/E_BAlIG-rxM/s1600/Bernardino%2BMachado.jpeg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 280px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-qfAF-SlZDEY/TbMNRSIBHvI/AAAAAAAAA8o/E_BAlIG-rxM/s400/Bernardino%2BMachado.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5598833352326061810" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em Abril de 1907, João Franco instala a ditadura que dá novo fôlego aos republicanos, numa altura em que Afonso Costa está doente “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;depois de tantas asneiras, doenças, operações, melhores, enfim me chapei&lt;/span&gt;” (cf. Correspondência política...p. 210).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afonso Costa volta a ser notícia em 28 de Janeiro do ano seguinte quando é preso por envolvimento num golpe revolucionário, juntamente com outros republicanos e progressistas. Três dias depois, o rei assinava a expulsão ou deportação para as colónias por crimes contra os interesses do Estado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O decreto é “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;revogado&lt;/span&gt;” pelo regicídio no dia seguinte. Um atentado à bala, por republicanos fanáticos, mata o rei D. Carlos e o príncipe herdeiro, D. Luís Filipe. Cinco dias depois, com a monarquia moribunda, Afonso Costa sai da cadeia com muito  trabalho pela frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava disposto a tudo, inclusivamente um duelo com o Conde de Penha Garcia, d onde sai ferido num braço, mas aureolado de coragem e audácia, apesar do duelo estar proibido desde 1886, exprimindo a forma “apaixonada como Costa vivia o debate politico” e em defesa da honra ofendida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;sempre o primeiro, no parlamento, no tribunal e ao soco&lt;/span&gt;” — escreveu José de Castro, futuro ministro da República.&lt;br /&gt;Na companhia de Bernardino Machado (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;na foto&lt;/span&gt;), mais distinto, sóbrio e conciliador, procuram adaptar o PRP (Partido Republicano Português) ao reinado de D. Manuel II que tentava renegar a politica do pai sem estender a mão aos republicanos. Os partidos monárquicos não ajudavam à tarefa do jovem rei, devido à sua desagregação responsável pela instabilidade governativa que favorecia os ventos revolucionários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Costa era o parlamentar que os republicanos precisavam e em 1909, a destruição por dentro, da monarquia correia sobre rodas, ao mesmo tempo que se robustecia o movimento republicano que, em 1910 possuía 130 comissões concelhias, 12 comissões distritais e estava implantado em 238 paróquias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jornais apoiavam as novas ideias estimuladas pela Carbonária Portuguesa que se infiltra no exército e na Armada, apesar da falta de consenso entre os altos dirigentes do PRP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afonso Costa começa a inclinar-se para a via revolucionária, afastando-se de Bernardino Machado e aproximando-se da Carbonária que precisava das armas que Bernardino Machado (financeiro do PRP) se recusava a comprar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bernardino é destituído das finanças do PRP e a Carbonária consegue as primeiras 600 espingardas e pistolas, na Primavera de 1910.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um escândalo sexual em Beja, com o bispo, o caso de corrupção Hinton dão a Afonso Costa os temas que inflamam discursos contra a Monarquia e seus apoiantes. Todavia, a revolução não andava com a vertigem que Costa desejava, por causa do desinteresse dos oficiais militares. Cândido dos Reis pressiona Costa a abandonar a aventura   revolucionária, com perigo de intervenção estrangeira (inglesa) de apoio à monarquia, mas a Carbonária não desiste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afonso Costa vê-se atirado para a via moderada através de uma maior representação dos republicanos no Parlamento num momento em que fica “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;assustado&lt;/span&gt;” com inchaço na laringe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regressado de França, curado, Afonso Costa vive intensamente a contagem decrescente da Monarquia, defendendo  a integridade física do rei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a revolução em curso, Costa distribui as pastas do Governo provisório,  fincando com a da Justiça, entrega os Negócios Estrangeiros a Bernardino Machado e retira o Interior à Maçonaria.  Torna-se indiscutível a capacidade de se impor no meio da indefinição dos revolucionários que pegaram em armas sem ter ministros para o Governo. A Revolução do 5 de Outubro não foi obra de Afonso Costa, porque a sua concretizara-se dois dias antes do soar do canhão militar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-5461630734736783202?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/5461630734736783202/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=5461630734736783202&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/5461630734736783202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/5461630734736783202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2011/04/os-rostos-da-republica-de-a-z-afonso.html' title='Os rostos da República de A a Z: Afonso Costa (03)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-qfAF-SlZDEY/TbMNRSIBHvI/AAAAAAAAA8o/E_BAlIG-rxM/s72-c/Bernardino%2BMachado.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-4408633094647240640</id><published>2011-03-29T09:57:00.000-07:00</published><updated>2011-03-29T10:02:06.213-07:00</updated><title type='text'>Matemática e segurança: é muito mais o que as une...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-Z1U__zcdzYw/TZIQUsKGuqI/AAAAAAAAA8g/7ZII1-awa0U/s1600/Diogo_Matematica02.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 312px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-Z1U__zcdzYw/TZIQUsKGuqI/AAAAAAAAA8g/7ZII1-awa0U/s400/Diogo_Matematica02.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5589548035157179042" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;É muito mais o que une a Matemática e a Segurança pública do que aquilo que as separa: eis a principal conclusão do debate realizado sexta-feira à noite no grande auditório do Colégio D. Diogo de Sousa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No debate organizado pelo Departamento da Matemática e Sociedade Portuguesa participaram o Intendente Pedro Teles (PSP do Porto) e o prof. Nélson Martins (da Universidade Nova de Lisboa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro Teles começou por dar uma noção rápida das competências e valências da PSP para depois dar alguns exemplos da colaboração que a matemática pode dar para melhorar a eficácia da Polícia, especialmente na prevenção da criminalidade e na gestão dos recursos humanos e equipamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A matemática está presente especialmente na estatística da criminalidade e “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;era impossível trabalhar na PSP sem ela&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;Depois há a área da balística que assenta toda em fórmulas matemáticas para determinar a posição de tiro e a velocidade dos projécteis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesma presença da Matemática se verifica na investigação criminal e é “graças aos matemáticos que muitas operações complexas são bem sucedidas na investigação criminal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo se diga dos algorítmos utilizados na decifração das impressões digitais, na elaboração de retratos robots e ADN das pessoas. O que levou o Intendente Pedro Teles a concluir que “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;se não fosse a ajuda da matemática, nós vivíamos, em termos policiais na idade da pedr&lt;/span&gt;a”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por sua vez, Nélson Martins apresentou o seu trabalho de doutoramento que teve como base um projecto matemático para organizar e gerir os giros  da PSP em Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Especialista na área da Investigação Operacional, Nélson Martins usou modelos estatísticos para simplificar a acção da PSP.&lt;br /&gt;A Investigação Operacional (IO) é uma área multidisciplinar que se desenvolveu a partir da II Grande Guerra Mundial e contribuiu decisivamente para a Inglaterra resistir aos bombardeamentos e bloqueios alemães.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da Guerra, a IO foi aplicada a outros sectores de actividade humana, como a indústria, a logística, rotas de camiões, gestão e planeamento e o seu desenvolvimento foi vertiginoso com, o aparecimento dos computadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o recurso a algorítmos, a estatística da criminalidade (local, hora e dia da semana), Nélson Martins, socorrendo-se de milhões de variáveis apresentou uma solução para o policiamento (giros) da cidade de Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solução permite poupar meios humanos e equipamentos, definir critérios de patrulha para as ruas com mais crime, através de um grafo constituído por uma rede de ruas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Criminalidade &lt;br /&gt;está a baixar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Há qualquer coisa que não funciona. O crime desce e as pessoas sentem-se mais inseguras&lt;/span&gt;” — lamentou o Intendente Pedro Teles, no final da intervenção no Colégio D. Diogo de Sousa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Socorrendo-se dos “mais dos números do Porto”, o  Intendente argumentou que as cifras negras sempre existiram, mas estatisticamente o crime tem descido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A explicação pode estar na preocupação de “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;alguns jornais nacionais com várias páginas só dedicadas ao crime. Se não há inventa-se para vender jornais&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois há o novo fenômeno de divulgar boato  na Net, criando-se a sensação de um fenómeno que não corresponde à realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No crime, acrescentou, há variáveis imprevisíveis. Por isso, concluiu, “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;a matemática ajuda muito mas não resolve todos os problemas da segurança&lt;/span&gt;”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-4408633094647240640?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/4408633094647240640/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=4408633094647240640&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/4408633094647240640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/4408633094647240640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2011/03/matematica-e-seguranca-e-muito-mais-o.html' title='Matemática e segurança: é muito mais o que as une...'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Z1U__zcdzYw/TZIQUsKGuqI/AAAAAAAAA8g/7ZII1-awa0U/s72-c/Diogo_Matematica02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-2805271716801065243</id><published>2011-03-25T09:59:00.000-07:00</published><updated>2011-03-25T10:08:29.944-07:00</updated><title type='text'>Os rostos da República de A a Z: Afonso Costa (02)</title><content type='html'>Para Afonso Costa, a República era o “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;caminho que se abre a todos os povos sem excepção&lt;/span&gt;” para sua transformação profunda contra uma Igreja Católica “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;propagadora de superstição e destruidora da dignidade humana” através da “ascensão das classes trabalhadoras à vida política&lt;/span&gt;” (cf. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Obras de Afonso Costa, Discurso Parlamentares 1900-1910&lt;/span&gt;, Europa-América, 1973, pp. 134-476). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, a obra republicana só era possível todos os obstáculos ao bom uso da razão, em particular o poder espiritual da Igreja católica, propagadora da superstição, destruidora da dignidade da Humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entender de Afonso Costa, a República só tinha sucesso se Portugal se visse livre dessa “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;desastrada força de retrocesso social, o partido da treva, em que as ideias vivem soturnamente imobilizada&lt;/span&gt;s” (cf. idem, ibidem, p.421 e ss.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com esta ideia fixa, Afonso Costa via na República um instrumento de mudança social através da ascensão das classes trabalhadoras à vida politica, como acontecia já na Espanha, Itália, Inglaterra e Alemanha. A escola do socialismo integral e o socialismo de Afonso Costa foram devidamente escalpelizados em “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A Igreja e a Questão Social&lt;/span&gt;” que defendia a nacionalização da riqueza pública “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;sem abalos nem violências&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O socialismo de Costa, semelhante a que mais tarde se há-de chamar Social-democracia, só podia resultar do envolvimento de toda a sociedade e não apenas dos trabalhadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, estas ideias socialistas foram minimizadas nos últimos anos da monarquia porque Afonso Costa tinha prioridades e a primeira era a instauração da República, único regime capaz de assegurar as liberdades fundamentais, o poder civil acima de qualquer outro, o sufrágio universal e a justiça social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os portugueses não estavam preparados para isto, exceptuando a elite lisboeta e Afonso Costa há-de ver-se obrigado a “pôr na gaveta a democracia” para evitar o suicídio politico dos republicanos divididos em vários partidos (1913).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para salvar alguma coisa, começa com a Lei da Separação da Igreja do Estado que levaria Guerra Junqueiro a proclamar que “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;a lei é estúpida, dignifica o padre e vai ferir o sentimento religioso do povo português&lt;/span&gt;”. Era a luta pela sobrevivência politica de Afonso Costa, encontrando um adversário forte que lhe desse luta e plateia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sobrevivência foi aliás a sua primeira luta ao nascer, em Seia, em 1871, “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;fraco, com escrófulas e achacado&lt;/span&gt;” filho de um casal que apenas se formalizou quando Afonso Costa estava criado (1885).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afonso Costa foi abandonado à nascença e colocado na roda de expostos de Seia porque seu pai, Sebastião da Costa, não quis assumir os filhos à nascença, numa relação nebulosa com Ana, filha de uma tecedeira cega de Gouveia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia 6 de Março surge um tal “Afonso Maria de Ligório, exposto na roda (ou seja, abandonado), o qual foi encontrado por Maria da Assunção, à porta de sua casa” mas Afonso Costa escondeu sempre (enquanto pôde) a sua origem: “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;não só nasceu de pais incógnitos como também foi exposto”. Foi perfilhado por Sebastião Costa quando tinha dez anos mas o documento já não lhe chama Ligório e a madrinha é uma tal Cândida Lebre, a mesma que recolheu Afonso da roda dos expostos"&lt;/span&gt; (cf. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Guimarães, Alberto&lt;/span&gt;, in &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A verdade sobre Afonso Costa&lt;/span&gt;, Lisboa, 1935, p.24, cit por &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Barros, Júlia Leitão&lt;/span&gt;, in &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Afonso Costa&lt;/span&gt;, Círculo de Leitores, Lisboa, 2002, p. 17).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estará aqui a justificação para a violenta guerra pela retirada do Registo Civil à esfera do Igreja Católica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Afonso Costa, encontrado por Maria da Assunção, à porta de sua casa, teve uma infância “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;muito religiosa” apesar de ter a “singular mania de dar a comer aos porcos&lt;/span&gt;” as Cartilhas de Vintém (das primeiras letras).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida de Afonso muda aos nove anos, quando vai viver com os avós maternos, onde é educado pelo padre Ferrão, grande amigo do pai, fazendo dele “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;grande estudioso&lt;/span&gt;”, até aos 12 anos, altura em que vai para a Guarda,  vivendo na casa de um amigo do pai, o Veiga, um farmacêutico que animava uma tertúlia crítica dos jesuítas e clericais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudos iam de vento em popa mas acumulava provas de uma rebeldia difícil de domar que o levam para um colégio portuense mas nem aí porque o director do Colégio da Senhora da Glória escreve ao pai: “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;esgotei todos os meios brandos ao meu alcance sem obter que ele se habituasse à disciplina colegial. De vez em quando esquece-se de tudo e faz disparates&lt;/span&gt;” (c.f. A&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;. H . de Oliveira Marques&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;op. cit&lt;/span&gt;. p.79).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas faltava pouco tempo para entrar na Universidade de Coimbra onde descobre a politica com o colega António José de Almeida, um quintanista de medicina, na sequencia do ultimatum britânico que obrigava os portugueses a abandonarem as suas pretensões em África.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cedência do rei D. Carlos era tudo o que os universitários republicanos necessitavam para vir para a rua, com apoio de uma imprensa combativa. O radicalismo varria a academia coimbrã, em 1890, e no ano seguinte falha a primeira tentativa de instauração  d regime republicano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-tasXlEpNZC0/TYzL42hRJ9I/AAAAAAAAA8Y/qYQm4MZL-h4/s1600/Costa%2Bafonso01.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 263px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-tasXlEpNZC0/TYzL42hRJ9I/AAAAAAAAA8Y/qYQm4MZL-h4/s400/Costa%2Bafonso01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5588065415228106706" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aventura custou muito caro, pois o movimento apaga-se durante seis anos, interregno aproveitado por Afonso Costa se casar e ser pai. Prepara uma tese de doutoramento sobre “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A Igreja e a questão social&lt;/span&gt;” que termina em 1895, desmascarando as intenções da encíclica Rerum Novarum que apenas servia para “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;o papado viver um pouco mais ainda&lt;/span&gt;”, impedindo a “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;marcha da civilização e da ciência combinadas para, pelo socialismo, transformarem melhoradamente a sociedade&lt;/span&gt;”, como escreve na sua tese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No seu entender, a encíclica Rerum Novarum contem &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;“inúteis, inoportunas e perigosas — as doutrinas; egoístas e muito retrógrados — os motivos; incorrecta — a forma; não científica — a ideia&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ele, não havia outro caminho se não “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;o socialismo, cada vez mais revigorado e grandioso, aí está, brilhante e forte, prometendo salvar a sociedade, do mal do industrialismo&lt;/span&gt;”. Esta tese de doutoramento era um projecto politico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 28 anos é nomeado professor catedrático, consumando uma ascensão fulgurante na academia e uma notável promoção social que os alunos começaram a detestar por ser rigoroso: em 123 alunos apenas 73 foram aprovados, com observação cuidado ao ponto de escrever... fulano “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;coça no no...&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É em Coimbra que “exposto de Seis em 1871”, Afonso descobre a política, com uma visão optimista sobre a humanidade apesar de sempre negar que “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;fosse filho natural, ilegítimo ou de pais incógnitos&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua actividade politica — “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;comecei a guinchar&lt;/span&gt;”, com escreve numa carta à mãe — ressuscita no Parlamento, em 1900, antes de uma vitória dos republicanos nas urnas no mês de Fevereiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Parlamento, Costa, eleito pelo Porto, onde instala consultório, inicia uma intensa actividade — entre derrotas e vitórias — de modo a reanimar o ideal republicano, durante vários meses, à frente do qual acaba por se alcandorar, perante o desânimo e demissão de figuras emblemáticas do PRP que sofre várias derrotas entre 1901 e 1905 que alimentam o seu anticlericalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Abril de 1907, João Franco instala a ditadura que dá novo fôlego aos republicanos, numa altura em que Afonso Costa está doente “d&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;epois de tantas asneiras, doenças, operações, melhores, enfim me chapei&lt;/span&gt;” (cf.&lt;span style="font-style:italic;"&gt; Correspondência política&lt;/span&gt;...p. 210).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-2805271716801065243?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/2805271716801065243/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=2805271716801065243&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/2805271716801065243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/2805271716801065243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2011/03/os-rostos-da-republica-de-a-z-afonso_25.html' title='Os rostos da República de A a Z: Afonso Costa (02)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-tasXlEpNZC0/TYzL42hRJ9I/AAAAAAAAA8Y/qYQm4MZL-h4/s72-c/Costa%2Bafonso01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-464323677098029164</id><published>2011-03-25T09:50:00.000-07:00</published><updated>2011-03-25T09:59:11.883-07:00</updated><title type='text'>Os rostos da República de A a Z: Afonso Costa (01)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-ool0lWdFBY4/TYzJjZSbYHI/AAAAAAAAA8Q/SzSZxjxbCyU/s1600/Afonso_Costa_o_novo_Marqu_s_de_Pombal_1911_in_Postais_da_1_R_publica_de_Ant_nio_Ventura_p._101.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 268px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-ool0lWdFBY4/TYzJjZSbYHI/AAAAAAAAA8Q/SzSZxjxbCyU/s400/Afonso_Costa_o_novo_Marqu_s_de_Pombal_1911_in_Postais_da_1_R_publica_de_Ant_nio_Ventura_p._101.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5588062847580725362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixamos uma série de crónicas sobre a implantação da República e iniciamos hoje uma nova série de textos sobre as grandes figuras da República, desde os seus cabouqueiros aos seus presidentes (*).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;António Maria Azevedo Machado Santos (1875-1921), oficial da Marinha de Guerra, que liderou os revoltosos em Lisboa com a sublevação, no dia 4 de Outubro de 1910, do quartel de Infantaria 16 e, após a morte de Cândido dos Reis, foi a ponta de um iceberg que começara a emergir na sociedade portuguesa vinte anos antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O oficial que comandou das forças na Rotunda, no dia 5 de outubro, coroou um esforço de muitos intelectuais que durante décadas criaram a convicção urbana de que a Monarquia estava a destruir-se por dentro. Para esse movimento contribuí-ram homens como Afonso Costa, o reformador intransigente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alcunha de "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;mata-frades&lt;/span&gt;" dada a Afonso Costa pelos seus opositores reflecte bem a intensidade com que este político levou a peito a tarefa de desmontar o poderio da Igreja após o 5 de outubro. Porquê? Há factos biográficos que explicam determinadas ideias políticas e Afonso Costa é paradigmático. Daí que, conhecer os traços biográficos desses expoentes da República se afigure importante para compreendermos estas ou aquelas posições ideológicas ou políticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que a &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;subjugação do país aos interesses coloniais britânicos, os gastos da família real, o poder da igreja, a instabilidade política e social, o sistema de alternância de dois partidos no poder (os progressistas e os regeneradores), a ditadura de João Franco, a incapacidade de acompanhar a evolução dos tempos e se adaptar à modernidade contribuíram para um imparável processo de erosão da monarquia portuguesa do qual os defensores da república, particularmente o Partido Republicano, souberam tirar o melhor proveito&lt;/span&gt; (cf. COUTO, Célia Pinto do, ROSAS, Maria Antónia Monterroso, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O tempo da história&lt;/span&gt;, 3.ª parte, Porto, Porto Editora, 2004, p.124).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal assumiu a pasta de ministro da Justiça e Cultos no governo provisório saído da revolução, chefiado por Teófilo Braga, Afonso Costa decidiu-se a concretizar, com uma determinação pessoal que gerou amplo anedotário, um combate sem quartel aos poderes religiosos na política, sociedade, cultura e mentalidade portuguesas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ordens religiosas, principalmente os jesuítas, foram encerradas e o ministro em pessoa notabilizou-se pela sua participação nos interrogatórios dos religiosos condenados por não obedecerem às novas regras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ensino religioso foi retirado das escolas, o Estado torna-se laico, o juramento de funcionários públicos e militares deixou de ter alusões a Deus, o divórcio foi instituído, o casamento passou a obedecer a registo civil... a sequência de medidas tomadas pelo Governo nos primeiros meses da República é galopante e Afonso Costa foi um dos seus principais construtores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A convicção anti-clerical deste advogado nascido em Seia em 1871 vinha de longe e já em 1895 atacava violentamente as políticas sociais da Igreja na sua dissertação de doutoramento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para trás ficava uma juventude bem sucedida, entre Seia e Coimbra, onde se deixa apaixonar pela actividade política, de tal forma que, a 19 Junho de 1900, quando faz o primeiro discurso no Parlamento marcado por veementes ataques à monarquia, não consegue travar a sua vaidade pessoal e escreve à mulher: “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;já comecei a guinchar&lt;/span&gt;”. Estreava-se o “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;mais amado e odiado dos políticos republicanos&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partimos do princípio de que a vida (biografia) de uma pessoa ajuda a perceber algumas das ideias que as timbram para toda a vida e são a marca de água da história de um país. Melhora prova desta tese – que não tem a ousadia de um doutoramento – é Afonso Augusto da Costa, para além de outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais amado e odiado dos políticos republicanos possuía tanto de idealismo hegeliano como de patriota camoniano, tudo bem embrulhado em democracia ideal e pragmatismo ditatorial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os seus adversários chegaram a dizer que “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ele batia na mãe&lt;/span&gt;” (cf. RAMOS, JÚLIA LEITÃO, in &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Afonso Costa&lt;/span&gt;, ed. Círculo de Leitores, Lisboa, 2002, p.9). Se esta insinuação é desprovida, ajuda a perceber a radical Lei da Separação da Igreja do Estado que fez vergar a instituição milenar ao poder civil em idade de amamentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menos polémico é conceder que Afonso Costa era um homem de acção dinâmica, apesar de ser tudo o que menos se esperava de um professor catedrático de Direito tão jovem que soube gerir como ninguém os ciclos favoráveis em plena monarquia e na I República, radicalizando os seus ideais ao ponto de justificar a entrada de Portugal na I Guerra Mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele possuía a habilidade (de advogado) para a intriga, a táctica suficiente para manipular os bastidores da política e mentir quando era necessário. Para ele ser “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;popular era ser impotente&lt;/span&gt;” e a sua arte era a da persuasão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para isso, contava com os seus dotes de oratória. Eram notáveis o seu entusiasmo, o teatralismo e a clareza com que expunha o seu raciocínio sempre com fundamento legal e fervor militante. Acreditava no que dizia e deixava os adversários sentados na dúvida das suas certezas e buscava compromissos a toda a hora, ao ponto de Guerra Junqueira o definir como “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;um ciclone e um cronómetro&lt;/span&gt;” que tinha tanto de perigoso (ciclone) como de admirável (cronómetro) na frieza matemática da decisão tomada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um chefe e está tudo dito... com um sorriso perverso usado como uma arma contra os adversários, como descreveu José Jobim: um  “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;plebeu arrogante&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se  as cartas para a mãe transpiram alguma sinceridade, deve reter-se que ele tinha orgulho “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;em sentir que os meus actos hão-de ser aprovados e louvados pelo povo português, agora e na história, mas tudo eu trocaria pela certeza de que Portugal era feliz. Quer dizer – escreve ele à mãe, em 1910, - para ser feliz o meu país, eu condenar-me-ia, de bom grado à perpétua mediocridade, ao silêncio profundo dos contemporâneos e dos vindouros&lt;/span&gt;” (cf. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Correspondência Política de Afonso Costa&lt;/span&gt;, reunida por A. H. Oliveira Marques).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Afonso, a República era um dogma. Uma prisão para um optimista inveterado ou não tivesse ele uma cultura académica bebida no positivismo de Auguste Comte que profetizou o fim inevitável de todos os regimes absolutistas (católicos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A República era o “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;caminho que se abre a todos os povos sem excepção” para sua transformação profunda contra uma Igreja Católica “propagadora de superstição e destruidora da dignidade humana” através da “ascensão das classes trabalhadoras à vida polític&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;a&lt;/span&gt;” (cf. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Obras de Afonso Costa, Discurso Parlamentares 1900-1910&lt;/span&gt;, Europa-América, 1973, pp. 134-476). E deixamos aqui um bom mote para a próxima: o rosto socialista da República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;*Nota&lt;/span&gt;: imagem extraída de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ventura, António&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Os postais da Primeira República&lt;/span&gt;, Edições Tinta da China, 2010, p. 101.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-464323677098029164?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/464323677098029164/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=464323677098029164&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/464323677098029164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/464323677098029164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2011/03/os-rostos-da-republica-de-a-z-afonso.html' title='Os rostos da República de A a Z: Afonso Costa (01)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-ool0lWdFBY4/TYzJjZSbYHI/AAAAAAAAA8Q/SzSZxjxbCyU/s72-c/Afonso_Costa_o_novo_Marqu_s_de_Pombal_1911_in_Postais_da_1_R_publica_de_Ant_nio_Ventura_p._101.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-2043709854717487363</id><published>2011-03-14T04:32:00.000-07:00</published><updated>2011-03-14T04:33:18.469-07:00</updated><title type='text'>11 de Março 2011: pai Silvano és eterno</title><content type='html'>&lt;iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/qDbToBxhZUo" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-2043709854717487363?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/2043709854717487363/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=2043709854717487363&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/2043709854717487363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/2043709854717487363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2011/03/11-de-marco-2011-pai-silvano-es-eterno.html' title='11 de Março 2011: pai Silvano és eterno'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/qDbToBxhZUo/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-2647929827624301601</id><published>2011-02-02T08:20:00.000-08:00</published><updated>2011-02-02T08:31:42.123-08:00</updated><title type='text'>Cem anos de República no Minho (fim)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TUmGoiO-nzI/AAAAAAAAA6o/Cd998BmTN1k/s1600/sp07.foto01.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 307px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TUmGoiO-nzI/AAAAAAAAA6o/Cd998BmTN1k/s400/sp07.foto01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5569130445162848050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A última crónica sobre o centenário da República não pode terminar com uma descoberta resultante das leituras em que tropeçámos ao longo destas semanas: o jornal &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Correio do Minho&lt;/span&gt; tem mais de cem anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta certeza desmonta todas as escritas feitas até hoje, incluindo por nós próprios. No dia 6 de Julho de 1926 aparece um diário em Braga com o nome do jornal que “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;anos antes surgira vinculado ao Partido Progressista e que agora renasce noutro contexto&lt;/span&gt;” — escreve Amadeu José Campos Sousa in “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Braga no entardecer da Monarquia ao tempo da 1.ª República (1890-1926)&lt;/span&gt;,  Casa do Professor, Braga, 2004, p. 208.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O esse jornal é “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Correio do Minho&lt;/span&gt;”, cuja data de fundação tem vindo a ser celebrada é  6 de Julho de 1926.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir desta nota de rodapé — sem a sagacidade técnica de um historiador que não somos —  verifica-mos que o nome “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Correio de Braga&lt;/span&gt;” surgiu em 1890 e terá sido um jornal que durou pouco tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Correio do Minho&lt;/span&gt;” aparece associado ao Partido Progressista que dominava o círculo eleitoral de Braga desde 1897 e é perfeitamente natural que tivesse um meio de comunicação social que divulgasse as suas propostas políticas e as figuras proeminentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Um meio &lt;br /&gt;do Partido &lt;br /&gt;Progressista&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última década do século XIX é dominada em Braga pelo Partido Progressista (cf. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Commercio do Minh&lt;/span&gt;o,n.º 3401, de 10/12/1895) que retoma o poder em Braga nos anos 1898 a 1905, coincidindo com o poder em Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe-se que quem liderava o Partido Progressista eram proprietários, comerciantes, industriais, financeiros ou profissões liberais que dominavam a Associação Comercial, o Banco do Minho, o Ateneu Comercial, a Companhia de Seguros Fraternidade, e alguns padres, sob a liderança do Conde de Carcavelos (cf. Amadeu Sousa, in &lt;span style="font-style:italic;"&gt;op. cit&lt;/span&gt;. p. 81-83) em substituição do Visconde da Torre (que se mudara para os Regeneradores).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há referências ao jornal &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Correio do Minho&lt;/span&gt;, ligado ao Partido Progressista nos anos 1902 até 1907, no auge do domínio daquele partido em Braga. Este partido sofre uma cisão em 1897 e cria o seu jornal “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Progressista&lt;/span&gt;”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A divisão deve ter acelerado a morte deste jornal e do “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Correio do Minho&lt;/span&gt;” porque, em 1910, Braga possuía seis semanários, um bissemanário e um trissemanário, mas já não existe nem “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Progressista&lt;/span&gt;” nem o “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Correio do Minho&lt;/span&gt;” (cf. Zara Coelho, in &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A Implantação da República na Imprensa de Braga&lt;/span&gt;, Lisboa, 1990, p. 100-120).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe-se que o jornal “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Correio do Minho&lt;/span&gt;” existiu — como bissemanário? — entre 1902 e 1907, ano em que se extinguiu — ao serviço do Partido Progressista e o seu nome (fresco na memória de Álvaro Pipa, militante daquele Partido) é repescado em 1926 por este farmacêutico da Rua do Souto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Chefe de Redacção do jornal &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Diário do Minho&lt;/span&gt; era assumidamente antifascista. Com a revolução de 28 de Maio de 1926,  os administradores do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Diário do Minho&lt;/span&gt; — a empresa Minho Gráfico — demitem-no a 3 de Julho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Director Álvaro Pipa, durante dois anos, já se tinha demitido no dia 2 de Junho: “saio pela porta. Pela janela não, porque não sou nem nunca fui acrobata".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 3 de Julho de 1926, Constantino Ribeiro Coelho (chefe de redacção) proclama solidariedade com o Director e é acompanhado por três jornalistas (Bento Miguel Costa, Theotónio Gonçalves e Joaquim d’Oliveira Costa (cf. Amadeu José Campos de Sousa, op. cit. p. 208). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três dias depois ressuscitava o jornal &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Correio do Minho&lt;/span&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-2647929827624301601?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/2647929827624301601/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=2647929827624301601&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/2647929827624301601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/2647929827624301601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2011/02/cem-anos-de-republica-no-minho-fim.html' title='Cem anos de República no Minho (fim)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TUmGoiO-nzI/AAAAAAAAA6o/Cd998BmTN1k/s72-c/sp07.foto01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-5441035779150553329</id><published>2011-02-02T08:18:00.000-08:00</published><updated>2011-02-02T08:20:41.855-08:00</updated><title type='text'>Cem anos de República no Minho (23)</title><content type='html'>De Braga, a crise alastra-se ao interior do Minho e com ela a impopularidade dos governos, a uma média de escassos meses de duração cada um, enquanto o povo passava fome e era castigado com novos impostos e alta de preços. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja-se só que Viana do Castelo vendia um cento de sardinhas a 120 reis e eram compradas em Braga a 1200 reis. Os intermediários engordavam com esta crise e havia  comerciantes de Braga que retinham o peixe recebido de Viana num armazém junto à estação dos Caminhos de Ferro para depois o venderem a preço de ouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Abastecimento bloqueado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas pior estava para vir, com a greve dos lavradores, caseiros e jornaleiros (da lavoura) ao abastecimento da cidade de Braga porque a Câmara inventou um imposto sobre os produtos da terra entrados nas “barreiras” da cidade. Eram as portagens de há cem anos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As lutas dos operários sobem de tome e adquirem novas formas: num ápice, surgem notícias de atentados bombistas – “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;enorme estampido de duas bombas de dinamite que a malvadez arremessou contra dois estabelecimentos da indústria metalúrgica onde os operários se encontram, em greve&lt;/span&gt;”. Dois patrões atribuem os atentados ao sindicato. Estava aberto o caminho para  o precipício mortal da I República, três anos depois, e nem as visitas dos heróis Gago Coutinho e Sacadura Cabral — no dia 7 de Dezembro de 1922 — serenaram a vontade de mudança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um dia grande para Braga, conforme relatam os jornais da época, com o povo entusiasmado diante dos dois gigantes que “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;nesta hora de descrença tanto solavancaram a alma nacional&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Braga correram as lágrimas, rezou-se pela Pátria e os minhotos vindos de todos os lados, mostraram “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;descender dos velhos portugueses de 1500, atirando-se de alma e coração para um uníssono supremo de hossanas, homenageando os heróis&lt;/span&gt;”. O &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Diário do Minho&lt;/span&gt; descreve que “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;não havia um palmo de chão, da Arcada ao Caminho de Ferro. (...) Cinquenta mil criaturas, cem mil pessoas? Sabemos lá!... O que sabemos é que jamais se viu tanta gente reunida na velha cidade do Minho.&lt;/span&gt;”  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O entusiasmo foi de tal grandeza que Sacadura Cabral volta a Braga no ano seguinte, mas a instabilidade e a fome alimentavam — por cá e em Espanha — a descrença da esperança numa ditadura como mal menor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-5441035779150553329?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/5441035779150553329/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=5441035779150553329&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/5441035779150553329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/5441035779150553329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2011/02/cem-anos-de-republica-no-minho-23.html' title='Cem anos de República no Minho (23)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-1738104547745042059</id><published>2011-01-05T03:48:00.000-08:00</published><updated>2011-01-05T03:54:25.950-08:00</updated><title type='text'>Cem anos de República no Minho (22)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TSRbYZW_d6I/AAAAAAAAA54/WsRTbF17Ko8/s1600/ponte%2Bfoto02.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 260px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TSRbYZW_d6I/AAAAAAAAA54/WsRTbF17Ko8/s400/ponte%2Bfoto02.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5558668314764343202" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anteriormente abordávamos os primeiros conflitos da República com a Igreja, a partir do Natal de há 100 anos. &lt;br /&gt;Foi precisamente no dia 24 de Dezembro que o episcopado português elaborou uma carta pastoral fortemente crítica com a acção do Governo provisário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Pastoral acabou por ser censurada e proibida a sua leitura nas Igrejas. Os párocos de Adaúfe e Cunha, Tadim, Caniçada e Salamonde – pelo menos – ficaram detidos alguns dias em Braga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação agravou-se em Maio, quando se celebravam 25 anos da Consagração de Braga ao Coração de Jesus. No dia 16, de manhã, as bandas de música percorrem a cidade mas foram silenciadas à tarde e os foguetes ficaram em terra. A cidade viveu manifestações republicanas que semeram o vandalismoem instituições e imóveis religiosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A hostilidade entre Governo e Igreja subia de tom com o exílio imposto a vários bispos, enquanto em Braga se procedia ao arrolamento e confisco dos bens eclesiásticos de 200 misericórdias e irmandades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O arcebispo de Braga, D. Manuel Cunha, será depois suspenso pelo Governo e exilado para fora do território da Diocese por dois anos. Só em 1915, Braga volta a ter Arcebispo, com D. Manuel Vieira de Matos, que já tinha sido detido também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na crónica anterior lembramos o protesto dos padres da Diocese que se recusaram a fazer a visita Pascal, numa altura em que se consolidava o poder do partido Republicano em Braga, onde apenas tinha pequena oposição de uma lista próxima do operariado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dispersão dos grandes dirigentes bracarenses republicanos para Lisboa e para o Governo, enfraquece o partido em Braga e surgem novas agremiações políticas (Evolucionista, Unionista, etc.) e alguns manifestam-se claramente envolvidos na rebelião monárauica de Outubro de 1913.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos a um ano da I Guerra Mundial, que envolve Portugal desde Março de 1916, multipliando-se em Braga as manifestações a favor da entrada de Portugal no conflito, ao mesmo tempo que grassava a escassez de bens alimentares no Minho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os assaltos a cereais, por exemplo sucediam-se um pouco por todo o lado (cf. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Commercio do Minho&lt;/span&gt;, 13 de Abril de 1916, sobre assalto em Cabreiros e greve dos panificadores de Braga por falta de milho e trigo). A venda de pãe passa a ser racionada, o povo protesta, a GNR agride e é agredida por populares arrebanhados aio toque a rebate dos sinos das igrejas, um pouco por todo o lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A greves dos padeiros alastram a outras classes, como calçado, serviços, contra o desemprego, a fome que potencia doenças, como a tuberculose, mas o Governo mantém firmeza no combate contra a Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Braga, é proibida em 1916 a Peregrinação ao Sameiro e no ano seguinte é proibida a Procissão de Passos, enquanto na frente de batalha os nossos soldados pediam padres capelães para lhes darem apoio espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A necessidade de acalmar a população, leva o Governo de Afonso Costa, em 1917, a impor a censura e nomear militares para dirigir os jornais de Braga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O minhoto Sidónio Pais, nascido em Caminha, toma o poder derrubando Afonso Costa e tenta uma acção de charme em Braga, nos primeiros dias de 1918. Melhores dias parecem chegar e os católicos vêem em algumas alterações sinoistas, com a ajuda dos escritos do bracarense Justino Cruz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, os graves problemas económicos mantinham-se, apesar de uma lei mais violenta contra os açambarcadores: “a&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;zeite não há; açúcar não há, arroz não há… há quase mês e meio&lt;/span&gt;”  em Braga (cf. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Commercio do Minho&lt;/span&gt;, 1 de Setembro 1918.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o fim da guerra, Sidónio é baleado e renasce de novo a esperança…com a implantação da Monarquia do Norte, no Porto e em Braga (19 de Janeiro) que apenas se mantém até 13 de Fevereiro de 1919, gerando novo alvoroço nas vilas do Minho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Braga, a crise económica arrasta-se ao interior do Minho e com ela a impopularidade dos governos, a uma média de escassos meses, enquanto o povo já a passar fome é castigado com novos impostos e alta de preços. Viana vendia um cento de sardinhas a 120 reis e eram compradas em Braga a 1200 reis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os comerciantes engoradavam com esta crise e havia  comerciantes de Braga que retinham o peixe recebido de Viana num armazém junto à estação dos Caminhos de Ferro para depois o venderem a preço de ouro…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-1738104547745042059?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/1738104547745042059/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=1738104547745042059&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/1738104547745042059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/1738104547745042059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2011/01/cem-anos-de-republica-no-minho-22.html' title='Cem anos de República no Minho (22)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TSRbYZW_d6I/AAAAAAAAA54/WsRTbF17Ko8/s72-c/ponte%2Bfoto02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-3876674842211910712</id><published>2010-12-18T09:21:00.000-08:00</published><updated>2010-12-18T09:25:40.257-08:00</updated><title type='text'>Cem anos de República no Minho (21)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TQzuc_2lvuI/AAAAAAAAA5s/QSODFOtD12Y/s1600/BPI_108.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 258px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TQzuc_2lvuI/AAAAAAAAA5s/QSODFOtD12Y/s400/BPI_108.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5552074622585126626" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destruído o Castelo de Braga, apesar da oposição de Albano Belino, em 1906, esquecido o sonho de Braga como eixo ferroviário entre o Minho e Trás-os-Montes, nova ofensiva lisboeta se abatia sobre Braga e neste  fervilhar de ameaça republicanas entronca o levantamento de Braga contra o centralismo lisboeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo episódio de batalha em Braga é a intenção de levar o Arquivo do Cabido da Sé para Lisboa e o fecho da Escola Normal.&lt;br /&gt;Apesar das divisões (Partido Democrático, de Afonso Costa, Evolucionista de António José de Almeida, e União Republicana de Brito Camacho), o regime republicano ia-se impondo e fracassavam as conspirações monárquicas. O único perigo real era a Igreja e contra ela se travou um combate quase permanente a partir de 1910.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Braga vê-se confrontada com duas medidas que ameaçam diminuir-lhe o brio e esvaziar-lhe materialmente a sua memória: os republicanos querem levar o Arquivo da Sé para a Torre do Tombo e extinguir a Escola Normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manifestações de protesto enchem as ruas de Braga lideradas por Justino Cruz contra Júlio Dantas, enquanto o deputado Domingos Pereira protesta no Parlamento. Valeram a pena os protestos. Na luta pela Escola Normal erguem-se as mesmas vozes mais Manoel Monteiro que se demite do Governo Civil, como protesto, inspirando uma moção de José António Cruz, aprovada na Câmara Municipal contra este intento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Apaziguamento inútil&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Igreja de Braga, surpreendentemente, adopta uma estratégia de apaziguamento que dura pouco tempo, por causa do fecho das suas escolas (Espírito Santo, Sagrado Coração de Maria, Seminário de Montariol, Colégio S. Tomás de Aquino). Vários edifícios da Igreja eram confiscados e colocados ao serviço da República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há 100 anos, a 24 de Dezembro, o Episcopado português toma a primeira posição de força, através de uma pastoral colectiva, que começa a ser lida ao mesmo tempo que avançava o Registo Civil (até então serviço em poder exclusivo da Igreja).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos padres (Caniçada, Salamonde, Tadim, Navarra, Adaúfe e Cunha, entre outros) são detidos por terem lido aquela carta dos bispos que o Governo de Afonso Costa proibira, enquanto ministro da Justiça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os bispos eram punidos com degredo para territórios ultramarinos, como aconteceu com o barcelense D. António Barroso, enquanto o arcebispo de Braga era suspenso da titularidade da Sé de Braga e exilado para fora da arquidiocese que ficou sem bispo durante três anos. O presidente Arriaga  começa a perceber que a detençção dos bispos — quando viaja para Braga D. manuel Vieira de Matos que já tinha sido preso durante 13 dias — apenas serve para “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;arranjar mais inimigos para o novo regime entre os católicos da sua diocese e do país&lt;/span&gt;” (cf. Commercio do Minho).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1912, os párocos de todo  Minho recusam-se a fazer a visita pascal, porque a nova Lei da Separação exigia o pedido prévio de autorização para a realização do cortejo pascal, o que muitos párocos se  recusaram afazer, manifestando a sua indignação e procurando espalhar a impopularidade do novo regime perante o povo, profundamente católico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com estas quezílias, retardava-se o cumprimento das promessas republicanas numa terra onde “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;não há as mínimas noções de educação cívica e a situação económica do nosso lavrador trá-lo inevitavelmente amarrado ao proprietário mais abastado da freguesia que faz dele um joguete, uma coisa, um autêntico carneiro cegamente obediente&lt;/span&gt;”. Falhava o ataque ao caciquismo através da instrução do povo. A República fechara as velhas mas não abria novas escolas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-3876674842211910712?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/3876674842211910712/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=3876674842211910712&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/3876674842211910712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/3876674842211910712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2010/12/cem-anos-de-republica-no-minho-21.html' title='Cem anos de República no Minho (21)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TQzuc_2lvuI/AAAAAAAAA5s/QSODFOtD12Y/s72-c/BPI_108.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-5616360818530400520</id><published>2010-12-15T08:29:00.000-08:00</published><updated>2010-12-15T08:35:15.172-08:00</updated><title type='text'>Cem anos de República no Minho (20)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TQjuN0P6ZXI/AAAAAAAAA5c/FRE2XWuxhRs/s1600/BPI_108.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 258px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TQjuN0P6ZXI/AAAAAAAAA5c/FRE2XWuxhRs/s400/BPI_108.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5550948461865231730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia 18 de Outubro de 1918, Braga teve direito  dupla festa: foi inaugurada a tracção eléctrica nos transportes urbanos, numa altura em que o país se preparava para a trágica aventura da I Guerra Mundial, e foram distribuídas mil esmolas de 300 reis aos pobres das freguesias da cidade, vincando o espírito solidário da República, nascida quatro anos antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, no dia 5 de Outubro, desde o ano 1911, Braga despertava os seus 400 pobres (que chegaram a ser  dois mil em 1919) para receberem o “bodo” (um quilo de arroz, um bacalhau, uma broa de pão e 200reis em dinheiro).&lt;br /&gt;Era o culminar de um longo percurso de reivindicações de Braga que vinham desde o século anterior, dando corpo a um levantamento de Braga contra o centralismo lisboeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Braga ansiava que os novos senhores de Lisboa cumprissem promessas feitas nas décadas anteriores, como a ligação até Chaves por caminho de ferro, ao tempo do governador civil Jerónimo Pimentel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também a ligação ferroviária entre Braga e Guimarães ficava apenas no papel das promessas, desenvolvendo-se então um esforço para assegurar, pelo menos, que os republicanos construíssem a ligação de comboio entre Braga e Monção, numa altura em que o Governo decidira fazer a ligação entre Guimarães e Fafe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Braga esperava que o dinheiro “republicano” chegasse para os seus sonhos, transformando-se num novo “entroncamento” ferroviário para todo o Minho. Eram sonhos defendidos pela Liga de Defesa e Propaganda de Braga que obtêm a autorização do rei D. Manuel II, em 1910... mas não se concretizaram até hoje e os bracarenses tiveram de contentar-se com os eléctricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o país ia assistindo à fragmentação do Partido Republicano no grupo Democrático de Afonso Costa, no Evolucionista de António José de Almeida e na  União Republicana de Brito Camacho e a consequente instabilidade governativa, acentuava-se o combate ao “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;único perigo real&lt;/span&gt;”, a Igreja, ao mesmo tempo que surgiam aqui e ali, como em Fafe, as conspirações monárquicas, através do Integralismo Lusitano que valorizava a família e segurava a propriedade privada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Braga, a 1 de Outubro de 1911, na sequência da fracassada revolta monárquica do Porto, era incendiada a residência da Associação Católica. NO ano seguinte. registam-se novas incursões monárquicas em Valença, Basto e Chaves. Ao mesmo tempo abria em Coimbra o Centro Académico da Democracia Cristã, onde hão-de passar Oliveira Salazar e o Cardeal famalicense Manuel Gonçalves Cerejeira (cf. SARAIVA, José António, in &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O 28 de Maio e o fim do liberalismo — Do advento da República à Revolta de Braga&lt;/span&gt;, Bertrand, Lisboa, 1976, pp. 70-91).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A entrada de Portugal na Guerra de 1914-1918 foi o prelúdio do colapso do regime republicano democrático, tão propalado em Braga, após o ultimato inglês, em 1890, pelo jornal “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Commercio do Minho&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltavam os tempos difíceis de 1892, quando as notas do Banco de Portugal nada valiam e eram trocadas por células emitidas pelo Ascensor do Bom Jesus, pela Associação Comercial e algumas casas comerciais de topo, como Padarias, Hotéis, mercearias, etc. Eram cédulas que facilitavam os trocos por notas do Banco de Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficavam desiludidos aqueles estudantes do Liceu que alguns anos antes tinham feito uma greve de dez dias pela democracia republicana, desde os tempos de João Penha, com um debate permanente através dos oitos jornais existentes em Braga: seis semanários, um trissemanário e um bissemanário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É este fervilhar de ideias republicanas que entronca o levantamento de Braga contra o centralismo lisboeta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-5616360818530400520?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/5616360818530400520/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=5616360818530400520&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/5616360818530400520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/5616360818530400520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2010/12/cem-anos-de-republica-no-minho-20.html' title='Cem anos de República no Minho (20)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TQjuN0P6ZXI/AAAAAAAAA5c/FRE2XWuxhRs/s72-c/BPI_108.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-7956133943048451532</id><published>2010-11-29T02:42:00.000-08:00</published><updated>2010-11-29T02:48:54.231-08:00</updated><title type='text'>Cem anos de República no Minho (19)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TPOE_Qb6YuI/AAAAAAAAA40/A7hLw8qHKTo/s1600/BPI_82.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 264px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TPOE_Qb6YuI/AAAAAAAAA40/A7hLw8qHKTo/s400/BPI_82.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5544921788501877474" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que descrição podemos fazer do Minho quando eclodiu a revolução republicana? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dimensão rural entrava pelos muros da cidade medieval que era Braga, com escassos milhares de habitantes, ao mesmo tempo que chegavam às nossas aldeias alguns ecos da influência da onda migratória a que o país assistiu nas duas últimas décadas do século XIX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Braga, a par de muitos edifícios religiosos, deparamos com vários imóveis destinados a fins militares e uma ou outra associação de cariz sócio-caritativo (Associação Fúnebre e Montepio de S. António ou de S. José).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O analfabetismo — com os malefícios conhecidos — é muito elevado, percebendo-se assim a pobreza material da população urbana e rural bem como a escassa participação política dos minhotos. No distrito de Braga, 77 por cento eram analfabetos, na capital do Minho havia um liceu, várias escolas primá-rias e seminários. A Biblioteca Pública “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;não tem uma única vidraça que não esteja a cair de podre&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O número de pobres que vagueavam pela cidade é difícil de entender por nós. O Jornal “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Commercio do Minho&lt;/span&gt;” dava conta da existência de quatrocentos pobres que, um ano após a implantação da República, recebiam géneros e algum dinheiro para as primeiras necessidade. Era o bodo dos pobres que, com a chegada da I Guerra Mundial, assume números dramáticos: em 1919 havia duas mil pessoas que recebiam o bodo dos pobres em Braga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vaguear dos mendigos pelas ruas levou o escritor Miguel Unamuno a escrever, quando visitou o Minho: “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;sinto ferida a minha dignidade humana&lt;/span&gt;” porque “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;se privam a estes desgraçados as mais caras ,liberdades, mas não a liberdade de pedir esmola&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fora a acção do bispo D. Frei Caetano Brandão, promotor de uma feira agrícola e industrial, uns anos, antes, quase se podia dizer que em Braga nada acontecia em termos culturais, sociais e económicos. Se assim era na grande cidade, podemos extrapolar sem exageros para o vazio das nossas aldeias que apenas eram agitadas pela irreverência de um ou outro Reverendo pároco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surgiam as primeiras fábricas de chapéus, de sedas enquanto o Teatro S. Geraldo era o único espaço cultural e  político da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início do século XX, Braga e seu termo sentiam carências enormes na saúde, na educação, no abastecimento de água e nas vias de comunicação. Sirva de exemplo, para percebermos, que não existia estrada entre Braga e Chaves e só no ano 1900 arrancaram as obras de ligação à cidade transmontana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A electricidade chegava a Braga mas registavam-se muitos cortes e interrupções e em muitas aldeias — apesar de tantas décadas após a Revolta da ria da Fonte — ainda se faziam enterros dentro das Igrejas, contra todas as normas de saúde e nos adros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este comportamento, além de mostrar a religiosidade popular, traduz também a poderosa e inquestionável influência — muitas vezes caciquista — da hierarquia católica fomentadora da ignorância daqueles que  teimavam em sepultar os seus entes queridos o mais possível próximo de Deus. Em 1901, o arcebispo de Braga lançava um apelo para que todas as paróquias construíssem um cemitério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1908, na freguesia de Priscos, em Braga, o Governador civil lamentava que tenha sido inumado na Igreja o cadáver de uma mulher, mais cinco cadáveres que estavam sepultados no adro e foram exumados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Desde o nascer do sol, as beatas infestam as igrejas, segurando grandes rosários&lt;/span&gt;” enquanto “o&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;s aldeãos transportam para a praça os seus produtos da sua lavra, até às dez da noite, hora a que fecham os estabelecimentos, transformando-se a cidade num túmulo&lt;/span&gt;” — escrevia José Valdez, em 1911.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trazemos aqui este retrato do Minho para percebermos melhor até que ponto a República foi madrinha do desenvolvimento desta região, especialmente Braga.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-7956133943048451532?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/7956133943048451532/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=7956133943048451532&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/7956133943048451532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/7956133943048451532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2010/11/cem-anos-de-republica-no-minho-19.html' title='Cem anos de República no Minho (19)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TPOE_Qb6YuI/AAAAAAAAA40/A7hLw8qHKTo/s72-c/BPI_82.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-2669874507386241457</id><published>2010-11-29T02:35:00.000-08:00</published><updated>2010-11-29T02:42:55.474-08:00</updated><title type='text'>Cem anos de República no Minho (18)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TPODmTpKX_I/AAAAAAAAA4s/Fic7Lsqo8fE/s1600/Braga%2BAntiga_centro.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 252px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TPODmTpKX_I/AAAAAAAAA4s/Fic7Lsqo8fE/s400/Braga%2BAntiga_centro.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5544920260354400242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que era o Minho aquando da implantação da República em 1910 que se há-de transformar no junqueiriano “bacanal de percevejos num colchão podre”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta pode ser encontrada em muitos documentos mas bastar-nos-á “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O livro d’ouro da primeira viagem de S. M. El-Rei D. Manuel II a Braga&lt;/span&gt;”, em 1908, para encontrar a resposta mais eloqüente. Esta resposta possibilita-nos avaliar o estrondo cultural, social e religioso que a República provocou em todo o Minho, onde os “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;cidadãos são fidelíssimos tradicionalistas, na religião, na política, na indústria e na Art&lt;/span&gt;e”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na cidade capital do Minho surgiam as “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;novas indústrias e floresciam as antiga, a luvaria, os sapatos, os couros, as ferragens, os linhos; mas o chapéu braguêz, o pesado e moreno feltro, quasi impermeácel e imutável, nada o destronará&lt;/span&gt;” — escrevia, em 1909, Joaquim Leitão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem vivia na cidade? A resposta também é dada pelo “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Livro d’ouro...&lt;/span&gt;” que descreve o “n&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ódulo central de Braga, aparte um armezendado comercial, é para o solar, o palácio e o templo&lt;/span&gt;” porque a população operária das novas indústrias “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;descentraliza-se para as cordas do círculo, às ruelas em que cada telhado é uma fábrica e cada ser um artífice, n’outras tantas pernas laboriosas d’essa aranha a que, avistando-a do Monte, Ramalho Ortigão comparou Braga&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais, “l&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;onge d’esse fragor proletário dos agrupamentos fabris, Braga remanesce o socego solarengo e a paz dos mosteiros” ostentando a “flor da nobreza minhota que é a mais antiga de Portugal&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo cultivava de sol a sol as grandes propriedades da “n&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;obreza mais antiga de Portugal&lt;/span&gt;” e os operários associavam-se para poderem pagar os funerais, tal era a pobreza em que vivam o povo, excluído do “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;nódulo central” dominado pelo solar, o palácio e o templo&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, o Minho cedo é arregimentado para “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;esta marcha heróica a caminho do cano de esgoto&lt;/span&gt;” — como descreveu o nosso adoptado vimaranense Raul Brandão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Braga, como já escrevemos, viveu essa hora de fervor republicano em que a política agora é de todos e não de elites.&lt;br /&gt;“&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ai de quem se prclamar monárquico. Se a política é de todos, não quer dizer que todos possam ter qualquer política. O exercício da política é monopólio exclusivo dos republicanos, que são ao mesmo tempo a situação e a oposição&lt;/span&gt;”. É assim que decreta o jacobinismo triunfante que leva hordas de monárquicos “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;feios a serem bonitos&lt;/span&gt;”, enquanto outros se fecham nos seus palácios (até à impossibilidade de os sustentar) e outros se refugiam em Espanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os monárquicos que queiram manter-se nas estruturas do poder fazem a sua conversão ao republicanismo. São os “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;adesivos&lt;/span&gt;”, centenas de funcionários e políticos do anterior regime que professam agora a mais incondicional ideologia republicana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na administração pública, não reina o primado do mérito ou da competência, mas a fidelidade do grupo. Os até agora excluídos são promovidos: o marchante passa a ser negociante de carnes verdes, enquanto o padeiro é agora industrial de panificação. Tudo quer igualdade, para cima...pulverizando-se a autoridade do Estado, primeiro o passo para a atmosfera anarquizante que reinava nos últimos tempos da monarquia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a monarquia é derrubada por um acto terrorista — o assassínio de D. Carlos e do príncipe herdeiro — será um feito terrorista que a vai derrubar: o golpe de 26 de Maio, precipitado pelo gesto terrorista que mata o herdeiro da coroa austríaca, em Sarajevo, em 1914. Começa assim a I Guerra Mundial, onde Portugal se envolve para proteger as fronteiras em África, enviando 55 mil homens para a guerra nas trincheiras da Flandres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande guerra traça a marca mais profunda na sociedade portuguesa na segunda década do séc. XX: carência de géneros essenciais, aumentos dos preços, desvalorização do dinheiro, racionamentos, assaltos a armazéns, confrontos entre civis e militares, peste pneumônica e a revolução de Gomes da Costa. Mas a República gerou profundas alterações na sociedade portuguesa, como demos conta na crônica passada e desenvolveremos na próxima.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-2669874507386241457?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/2669874507386241457/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=2669874507386241457&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/2669874507386241457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/2669874507386241457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2010/11/cem-anos-de-republica-no-minho-18.html' title='Cem anos de República no Minho (18)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TPODmTpKX_I/AAAAAAAAA4s/Fic7Lsqo8fE/s72-c/Braga%2BAntiga_centro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-9051764200494756987</id><published>2010-10-21T03:31:00.000-07:00</published><updated>2010-10-21T03:35:48.438-07:00</updated><title type='text'>Cem anos de República no Minho (17)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TMAXdLfR0XI/AAAAAAAAA4M/qDfTTk6h7Wk/s1600/22mf.ultm.foto02.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 312px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TMAXdLfR0XI/AAAAAAAAA4M/qDfTTk6h7Wk/s400/22mf.ultm.foto02.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530446132478595442" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formado em Lisboa um Governo Provisório, após a aclamação da República, no Minho e na sua capital, decorriam plácidos e ordeiros os primeiros dias, ainda fascinados com a presidência do dr. Teófilo Braga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, a paz era efémera, porque o principal acto deste Governo foi pôr em execução as leis do Marquês de Pombal e Joaquim António de Aguiar, sobre a extinção das ordens religiosas que, mercê da protecção dada pela monarquia, viviam em Portugal ministrando o ensino, umas, dedicando-se à enfermagem nos hospitais, outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguidamente, vêm as  leis de protecção à família, com a criação do registo civil — uma guerra tremenda com a Igreja Católica que detinha o monopólio do Registo com os cartórios paroquiais — separação da Igreja do Estado, divórcio, etc, enquanto eram dados os primeiros passos para o reconhecimento da República — só existia a francesa e a helvética — numa Europa dominada por monarquias. A grande conquista foi a escola que “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;liberta e emancipa o cidadão do obscurantismo&lt;/span&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns monárquicos, refeitos dos sustos das primeiras horas, começam a conspirar, combatidos em Braga e no Minho por grupos d rapazes criados para o efeito. Em Braga pontifica esse  inolvidável republicano e democrata, Justino Cruz, além de outros cidadãos como Luís Simões de Almeida, Tristão Manuel  da Silva, Álvaro Augusto Ferreira Pipa (fundador do jornal &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Correio do Minho&lt;/span&gt;, em 6 de Julho de 1926).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano seguinte, reúne-se o primeiro Parlamento da República, constituinte,  para o qual foram eleitos alguns bracarenses como Domingos Pereira, , Joaquim de oliveira, João de Freitas e João Palma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A República foi benéfica para a cidade de Braga, com a conclusão do abastecimento de água, a tracção eléctrica (eléctricos), a electricidade nas aldeias e o embelezamento de vários jardins e largos da Roma Portuguesa, mas no interior este progresso ficou não chegou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As juntas de freguesias das aldeias limitaram-se, como as anteriores, a consrtar santos e caiar igrejas, a reparar uns muros e caminhos vicinais, enquanto os municípios do interior limitavam a sua acção a resolver o expediente, impossibilitados de lançar investimentos mais avultados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os velhos hábitos depressa se apoderaram dos novos representantes da República, como acontecia com o Governo Civil, que continuavam a ir receber o arcebispo quando ele regressava de uma viagem à sua terrinha, onde lhe beijavam o anel.&lt;br /&gt;A falência do Estado reduziu as Juntas e as Câmaras Municipais a quase nada em termos de competências e depressa a esperança do 5 de Outubro de 1910 deu lugar à desilusão  crescente, por várias razões.Apesar de lhes ter concedido a possibilidade do divórcio, a I República esqueceu as mulheres e travou uma guerra suicida contra o movimento operário que precipitou a sua queda — além da entrada de Portugal na I Guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua queda anunciada na década seguinte, foi provocada pela incapacidade de mexer com o desenvolvimento económico e social do país, pela insensibilidade face à miséria dos operários e porque não soube democratizar o Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A República tentou sobreviver como os velhos monárquicos e cometeu o erro de travar uma guerra contra o seu alicerce, o movimento operário enquanto lançava  o país na I Guerra Mundial, “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;a mais sofisticada e a mais avançada na forma de matar gente que a Humanidade até então tinha travado&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A guerra e várias epidemias (tifo e febre pneumónica) aliadas à subalimentação mataram os pobres e os que viviam em priores condições e geraram ódio e cansaço da República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, os grandes problemas que tinham estado na origem do avanço republicano contra a monarquia não foram solucionados, fazendo aparecer uma direita nova para dar cabo da República. É certo que os republicanos resistiram à ditadura implantada em 1926 — cerca de vinte mil pessoas foram deportadas ou presas— sobre os escombros da República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da República, ficou o Hino Nacional, a moeda Escudo (símbolos da identidade nacional), a separação entre Estado e Igreja, casamento civil, registo civil,” e as Universidades de Lisboa e Porto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A República não foi muito generosa com as mulheres e nem sequer lhes deu o direito de voto. Desconfiados, os republicanos tinham medo do voto das mulheres cuja cabeça era feita pelos padres nas sacristia contra os republicanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar disso, a República trouxe para as mulheres o direito ao divórcio, os direitos patrimoniais dentro do casamento, acabou com os filhos ilegítimos ou bastardos sem direitos, para além de estimular um lugar destacado no ensino, mercê da dinamização da escolaridade obrigatória de quatro anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A I República foi implantada em 1910, quando 78% dos portugueses eram analfabetos e surgiam as primeiras associações operárias com a industrialização e o aparecimento dos serviços que trouxeram para as grandes cidades de Lisboa, Porto e Braga uma nova massa política militante que não se revia nos partidos do Rotativismo que manteve a Monarquia ao longo de toda a segunda metade do século XIX.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-9051764200494756987?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/9051764200494756987/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=9051764200494756987&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/9051764200494756987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/9051764200494756987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2010/10/cem-anos-de-republica-no-minho-17.html' title='Cem anos de República no Minho (17)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TMAXdLfR0XI/AAAAAAAAA4M/qDfTTk6h7Wk/s72-c/22mf.ultm.foto02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-2134614047499078228</id><published>2010-10-06T07:04:00.000-07:00</published><updated>2010-10-06T07:13:34.164-07:00</updated><title type='text'>Cem anos de República no Minho (16)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TKyCvC-gN4I/AAAAAAAAA30/Hhhe9N4-NdM/s1600/08.mf.ultima.foto01.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TKyCvC-gN4I/AAAAAAAAA30/Hhhe9N4-NdM/s400/08.mf.ultima.foto01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5524934587641247618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que teve de fazer, em 1892, o ministro Dias Ferreira, quando a dívida pública absorvia metade das receitas do país?  — perguntávamos na crónica anterior. Cortou 12,5% nos salários dos funcionários, aumentou 15% os impostos, enquanto a moeda é desvalorizada (deixando de ser comparada com o ouro) acompanhada de inflação galopante que atingia os mais pobres.  Mais de 12 mil portugueses emigravam nessa altura para o Brasil, em cada ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não imaginávamos a flagrante actualidade, cem anos depois, com as medidas duras de combate ao défice actual. Nós, portugueses, nunca mais aprendemos, mesmo passados cem anos do desaparecimento de um regime que governara Portugal desde a Cidade Berço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram os últimos anos de estertor de uma monarquia que praticava acrobacia e equilibrismo como regime rotativo dos partidos  Regeneradores e Progressistas, indiferente aos protestos do povo enquanto nos partidos o ideal republicano (Ramalho Ortigão) se confundia com socialismo (Antro de Quental).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os acontecimentos de 1892 agravaram o pessimismo do povo e a profunda descrença nos governantes até ao dia 1 de Fevereiro de 1908, numa “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;tarde linda, azul, morna, diáfana&lt;/span&gt;” em que mataram o Rei D. Carlos e o príncipe Filipe, herdeiro do trono. O outro infante D. Manuel II é proclamado rei, aos 18 anos. Em Outubro, os republicanos ganharam em Lisboa e “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;num pais como Portugal, onde o peso da capital resumia toda a Nação, isso queria dizer o fim das instituições monárquicas&lt;/span&gt;”. No dia 5, o o rei fugia com toda a família “para não mais voltarem” — escreve, com amargura, Oliveira Marques.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começara, num caminho sem regresso, a 31 de Janeiro de 1891, no Porto, onde participaram alguns bracarenses, nessa luta encarniçada entre republicanos e a guarda municipal “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;com o fim de proclamar a República&lt;/span&gt;” (cf. Ménici Malheiro, in &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Braga Contemporânea&lt;/span&gt;, pp. 73 e ss.). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o sangue derramado, o povo começa a perceber o que é a República — o governo do povo  e pelo Povo — para acabar com “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;o luxo dos nobres, a avidez da Igreja, a estupidez de mistura com a ignorância mais crassa do burguês e dos filhos de algo, legando aos conventos, na intenção de alcançarem o céu, todos os seus bens” (...) que fez de Portugal “um pais moribundo” em que “só a igreja medrava, à medida que aumentava o número de enjeitados&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Braga, o Partido Socialista contribuiu poderosamente para que &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;"saísse do seu entorpecimento asqueroso, nostálgico e reaccionário em que não só a cidade como todo o distrito vinham arrastando-se de há séculos&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1889 estala em Braga a primeira greve, “d&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;a classe dos chapeleiros, que tinha por objectivo o aumento dos salários&lt;/span&gt;” mas é o fracasso que leva à criação de um Monte Pio e de uma Associação de classe “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;que teve de sustentar por vezes temerosas lutas com o patronato&lt;/span&gt;”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram estes trabalhadores que criaram a Associação Fúnebre Familiar Bracarense que chegou a contar com cinco mil associados (para tratar do enterro dos filiados). A força da luta dos chapeleiros dá origem à criação da Liga das Artes Gráficas e de uma Cooperativa de Consumo — “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Libertadora bracarense&lt;/span&gt;” —. Nesse tempo, já nomes como Manuel Monteiro e Simões de Almeida agitavam as consciências bracarenses numa cidade  “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;onde não havia canto que não cheirasse a sacristia, a cacete miguelista&lt;/span&gt;” e “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;inúmeros parentes dos porcos de Epicuro&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1906 são eles quem funda o Centro Operário Socialista para responder a prepotências do patronato como aconteceu com o Sousa — da Tipografia Henriquina — despedido só por saudar uma excursão de gráficos  portuenses que viera a Braga. Eram momentos de glória e heroísmo dos trabalhadores e intelectuais socialistas (seguidores de Antero de Quental e Ramalho Ortigão) que se traduzem num congresso Galaico-Português realizado em Braga, a criação da Associação das Quatro Artes da Construção Civil e a Cooperativa, onde pontificava o militante socialista Azevedo Gnecco — um dos mais talentosos membros do partido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os minhotos não podem ignorar o talento e intervenção de homens como  Custodio Pinto que acolhia em sua casa, na Avenida Central, um núcleo valoroso e culto de liberais e livre-pensadores como Bento de Oliveira, Ulisses Taxa, Vieira Marques, Henrique Martins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a queda de Hintze Ribeiro, em 1906. A quem sucedeu João Franco foram suspensas todas as Câmaras Municipais, suspensos muitos jornais e foram desprezadas as liberdades e dos direitos dos cidadãos acicatando a propaganda republicana através de António José de Almeida, Bernardino Machado, Afonso Costa, João Chagas que seduz os bracarenses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1905, Braga realiza o primeiro comício republicano, na rua da Cruz de Pedra, onde estiveram muitos anos os Serviços Municipalizados, onde falaram Eduardo Abreu, Manuel Monteiro e Sousa Fernandes. No ano seguinte, em Maio, disputaram-se as eleições municipais  a que se candidatavam os republicanos pela primeira vez com João Freitas, Manuel Monteiro, Custodio Pinto, Domingos Palha, Alberto Guimarães e Bento de Oliveira, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram tempos difíceis para quem era republicano, cujo centro funcionava na actual Praça do Município, onde todas as noites afluíam militantes “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;sempre vigiados pela polícia e pelos suínos de vista baixa e coleira&lt;/span&gt;” mas isso não os impediu de celebrarem o centenário de Alexandre Herculano (28 de Março de 1910) e que “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;um estandarte republicano se via nas ruas de Braga&lt;/span&gt;” empunhado por Ménici Malheiro. Dois anos antes, várias provocações reaccionárias (Campo das Hortas, Campo de Sant’Ana e Bom Jesus) acabaram por não resultar em actos violentos, devido à sensatez dos comandantes das guardas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manuel Monteiro, Domingos Pereira, Justino Cruz, Bento Oliveira, Simões de Almeida, Manuel Castro foram os obreiros da democratização de Braga. Quando a República é proclamada, Manuel Monteiro foi nomeado Governador Civil de Braga e Domingos Pereira administrador do concelho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A República foi proclamada em Braga no dia 7 de Outubro, primeiro na varanda do Governo Civil e depois na Câmara Municipal de Braga. A chegada do novo regime foi saudada à noite com “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;um numeroso cortejo&lt;/span&gt;” a partir da Arcada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Gonçalo Sampaio &lt;br /&gt;cientista de renome &lt;br /&gt;internacional.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo ideais republicanos combatia na Póvoa de Lanhoso o Gonçalo António da Silva Ferreira Sampaio, nascido em S. Gens de Calvos, Póvoa de Lanhoso, em 29 de Março de 1865 e falecido no Porto, em 1937.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dedicou-se ao estudo científico das algas, cormófitos, e espermatófitas, além de se ter entretido também a classificar Musgos, Líquenes e outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra das suas prioridades era a Música, especialmente o canto coral, a dança e a música popular, depois procedeu ao levantamento dos cantares populares do Minho, de que se compõe o Cancioneiro Minhoto (ou de Gonçalo Sampaio).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Gonçalo Sampaio também sofreu muito por ser exigente consigo e desejava ver os outros também com uma vida melhor e um país mais desenvolvido onde estava presente uma verdadeira Trilogia: Liberdade, Fraternidade e Igualdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gonçalo Sampaio irritava-se pelo terrível atraso em que a Nação Portuguesa esperneava, mas não dava à luz coisa que se visse.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surge então o sistema republicano, ao qual Gonçalo Sampaio aderiu  aproveitou bem os ideais democráticos trazidos pelos  Republicanos, mas cedo ficou desiludido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-2134614047499078228?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/2134614047499078228/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=2134614047499078228&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/2134614047499078228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/2134614047499078228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2010/10/cem-anos-de-republica-no-minho-16.html' title='Cem anos de República no Minho (16)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TKyCvC-gN4I/AAAAAAAAA30/Hhhe9N4-NdM/s72-c/08.mf.ultima.foto01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-6865026288315489498</id><published>2010-09-30T03:19:00.000-07:00</published><updated>2010-09-30T03:24:07.822-07:00</updated><title type='text'>Cem anos de República no Minho (15)</title><content type='html'>Deixamos para trás – como preciosa herança de D. Maria II, Mouzinho da Silveira ou Barjona de Freitas - três décadas de grande ascensão industrial. Mas Portugal é assim: o período de ouro degenera em crise e, neste caso, fomentou a emigração para o Brasil e alimentou o levantamento republicano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os românticos Almeida Garrett, Alexandre Herculano ou Júlio Dinis deram-nos um intervalo de crescimento e de sonhos que abriu as portas à turbulência anunciada por Camilo cuja cegueira iluminava o realismo de Eça de Queirós, aconchegado nas Farpas de Ramalho Ortigão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O antigo regime dos frades e dos nobres dava lugar à sociedade dos barões. Almeida Garret diz-nos isso mesmo em “As viagens da minha terra” quando escreve: “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;frades… frades… Eu não gosto de frades. (…) Não os quero para nada, moral e socialmente falando&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, “é&lt;span style="font-weight:bold;"&gt; muito mais poético o frade que o barão&lt;/span&gt;” – prosseguia o fundador do romantismo português que se interrogava: “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;como havemos nós de matar o barão?&lt;/span&gt;” porque os barões “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;são a moléstia deste século, não os jesuítas&lt;/span&gt;”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas palavras a traduzem a afirmação dos burgueses na sociedade portuguesa bem descritos em “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A morgadinha&lt;/span&gt;” de Júlio Dinis em que o professor primário, o médico e o padre constituem a oligarquia política corrupta que falsifica os resultados eleitorais perante a profunda ignorância das maiorias rurais e a contra-ofensiva do clero regular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que Júlio Dinis valoriza o trabalho agrícola n’”&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Os Fidalgos da Casa Mourisca&lt;/span&gt;” mas todo o seu ideário acaba vergado ao caudal da obra do temperamental Camilo Castelo Branco cuja obra retrata com cruel simplicidade as últimas prepotências de uma sociedade ainda feudalizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A persistência dos morgadios  e velhos preconceitos e classe no Entre Douro-e-Minho são eloquentemente ridicularizados em grande parte da obra do Cego de Seide com a antipatia genética ao Brasileiro, ao espírito burguês, à caça ao lucro e do dote, com uma vida que nenhum outro ficcionista voltou a captar (cf. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;António José Barreiros&lt;/span&gt;, in &lt;span style="font-style:italic;"&gt;História da Literatura Portuguesa&lt;/span&gt;, Vol. II, Ed. Pax, Braga, p-406). Quase todas as grandes obras de Camilo – de sarcasmo social – se passam no período entre as Invasões francesas e  a governança de Mouzinho da Silveira, que desferiu um golpe fatal em muitos usos e costumes dependentes do morgadio, as classes sociais altas e os seus vínculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mudanças no ensino primário e secundário, com Passos Manuel, enriquecido com escolas superiores, as transformações da sensibilidade nas artes (veja-se o Palácio do Buçaco ou o Campo pequeno) de que são expoentes “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Desterrado&lt;/span&gt;” de Soares dos Reis ou “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A Viúva&lt;/span&gt;” de Teixeira Lopes, o surgir de grandes pintores (como Alfredo Keill e Visconde de Menezes), o aparecimento de poetas como Teixeira de Pascoaes são consequência de um período de ouro que é interrompido nas últimas décadas do Século XIX e precipita a República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TKRlFS3BOeI/AAAAAAAAA3s/Shvaqiv8KeY/s1600/mf.ultima.foto01.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 311px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TKRlFS3BOeI/AAAAAAAAA3s/Shvaqiv8KeY/s400/mf.ultima.foto01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5522650184699427298" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nos anos posteriores a 1868, com o apogeu dos transportes e dos meios de comunicação, compagina-se a crise da agricultura, o surto de emigração? De facto, eram inauguradas as pontes D. Maria Pia no Porto e D. Luís, o comboio avançava velozmente pelo território, fazendo a ligação com a Galiza, em Valença, em 1886, e entre o Minho e o Algarve, no ano seguinte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silvo agudo da locomotiva acordou os portugueses para outra verdade: o progresso não se resume a estradas e comboios. Os produtos externos fustigaram os preços dos que eram produzidos em Portugal e os comboios serviam para levar farinhas produzidas de graça com cereais estrangeiros – como nota Oliveira Martins. Com os comboios esquecemos as nossas terras com propriedades vastíssimas e extensos morgados por cultivar que aceleraram mais um surto de emigração para o Brasil e a desertificação do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cereais americanos – especialmente o trigo - mataram progressivamente a agricultura portuguesa que se vocacionou para a criação de gado e pastagens: como a história se repete! O alargamento da produção florestal foi outra consequência com espécies que sejam rápidas no crescimento. A viticultura do Douro sofreu forte abanão e o mesmo acontece com a generalidade da vinha portuguesa. Aos portugueses jovens restava o “salto” para o Brasil. Metade dos agricultores portugueses emigraram em 1890 (cf. Joel Serrão em &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Dicionário da História de Portugal&lt;/span&gt;, art. “Emigração”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal batia no fundo: “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;em todo o Portugal, à excepção do Porto, a banca e o negócio, as manufacturas e todas as empresas industriais de alguma importância, estão quase exclusivamente nas mãos de estrangeiros&lt;/span&gt;” – escrevia o francês Charles Vogel, num artigo publicado em 1890. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São estes empresários que regeneram o tecido industrial português e descobrem o filão têxtil e dos lanifícios, com a invasão maciça de teares que aproveitam as ramas de algodão oriundas do Ultramar. Portugal deixava de ser um país rural e passava a ser um território industrializado dominado por grandes empresas de capital estrangeiro que devoravam as pequeninas empresas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui ao capitalismo financeiro das grandes fortunas, foi um pequenino passo. E como sempre, o passo para uma crise financeira também é pequenino e aconteceu em 1891 com a crise cambial do Brasil. Que mais era preciso para justificar a primeira tentativa de revolução republicana? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;brasileiros&lt;/span&gt;” bem instalados preferiram continuar a mandar dinheiro para cá a mandar ir as filhas e as mulheres. Foram as suas remessas que permitiram a Portugal sair do naufrágio em 1891, depois do levantamento da escravatura no Brasil e da queda do preço do café. Que teve de fazer, em 1892, o ministro Dias Ferreira, quando a dívida pública absorvia metade das receitas do país? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cortou 12,5% nos salários dos funcionários, aumentou 15% os impostos, enquanto a moeda é desvalorizada (deixando de ser comparada com o ouro) acompanhada de inflação galopante que atingia os mais pobres.  Mais de 12 mil portugueses emigravam nessa altura para o Brasil, em cada ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, portugueses, nunca mais aprendemos, mesmo passados cem anos do desaparecimento de um regime que governara Portugal desde a Cidade Berço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-6865026288315489498?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/6865026288315489498/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=6865026288315489498&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/6865026288315489498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/6865026288315489498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2010/09/cem-anos-de-republica-no-minho-15.html' title='Cem anos de República no Minho (15)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TKRlFS3BOeI/AAAAAAAAA3s/Shvaqiv8KeY/s72-c/mf.ultima.foto01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-6495045572287059515</id><published>2010-09-21T04:36:00.000-07:00</published><updated>2010-09-21T04:37:31.857-07:00</updated><title type='text'>Uma batalha de todos e cada um de nós</title><content type='html'>&lt;object style="background-image:url(http://i2.ytimg.com/vi/il_1tEQMwqY/hqdefault.jpg)"  width="480" height="295"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/il_1tEQMwqY?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/il_1tEQMwqY?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT" width="480" height="295" allowScriptAccess="never" allowFullScreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-6495045572287059515?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/6495045572287059515/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=6495045572287059515&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/6495045572287059515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/6495045572287059515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2010/09/assine-peticao-para-acabar-com-fome.html' title='Uma batalha de todos e cada um de nós'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-7760480290949468753</id><published>2010-09-07T07:06:00.000-07:00</published><updated>2010-09-07T07:10:51.957-07:00</updated><title type='text'>Cem anos de República no Minho (14)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIZH4Yruw1I/AAAAAAAAA20/en0lWVby24s/s1600/D.+Maria+II.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 306px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIZH4Yruw1I/AAAAAAAAA20/en0lWVby24s/s400/D.+Maria+II.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5514173827785868114" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Prometemos na crónica anterior lembrar hoje os momentos principais da herança da rainha D. Maria II, num impulso regenerador que acelerou os ideais liberais e deu a machadada fatal no absolutismo miguelista enraizado nos espaços rurais minhotos, gerando os conflitos da Maria da Fonte e da Patuleia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um dos poucos momentos de ouro da História de Portugal no século XIX , cuja primeira metade é consumida em guerras (invasões francesas e revoltas populares regionais) e perda do Brasil, além de uma factura pesada a pagar aos ingleses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes da sua morte, a Rainha D. Maria II deixou uma bela herança aos portugueses ao promulgar o Acto adicional de 1852 que regula a escolha dos deputados da Nação por eleição directa, generaliza o acesso ao voto pelos portugueses, acima dos 21 anos, e exclui apenas os criados de servir, os criminosos, os condenados e os contumazes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, a maior conquista foi a abolição da pena de morte para os crimes políticos e era dado um primeiro passo para a fiscalização de dinheiros públicos e administração do Ultramar. Este movimento da Regeneração conseguiu, de uma penada legal, unir a lata, média e pequena burguesia, que se assim se consolida no poder por cerca de meio século. Foi a revolução dos Códigos (Civil, Penal, Fiscal, Comercial e Administrativo, com o fim dos “morgados”, por exemplo) que constituem a espinha dorsal dos actuais, como tão bem descreve Victor de Sá em “Época Contemporânea Portuguesa, I Vol, . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consulte-se  a história de qualquer povo –  citamos o bracarense Ménici  Malheiro – “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;e lá veremos sempre os esfarrapados, arvorando a bandeira vermelha das suas reivindicações contra a tirania dos poderosos. São eles que tudo constroem e nada possuem e em todos os movimentos libertadores ocupam a parte mais perigosa da barricada&lt;/span&gt;”. Mais uma vez, Portugal não saía da cepa torta e a mesma classe ia impor-se ao povo até 1910… ou até agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oliveira Marques, na sua &lt;span style="font-style:italic;"&gt;História de Portugal&lt;/span&gt;, Vol. II, pp. 67 e 103, assegura que o Acto adicional de 1852 uniu cartistas e setembristas; a expansão industrial, financeira e comercial sossegava os interesses de industriais, banqueiros, comerciantes e proprietários. O resultado, escreve, foi que “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;até ao surto do Partido Republicano não houve, em Portugal, oposição efectiva às instituições, às formas de governar e às políticas ou estruturas económicas e sociais&lt;/span&gt;”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;firme manutenção do poder por uma burguesia unificada iria durar meio século e impedir quaisquer veleidades de rebelião por parte das classes inferiores&lt;/span&gt;” como as dos “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;patas ao léu&lt;/span&gt;” ou da Maria da Fonte (1846 e 1847). Passaram  três reinados (D. Pedro V, D. Luís e D. Manuel II) e Mouzinho da Silveira dispôs das condições ideais para lançar as bases do Portugal liberal, seguindo de perto o modelo francês na organização administrativa do território. O país foi dividido em distritos, que englobavam um certo número de concelhos, e estes eram constituídos por paróquias. Em cada distrito há um representante do governo nomeado pelo Rei. Os concelhos elegiam uma Junta administrativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As funções judiciais e administrativas não podiam misturar-se como antes acontecia, com o regime das Ordenações que são revogadas em grande parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Código Administrativo de 1878 substitui os concelhos municipais por Câmaras municipais, de eleição local, confirma o essencial da reforma de Mouzinho da Silveira que reformulou o sistema judicial, criando os círculos e estes subdivididos em comarcas e estas últimas compunham-se de julgados ou freguesias. Um Supremo Tribunal da Coroa era assistido por um Procurador e no Tribunal de segunda instância (posterior Relação) existia um procurador do Rei. Os juízes eram escolhidos pelo Rei e apenas nos julgados eram eleitos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuamos a herança de D. Maria, com o Código Penal, de 1852, que vai durar longas e longas décadas na sua essência, enriquecido com a abolição da pena de morte (1867) e da escravatura (1869), por Barjona de Freitas que também promulga outra peça fundamental para a organização do Estado: o Código Civil (1867) que substituía as… Ordenações Filipinas! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pasme o leitor, como este país evoluía tão pouco em tanto tempo… de derrubamos os “Filipes” em 1640! No entanto, no século XIX, um punhado de portugueses (Alexandre Herculano, Fontes Pereira de Melo, Mouzinho da Silveira, Barjona de Freitas e D. Luís) foi capaz de desapertar os nós górdios de um país sufocado pelo “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;cacete miguelista&lt;/span&gt;” pois não “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;havia canto que não cheirasse a sacristia&lt;/span&gt;” pois era uma choldra onde nem “registo civil” de nascimentos, de casamentos (agora também civis), óbitos e paternidade dos filhos existia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há um vício que nunca mais combatemos: o défice das contas do “reino” ou da “República”. Já em 1822, ano em que se põe cobro “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;à desarrumação, sigilo e confusão&lt;/span&gt;”, começam a conhecer-se os contornos do défice e dão-se os primeiros passos para uma reforma fiscal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi Também Mouzinho da Silveira quem lança as bases para as finanças públicas contemporâneas mas já então “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;grande parte das receitas se perdiam no pagamento de altos juros de dívida pública e nos prémios de ouro de pagamento externo, não sendo empregues em fins reprodutivos&lt;/span&gt;” e os impostos incidiam mais sobre o consumo  que sobre os rendimentos na sua origem (cf. CASTRO, Armando, “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fazenda Pública&lt;/span&gt;”, in &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Dicionário da História de Portugal&lt;/span&gt;, onde descreve a existência de um Tribunal do Tesouro, outro Tribunal de Contas e uma Junta do Crédito Público, que tutelavam o Ministério das Finanças). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que flagrante actualidade mesmo sem a crapulice das agências de “rating”… que abre o apetite para falarmos da revolução económica dos liberais, na última metade do século XIX, sem esquecer a cultura e artes, a educação e universidades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São três décadas de grande ascensão industrial que degeneram em crise, fomentam a emigração para o Brasil e alimentam o levantamento republicano. Os românticos Almeida Garrett, Alexandre Herculano ou Júlio Dinis deram-nos um intervalo de crescimento e de sonhos que abriu as portas à turbulência anunciada por Camilo cuja cegueira iluminava o realismo de Eça de Queirós, aconchegado nas Farpas de Ramalho Ortigão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-7760480290949468753?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/7760480290949468753/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=7760480290949468753&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/7760480290949468753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/7760480290949468753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2010/09/cem-anos-de-republica-no-minho-14.html' title='Cem anos de República no Minho (14)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIZH4Yruw1I/AAAAAAAAA20/en0lWVby24s/s72-c/D.+Maria+II.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-5778698173337564592</id><published>2010-09-07T06:56:00.000-07:00</published><updated>2010-09-07T07:05:46.509-07:00</updated><title type='text'>Cem anos de República no Minho (13)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIZGj8Q5yiI/AAAAAAAAA2s/uLFEntHqmcU/s1600/Herculano.Alexandre01.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIZGj8Q5yiI/AAAAAAAAA2s/uLFEntHqmcU/s400/Herculano.Alexandre01.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5514172377048140322" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nas semanas anteriores, com uma incursão através da versão camiliana de "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A Brasileira de Prazin&lt;/span&gt;s", lembramos tempos em que a morte voltava a ensombrar o Minho, pouco mais de trinta anos depois daquela "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;imprudente e louca resistência que o povo pretendeo fazer aos franceses nas serras do Carvalho d'Este&lt;/span&gt;", a 19 e 20 de Março de 1810. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer pouco importante, para os nossos leitores, mas a história de Portugal encarregou-se já de afirmar que este movimento popular foi o precursor e apressou a mudança qualitativa na vida política portuguesa oitocentista (cf. VÁRIOS, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;História de Portugal, textos e documento&lt;/span&gt;s, III volume, Porto editora, 1986), ou não tivesse estado associado a ele Alexandre Herculano (cujo túmulo está nos Jerónimos, na foto ao lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Camilo Castelo Branco escreveu um livro com o título &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Maria da Fonte&lt;/span&gt;, que trata minuciosamente deste assunto. São também interessantes os &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Apontamentos para a historia da Revolução do Minho em 1846 ou da Maria da Fonte&lt;/span&gt;, pelo padre Casimiro. Na Biblioteca do Povo e das Escolas, o n.º 167 é a história da &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Revolução da Maria da Fonte&lt;/span&gt;, por João Augusto Marques Gomes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos primeiros trabalhos do romancista Rocha Martins intitula-se &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Maria da Fonte&lt;/span&gt;, protesto que foi a semente de um dos mais longos movimentos revolucionários portugueses, pela vasta participação de camadas populares e faz despoletar a chamada revolta da Patuleia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como a revolta da Maria da Fonte, também a Patuleia é uma revolta de origens camponesas, com a qual se solidarizaram artesãos, operários e estudantes, contra os cabrais e os saldanhas. A insurreição dos "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;pata ao léu&lt;/span&gt;" não tem ideologia e o seu esmagamento significa o primeiro passo para a perda da independência económica de Portugal. Depois da perda da independência económica, caminhávamos a passos largos para que, "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;no fim do século a própria independência política virá a ser gravemente ameaçada&lt;/span&gt;" — como escreve Miriam Halpern Pereira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luís Dantas, no seu livro «&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A Revolta da Maria da Fonte&lt;/span&gt;», Edições Ceres, Ponte de Lima, 2001, dá um excelente contributo para quem quer conhecer melhor estes tempos difíceis para Portugal que atrasaram durante décadas a modernização administrativa e política de Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra obra que pode e deve ser consultada é a de Paixão Bastos, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Maria Luiza Balaio ou Maria da Fonte&lt;/span&gt;, editada pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, em 1996, e nos ajuda a perceber os contornos deste amplo combate pela liberdade e pela justiça social, muito mais do que um protesto contra a proibição dos enterros nas igrejas, que não deixou de ser enunciado na literatura através de Camilo Castelo Branco, na música por Midosi e Frondoni &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Hino da Maria da Fonte&lt;/span&gt;”, nas artes plásticas por José Augusto Távora que pintou Maria da Fonte na parede de uma sala do clube Povoense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rainha D. Maria Il, assustada com esta insurreição verdadeiramente popular, viu-se obrigada a demitir o ministério cabralista, chamando ao poder o duque de Palmela e Mousinho de Albuquerque, mas os confrontos continuavam ainda em Dezembro de 1846, como comprova a batalha em que foi morto o general Mousinho de Albuquerque; Celestino era destroçado em Viana do Castelo pelo general Schwalbach, o barão de Casal tomara Braga, os marinheiros de Soares Franco tomaram Valença e Viana do Castelo. A insurreição era tão forte, que, para se lhe pôr termo, foi precisa a intervenção estrangeira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recordemos que, no Minho, "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;o Barão Casal dava combate aos Miguelistas de MacDonnell que tinham entrado em Braga. A 21 de Dezembro, as forças governamentais tomaram Braga, obrigando o general escocês a fugir, e fuzilando mais de uma centena de miguelistas&lt;/span&gt;" (cf. VENTURA, António, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Nova História Militar de Portugal&lt;/span&gt;, Volume 3, Ed. Círculo de Leitores, Lisboa, 2004). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A.  Ménici Malheiro descreve a sociedade minhota de forma eloquente, em "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Braga Contemporânea&lt;/span&gt;" quando diz: "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;não havia um canto que não cheirasse a sacristia, a cacete miguelista, a ódio de cónego, de padre, de frade, de jesuíta, de casaca ou sem ela, em todo o caso ódio de imbecis, todos formando um conjunto de miseráveis, muito devotos e tementes a Deus, mas da pior espécie, todos pensando no ventre... como bons próximos parentes dos porcos de Epicuro&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Patuleia levou à queda do Governo de Costa Cabral e sua expulsão do país, pondo fim a uma agitada e violenta guerra civil, com batalhas cruéis em Braga,  Porto, Valpaços e Lisboa, entre muitas escaramuças. Tudo termina com a assinatura da paz do Gramido, em 1847, mas a verdadeira paz apenas se faz sentir em 1850. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fontes Pereira de Melo, em 1856, dava alguns exemplos deste tempo de paz, com a abertura de 36 quilómetros de caminho-de-ferro, "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;noventa e duas léguas de excelente estrad&lt;/span&gt;a",  além de "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;dezassete pontes&lt;/span&gt;" e da "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;montagem do telégrafo eléctrico&lt;/span&gt;" e da criação de escolas de instrução primária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O investigador bracarense Victor de Sá cita o historiador Henriques Nogueira afirmando que "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;o mais antigo alicerce ideológico do republicanismo data precisamente de 1851, ou seja, do início da política regeneradora&lt;/span&gt;". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, é isto mesmo que temos vindo a tentar mostrar aos nossos leitores, quando escrevemos no início desta série de crónicas que os ideais republicanos nasceram entre nós com as invasões francesas e foram adiados devido à manipulação e miguelismo do clero rural, dos quais apresentamos provas suficientes ao longo das últimas crónicas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na próxima, abordaremos os acontecimentos de 1852 e a preciosa herança política deixada aos portugueses por D. Maria II.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-5778698173337564592?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/5778698173337564592/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=5778698173337564592&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/5778698173337564592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/5778698173337564592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2010/09/cem-anos-de-republica-no-minho-13.html' title='Cem anos de República no Minho (13)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIZGj8Q5yiI/AAAAAAAAA2s/uLFEntHqmcU/s72-c/Herculano.Alexandre01.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-5510234229923076262</id><published>2010-08-12T03:56:00.000-07:00</published><updated>2010-08-12T04:02:19.110-07:00</updated><title type='text'>Cem anos de República no Minho (12)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TGPUr3_h1tI/AAAAAAAAA2k/Q9uHq7FeTNI/s1600/13.MF.ULTIMA.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 257px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TGPUr3_h1tI/AAAAAAAAA2k/Q9uHq7FeTNI/s400/13.MF.ULTIMA.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5504477019806750418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Descoberto o figurão que se fazia passar por el-Rei D. Miguel, em Calvos, na Póvoa de Lanhoso, onde simulou uma sessão de despacho governamental, as tropas de Braga deslocaram-se a Calvos para prender o finório aldrabão de padres absolutistas. O relato camiliano em “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A Brasileira de Prazins&lt;/span&gt;” vale a pena ser transcrito, com a chegada do Veríssimo, o falso rei, a Braga... dividida em duas maneiras de estar perante a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prometêramos há 15 dias descrever a chegada a Braga, seguindo as palavras de Camiloo Castelo Branco e é o que vamos cumprir, em  seguida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS DUAS BRAGAS&lt;br /&gt;E DOIS MINHOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com esta incursão na literatura, apenas quisemos demonstrar aos nossos leitores como o clero rural contribuiu de forma cla-morosa para o atraso no enraizamento dos ideais da Revolução Francesa conducentes à implantação da República, à qual se juntam alguns erros dos liberais, como a independência do Brasil e algum despotismo dos seus governantes. Regressemos a Camilo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O Campo de Santa Ana parecia um arraial. Aglomeravam-se ali as duas Bragas — a fiel, a caipira, pletórica de fidalgos, de grandes proprietários, cónegos, de chapeleiros e da clerezia miúda; — a liberal, muito anémica, encostada ao 8 de infantaria, toda de bacharéis e empregados públicos, (...) negociantes de tendas mesquinhas, professores muito retóricos, o Capela, que ensinava fran-cês, o Pereira Caldas, sone-teiro e polígrafo, o velho Abreu bibliotecário, lacrimoso, o Pinheiro, muito grande, filósofo sensualista, mas bom vizinho, todos à volta do Monte Al-verne, um cónego muito assanhado, que foi, meses depois, comandante da brigada dos serezinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerveira Lobo impunha e dominava com as suas barbas, o trajar asseado com muito lustro, e o bater metálico, patarata, das esporas. Abriram-lhe passagem, rodeavam-no cavalheiros da primeira plana, os Vasconcelos do Tanque, os Magalhães, o Freire Barata, o Cunha das Travessas, a gema daquele enorme ovo realista, chocado no seio da religião da Carlota Joaqui-na, do conde de Basto e do Teles Jordão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cerveira perguntava aos seus: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;— &lt;span style="font-style:italic;"&gt;É? &lt;/span&gt;— uns encolhiam os ombros, outros negavam gesticulando. E ele, com intimativa:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;— Pois saibam que é!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O Manuel de Magalhães dizia ao ouvido do Henrique Freire:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;— Deixa-o falar, que está idiota.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Bernardo de Barros, um fidalgo de Basto que fora capitão de cavalaria, com um bizarro sorriso de corte e ademanes de uma selecção rara:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;— Meu tenente-coronel, el-rei, quando vier, não há-de estar ao alcance da canalha. Descanse vossência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Os janotas acercavam-se, desfrutadores, do Cerveira. Eram o Russel, o António Gaspar, os de Infias, o Bento Miguel de Maximinos, o Paiva Brandão, o D. Manuel de Prelada, o D. João da Tapada, o António Luís de Vilhena, um loiro, muito enamorado, com uma rosa-chá na lapela da casaca azul com botões amarelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí a pouco fez-se um torvelinho de povo à porta do Governo Civil. A soldadesca afastava a multidão com frases persuasivas de coronha de arma. Formou-se a escolta, e o preso saiu, de rosto levantado e afoito, rara a multidão. Cerveira Lobo fitava-o com uma ansiedade aflitiva.&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;—Que se parecia... e ia jurar que era ele! &lt;/span&gt;— quando um realista convencionado e que estava no grupo, o major de Vila Verde, disse com um desdém de achincalhação:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;— Olha quem ele é! Oh que traste! que grande mariola! Forte malandro!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;— Quem é? quem é?&lt;/span&gt; —perguntavam todos.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;— É o Veríssimo, foi furriel da minha companhia, andou com o Remexido, e safou-se de Messines com o pré dos guerrilhas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cerveira inclinou-se ao pedreiro e disse-lhe à orelha:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;— Ouviste, ó Zeferino?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;— Estou banzado! &lt;/span&gt;—murmurou o outro.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;— Olha que espiga! três contos! hem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;— Raios parta o Diabo!&lt;/span&gt; — disse o pedreiro, numa síntese condensada da sua incomensurável angústia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minutos depois, o padre Rocha encarava de frente o Cerveira, chamava-o de parte e dizia-lhe:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;— Está desenganado, meu amigo? Eu, para corresponder à confiança de V. Exª, impus-me o dever de o salvar de um roubo de três contos, e da vergonha de ser logrado por um impostor. O maior serviço que podemos fazer ao Sr. D. Miguel é entregar à justiça um infame que se serve do seu sagrado nome para roubar os amigos do augusto príncipe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) O Veríssimo entrou na cadeia de Braga, e na ma drugada do dia seguinte foi transferido para a Relação do Porto.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome e apelidos que ele deu no Governo Civil eram verdadeiros: Veríssimo Borges Camelo da Mesquita.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-5510234229923076262?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/5510234229923076262/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=5510234229923076262&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/5510234229923076262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/5510234229923076262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2010/08/cem-anos-de-republica-no-minho-12.html' title='Cem anos de República no Minho (12)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TGPUr3_h1tI/AAAAAAAAA2k/Q9uHq7FeTNI/s72-c/13.MF.ULTIMA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-2391349920737857506</id><published>2010-08-12T03:44:00.000-07:00</published><updated>2010-08-12T03:53:21.432-07:00</updated><title type='text'>Cem anos de República no Minho (11)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TGPSjhRWqqI/AAAAAAAAA2c/LD9_aEFEKn0/s1600/Rei+D.+Miguel+02.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 295px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TGPSjhRWqqI/AAAAAAAAA2c/LD9_aEFEKn0/s400/Rei+D.+Miguel+02.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5504474677245291170" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Diz-se “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;por lá que o Sr. D. Miguel está no Alto Minho, no concelho da Póvoa de Lanhoso. Propalam-no certos padres, não sei com que alcance. A estupidez tem intuitos impenetráveis. Não percebo para que fim espalham tão absurdo boato, se não é para alarmar o governo ou lograr incautos&lt;/span&gt;” — é assim que Camilo Castelo Branco começa  a desenvolver o mito do miguelismo em “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A Brasileira de Prazins&lt;/span&gt;”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta incursão — ou parêntesis — na escrita camiliana apenas se destina a provar que o clero católico rural teve uma influência veemente no retardar dos ideais da Revolução Francesa que hão-de originar esntre nós a implantação da República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta é precisamente “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;lograr incautos&lt;/span&gt;”. É o próprio Camilo Castelo Branco que disso está convencido quando explica a natureza do fenómeno e aponta os seus autores: “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;se pudéssemos dar remédio mais suave à doença desse miserável impostor, de quem eu sei mais algumas traficâncias. Constou-me há poucas horas, que umas beatas de Braga, abastadas, e de apelido Botelhas, tinham enviado uma importante quantia, por intermédio de um certo abade, a um D. Miguel que está escondido em Portugal&lt;/span&gt;". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, narra Camilo, “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;constava que D. Miguel estava escondido na residência do abade de São Gens de Calvos, no concelho da Póvoa de Lanhoso, o reverendo Marcos António de Faria Rebelo. Que pouquíssimas pessoas o tinham visto, porque Sua Majestade só se mostraria aos seus amigos fiéis quando entras-sem pela Galiza os generais estrangeiros que se esperavam, uns do antigo exército carlista, outros de Inglaterra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primo Cristóvão redarguiu, magoado na sua esperteza, que era tão certo estar elrei em Calvos como era certo ter-me beijado a régia mão em casa do abade, na noite sempre memorável de 16 de Abril de 1845. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que só o tinha visto de relance em Braga em 32, mas que o conhecera pelo retrato; que até manquejava um pouco, tal e qual, como se sabe, depois que Sua Majestade quebrou a perna em 28. Que el-rei nomeara o abade de Calvos seu capelão-mor, que dera a mitra de Coimbra ao abade de Priscos, e fizera chantre o padre Manuel das Agras, e a ele lhe fizera a mercê de duas comendas e o título de barão de Bouro, afora outras graças a diversos clérigos e leigos&lt;/span&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estão criados os ingredientes camilianos para a realização de uma sessão da Corte do rei absolutista em Calvos, na mais perfeita clandestinidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Naquele ano, por meado de 1845, espalhara-se no ambiente dos realistas, como um aroma de jardins floridos, o boato de que vinha o Sr. D. Miguel. (...) . Na residência do abade Marcos Rebelo, em São Gens de Calvos, havia uma sala com alcova e janelas sobre uma horta arborizada. (...) Dez horas. Abriu-se então a porta da alcova, que rangeu ligeiramente na couceira desengonçada, e saiu um sujeito de mediana estatura, ombros largos, barba toda com raras cãs, olhos brilhantes, pálido-trigueiro, um nariz adunco. Representava entre trinta e seis e quarenta anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentou-se à braseira e preparou um cigarro, vagarosamente, que acendeu na aresta chamejante de uma brasa. Com o cigarro ao canto dos lábios e um olho fechado pelo contacto agro do fumo, foi abrir uma das vidraças, e pôs fora a mão a sondar a temperatura. Coxeava um pouco. Recolheu a mão com desagrado e fechou a janela. Vinha subindo a escada de comunicação com a cozinha uma mulher idosa, em mangas de camisa, meias azuis de lã e ourelos achinelados. Pediu licença para entrar, fez uma mesura de joelhos sem curvar o tronco, e perguntou:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;— Vossa Majestade passou bem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;— Optimamente, Se-nhorinha, passei muito bem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;— Estimo muito, Real Senhor. O Senhor Abade foi chamado às oito horas para confessar uma freguesa que está a morrer de uma queda, e deixou dito que pusesse o almoço a Vossa Majestade, se ele não chegasse às nove e meia&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serve-se o banquete ao Rei que “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;já tinha comido tripas, e dizia que no exílio se lembrara muitas vezes desta saborosa iguaria com feijão branco e chispe, que tinha comido em Braga. O abade de Calvos sensibilizava-se até às lágrimas quando via el-rei a esbrugar uma unha de porco e a limpar as régias barbas oleosas das gorduras suínas. O terceiro prato era vitela assada. (...) Ninguém há-de crer o que Sua Majestade atafulha naquele bandulho! — e dizia que lhe dava vontade de chorar, lembrando-se das lazeiras que ele tinha apanhado; porque o abade contava que lera no Deus o quer, do visconde de Arlincourt, que o Sr. D. Miguel, em Roma, não tinha às vezes 10 réis de seu para almoçar uma xícara de leite&lt;/span&gt;. &lt;br /&gt;(...) &lt;span style="font-style:italic;"&gt;No fim do copioso almoço, el-rei fumava charutos espanhóis, de contrabando; desabotoava o colete, dava arrotos, repoltreava-se na cadeira de sola um pouco desconfortável, e vaporava grande colunas de fumo que se espiralavam até ao tecto&lt;/span&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, o falso rei despachará assuntos do reino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-2391349920737857506?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/2391349920737857506/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=2391349920737857506&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/2391349920737857506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/2391349920737857506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2010/08/cem-anos-de-republica-no-minho-11.html' title='Cem anos de República no Minho (11)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TGPSjhRWqqI/AAAAAAAAA2c/LD9_aEFEKn0/s72-c/Rei+D.+Miguel+02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-3542049701396139816</id><published>2010-07-05T03:51:00.000-07:00</published><updated>2010-07-05T03:56:40.038-07:00</updated><title type='text'>Cem anos de República no Minho (10)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TDG6QsFAEvI/AAAAAAAAA2U/T-SjBwE6wrE/s1600/02.mf.ultima.foto02.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 292px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TDG6QsFAEvI/AAAAAAAAA2U/T-SjBwE6wrE/s400/02.mf.ultima.foto02.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5490374216614154994" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na liderança destes grupos miguelistas  surgiram clérigos como o padre Casimiro José Vieira, o padre João Cano, o padre Manuel de Agra, entre outros, que dão ao movimento carácter político: a restauração do absolutismo ou da Causa miguelista de que a Póvoa de Lanhoso e Vieira eram dois berços de ouro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Camilo Castelo Branco descreve este estado de alma no interior minhoto de forma fantástica no seu livro “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A Brasileira de Prazins&lt;/span&gt;”, datado de 1882, quando descreve a criação da Corte de Calvos, onde se alojou, na residência paroquial um tal Veríssimo que se fez passar por D. Miguel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Constava que D. Miguel estava escondido na re-sidência do abade de São Gens de Calvos, no conce-lho da Póvoa de Lanhoso, o reverendo Marcos António de Faria Rebelo. Que pou-quíssimas pessoas o tinham visto, porque Sua Majestade só se mostraria aos seus amigos fiéis quando entrassem pela Galiza os generais estrangeiros que se esperavam, uns do antigo exército carlista, outros de Inglaterra&lt;/span&gt;” — escreve Camilo em “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A Brasileira de Prazins&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A importância dos padres para a criação desta fábula — que testemunha a influência do clero na causa absolutista — é bem visível no texto que transcrevemos em seguida, da mesma obra, e se reporta ao ano da revolução da Maria da Fonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trazemos aqui estes elementos para que eles nos ajudem a perceber porque é que os ideais republicamos — trazidos pelas invasões francesas — demoraram tantos anos a vingar em Portugal. A resistência era muito forte, por força da acção do clero rural, de que é exemplo eloquente esta história que cupa vários capítulos de “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A Brasileira de Prazins&lt;/span&gt;”, a recordar episódios vividos po Camilo Castelo Braga na sua juventude, quando andou foragido por Braga, Taipas e Póvoa de Lanhoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um boato de Vieira&lt;br /&gt;a Bouro&lt;br /&gt;com epicentro &lt;br /&gt;em Calvos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Naquele ano, por meado de 1845, espalhara-se no ambiente dos realistas, como um aroma de jardins floridos, o boato de que vinha o Sr. D. Miguel. O seu enorme partido sentia-se palpitar no anseio da-queles vagos anelos que estremeciam as nações pagãs ao avizinhar-se o profetizado aparecimento do Messias. Afirmam-no os Santos Padres, e os padres do Minho asseveravam o mesmo a respeito do príncipe proscrito. Frei Gervásio recebia do alto da província cartas misteriosas de uns padres que paroquiavam na Póvoa de Lanhoso e Vieira. Era ali o foco latente do apostolado. Naqueles estábulos de igno-rância supersticiosa é que devia aparecer, pelos mo-dos, o presépio do novo redentor. Citavam-se profecias apocalípticas de frades que estavam inteiros sob as lajes das claustras. Convergiam àquele ponto missionários de aspectos seráficos, olhando para as estrelas como os magos e os pastores da Palestina&lt;/span&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ironia camiliana é saborosa, mas retirando os exageros, “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A Brasileira de prazins&lt;/span&gt;” é um bom testemunho da crendice do povo do interior minhoto, que acreditava em tudo o que os clérigos afirmavam. Veja-se como se vai criando o ambiente para a instalação da chamada Corte de Calvos de El Rei D. Miguel, escondido na residência do pároco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Gaspar das Lamelas emborracha-se ao jantar e faz brindes ao Menino Jesus e ao Sr. D. Miguel I. Pica-lhe na caneca, pungem-no saudades do rei, e sai para o terreiro a dar-lhe vivas. Outros vinhos em ebulição respondem-lhe num grito de sinceridade compacta. (...) Este general, ao declinar da vida, casado e abstémio, não deu uma página gloriosa à sua história, presidiu sem iniciativa militar nem política à Junta Suprema do Povo, e fechou o ciclo das suas façanhas a parlamentar em Vieira com o padre Casimiro, o General Defensor das cinco chagas&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é certo é que o boato da presença de El Rei D. Miguel, começou a circular no interior minhoto, apesar das dúvidas, como excelssamente descreve o romancista de Seide (S. Miguel): “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Entretanto o Zeferino, um pouco desanimado, contou-lhe que o seu padrinho de Barrimau e mais o frade não acreditavam que el-rei estivesse em Calvos; que era uma comedela do Dr. Cândido de Anelhe e dos padres para apanharem cinquenta contos à D. Isabel Maria; que os generais do Sr. D. Miguel não sabiam de nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cerveira Lobo esfriou.&lt;br /&gt;— Também me parece — dizia — que se o meu velho amigo D. Miguel aí estivesse, já me tinha mandado chamar.&lt;br /&gt;Mas, depois que o Bezerra de Bouro asseverou que beijara a mão de el-rei, o pedreiro e o tenente-coronel já não podiam duvidar. Combinou o fidalgo com Zeferino que partisse ele para Lanhoso, e dissesse ao capitão-mor que o levasse a Calvos.&lt;/span&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na próxima semana, vamos transcrever uma sessão da corte do rei D. Miguel na residência paroquial de Calvos, até à chegada dos soldados, idos do Quartel do Pópulo, em Braga, para prender o “rei”... de copas, chamado... Veríssimo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-3542049701396139816?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/3542049701396139816/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=3542049701396139816&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/3542049701396139816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/3542049701396139816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2010/07/cem-anos-de-republica-no-minho-10.html' title='Cem anos de República no Minho (10)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TDG6QsFAEvI/AAAAAAAAA2U/T-SjBwE6wrE/s72-c/02.mf.ultima.foto02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-4076313406822363810</id><published>2010-06-28T03:55:00.000-07:00</published><updated>2010-06-28T04:00:38.807-07:00</updated><title type='text'>Cem anos de República no Minho (9)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TCiAn53RbRI/AAAAAAAAA2M/kG8WpC_wSec/s1600/Vieira+do+Minho-C%C3%A2mara.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TCiAn53RbRI/AAAAAAAAA2M/kG8WpC_wSec/s400/Vieira+do+Minho-C%C3%A2mara.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5487777568986852626" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Maria da Fonte é nome de mulher, mas, terá realmente existido uma mulher com esse nome, ou será apenas fruto de uma lenda?  &lt;br /&gt;Esta era a pergunta com que terminávamos na crónica da última quinzena, mas Camilo apresenta ainda outra hipótese da sua recolha: "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;uma criança abandonada à beira da Fonte do Vide, no lugar do Barreiro, da freguesia de Fonte Arcada, que foi criada por Josefa Antunes, e que, por morte desta, passou a viver no lugar de Valbom, onde, finda a revolta, regressou, tendo posteriormente casado e partido, sem que mais se soubesse notícias del&lt;/span&gt;a”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como nas invasões francesas, o Clero desempenha um papel determinante na arregimentação popular para a guerrilha e, entre outros, Camilo cita os Padres João do Cano, José das Caldas, José da Lage, Manuel da Agra, e, o mais popular de todos, o Padre Casimiro. Padre Casimiro José Vieira, «&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Defensor das Cinco Chagas e General Comandante das Forças Populares do Minho e Trás-os-Montes&lt;/span&gt;», nasceu no ano de 1817, em Vieira do Minho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Quando o barão de Casal foi espostejar os miguelistas a Braga&lt;/span&gt;, escreve Camilo em &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A brasileira de Prazins&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;os dois tenentes apresentados pediram vénia ao general para servirem na coluna do visconde de Vinhais; — que tinham repugnância de pelejar cara a cara com os seus parentes bandeados nas guerrilhas do padre Casimiro José Vieira e do padre José da Laje. A vergonha impunhalhes o dever de doirar a mentira. Não lhes pareceu decente irem acutilar nas mas de Braga o Cristóvão Bezerra, de Bouro, e o abade de Calvos e o padre Manuel das Agras. Não poderiam ver sem mágoa a soldadesca a dar saque aos dinheiros das senhoras Botelhas&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas vésperas da Revolução da Maria da Fonte, «e&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;m Março de 1846 estudava retórica em Braga, habilitando-se para pregador. Era boa figura, tinha um lindo bigode preto, era muito pândego&lt;/span&gt;» — escreve Camilo, segundo o qual «&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;a força e a popularidade do Padre Casimiro residem, acima de tudo, na eficácia com que utilizou os parcos meios ao seu alcance. O principal desses meios foi, sem dúvida, o conhecimento do terreno. As subtilezas da psicologia não lhe são, também, desconhecidas. Totalmente consciente de que a sua guerra mais não poderia ser do que uma guerrilha de camponeses, mantém-lhe sempre o ritmo sincronizado pelo ritmo dos trabalhos agrícolas&lt;/span&gt;».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONVICTO MIGUELISTA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Padre Casimiro, tal como tantos outros Padres do Minho, é um convicto miguelista, e prepara as suas gentes e os seus guerrilheiros para a luta pela Restauração de D. Miguel I. Por todo o País se encontravam adeptos do Rei Legítimo, mas era, fundamentalmente, no Minho, berço da nacionalidade, que a saudade daqueles tempos se agudizava ao ponto de surgirem falsos D. Miguéis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia-se este pedacinho de “Memórias do Cárcere” de Camilo Castelo Branco, sobre a expansão do Miguelismo no Minho e na Póvoa de Lanhoso: “E&lt;span style="font-weight:bold;"&gt; lavrou o acór-dão muito recheado de grifo: — Que agravado era o agravante pelo juiz da comarca de Lanhoso, por-quanto na pronúncia de primeira instância haviam sido desprezadas as formalidades mais curiais, pois que nenhuma testemunha depusera que o agravante se inculcasse D. Miguel para perturbar a ordem constituída, chamando o povo à revolta; e das respostas do agravante no interrogatório a que procedeu a autoridade administrativa, constava que o preso quase que fora obrigado por um clérigo estúpido e esturrado miguelista a deixar-se chamar D. Miguel I; mas não constava nem se provava que o agravante se aproveitasse de tal fraude e impostura para extorquir valores aos seus estúpidos cortesãos; o que decerto praticada um gamenho decidido a fingir-se D. Miguel para os espoliar. Que a pronúncia fora iníqua, atabafada apaixonadamente, e sem base, visto que nada se colhia dos depoimentos das testemunhas, e apenas se fez obra por hipóteses e indícios, fundada num rol de indivíduos alarves, a quem o suposto monarca fazia mercês de comendas, de títulos, de patentes e até de mitras, sem que daí resultasse alvoroto nem leve perturbação na ordem pública, nem mesmamente dano para os mencionados burros que pediam as mercês, e que deviam ser pronunciados em primeira instância, se a corte de São Gens de Calvos não fosse uma farsa de Entrudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, dilatando-se filosoficamente e chistoso, o juiz-relator adicionava, aconselhando, que seda bom e proveitoso que nas tenras selváticas do Minho se espalhassem muitos Miguéis daquela casta e feitio até que os novos Sebastianistas se convencessem de que somente assim poderiam arranjar um Miguel que lhes desse comendas, títulos, postos militares e prelazias.&lt;/span&gt;”&lt;br /&gt;É na liderança destes grupos que surgem clérigos como o padre Casimiro José Vieira, o padre João Cano, o padre Manuel de Agra, entre outros, que dão ao movimento carácter político: a restauração do absolutismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Chegou a controlar a área entre os rios Cávado e Ave, e a recrutar apoiantes em Trás-os-Montes, dada a facilidade com que enunciava os seus princípios, ou aos povos que ia conquistando para a Causa miguelista de que a Póvoa de Lanhoso e Vieira eram dois berços de ouro. Lá iremos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-4076313406822363810?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/4076313406822363810/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=4076313406822363810&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/4076313406822363810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/4076313406822363810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2010/06/cem-anos-de-republica-no-minho-8_28.html' title='Cem anos de República no Minho (9)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TCiAn53RbRI/AAAAAAAAA2M/kG8WpC_wSec/s72-c/Vieira+do+Minho-C%C3%A2mara.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-6646591907903898328</id><published>2010-06-14T03:43:00.000-07:00</published><updated>2010-06-14T03:49:30.014-07:00</updated><title type='text'>Cem anos de República no Minho (8)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TBYJA_SV2aI/AAAAAAAAA18/bV3BPUq3RiY/s1600/mariadafonte.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 273px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TBYJA_SV2aI/AAAAAAAAA18/bV3BPUq3RiY/s400/mariadafonte.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5482579508963170722" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A revolta da Maria da Fonte alastra-se  rapidamente da Póvoa de Lanhoso a Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Viana do Castelo, Barcelos, Braga, Taipas, Guimarães, Cabeceiras de Basto, Chaves e Vinhais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As escaramuças chegam a cidades como Vila real, Viseu, Aveiro, Coimbra, Leiria, Figueira da Foz e Santarém, mas não é um erro histórico grosseiro afirmar que a revolta da Maria da Fonte foi uma revolução regional que marcou todo o ano de 1846, a partir de Maio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim se chamou a revolução que rebentou no Minho em Abril de 1846 contra o governo de Costa Cabral, mais tarde conde e marquês de Tomar. Mas, a par da oposição às «&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Leis de Saúde&lt;/span&gt;» estava a luta contra o aumento dos impostos decretado pelo Governo, traduzido na destruição das «bilhetas», que eram os boletins das contribuições. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também, a oportunidade da Restauração de D. Miguel. E, com o alastrar da revolta a outros pontos do País, a união de Cartistas, Miguelistas e Setembristas leva a que os Cabrais se vejam obrigados a abandonar Portugal. A Revolução da Maria da Fonte teve, portanto, consequências políticas muito para além do que os seus promotores alguma vez pensaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pinceladas camilianas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Começara o ano de 1846 docemente reclinado nos fagueiros braços da mais bonançosa paz. A agricultura prosperava, o comércio desenvolvia-se, as artes floresciam, o crédito público aumentava, a viação co-meçava os seus primeiros ensaios e as contribuições não escaldavam&lt;/span&gt;» — escrevia Castelo Branco no seu livro "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Maria da Fonte&lt;/span&gt;". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra as autoridades vão fazê-lo, em Março na freguesia de Garfe, antes na freguesia de Travassós, nos primeiros dias de Abril na fre- guesia de Fonte Arcada, e, quase no fim desse mês, no lugar de Simões ou Simães.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Estes acontecimentos eram protagonizados por mulheres, armadas «&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;umas de chuços, outras de ferrelhas e pás de enfonar, muitas com choupas e sacholas, algumas com forcados e espetos&lt;/span&gt;» , é a descrição de Camilo sobre estas mulheres, que comandavam o funeral, não permitindo a presença de homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As autoridades participavam estes atropelos à lei, mas não obtinham resposta. Somente a seguir ao caso em Simões é que foi emitida voz de prisão para Maria da Fonte e suas sequazes, que foram presas, à excepção da cabecilha que conseguiu fugir. «&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Na sexta-feira próxima em que havia confessores para a desobriga&lt;/span&gt;» , o juiz de direito, o delegado, o oficial de diligências e os adjuntos dirigiram-se ao lugar, e o povo começou a tocar os sinos a rebate, tendo as autoridades que fugir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Foi então que apareceu a Maria da Fonte de clavina empunhada e duas pistolas ao cinturão, gritando: Vamos à cadeia tirar as presas! Viva o Senhor Dom Miguel!» — relata Camilo Castelo Branco. Chegados à Póvoa, são as mulheres presas libertadas, regressando a suas casas como heroínas. Entretanto, as autoridades enviam um destacamento de cin-quenta praças do Regimento “8” de Braga para a Póvoa de Lanhoso, que nada faz. Pouco tempo depois ocorre outro enterro, na freguesia de Galegos, onde Maria da Fonte e as suas companhei-ras voltam a aparecer. Agora, a toda a gente é permitido assistir, participando o Clero plenamente na cerimónia. Desta ocorrência, são presos um homem e uma mulher, mas, «ao passarem na serra do Carvalho, lá&lt;/span&gt; vão tirá-los à escolta os moradores das próximas freguesias de Ferreiros e Geraz»  — prossegue o relato camiliano com ecos nas suas "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Memórias do Cárcere&lt;/span&gt;". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre 15 e 16 de Abril a revolta assume proporções inesperadas, com o ataque a Guimarães conduzido pelo Padre José das Caldas, e o ataque a Braga pelas gentes do Prado que já descrevemos aqui, a propósito da celebração da Páscoa na rua da Cónega. Ao mesmo tempo são queimados todos os papeis dos arquivos da administração. Maria da Fonte — como se crê — participa em todos estes actos e senão participou é sempre importante que uma qualquer altercação da ordem estabelecida tenha um nome, ou esteja personalizada numa pessoa que, por vezes, se torne de difícil identificação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mito popular?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O imaginário popular precisa destas personagens, com as quais se identifica, transformando-as em mitos, que passam de geração em geração, passando a fazer parte da história alternativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria da Fonte é nome de mulher, mas, terá realmente existido uma mulher com esse nome, ou será apenas fruto de uma lenda? Efectivamente, os seus contemporâneos distribuíram os atributos da personagem por diferentes mulheres, de diferentes lugares. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Uma é apresentada como irmã de um sapateiro de Simões, da freguesia de Fonte Arcada, de nome Maria Angelina, a quem chamavam Maria da Fonte, e fora processada e pronunciada nos tumultos da Póvoa de Lanhoso&lt;/span&gt; — lembra Camilo Castelo Branco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;era uma doceira de Valbom, nas vizinhanças de Lanhoso, que andava pelas feiras e romarias inculcando-se a Maria da Fonte&lt;/span&gt; — tenta explicar o escritor de Seide que andou foragido à justiça entre as Caldas das Taipas e a Póvoa de Lanhoso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Camilo Castelo Branco cita o jornal «&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Comércio de Portugal&lt;/span&gt;», de Lisboa, de 15 de Março de 1883, identificava Ana Maria Esteves, que teria, então, cinquenta e seis anos, nascida em São Tiago de Oliveira, Póvoa de Lanhoso, e casada com António Joaquim Lopes da Silva, como a Maria da Fonte.&lt;br /&gt;Mas a ela voltaremos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-6646591907903898328?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/6646591907903898328/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=6646591907903898328&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/6646591907903898328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/6646591907903898328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2010/06/cem-anos-de-republica-no-minho-8.html' title='Cem anos de República no Minho (8)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TBYJA_SV2aI/AAAAAAAAA18/bV3BPUq3RiY/s72-c/mariadafonte.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-5824762935289519702</id><published>2010-05-24T02:39:00.000-07:00</published><updated>2010-05-24T02:41:44.835-07:00</updated><title type='text'>Cem anos de República no Minho (7)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/S_pJ1Nel7-I/AAAAAAAAA10/8Yjeunz7Hdw/s1600/21.mf.ultima.foto02.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 358px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/S_pJ1Nel7-I/AAAAAAAAA10/8Yjeunz7Hdw/s400/21.mf.ultima.foto02.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5474769475522129890" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na quinzena passada, recordamos os primeiros momentos do germinar da Revolta da Maria da Fonte em que "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;muitas mulheres foram dadas como sendo as autoras do despoletar da revolução, portanto muitas Marias da Fonte existiram&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As expropriações — escreve Victor de Sá na sua obra  "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A crise do Liberalismo&lt;/span&gt;" — &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;só tinham aproveitado às camadas superiores da burguesia; a famosa lei dos forais permitia que os pequenos proprietários e os rendeiros continuassem a ser submetidos ao pagamento de múltiplas contribuições a senhores e donatários&lt;/span&gt;". Os salários agrícolas não acompanhavam o custo de vida causada por uma crise de abastecimento que se sentiu entre 1845 e 1846 — como atestam as "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Actas das Vereações&lt;/span&gt;" da Câmara de Braga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas situações permitiram a aliança "contra natura" entre miguelistas e liberais contra os cabralistas, numa revolta despoletada em Fontarcada e que se alastra a todo o Norte e Centro do país até Dezembro de 1846. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte voltava a ensombrar o Minho, pouco mais de trinta anos depois daquela "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;imprudente e louca resistência que o povo pretendeo fazer aos franceses nas serras do Carvalho d'Este&lt;/span&gt;", a 19 e 20 de Março de 1810.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O início do levantamento popular continua obscuro — na opinião do historiador bracarense Victor de Sá —  e geralmente "c&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;onfunde-se com a descrição de circunstâncias mais ou menos fortuitas que não eram o verdadeiro motivo da insurreição. (...) A verdadeira causa, no entanto, estava no descontentamento que se acumulava contra o sistema capitalista do regime constitucional que, desde a sua instauração, provocara a ruína do pequeno campesinato. (...) As expropriações de bens de mão-morta só tinham aproveitado às camadas superiores da burguesia; a famosa lei dos forais permitia que os  pequenos proprietários e os rendeiros continuassem a ser submetidos ao pagamento de múltiplas contribuições a senhores e donatários, mesmo se estes não eram os mesmos de outrora&lt;/span&gt;."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estas imposições juntam-se a baixa dos salários, a evolução dos preços dos produtos alimentares, a insuficiência de colheitas e a crise de abastecimento que se generaliza em toda a Europa. O enterro proibido nas igrejas foi um pretexto que escondeu razões maiores e mais importantes para o dia-a-dia das populações minhotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 20 de Janeiro de 1846 teve lugar na freguesia de Fontarcada, o enterramento de José Joaquim Ribeiro, que no cumprimento da lei devia ser sepultado no adro, visto não haver ainda cemitério. As mulheres, ao saberem disso, reuniram-se a fim de conduzirem o falecido ao mosteiro de Fontarcada e efectuarem o enterro. No dia seguinte ao préstito fúnebre, dispuseram-se as mulheres para a exumação do cadáver, mas o regedor da freguesia, Jerónimo Fernandes de Castro, conseguiu que desistissem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 5 de Fevereiro, do mesmo ano, registou-se idêntico tumulto. Falecera Maria Joaquina da Silva, que transgredindo a lei foi sepultada no interior do templo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A manifestação do grupo de mulheres, armadas com chuços, sacholas e forcados, no dia 22 de Março, no funeral de Custódia Teresa, e os insultos por estas perpetrados “ &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Viva a Rainha! Abaixo os Cabrais e as leis novas&lt;/span&gt;”, deu origem a uma ordem de captura pelo regedor da freguesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Detidas algumas das revoltosas e levadas para a Vila da Póvoa de Lanhoso, logo as restantes, ao que tudo indica mais de 300, armadas de fouces e varapaus deixaram o mosteiro de Fontarcada para livrarem as suas companheiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revolta da Maria da Fonte alastra-se  rapidamente da Póvoa de Lanhoso a Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Viana do Castelo, Barcelos, Braga, Taipas, Guimarães, Cabeceiras de Basto, Chaves e Vinhais. As escaramuças chegam a cidades como Vila real, Viseu, Aveiro, Coimbra, Leiria, Figueira da Foz e Santarém. Há ainda registos de confrontos em Évora, Portalegre, Abrantes e mesmo em Lisboa, mas não é um erro histórico grosseiro afirmar que a revolta da Maria da Fonte foi uma revolução regional que marcou todo o ano de 1846, a partir de Maio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim se chamou a revolução que rebentou no Minho em Maio de 1846 contra o governo de Costa Cabral, mais tarde conde e marquês de Tomar. Os tumultos multiplicaram-se, tomando afinal as proporções sérias duma insurreição, que lavrou em grande parte do reino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-5824762935289519702?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/5824762935289519702/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=5824762935289519702&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/5824762935289519702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/5824762935289519702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2010/05/cem-anos-de-republica-no-minho-7.html' title='Cem anos de República no Minho (7)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/S_pJ1Nel7-I/AAAAAAAAA10/8Yjeunz7Hdw/s72-c/21.mf.ultima.foto02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-2843787983237826301</id><published>2010-05-24T02:35:00.000-07:00</published><updated>2010-05-24T02:38:53.333-07:00</updated><title type='text'>Cem anos de República no Minho (6)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/S_pJJHOGlXI/AAAAAAAAA1s/lCAtk7Xa7A8/s1600/07.mf.ultima+foto.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 351px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/S_pJJHOGlXI/AAAAAAAAA1s/lCAtk7Xa7A8/s400/07.mf.ultima+foto.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5474768717928109426" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na quinzena passada, estávamos em plena conspiração entre Mijados e Chamorros, em Fevereiro de 1844. A desordem alastrava a vilas como Fafe e Póvoa de Lanhoso ainda no  mês de Maio eram frequentes as notícias de crimes. Eram os primeiros momentos do germinar da Revolta da Maria da Fonte em que "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;muitas mulheres foram dadas como sendo as autoras do despoletar da revolução, portanto muitas Marias da Fonte existiram&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Póvoa de Lanhoso, davam-se as primeiras escaramuças daquela que é conhecida como a revolução da Maria da Fonte — à qual voltaremos com pormenor, nas próximas edições —  mas já tinha "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;tomado um carácter assustado&lt;/span&gt;r"  — descrevia a imprensa da época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Depois dos primeiros acontecimentos de Braga e de Guimarães, tinham-se sublevado a Barca, Arcos, Ponte de Lima e Barcelos" — escrevia o jornal "Coalisão", em 21 de Abril de 1846, dando conta de que "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;de diversas partes marchava povo armado em auxílio dos sublevados de Braga, por saberem que para ali tinha marchado a força que saiu desta cidade&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Guimarães travava-se uma luta entre o povo e as autoridades, tendo de ir uma força de Braga para serenar os ânimos e pela primeira vez eram dadas instruções para tocar os sinos a rebate quando houvesse incêndio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Arcebispo teve de intervir apelando  à calma e à obediência às autoridades liberais, mas o barulho prossegue em  Prado, numa retirada estratégica integrada num plano acicatado por  nova revolta no Porto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Maio de 1846, o Regimento de Braga foi para a Falperra, tendo pernoitado em Sande. Eram momentos de grande intranquilidade de tal forma que ao toque das trindades, fechavam-se as portas da rua e dos quintais em Braga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa pequena vila, como a dos Arcos de Valdevez, "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;entraram pela ponte 300 a 400 homens armados de chuços, fouces encabadas, machados e algumas espingardas e choupas, dando vivas à rainha e morras aos ministros&lt;/span&gt;" para depois queimarem os "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;impressos da décima&lt;/span&gt;" e o mesmo aconteceu em Ponte da Barca, como dava conta o jornal "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Notícias do Minho&lt;/span&gt;", a 23 de Abril de 1846.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Barcelos, a "v&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ila era invadida por uma coorte de bárbaros em número de mil e tantos&lt;/span&gt;" que tudo queimaram e seguiram para Braga onde obrigaram a Câmara a dar as "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;papeletas da décima&lt;/span&gt;" que queimaram por entre "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;morras aos Cabrais&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Minho estava em alvoroço contra a "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;impossibilidade de pagar, a lei da saúde que compreende os mortos e que arma contra ela as mulheres, é a lei que varre para o fisco a travesseira e a tigela do defunto, que esmaga todo o vivente debaixo das suas garras destruidoras&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antevia-se já que os acontecimentos do Minho se alargassem a todo o país "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;como o trovão segue o relâmpago&lt;/span&gt;" neste protesto contra as leis de saúde, especialmente a que proíbe o enterro dos mortos nas igrejas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 18 de Maio desse ano, corre o boato de que querem matar um padre. O padre Casimiro pede ajuda da Junta da Câmara mas à tarde, vindos do Bom Jesus, os paisanos armados com machados e armas que são afrontados por outros vindos de outras localidades de Braga. O Campo de Sant'Ana (Avenida Central) é protegido pelas sentinelas da tropa. Nos confrontos morreram quatro paisanos e soldados "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;morreram bastantes com três oficiais&lt;/span&gt;" — recorda o autor de "Lembranças de Gusmão", acrescentando que "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;a tropa fez bastantes prisioneiros que foram para o quartel e no dia imediato para a cadeia. Jamais se viu traição maio&lt;/span&gt;r".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a reacção ao cabralismo, no seu auge, como resposta à bandeira da ordem e do desenvolvimento económico imposta por Costa Cabral. Estava montado um regime de repressão e violência, muitas vezes comparável ao despotismo dos miguelistas, com uma diferença: Costa Cabral não queria o regresso ao passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em consequência, como escreve Oliveira Marques, "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;o despotismo impudente de Costa Cabral, (...) de levar a violência aos seus últimos limites e de desembaraçar de toda a oposição, resultaram na mais terrível e mais longa guerra civil que se registou entre os liberais&lt;/span&gt;".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-2843787983237826301?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/2843787983237826301/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=2843787983237826301&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/2843787983237826301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/2843787983237826301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2010/05/cem-anos-de-republica-no-minho-6.html' title='Cem anos de República no Minho (6)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/S_pJJHOGlXI/AAAAAAAAA1s/lCAtk7Xa7A8/s72-c/07.mf.ultima+foto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-5429212783581159399</id><published>2010-05-24T02:32:00.000-07:00</published><updated>2010-05-24T02:35:00.199-07:00</updated><title type='text'>Cem anos de República no Minho (5)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/S_pIPIytaAI/AAAAAAAAA1k/l2lFt4To5yo/s1600/mf.ultima.foto01.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 254px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/S_pIPIytaAI/AAAAAAAAA1k/l2lFt4To5yo/s400/mf.ultima.foto01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5474767721917671426" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendido como Braga e todo o Minho abraçaram a causa miguelista devido à matriz religiosa do discurso político de D. Miguel, com a sua componente messiânica, contribuindo para a resistência miguelista entre 1836 e 1846 traduzida numa guerra civil que fez fazer sangrar este país, trinta anos depois das invasões francesas... sem lei e sem autoridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É exemplar desta situação, a execução de Serafim, da Póvoa de Lanhoso, pelas mortes que tinha feito neste concellho e em Braga. Apesar do arrependimento, as autoridades não lhe perdoaram e condenaram á pena capital, na Senhora-a-Branca, em Braga, a escassos metros do campo de Sant'Ana, onde fora instalada em 1838, uma forca. escreve um habitante de Braga que, "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;apesar de ser um dia de chuva concorreu muita gente" para ver a execução da pen&lt;/span&gt;a" (cf. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Lembranças do Gusmã&lt;/span&gt;o, 1826-1846).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os miguelistas, no estrangeiro, não perdoavam aos liberais a perda do Brasil,, os graves problemas económicos do reinado de D. Pedro, que encontravam o terreno fértil da guerra civil no descontentamento e desilusão geral dos rurais e dos soldados enquanto os liberais se fragmentavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida política portuguesa não estabilizou com a vitória liberal em 1834. Dois anos depois, surge a Setembrada perpetrada por Liberais radicais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Braga, por exemplo, em Julho de 1838, o povo levantava-se contra as Fintas (um imposto lançado sobre o rendimento de cada cidadão - espécie de IRS moderno —  para aplicar a obras públicas, como melhoramento de fontes, de estradas e de pontes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá  por fora, no  Congresso das Nações do Norte, falava-se a favor do rei D. Miguel e o Governo liberal decretava pena de morte a quem falasse nesse congresso a favor do rei exilado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Braga, começava a fabricar-se uma forca, na actual Avenida central (Campo de Sant'Ana), para executar uma pena de morte de um tal Jejum, rodeado de cinco padres, no dia 6 de Setembro  de 1838.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Braga resistia e elegia os mesmos vereadores que dias antes tinham sido demitidos por infâmia pelo Governo liberal em  Lisboa, gerando-se uma disputa entre dois executivos, um fiel aos liberais (Chamorros) e outro eleito pelas forças vivas de Braga (Mijados).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Fevereiro de 1939, há nova contestação à Câmara de Braga por ter aumentado as décimas em algumas freguesias das aldeias. As décimas eram um tributo civil semelhante à dízima (décima parte) sobre as rendas recebidas pelos proprietários.&lt;br /&gt;Em Maio deste ano, surge boato em Braga de um golpe miguelista e a rua de S. João foi cercada para prender alguns "grandes" de Braga comprometidos ainda com o rei D. Miguel, quando chegava a água pública à rua da Cruz de Pedra pela primeira vez. O facto  foi assinalado com foguetes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste clima  de instabilidade, prosseguiam os assaltos a Igrejas (como a de Arcos) em  Agosto, onde eram roubados sacrários, cálices, vasos e toalhas, ao passo que em  Esporões o povo se opunha ao pároco por razões políticas, tendo sido enviado mais de vinte militares para aquela aldeia que se alojaram em casas de lavoura durante alguns dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano de 1840, o Areal é palco de uma enorme desordem entre homens vindos de Amares e bracarenses, tendo o conflito resultado na  morte de um sapateiro e em ferimentos em vários  soldados que para ali foram deslocados para serenar os ânimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ausência de autoridade e respeito pela lei possibilita que, por exemplo, em Dume, dois homens tenham sido mortos, em 1842, por terem roubado algumas pêras. Em 24 de Agosto desse ano, um tumulto se registou em S.  Vítor e terminou com quinze mortos. Em plena rua do Carvalhal, no centro de Braga, em fevereiro do ano seguinte, uma mulher apareceu roubada e morta pelos ladrões. No dia 5 de Dezembro desse ano, na Rua das Águas, actual Avenida da Liberdade, mataram um cabo da ronda, barbeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estávamos nas vésperas da conspiração entre Mijados e Chamorros, em Fevereiro de 1844.  A tropa procedia à detenção  de muitos Mijados em Braga, Viana, Barcelos e outras partes. A maior parte dos presos em Braga eram transferidos para o Porto onde eram julgados e as condenações eram executadas em Braga, para servirem de exemplo ao povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A desordem prosseguia noutras vilas como Fafe e Póvoa de Lanhoso ainda no  mês de Maio e em Braga era notícia a prisão do Servo(sacristão) da Misericórdia por roubar a Igreja que lhe estava confiada. A criminalidade violenta prossegui em finais de 1844, como  aconteceu na Ponte dos Falcões, em Maximinos, onde mataram uma viúva a facadas e abandonaram no Monte de S. Gregório. A morte deu origem à  prisão de um homem e várias mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Julho de 1845, para travar esta insegurança, Braga era patrulhada durante o dia e durante a noite: "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;está tudo  muito em perigo&lt;/span&gt;" (cf. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Lembranças do Gusmão&lt;/span&gt;), quando os Mijados  recebem ordens para se retirarem de Braga, quando começava a ser construída, a partir dos Granjinhos, a estrada para Guimarães.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já em 1846, apesar de todos os constrangimentos, a rua da Boavista (Cónega) celebrava a Páscoa com  todo o fulgor: "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;começou a festa do povo na Cónega. Veio acoçar (perseguir) a tropa, porém retirou-se ferindo alguns soldados. estes mataram algumas pessoas que não entraram no barulho. Os paisanos sustentaram-se algum tempo ao pé  de S. Brás do Carmo (Merelim). Às quatro da tarde começou o barulho nas Palhotas. Vieram até  à fonte da esquina que é seca; porém, retiraram-se os  paisanos para o fim da rua e aí sustentaram o fogo durante algumas horas, ferindo soldados. estes feriram um rapaz&lt;/span&gt;" (cf. L&lt;span style="font-style:italic;"&gt;embranças do Gusmão&lt;/span&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Arcebispo teve de intervir apelando  à calma e à obediência às autoridades liberais, mas o barulho prossegue em  Prado, numa retirada estratégica integrada num plano acicatado por  nova revolta no Porto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-5429212783581159399?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/5429212783581159399/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=5429212783581159399&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/5429212783581159399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/5429212783581159399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2010/05/cem-anos-de-republica-no-minho-5.html' title='Cem anos de República no Minho (5)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/S_pIPIytaAI/AAAAAAAAA1k/l2lFt4To5yo/s72-c/mf.ultima.foto01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-2499347832672805893</id><published>2010-04-19T02:39:00.000-07:00</published><updated>2010-04-19T02:44:32.986-07:00</updated><title type='text'>Cem anos de República no Minho (4)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/S8wl4EhauQI/AAAAAAAAA00/PkrjjkxyuP4/s1600/09.mf.ultima.foto02.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 288px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/S8wl4EhauQI/AAAAAAAAA00/PkrjjkxyuP4/s400/09.mf.ultima.foto02.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5461782093310376194" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebemos já porque Braga e todo o Minho abraçaram a causa miguelista devido à matriz religiosa do discurso político de D. Miguel, com a sua componente messiânica, factor que aliado à prática da hegemonização política (a partir de 1828) contribuem para a resistência miguelista entre 1836 e 1846.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Braga, os anos vividos entre 1828 e 1834 foram de grande agitação, com a Igreja Católica a colocar-se ao  lado dos absolutistas de forma escandalosa — aos olhos do nosso tempo. Braga foi uma das cidades onde o miguelismo teve maior implantação mas onde a resistência liberal foi mais sacrificada, por três razões fundamentais apontadas no parágrafo anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mais um período negro da História da Igreja em Braga e no resto do  país que é reforçado com  a malograda revolta do Porto, havendo conhecimento de incidentes vários no Minho, até ao eclodir da guerra civil em 1832. Este comportamento faz-nos duvidar, como então escrevemos, da sinceridade com que a Igreja se envolveu na resistência às invasões francesas, em que muitos párocos deram a vida pela pátria vítimas de uma manipulação cujos segredos são desvendados por comportamentos futuros, como aqueles que se viveram em Braga entre 1828 e 1834.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse tempo, escreve A. Minici Malheiro,  Braga não era mais que "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;uma cidadela medieval, onde a vilanagem de roupeta e sandálias campeava como senhores  feudais  sobre bandos de imbecis imundos, fanatizados, narcotizados, como Endemiões condenados ao sono eterno, especialmente após a deportação dos valentões para a Índia&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nível nacional, emergia outra grande figura: Mouzinho da Silveira. É ele quem planta os alicerces de um Portugal moderno e começa a destruir um a um os fundamentos do estado feudal em que Portugal ainda vivia, através da sua reforma administrativa. Como sempre, as reformas encontram fortes resistências, neste caso seculares dos nobres e do clero.&lt;br /&gt;Existem testemunhos que nos falam dos momentos dramáticos vividos no Minho, com a chegada ao Poder de D. Pedro, a extradição de D. Miguel e o reinado de D. Maria II, com a revolução liberal de 1836.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Braga foi visitada por D. Pedro poucos dias antes da sua morte, a 31 de Julho de 1834, seguindo-se alguns anos marcados pela violência na Cidade dos Arcebispos, a começar pela morte com vinte facadas de um pedreiro, nos Cinco Sentidos do Bom Jesus. D. Miguel tinha sido expatriado, mas os seus seguidores mantinham aqui e ali muita influência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As armas iam proliferando nas mãos de pessoas indevidas e começa a nascer a promiscuidade entre as mulheres de Braga e os soldados estacionados nesta cidade. Em Setembro de de 1835, "foram todas as mulheres chamadas putas, à mostra no Hospital de S. Marcos por causa da tropa estar toda afectada pela sífilis".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os confrontos entre constitucionalistas e realistas traduziam-se em "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;cacetada a torto e a direito&lt;/span&gt;", enquanto os bracarenses  assistiam a desmandos dos soldados, como se registou em Tenões, onde os soldados tentaram furtar galinhas e o povo afastou-os depois de pancadaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1836, Braga recebia solenemente a visita do Príncipe D. Fernando, com Te Deum na Sé, recepção na Casa dos Biscaínhos e viagem até ao Bom Jesus, numa altura em que chegavam a Braga, vindos pela estrada do carvalho, carros carregados de feridos, da revolta em terras galegas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só Em Outubro de 1836, se assumia a Carta Constitucional de 1826 e a  polícia de Braga era desarmada e substituída pela Guarda Nacional, ao mesmo tempo que a resist~encia miguelista ainda se fazia sentir, com acçõ~es esporádicas, concentrando 400 homens e padres no Campo do Alívio, em Vila Verde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As desordens eram frequentes traduzidas em fugas de presos (40 de uma vez em Braga no último dia de 1836) e assaltos enquanto os soldados eram comprados pelos senhores adeptos de uma facção (Mijados) ou de outra (Chamorros). As populações andavam inquietas com sequestros, roubos, mortes, fecho de igrejas, marcados aqui e ali pelo toque de sinos a rebate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1838, apesar deste clima de insegurança e confrontos e prisões arbitrárias, Braga não deixou de festejar o S. João, com &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;muito fogo de ar e preso no Monte de S. João da Ponte (Picoto), com amazonas pelas ruas e festa na capela do Santo. Houve cinco carros alegóricos de murta e luminárias na rua das Águas (actual Avenida da Liberdade), com carvalhos, laranjas e azeite&lt;/span&gt;". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas semanas depois, o povo de Braga levanta-se contra  um imposto (Fintas) lançado sobre o rendimento de cada cidadão para aplicar numa obra pública, como melhoramento de fontes, construção de pontes ou para a guerra. A revolta terminou com a intervenção do Governo da Rainha D. Maria II. D. A guerra civil continua a fazer sangrar este país, trinta anos depois das invasões francesas... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os miguelistas, no estrangeiro, não perdoavam aos liberais a perda do Brasil,, os graves problemas económicos do reinado de D. Pedro, que encontravam o terreno fértil da guerra civil no descontentamento e desilusão geral dos rurais e dos soldados enquanto os liberais se fragmentavam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-2499347832672805893?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/2499347832672805893/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=2499347832672805893&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/2499347832672805893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/2499347832672805893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2010/04/cem-anos-de-republica-no-minho-4.html' title='Cem anos de República no Minho (4)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/S8wl4EhauQI/AAAAAAAAA00/PkrjjkxyuP4/s72-c/09.mf.ultima.foto02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-2857624246780354778</id><published>2010-04-19T02:30:00.000-07:00</published><updated>2010-04-19T02:39:29.797-07:00</updated><title type='text'>Cem anos de República no Minho (3)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/S8wkwjHadWI/AAAAAAAAA0s/WpWaONTSy2c/s1600/Braga+Arcada.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 265px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/S8wkwjHadWI/AAAAAAAAA0s/WpWaONTSy2c/s400/Braga+Arcada.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5461780864572224866" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apresentamos na crónica anterior algumas razões que explicam a lentidão da implantação dos ideais franceses em Portugal, cuja primeira tentativa aconteceu em 1820 e se traduziu na sua maior derrota, a independência do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois vem nova reacção miguelista com a "abrilada" em 1824 e no ano seguinte Portugal reconhece a Independência do Brasil, um ano antes da morte de D. João VI, aproveitada por miguelistas que obrigam os liberais a fugir para França e Inglaterra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. Maria II tem sete anos de idade e D. Pedro IV, do Brasil, entrega o poder a D. Miguel que é aclamado rei em 1828, cargo que exerce até 1832, ano em que é destituído por D. Pedro, até D. Maria II atingir a maior idade. Foram anos difíceis para Portugal, com guerra civil e violenta repressão ideológica dos liberais sempre que "tentavam erguer a cabeça".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novo revés para os ideais republicanos surge com a guerra civil entre liberais e absolutistas, entre 1832 e 1834, o que ajuda a explicar que a agonia e morte do absolutismo entre nós se apresentasse excessivamente longa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A relativa precariedade da classe burguesa (porque dependente das benesses reais no Brasil) e a situação social do país, condenavam os militares (comandados por um britânico) a serem o fiel da balança nas situações revolucionárias e contra-revolucionárias que se anteviam entre liberais (D. Pedro) e absolutistas (D. Miguel), adiando a implantação dos ideais da República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse cenário, Braga e todo o Minho abraçam a causa miguelista devido, em primeiro lugar, à matriz religiosa do discurso político de D. Miguel, com a sua componente messiânica, factor que aliado à prática da hegemonização política (a partir de 1828) contribuem para a resistência miguelista entre 1836 e 1846.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Braga, os anos vividos entre 1828 e 1834 foram de grande agitação, com a Igreja Católica a colocar-se ao  lado dos absolutistas de forma escandalosa — aos olhos do nosso tempo. Braga foi uma das cidades onde o miguelismo teve maior implantação mas onde a resistência liberal foi mais sacrificada, por três razões fundamentais apontadas no parágrafo anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A matriz religiosa do discursos do miguelismo coincidia com os interesses de uma Igreja Católica feudalizada em que a ameaça de uma revolução à francesa — cujos ideias tinham sido disseminados por soldados durante as invasões e outras associações — perturbava os responsáveis eclesiásticos. Estes estremeceram de espanto e de horror face não só às atrocidades revolucionárias sofridas por diversos membros do clero francês mas sobretudo devido aos demolidores efeitos polí´ticos e sociais de um programa "descristianizador".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valores e "verdades consagradas desde a Vinda de Cristo eram alvejadas com ousadia "diabólica" pela "deusa Razão" o que constituía uma ameaça concreta para a igreja romana. O recurso à defesa era entendido não só como um direito mas também como imperativo de sobrevivência. A contra-revolução miguelista teve assim no regaço católico o terreno propício para vingar, ao associar-se à denúncia do "assalto da impiedade à cidade de Deus".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A motivação do apoio do clero e D. Miguel não era apenas económica mas ideológica: estava em  causa a sobrevivência de uma religião multissecular e esta ideia era vigorosamente defendida nas visitações feitas pelos clérigos de Braga às aldeias de Póvoa de Lanhoso, Barcelos, Famalicão, Vila Verde, Vieira do Minho, Esposende, Viana do Castelo, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A militância era expressa nas prédicas litúrgicas e nas conversas paternais saturadas de miguelismo sucede a uma atitude de "esperar para ver" durante o liberalismo, como o comprova a Carta pastoral do Arcebispo D.  Frei Miguel da madre de Deus, que secundava o  apelo do Chantre da Sé, Dr. João José Vaz pereira, em 1823 e especialmente entre 1828 e 1834. "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Em Braga e pode dizer-se que em  todo o  vasto território da respectiva arquidiocese (entre Ave e Minho) foi intenso o empenho da Mitra no  sentido da mobilização pastoral dos párocos e da sensibilização dos crentes para o perigo das paixões e das más doutrinas, resvalando a partir de 1828 (chegada ao Poder de D.  Miguel) na apologia veemente do "nosso legitimo Rey o senhor Dom Miguel Primeiro&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O arcebispo de Braga colocava em "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;primeiro lugar a fidelidade, e obediência devidas ao Soberano e as Leis, obrigação aliás reconhecida por Jesus Christo Nosso Senhor e Devino Salvador&lt;/span&gt;" (cf. Fundo de Visitas e devassas, Arquivo Distrital de Braga, nos Capítulos de visita da Igreja de S.  Pedro de Riba d'Ave, fl. 3).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porquê? O Arcebispo justifica:  "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;este Reino ve o  seu sollo manchado naõ so com incredulos, mais com inimigos declarados da Religiaõ Santa e da sua Santa Igreja, da qual se achaõ separados por meio  de hum scisma e o mais escandalozo, e com armas na maõ para firmarem  o império da Anarquia e da erreligiaõ&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num apelo final, o arcebispo de Braga pede ao povo que "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;naõ cece de orar pella vida i conservação do nosso legitimo Rey O Senhor Dom Miguel Primeiro cuja falta seria para nos mal e ainda maior que os orrores da peste&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este discurso foi profusamente divulgado, em 1832, através de frades e de párocos "zelosos" cumpridores das circulares enviadas, expondo-se assim à retaliação dos Rebeldes do Porto (liberais), inevitável  após 1834.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para salvaguardar os seus ideias, a Igreja voltou a ser cúmplice de métodos miguelistas — que atingiram membros do clero — que recorriam à espionagem, as milícias que reprimiam os "liberais", com  devassas, processos ilegais (como aconteceu com o  padre Caetano Pipa, pároco de Adaúfe em que o povo obrigou o Arcebispo a dar o dito por não dito depois de o ter suspenso sem ou ouvir), sem esquecer a forca, o fuzilamento, o  degredo para África ou as prisões na Metrópole.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mais um período negro da História da Igreja em Braga e no resto do  país que é reforçado com  a malograda revolta do Porto, havendo conhecimento de incidentes vários no Minho, até ao eclodir da guerra civil em 1832.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse tempo, escreve A. Minici Malheiro,  Braga não era mais que "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;uma cidadela medieval, onde a vilanagem de roupeta e sandálias campeava como senhores  feudais  sobre bandos de imbecis imundos, fanatizados, narcotizados, como Endemiões condenados ao sono eterno, especialmente após a deportação dos valentões para a Índia&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por sua vez, "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;o  Povo  de Minho, na sua maioria, continuava mergulhado na mais profunda ignorância do mundo, dos  homens, das coisas, de si  mesmo, supersticioso e hipócrita, o que só muito  a custo se foi desvanecendo, graças à propaganda dos liberais do  constitucionalismo&lt;/span&gt;", entre os quais pontificava o grande empresário Manuel Joaquim Gomes, a quem Braga deve hoje a pérola que é o elevador do Bom Jesus do Monte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: foto extraída de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;www.delcampe.net&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-2857624246780354778?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/2857624246780354778/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=2857624246780354778&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/2857624246780354778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/2857624246780354778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2010/04/cem-anos-de-republica-no-minho-3.html' title='Cem anos de República no Minho (3)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/S8wkwjHadWI/AAAAAAAAA0s/WpWaONTSy2c/s72-c/Braga+Arcada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-187343651410075521</id><published>2010-03-18T02:54:00.000-07:00</published><updated>2010-03-18T02:58:15.545-07:00</updated><title type='text'>Cem anos de República no Minho (2)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/S6H5J2XdQ-I/AAAAAAAAA0k/W_qW2f60sXw/s1600-h/foto1.p28.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/S6H5J2XdQ-I/AAAAAAAAA0k/W_qW2f60sXw/s400/foto1.p28.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449910971703051234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explicamos na crónica anterior que a implantação do regime republicano, há cem anos, começou com as invasões francesas que fizeram sangrar o Minho há 200 anos e semearam o terror, destruição e custaram milhares de vidas no Minho. Apontamos algumas razões que explicam a lentidão da implantação dos ideais franceses em Portugal, cuja primeira tentativa aconteceu em 1820.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, estavam criados os ingredientes para novo conflito entre os portugueses, em 24 de Agosto de 1820, como eco da revolução liberal espanhola, aproveitando uma ida de Beresford ao Brasil para trazer de lá dinheiro para pagar as despesas militares. O país parecia não ter emenda, depois do desastre dez anos antes... como veremos na próxima crónica que não passará ao lado de Braga e dos arredores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode dizer-se, à distância, que foi uma revoluçãozinha com estragos irreparáveis que não agradou nem a gregos nem a troianos, mantendo-se as mesmas ordens, os mesmos lugares, os mesmos ofícios, a magistratura e o livre exercício da autoridade que se acha depositado nas suas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acrescentou-se apenas a possibilidade de "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ninguém ser incomodado pelas suas opiniões ou conduta passada e as medidas para evitar tumultos e a satisfação de ódios ou vinganças particulare&lt;/span&gt;s" - como decretava a Junta provincial do reino, naquele dia 24 de Agosto de 1820.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta revoluçãozinha não respondeu a três questões nacionais: "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;que ideias baseavam o pensamento dos homens que lideraram esta revolução? Como se integra na conjuntura nacional e internacional do momento? e Que transformações, a curto, a médio e longo prazo vai impor ao país?&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem respostas a estas perguntas, a 15 de Setembro, os liberais de Lisboa revoltam-se e expulsam os regentes com o objectivo de organizar eleições para as Cortes que são mandatadas a elaborar a nova Constituição do reino. Os Liberais exigem o regresso do rei D. João VI com a condição de prestar juramento à nova Constituição e o fim imediato do domínio inglês. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os liberais assumiam-se como um movimento vincadamente nacionalista mas o rei D. João VI, não tinha qualquer noção da portugalidade, porque tinha ido em criança para o Brasil e dava-se bem por lá. Ele assumira o trono em 1816, com a morte de D. Maria I, mas deixara-se ficar no Brasil, apesar das tropas francesas há muito terem deixado Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conciliar o antigo com o novo — a velha monarquia com ideais constitucionais — foi o desafio nunca conseguido pelos liberais, porque também não conseguiram a adesão do povo à revolução. Este gostava muito mais do popular D. Miguel e a revolução deu um fruto: a criação do Sinédrio, um conjunto de magistrados, negociantes, proprietários e militares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São eles quem fazem uma constituição que D. João VI aprova em 1822 mesmo reduzindo-lhe os poderes separados agora em Judicial, legislativo e executivo. A Europa olhava para a revolução de 1820 como "democrática e perigosamente progressista" e Joel Serrão descreve de forma brilhante como  "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;os países da Santa Aliança tentaram travar a revolução, recorrendo ao bloqueio comercial, à recusa d e passaportes para portugueses e à intervenção militar apoiando os contra-revolucionários&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar das tentativas de conciliação do rei D. João VI, a independência do Brasil é uma consequência da revolução liberal, em 1822, bem como do aumento da população brancas, a vida cultural própria, o desenvolvimento económico com a abertura dos portos ao comércio mundial e a instituição de uma forte administração pública durante os treze anos em que a monarquia portuguesa se refugiou no Brasil, criando tribunais, sistemas fiscais e diversas repartições de serviços públicos, para além de um Governo central que unificou o território.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A influência dos ingleses traduziu-se no incentivo por todos os meios ao rompimento da colónia com o regime "liberal" de Portugal e tudo se consumou a 7 de Setembro de 1822, nas margens do Ipiranga, em S. Paulo, quando D. Pedro se decide: "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;É tempo! Independência ou morte. estamos separados de Portugal&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. Pedro assinava um acto profundamente revolucionário e destruía os alicerces da economia portuguesa mas este acto "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;é um fracasso dos principais objectivos da revolução Liberal. A partir daqui, o novo regime parece condenado. A facilidade com que se eclipsa atesta a estreiteza da base social do liberalismo&lt;/span&gt;" (cf. Manuel Villaverde Cabral, in "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O desenvolvimento do Capitalismo em Portugal no século XIX&lt;/span&gt;", Ed.. A regra do jogo, Lisboa, 1977, p. 74).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro alerta era dado em 1823, por D. Miguel, o príncipe da Vilafrancada, a quem a "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;força dos males nacionais, já sem limites, não deixam escolha" acusando os liberais de darem a ruína ao povo e transformarem o rei num "fantasma" de um país onde a "magistratura é diariamente ultrajada e a religião e seus ministros objecto de mofa e de escárnio&lt;/span&gt;". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois vem nova reacção miguelista com a "abrilada" em 1824 e no ano seguinte Portugal reconhece a Independência do Brasil, um ano antes da morte de D. João VI, aproveitada por miguelistas que obrigam os liberais a fugir para França e Inglaterra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. Maria II tem sete anos de idade e D. Pedro IV, do Brasil, entrega o poder a D. Miguel que é aclamado rei em 1828, cargo que exerce até 1832, ano em que é destituído por D. Pedro, até D. Maria II atingir a maior idade. Foram anos difíceis para Portugal, com guerra civil e violenta repressão ideológica dos liberais sempre que "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;tentavam erguer a cabeça&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novo revés para os ideais republicanos surge com a guerra civil entre liberais e absolutistas, entre 1832 e 1834, o que ajuda a explicar que a agonia e morte do absolutismo entre nós se apresentasse excessivamente longa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A relativa precariedade da classe burguesa (porque dependente das benesses reais no Brasil) e a situação social do país, condenavam os militares (comandados por um britânico) a serem o fiel da balança nas situações revolucionárias e contra-revolucionárias que se anteviam entre liberais (D. Pedro) e absolutistas (D. Miguel), adiando a implantação dos ideais da República.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-187343651410075521?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/187343651410075521/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=187343651410075521&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/187343651410075521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/187343651410075521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2010/03/cem-anos-de-republica-no-minho-2.html' title='Cem anos de República no Minho (2)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/S6H5J2XdQ-I/AAAAAAAAA0k/W_qW2f60sXw/s72-c/foto1.p28.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-173578502306260364</id><published>2010-03-03T07:32:00.000-08:00</published><updated>2010-03-03T07:35:59.055-08:00</updated><title type='text'>Cem anos de República no Minho (1)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/S46Bz990tnI/AAAAAAAAA0c/zeCTqyCFovY/s1600-h/republica01.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 393px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/S46Bz990tnI/AAAAAAAAA0c/zeCTqyCFovY/s400/republica01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444431729344689778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A implantação do regime republicano, há cem anos, começou com as invasões francesas que fizeram sangrar o Minho há 200 anos e semearam o terror, destruição e custaram milhares de vidas no Minho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro anos de guerra deixaram o país em situação "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;miserável&lt;/span&gt;" — como escreve o historiador Oliveira Marques na sua "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;História de Portugal&lt;/span&gt;" ao sublinhar que aquelas invasões "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;devastaram boa parte de Portugal, sobretudo a norte do Tejo. A agricultura, o comércio e a indústria foram profundamente afectados, já sem falar das perdas de vidas, das crueldades habituais e das destruições sem conta&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esta primeira das cinco causas que hão-de conduzir mais tarde cem anos à implantação da República, junta-se o saque de franceses e ingleses de um bom número de mosteiros, igrejas, palácios, levando consigo toda a casta de objectos preciosos, incluindo quadros, esculturas, móveis, jóias, livros e manuscritos de incalculável valor. Eram riquezas que faziam imensa falta a um país pequeno como o nosso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terceira causa resulta da presença, entre 1808 e 1821, dos ingleses que transformaram este reino numa colónia, enquanto a fuga da família real transformava Portugal numa colónia do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil fora proclamado Reino, unido a Portugal, cuja Rainha D. Maria I, que morrera em 1816, deixara no poder um D. João VI que não manifestava desejo de regressar a Lisboa. Aqui começa o descrédito da Monarquia da qual nunca mais se vai levantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os príncipes revelavam-se mais brasileiros que portugueses, uma vez que o mais velho saíra de Lisboa com apenas nove anos. A reg~encia do reino mantinha os métodos de governação indiferente aos novos ventos liberais que sopravam de França, trazidos pelos soldados e pela presença francesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começava a germinar, um pouco por todo o país, o descontentamento contra o rei e contra os ingleses que se apoderavam do território, do exército e dos pontos fulcrais do Governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação económica do povo e da classe burguesa, devastada pelas invasões francesas e pelos pesados tributos aos ingleses, agravava-se sem horizontes positivos à vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por toda a parte, havia sinais do fermento da revolução republicana que há-se florir cem anos depois.&lt;br /&gt;Perguntar-me-ão os leitores: porque resistiu tanto tempo a monarquia decrépita ao avanço dos ideais republicanos, num país esvaído e pobre?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a presença dos ingleses, apenas 40 anos depois da revolução Francesa começam a despertar os ideais, devido à situação periférica do país em relação á Europa e ao atraso económico, financeiro, técnico, social e cultural do povo.&lt;br /&gt;A onda de inovação não encontrou eco no povo mas apenas em alguns pilares da burguesia comercial dos principais centros urbanos porque o resto do país — com a nobreza e família real no "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;bem bom&lt;/span&gt;" do Brasil —  retomava as actividades primárias na agricultura, permanecia no senhorialismo, sob omnipotência e omnipresença da Igreja Católica e do padre sobre as massas camponesas mais ou menos miseráveis e analfabetas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação em que vivia o povo é bem descrita pelo bracarense A. Ménici Malheiro, quando diz em letra de forma, um dos grandes republicanos: "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Dos arceispos, só um merece o nosso aplauso, por isso mesmo não foi canonizado: — D. Frei caetano Brandão, antigo bispo do Pará, onde fez um excelente lugar para a causa da humanidade, visto que, sob o ponto de vista religioso, não nos interessa.&lt;br /&gt;Dos restantes, uns - muito poucos - merecem o nosso respeito, apenas, como homens, pelo que fizeram em benefício de Braga, a outros, que são a grande maioria, unicamente votamos a nossa mais revoltante indignação, pela falta de patriotismo, como Frei Bartolomeu dos Mártires, e pelo muito que fizeram sofrer os nossos pobres antepassados, explorando-os, vexando-os e, o que é mais, conservando-os mergulhados na mais profunda ignorância, para melhor tripudiarem sobre eles&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tanto é assim que o marechal Beresford, além de comandar a vida portuguesa e reorganizar o exército, foi ao ponto de restabelecer a Inquisição e o Juízo de Inconfidência e encheu as prisões de suspeitos da "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;pedreirada&lt;/span&gt;" — maçonaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As fainas comerciais entre Lisboa e o Brasil levaram algum tempo a reforçar a burguesia como agente político e social contra a monarquia (brasileira) até porque esta ajudava-os a levar a sua vidinha.  "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Não havia motivos suficientemente fortes para que a burguesia se sentisse muito lesada pela monarquia absolutista&lt;/span&gt;" — como assegura Joel Serrão no seu Dicionário de História de Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revolução era ideia de desembargadores. alguns frades e foreiros apelidados de "maçons" pelo clero receoso de perder muitos dos seus direitos e regalias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ménici Malheiro refere, em Braga, havia "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;três classes: a dos cónegos capitaneada pelo arcebispo, a dos nobres, cuja nobreza hoje sobejamente conhecemos, e a dos servos ou párias, a quem só era dado trabalhar para as duas primeiras classes, rezar e, quando já velhos, estender as mãos dos conventos&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novo revés para os ideais republicanos surge coma guerra civil entre liberais e absolutistas, entre 1832 e 1834, o que ajuda a explicar que a agonia e morte do absolutismo entre nós se apresentasse excessivamente longa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A relativa precariedade da classe burguesa (porque dependente das benesses reais no Brasil) e a situação social do país, condenavam os militares (comandados por um britânico) a serem o fiel da balança nas situações revolucionárias e contra-revolucionárias que se anteviam entre liberais (D. Pedro) e absolutistas (D. Miguel).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, estavam criados os ingredientes para novo conflito entre os portugueses, em 24 de Agosto de 1820, como eco da revolução liberal espanhola, aproveitando uma ida de Beresford ao Brasil para trazer de lá dinheiro para pagar as despesas militares. O país parecia não ter emenda, depois do desastre dez anos antes... como veremos na próxima crónica que não passará ao lado de Braga e dos arredores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-173578502306260364?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/173578502306260364/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=173578502306260364&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/173578502306260364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/173578502306260364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2010/03/cem-anos-de-republica-no-minho-1.html' title='Cem anos de República no Minho (1)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/S46Bz990tnI/AAAAAAAAA0c/zeCTqyCFovY/s72-c/republica01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-8683080787271350976</id><published>2010-02-26T09:07:00.001-08:00</published><updated>2010-02-26T09:07:15.973-08:00</updated><title type='text'>Tragédia na Madeira: Um desastre já anunciado há dois anos</title><content type='html'>&lt;div xmlns='http://www.w3.org/1999/xhtml'&gt;&lt;p&gt;&lt;object height='350' width='425'&gt;&lt;param value='http://youtube.com/v/aTf0h3nobAs' name='movie'/&gt;&lt;embed height='350' width='425' type='application/x-shockwave-flash' src='http://youtube.com/v/aTf0h3nobAs'/&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quem nos avisa...&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-8683080787271350976?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/8683080787271350976/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=8683080787271350976&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/8683080787271350976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/8683080787271350976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2010/02/tragedia-na-madeira-um-desastre-ja.html' title='Tragédia na Madeira: Um desastre já anunciado há dois anos'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-2024940054016043757</id><published>2010-02-01T09:48:00.000-08:00</published><updated>2010-02-01T09:54:44.807-08:00</updated><title type='text'>Jorge Coutinho: Deus ignora o "porque sim"</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/S2cVO6mVKdI/AAAAAAAAA0E/3IR6qAQIumw/s1600-h/Coutinho.Jorge05.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 269px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/S2cVO6mVKdI/AAAAAAAAA0E/3IR6qAQIumw/s400/Coutinho.Jorge05.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433334821438171602" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destinado a "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;um razoável número de crentes que crê 'porque sim', tal como boa parte dos descrentes não crê 'porque não'&lt;/span&gt;, o professor Jorge Coutinho acaba de lançar um livro racionalmente apaixonante para aqueles que gostam de seguir os "C&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;aminhos da razão no horizonte de Deus&lt;/span&gt;", encontrando aí "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;as razões de crer&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a chancela editorial de "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Tenacitas&lt;/span&gt;", de Coimbra, o livro foi apresentado no recente Congresso Internacional sobre o Presbítero, em Braga, e tem uma capa que reproduz "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Seara numa tarde de Verão&lt;/span&gt;" pintado por Marc Chagall, em 1942.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este livro assume-se como um acto de "ousadia", onde "sem complexos" porque a "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;metafísica não se evita por negação, só por renúncia&lt;/span&gt;", até porque o autor é o primeiro a saber  que a "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;faculdade de 'ver' Deus é, não propriamente a razão, mas o coração&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este professor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica (Braga) — na foto em cima à esquerda — dirige-se àqueles que não se contentam com "razões de superfície" porque o ser humano é um animal racional e "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;tem, por isso, uma necessidade natural de razões para justificar as suas atitudes&lt;/span&gt;". A crença e a descrença, sem razões, constituem atitudes "pré.racionais" ou infantis, dai que "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;o homem e a mulher intelectualmente adultos carecem de razões de crer, como de razões para descrer&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Situado o plano deste livro, a exposição de Jorge Coutinho inclui duas partes, a primeira das quais aborda a situação actual da religião e do problema de Deus, de modo a justificar a reflexão seguinte em que o autor não "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;a pretensão, nem podemos ter, de dizer o indizível de Deus na dizível palavra humana&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No balbuciar das palavras humanas, Jorge Coutinho tenta encaminhar o leitor no horizonte de um Deus "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;vivo e verdadeiro&lt;/span&gt;" que longe de ser "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;um rival ou de constituir uma alienação para o homem, só pode ser, antes, o sentido absoluto do seu existir, a verdadeira plenitude de que ele carece, aquele, afinal, por quem o seu coração bate mais fundo e forte&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outras palavras, nos caminhos da razão, o autor procura ajudar o leitor a encontrar Deus não como infinita ilusão teológica, mas o&lt;span style="font-weight:bold;"&gt; Ser necessário sem o qual tudo - o mundo, a verdade, o valor, o sentido, a ética, a pedagogia, o direito, o bem e o mal, o próprio ser — carece de sentido ou de consistênci&lt;/span&gt;a".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A MORTE DE DEUS?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este livro de Jorge Coutinho, conhecido dos bracarenses por ser também o presidente da Comissão das Solenidades da Semana Santa e Arcediago do Cabido da Sé,  surge num tempo em que "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;o niilismo proclama, a par com a morte de Deus, também a morte da razão e da verdade, da metafísica e da filosofia&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um tempo em que, por causa dessas proclamações, "s&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;er religioso soa a ser obscurantista, retrógrado e anti-moderno&lt;/span&gt;" baseadas em "provas" da inexistência de Deus  como as "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;provas&lt;/span&gt;" de Auschwitz mas também do Gulag, as duas guerras mundiais e os atentados de 11 de Setembro perpetrados in nomine Dei. É por isso, reafirma o autor, que é oportuno "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;continuar a fazer hoje de Deus um problema do pensamento" até porque a morte de Deus é apresentada como "epopeia da humana libertação da sua tutela&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais não seja "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;porque Deus continua a dar que pensar&lt;/span&gt;" e, nesta perspectiva, o autor adverte os seus leitores que encontrarão neste livro um "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;discurso aberto, embora crítico e orientado: aberto, justamente porque procurará ter em conta tanto as razões a favor como as contrárias; crítico, porque procurará dar a cada um o que se julgar nela ser razoável; e orientado, porque terá na sua mira evidenciar, quanto possível, a prevalência das razões a favor de Deus sobre as suas contrárias&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ENSINO &lt;br /&gt;E SABEDORIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Duque, Director adjunto da Faculdade de teologia de Braga, no prefácio, destaca que este livro é uma "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;releitura perfeitamente contemporânea dos temas tradicionais da teologia filosófica magistralmente desenvolvida por S. Tomás de Aquino&lt;/span&gt;" num tempo em que "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Deus enfrenta novos desafios&lt;/span&gt;" e qualquer crente pretenda pensar a sua fé nestas 250 páginas enriquecidas com vasta bibiliografia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Coutinho, natural de Viana do Castelo, tem uma vida dedicada ao ensino e à Juventude e é licenciado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma (1965) e em Filologia Românica pela Universidade de Coimbra (1974), tendo-se doutorado em Filosofia pela Faculdade de Filosofia de Braga da UCP (1995).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Professor associado da Faculdade de Teologia de Braga, leccionou, como convidado, na Faculdade de Filosofia, disciplinas como História da Filosofia Medieval, Filosofia do Conhecimento, Fenomenologia e Hermenêutica da Religião, enquanto dava assistência religiosa no Colégio dos Órfãos de S. Caetano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É director da revista Theologia, da Faculdade de Teologia-Braga e coordenador do Departamento de Filosofia da mesma faculdade em plano nacional. Antes deste livro, publicou outras obras como "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Os caminhos de Deus nos caminhos dos Homens&lt;/span&gt;", "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Introdução ao Mistério da Salvação&lt;/span&gt;", "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Pensamento de Teixeira de Pascoaes, Estudo Hermenêutico e Crítico&lt;/span&gt;" e "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Filosofia do Conhecimento&lt;/span&gt;".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-2024940054016043757?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/2024940054016043757/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=2024940054016043757&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/2024940054016043757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/2024940054016043757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2010/02/jorge-coutinho-deus-ignora-o-porque-sim.html' title='Jorge Coutinho: Deus ignora o &quot;porque sim&quot;'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/S2cVO6mVKdI/AAAAAAAAA0E/3IR6qAQIumw/s72-c/Coutinho.Jorge05.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-7170716742090788378</id><published>2010-01-29T09:33:00.000-08:00</published><updated>2010-01-29T09:37:47.100-08:00</updated><title type='text'>Franceses em Braga há 200 anos (fim)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/S2Mc4TXxp7I/AAAAAAAAAz8/chVGxVXWXFc/s1600-h/Mapa.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 280px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/S2Mc4TXxp7I/AAAAAAAAAz8/chVGxVXWXFc/s400/Mapa.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432217329137199026" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um ano depois, concluímos esta série de crónicas para assinalar os 200 anos da batalha de Covelas ou Carvalho d'Este, um momento dramático só comparável ao desastre da Ponte das Barcas no Porto ou à titânica defesa da ponte de Amarante, dando conta do ambiente que o clero tinha incutido na alma do povo para receber as tropas de Soult.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aliança entre o clero, as autoridades locais e o povo, no objectivo patriótico na região de Entre Douro e Minho, estimulando em cadeia o mesmo sentimento anti-francês para lá do Marão, como testemunho as grandes celebrações de que há documentação em Melgaço, Guimarães, Viana do Castelo, Braga e Póvoa de Lanhoso foi decisiva na expulsão dos franceses há 200 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do desaire da primeira invasão, frades e padres seculares foram os primeiros a alistar-se em corpos de voluntários e às rendas do Cabido de Braga, destinadas à defesa, juntavam-se listas abertas a donativos e subscrições públicas em que a participação dos clérigos era saliente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste movimento de base religiosa contra os gauleses participaram também os conventos femininos: enquanto as religiosas do Convento de Santa Clara de Vila do Conde enviam a oferta de seis contos de reis em metal, todas as congregações femininas portuenses não só acodem com donativos como confeccionaram muitos milhares de mochilas e tudo o mais que se destinava a vestuário dos soldados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio deste fervor patriótico e religioso que raiou tantas vezes o apaixonado fanatismo, alguns acaram por ser vítimas inocentes da sua ambiguidade, provando, mais uma vez, que os conflitos com motivações religiosas não ficam a dever em selvajaria aos conflitos puramente militares. É a retaliação do povo aos colaboracionistas, suspeitos ou comprovados, pela intriga ou pela calúnia que enchem as prisões até de inocentes, entre eles alguns padres...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É neste frenesim que entra o episódio do eng. Custódio José Gomes Vilas-Boas, vítima de invejas e interesses egoístas, por causa de lhe terem sido entregues as obras de encanamento do Cávado.&lt;br /&gt;A residir em Esposende, acusam-no de "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;afrancesado inconfidente&lt;/span&gt;" á Junta de Viana, sendo salvo pelo Frei Pedro de S. José — como é descrito pelo historiador Luís de Oliveira ramos. Casos como estes, de falsas denúncias, aconteceram bem perto da Póvoa de Lanhoso, em Guimarães, e em Braga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os actos de resistência possuíam uma forte componente religiosa, com diversas celebrações, desde procissões a &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Te Deum&lt;/span&gt; onde eram aclamados os membros da família real e Portugal, em todas as vilas a norte do Douro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este fervor religioso e patriótico alimentado entre a primeira e a segunda invasão reforça a resistência popular, quando as tropas de Soult entram pela Galiza, em Portugal, através de Chaves, em direcção a Braga, apesar da desorganização e falta de armas para que as milícias as pudessem deter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Deão da Sé de Braga, Luiz António Carlos Furtado de Mendonça, é um dos exemplos através dos seus sermões proferidos em Braga e em Coimbra, em que são exultados os feitos portugueses na defesa da pátria, sublinhando a heroicidade dos naturais na expulsão de um governo odiado pelo "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;estendal de crimes cometidos e pela injusta apropriação da liberdade&lt;/span&gt;", com Junot. Este padre nascido no Rio de Janeiro, há-de mostrar-se depois um convicto miguelista até à sua morte em 1832.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta fantástica campanha religiosa se insere a jornada festiva de Fontarcada, na Póvoa de Lanhoso, a 30 de Outubro de 1808, onde não ficou "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;um só espectador a quem não rebentassem por várias vezes as lágrimas&lt;/span&gt;", como escrevemos na edição de 18 de Dezembro de 2009. Percebe-se agora a importância daquela celebração: depois de Viana do Castelo, de Braga, Guimarães e Porto, a onda patriótico-religiosa chegava, por mão dos párocos, aos locais mais recônditos do Minho. Agora se percebe, com tais campanhas, como foi fervorosa a resistência e tenacidade dos povoenses e bracarenses na Batalha de Braga ou do Carvalho d'Este, tão dignamente celebrada pela Junta de Freguesia de Covelas e pela Câmara Municipal de Braga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aproximação de Soult faz estremecer de pânico os habitantes de Vieira, da Póvoa de Lanhoso, de Braga e do Minho inteiro, onde os sinos tocam a rebate e os clérigos pregam em tom apocalíptico nos templos pejados de gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a saída de Soult, os pregadores não viam nos factos senão o milagre esperado. Na perspectiva messiância, a nação fora uma vez mais salva e a promessa de Ourique prevalecia. O Portugal católico e legitimista via a liberdade da Pátria afirmada e o trono mantido na posse do seu rei natural. Repetia-se o que sucedera na época restauracionista de 1640".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anos vão passar e vai verificar-se que o povo dá ouvidos ao clero quando se trata de combater um invasor e alimentar a resistência patriótica mas esquece-se dos párocos quando os ventos liberais varrem o território.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixara de ser verdade aquela descrição de José Acúrsio neves: "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;um abade, ou mesmo um cura, à frente do seu povo, valia por um general: as suas ordens eram obedecidas sem réplica&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe iam os ecos das palavras do Deão da Sé de Braga: "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;estalaram já os pesados ferros, os duros grilhões, as insuportáveis algemas, com que o mais ímpio tirano do universo afligia e vexava em cativeiro infame, a mais bela, a mais formosa Rainha das Nações. Passou o tormentoso Inverno de tantos males, desgraças e sustos, que repassaram os nossos corações, e sucedendo-lhe a alegre estação da mais doce alegria: acabou o negro, o denso chuveiro de funestas calamidades, que engrossando a caudalosa torrente dos nossos infortúnios assolava o Reino e a Pátria; acalmaram os vetos furiosos que soprando indómitos e desencadeados, pretendiam revolver e derrubar o trono e o Altar&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desgraçadamente, não se cumpriram as profecias prometidas àqueles que lutassem pela sua Pátria, como confiava o arcebispo de Braga: "o&lt;span style="font-weight:bold;"&gt; lavrador cultivará sem custo os seus campos que via assolados, o negociante verá empolar o comércio, o sábio reviverem as artes, as ciências, o proprietário respeitarem-se os seus direitos, os ricos não temerão a pobreza, nem os pobres a miséria, todos seremos felizes, porque já não dita as leis a impiedade&lt;/span&gt;" dos tiranos. Eles estavam a chegar, para a segunda invasão e tentariam ainda uma terceira...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca mais se vão esquecer quadras como esta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O patife do Junot&lt;br /&gt;Vinha p'ra nos proteger!&lt;br /&gt;Veio mas foi p'ra nos roubar,&lt;br /&gt;E p'rás pratas recolhe&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;r&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou este Pai Nosso político rezado no Minho;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;i, S.ra da Abadia&lt;br /&gt;melhora a nossa sorte&lt;br /&gt;Quando não súbita morte&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;(Nos dai hoje)."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de Junot, chegava ao Minho, Soult cujas tropas causaram súbita morte a muitos povoenses em Covelas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-7170716742090788378?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/7170716742090788378/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=7170716742090788378&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/7170716742090788378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/7170716742090788378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2010/01/franceses-em-braga-ha-200-anos-fim.html' title='Franceses em Braga há 200 anos (fim)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/S2Mc4TXxp7I/AAAAAAAAAz8/chVGxVXWXFc/s72-c/Mapa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-7855289870210738594</id><published>2010-01-29T09:29:00.000-08:00</published><updated>2010-01-29T09:33:15.010-08:00</updated><title type='text'>Franceses em Braga há 200 anos (28)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/S2Mbwh2l0OI/AAAAAAAAAz0/kdLuwJBnLrM/s1600-h/Vila+do+conde.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 218px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/S2Mbwh2l0OI/AAAAAAAAAz0/kdLuwJBnLrM/s400/Vila+do+conde.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432216096073961698" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na crónica anterior, recordamos como foram lançadas as sementes para a aliança entre o clero, as autoridades locais e o povo, no mesmo objectivo patriótico na região de Entre Douro e Minho, estimulando em cadeia o mesmo sentimento anti-francês para lá do Marão, como testemunho as grandes celebrações de que há documentação em Melgaço, Guimarães, Viana do Castelo, Braga e Póvoa de Lanhoso. Esta aliança foi decisiva na expulsão dos franceses há 200 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao lado desta movimentação do povo em armas, há o trabalho desenvolvido pelas Juntas, onde igualmente a igreja estava presente, aliadas às hierarquias militares, uma vez que o exército Português estava praticamente sem efectivos de combate no terreno, para a formação dos milicianos. Os casos de Braga e de Viana do Castelo são paradigmáticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os documentos que nos testemunham este movimento são os cartórios notariais ou então documentos oriundos dos mosteiros que, poucos anos depois, vão ser banidos. De alguns deles daremos conta na próxima crónica os quais atestam até que ponto o clero do Minho se envolveu de forma decidida e directa no combate aos franceses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já aqui recordamos que foi de expectativa e de reserva a atitude do clero, nos primeiros meses de presença em Portugal do exército invasor napoleónico e de hostilidade crescente, depois, até à expulsão de Massena. Junot, na primeira invasão, dera a conhecer a hipocrisia das suas intenções marcadas pelo engodo em que caiu o Patriarca de Lisboa, morto pouco depois de senilidade e desgosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É dessa fase intermédia o comportamento do Arcebispo de Braga que decidiu cumprir uma parte das decisões de Junot, ao contrário de muitos sacerdotes da arquidiocese, mas ignorou a vontade dos franceses no que respeita ao reconhecimento da rainha, continuando a celebrar missa solene no dia de aniversário da raínha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se dá a segunda invasão, por terras de Barroso e Lanhoso, em direcção ao Porto, com a batalha de Carvalho d'Este, em Covelas, já o sentimento popular anti-gaulês estava bem vivo, alimentado pelos ecos que vinham de Espanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto é assim que em Junho de 1808, Braga proclamava-se a favor dos franceses mas encontrou no clero um agente da resistência patriótica, apesar das vozes em contrário de alguns afrancesados. Por força disso, o ambíguo D. José da Costa Torres, arcebispo de Braga, mandou descobrir as armas reais na fachada do paço e restaurou na missa a colecta pelo príncipe regente e sua família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na fronteira norte da dioceses (que incluía então o Alto Minho), Melgaço estava em rebelião aberta contra os franceses, assistindo no dia 9 de Junho ao te Deum e ao sermão de circunstância na igreja da vila com a presença das autoridades. A resistência aos franceses faz-se ouvir depois em Guimarães, liderada por Mons. Miranda, no dia 16, e no dia 18 de Junho, em Viana do Castelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sintonia entre o clero, as autoridades locais e o povo, no mesmo combate patriótico era um facto em toda a região do Minho que se espalha em cadeia a Trás-os-Montes e ao Douro, apesar de alguma indecisão no Porto. &lt;br /&gt;Ao lado desta movimentação do povo, há o trabalho desenvolvido pelas Juntas, onde igualmente a igreja estava presente e os casos de Braga e de Viana do castelo são paradigmáticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, é a Junta de Viana que envia ao Arcebispo primaz de Braga a carta em que lhe dá conta da revolta e o convida a juntar, onde se destaca o monge beneditino Frei Francisco de S. Luís, do Mosteiro de Carvoeiro — como destaca o historiador Oliveira Ramos in "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A resistência contra o expansionismo napoleónico&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São também os vianenses que exortam os portuenses à rebelião em nome do Príncipe regente e contactam o comando naval inglês estacionado em águas de Portugal. &lt;br /&gt;Na carta endereçada pela Junta de Viana ao Arcebispo de Braga agita-se o argumento religioso de modo a dar importância à intervenção do clero para "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;dinamizar e sustentar a luta armada" porque repelir o jugo estrangeiro "constitui um dever sagrado pela exigência de fidelidade ao juramento político, fundado no religioso&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Arcebispo de Braga mostra-se receptivo ao apelo e escreve aos "v&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ereadores da Câmara de Braga a solicitar-lhes a adesão oficial, mostrando conhecer o que sucedera na região nortenha&lt;/span&gt;". A resposta da Câmara de Braga é positiva embora alerte que o "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;sucesso de causa tão justa e religiosa&lt;/span&gt;" deve contar com o apoio da Junta Suprema provisional do Porto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Braga, coube ao arcebispo presidir à Junta provisória, sendo eleitos pelo clero o abade de Maximinos, Manuel José Leite, e o deão da Sé, Luís Furtado de Mendonça: A Junta de Braga merece o assentimento de Guimarães que acicata os ânimos ao pedir que "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;as forças não ficassem apenas na defensiva, mas passassem de imediato à acção&lt;/span&gt;" — escreve Bernardino da Senna de Freitas em "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Memórias de Braga, II&lt;/span&gt;, Braga, ed. Imprensa católica, 1890, pp. 365  e ss.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frades e padres seculares foram os primeiros a alistar-se em corpos de voluntários e às rendas do cabido de Braga, destinadas à defesa, juntavam-se listas abertas a donativos e subscrições públicas em que a participação dos clérigos era saliente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste movimento de base religiosa contra os gauleses participaram também os conventos femininos: enquanto as religiosas do Convento de Santa Clara de Vila do Conde enviam a oferta de seis contos de reis em metal, todas as congregações femininas portuenses não só acodem com donativos como confeccionaåram muitos milhares de mochilas e tudo o mais que se destinava a vestuário dos soldados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio deste fervor patriótico e religioso que raiou tantas vezes o apaixonado fanatismo, alguns acaram por ser vítimas inocentes da sua ambiguidade, provando mais uma vez que os conflitos com motivações religiosas não ficam a dever em selvajaria aos conflitos puramente militares. É a retaliação do povo aos colaboracionistas, suspeitos ou comprovados, pela intriga ou pela calúnia que enchem as prisões até de inocentes, entre eles alguns padres...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-7855289870210738594?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/7855289870210738594/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=7855289870210738594&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/7855289870210738594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/7855289870210738594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2010/01/franceses-em-braga-ha-200-anos-28.html' title='Franceses em Braga há 200 anos (28)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/S2Mbwh2l0OI/AAAAAAAAAz0/kdLuwJBnLrM/s72-c/Vila+do+conde.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-8017796016774570635</id><published>2010-01-11T02:44:00.000-08:00</published><updated>2010-01-11T02:47:47.623-08:00</updated><title type='text'>Franceses em Braga há 200 anos (27)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/S0sBxR7JU1I/AAAAAAAAAzc/vpavhtgCheM/s1600-h/01.mf.ultima.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 350px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/S0sBxR7JU1I/AAAAAAAAAzc/vpavhtgCheM/s400/01.mf.ultima.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425432122234590034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na crónica anterior concluíamos que as Invasões Francesas perturbaram profundamente a vida das instituições eclesiásticas (dioceses, paróquias e congregações) iniciado por influência externa (filosofismo e revolução francesa) e pelo definhamento pessoal e material de muitas casas religiosas. Muitos padres e religiosos que tiveram de deixar igrejas e conventos durante as Invasões quebraram rotinas que não retomariam facilmente. mas as mudanças não se ficaram por este efeito nacionalista que agregou o povo e o clero. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sucessivamente, foi-se alterando a relação Igreja-sociedade,  especialmente com o advento do liberalismo como sentimento e cultura, ainda  antes de 1820. Pouco a pouco, a consciência individual e a determinação da  vida pessoal e colectiva, em especial nos meios urbanos, foi transitando das  tradições (profundamente marcadas pela religião)  para as escolhas marcadamente pessoais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Invasões constituíram assim o primeiro abalo do quadro político-eclesiástico anterior, interrompendo os funcionamentos habituais das dioceses e paróquias e perturbando gravemente a vida religiosa e claustral, bem como as práticas devotas da população. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O clero e as autoridades eclesiásticas anteviam — como já sucedia em França —  consequências nefastas para os seus direitos e regalias. Eles sabiam que os adversários do constitucionalismo monárquico (fossem eles franceses ou outros) eram-no também da religião do Estado, como muito bem descreve D. Manuel Clemente, Prémio Pessoas 2009, no seu livro "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Igreja e sociedade portuguesa do liberalismo à república&lt;/span&gt;", Lisboa, Grifo, 2002. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao clero aliavam-se as autoridades e o que ainda restava da nobreza, pelo que não admira que os editais a solicitar a resistência popular porque a "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;causa que vamos defender é a nossa fé, e é de Deus, porque os inimigos não pretendiam só esgotar os nossos bens, mas destruir a nossa religião que professamo&lt;/span&gt;s" (Câmara Municipal de Barcelos, no dia 28 de Junho de 1808). Daí que "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;o voluntário que não se alistar mostra não ser  amigo de Deus, da Pátria, nem de si&lt;/span&gt;" — como descrevia "Diário de Frei Ignácio de S. Carlos", um monge do Mosteiro de Rendufe, Amares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sucederam-se excepções, como sempre acontece, de que é flagrante exemplo o Arcebispo de Braga de então, D. José da Costa Torres, que manteve um "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;calculado alheamento&lt;/span&gt;" que chegou a ser enaltecido pelo Deão da Sé, no dia da restauração da Independência, (1 de Dezembro) de 1808.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia também alguns prelados que, face à notória ignorãncia da maioria dos ouvintes das suas prédicas, por temor, prudência, lisonja ou francesismo, confessos, se aproveitavam do púlpito para tentar persuadir os fiéis, fazendo-os crer que Portugal "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;devia ser francês, porque também o foi o pai do primeiro rei, o Conde D. Henrique&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este pensamento ambíguo justifica-se porque a primeira invasão não causara grandes estragos no Minho, mas depressa, a postura muda para sintonizar com o padre de Fontarcada, com que abrimos esta crónica. Testemunho dessa mudança radical de pensamento face aos franceses é-nos dado pelo pároco de Tebosa, Braga, onde passaram as tropas francesas a caminho do Porto,  padre António José Monteiro, no seu "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Diário da Minha vidinha&lt;/span&gt;", guardado no Arquivo Municipal de Ponte de Lima. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Diário&lt;/span&gt;" lido por João Francisco Marques (art.cit.) descreve: "n&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;a marcha do exército de Soult para o Porto, a soldadesca destruía pelo caminho o que mais precioso havia nos conventos e casas onde se aquartelava, matando, roubando, fornicando, incendiando aldeias e freguesias inteiras. Ao espalhar-se pela província do Minho, de Valença a Braga, de Guimarães às margens do Ave, cometeram os franceses as maiores barbáries: cegavam o centeio para os cavalos, queimavam portas e janelas, abusando das mulheres casadas, 'zombavam' das solteiras, ultrajavam freiras, delapidavam igrejas, 'lançavam pelo chão as Sagradas Escrituras, pegavam fogo a mosteiros e templos, assassinava padres, metiam cavalos nas capelas, não havendo maldade que não cometessem&lt;/span&gt;'. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que o povo começou a resistir, através de emboscadas, eliminando os franceses que podia e, juntamente, com eles os "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;amigos dos franceses&lt;/span&gt;", mesmo que fossem "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;gente de virtude e de religião&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estavam lançadas as sementes para a aliança entre o clero, as autoridades locais e o povo, no mesmo objectivo patriótico na região de Entre Douro e Minho, estimulando em cadeia o mesmo sentimento anti-francês para lá do Marão, como testemunho as grandes celebrações de que há documentação em Melgaço, Guimarães, Viana do Castelo, Braga e Póvoa de Lanhoso. esta aliança vai ser decisiva na expulsão dos franceses há 200 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao lado desta movimentação do povo em armas, há o trabalho desenvolvido pelas Juntas, onde igualmente a igreja estava presente, aliadas às hierarquias militares, uma vez que o exército Português estava praticamente sem efectivos de combate no terreno, para a formação dos milicianos. Os casos de Braga e de Viana do Castelo são paradigmáticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os documentos que nos testemunham este movimento são os cartórios notariais ou então documentos oriundos dos mosteiros que, poucos anos depois, vão ser banidos. De alguns deles daremos conta na próxima crónica os quais atestam até que ponto o clero do Minho se envolveu de forma decidida e directa no combate aos franceses&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-8017796016774570635?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/8017796016774570635/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=8017796016774570635&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/8017796016774570635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/8017796016774570635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2010/01/franceses-em-braga-ha-200-anos-27.html' title='Franceses em Braga há 200 anos (27)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/S0sBxR7JU1I/AAAAAAAAAzc/vpavhtgCheM/s72-c/01.mf.ultima.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-5919444255161307838</id><published>2009-12-18T14:16:00.000-08:00</published><updated>2009-12-18T14:21:28.273-08:00</updated><title type='text'>Franceses em Braga há 200 anos (26)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/SywAV-c4dNI/AAAAAAAAAzE/XEiHK9WHTnc/s1600-h/Fontarcada.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 277px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/SywAV-c4dNI/AAAAAAAAAzE/XEiHK9WHTnc/s400/Fontarcada.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416704829361255634" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A Póvoa de Lanhoso possui um testemunho fortíssimo da hostilidade do clero aos invasores, que já foi veemente aquando da primeira invasão. &lt;br /&gt;Na freguesia de Fontarcada, o pároco de então, padre João Afonso Pereira dinamizara festas de louvor e acção de graças pela expulsão das hostes invasoras, no dia 30 de Outubro de 1808, escassos meses antes da segunda invasão, que passou pelas terras de Lanhoso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes da festa, o padre tinha feito levantar no Cruzeiro, em frente da Igreja, uma &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;"luzida bandeira com as Reais Quinas, e aos pés destas as águias francesas&lt;/span&gt;". este gesto fez atrair os clérigos e o povo da freguesia e vizinhanças, bem como as famílias e as autoridades da Póvoa de Lanhoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia da festa, houve música instrumental e recitação de poemas alusivos ao fim da primeira invasão. Quando Soult preparava as suas tropas para a segunda invasão, em Fontarcada festejava-se ainda o fim da entrada mal sucedida de Junot em Lisboa, com cânticos no dia 30 de Outubro de 1808, na igreja engalanada e Eucaristia exposta, para além de uma missa solene e sermão pregado pelo reitor de Antime (Fafe), padre José Teixeira de Carvalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este padre fafense "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;fez ver tanto ao vivo a nossa triste situação e nova felicidade, que não ficou um só espectador a quem não rebentassem várias vezes as lágrimas&lt;/span&gt;"  como se pode ler na "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Relação das festas do Couto de Fonte-Arcada, no mez de Outubro de 1808&lt;/span&gt;", editada pela Real Imprensa da Universidade de Coimbra, na página 3, daquele ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta festa de acção de graças pela expulsão dos franceses "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;estiveram presentes as Câmaras da localidade e do concelho, com os seus presidentes oficiais, e as cerimónias religiosas, abrilhantadas por uma capela de música da região regida por um maestro natural da freguesia, terminaram com uma Procissão, indo o Santíssimo debaixo de um rico pálio, conduzido por seis  eclesiásticos vestidos de asseadas alvas e ricas capas, e no meio dela o andor, com as Reais Quinas em triunfo, conduzido também por quatro beneméritos eclesiásticos, acompanhada de uma escolta de cinquenta e três milicianos&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este texto, citado por João Francisco Marques num artigo sobre "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Clero Nortenho e as invasões francesas — patriotismo e resistência regional&lt;/span&gt;", exprime bem a aliança entre Clero e povo (milicianos) na construção da resistência à`segunda invasão que martirizou há 200 anos as terras da Póvoa de Lanhoso, no percurso das tropas francesas entre Chaves e Braga, em direcção ao Porto e na sua fuga por Vieira do Minho em direcção à Galiza, três meses depois do seu fracasso total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas este sentimento anti-gaulês não foi sempre tão constante, uma vez que ele apenas se empertigou quando os clérigos começaram a aperceber-se da perda de algumas regalias, na sequência dos ideais da Revolução Francesa que chegavam até nós com a presença dos franceses, disseminados pela Maçonaria. Num instante, franceses e maçónicos, além de inimigos da Igreja passaram a ser os coveiros da Pátria. Percebe-se o empenho dos párocos e autoridades eclesiásticas no combate aos franceses, mais por interesses que por ideias patrióticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, as primeiras declarações são conciliadoras, por parte do episcopado, destinadas a evitar atritos com o invasor francês, mas a igreja vai evoluir para uma posição diferente que passa pela legitimação do levantamento popular e, inclusivamente, pela abolição da proibição de os eclesiásticos poderem pegar em armas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quadro não era fácil de explicar aos fiéis, fustigados pelo analfabetismo e em completa pobreza, pois "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;se é fácil pintar os franceses como ímpios, não é menos simples fazern esquecer que os britânicos são herejes, protestantes e anglicanos&lt;/span&gt;". Com a abertura dos portos do Brasil aos britânicos, o território português torna-se pela primeira vez palco de concorrência entre diferentes religiões cristãs, o que não deixará de causar atritos com o Vaticano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Invasões Francesas perturbaram profundamente a vida das instituições eclesiásticas (dioceses, paróquias e congregações) iniciado por influência externa (filosofismo e revolução francesa) e pelo definhamento pessoal e material de muitas casas religiosas. Muitos padres e religiosos que tiveram de deixar igrejas e conventos durante as Invasões quebraram &lt;br /&gt;rotinas que não retomariam facilmente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-5919444255161307838?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/5919444255161307838/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=5919444255161307838&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/5919444255161307838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/5919444255161307838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2009/12/franceses-em-braga-ha-200-anos-26.html' title='Franceses em Braga há 200 anos (26)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/SywAV-c4dNI/AAAAAAAAAzE/XEiHK9WHTnc/s72-c/Fontarcada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-6494875893020233646</id><published>2009-12-18T14:12:00.000-08:00</published><updated>2009-12-18T14:16:36.694-08:00</updated><title type='text'>Contos de Natal ajudam restauro da Abadia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/Syv_KhMH-XI/AAAAAAAAAy8/WVVGYHO1GF0/s1600-h/livro.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 283px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/Syv_KhMH-XI/AAAAAAAAAy8/WVVGYHO1GF0/s400/livro.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416703533016152434" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O salão nobre da Pousada de Santa Maria de Bouro acolhe hoje, às 18 horas, a sessão de lançamento do novo livro de Adelino Domingues, intitulado "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A boa estrela na montanha&lt;/span&gt;", num sarau musical animado pelo grupo de câmara da Banda daquela localidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para além de um verde de honra, destaque-se que esta edição tem como objectivo de contribuir com as receitas  integralmente para restauro do património arquitectónico do Santuário de Nossa Senhora da Abadia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os contos apresentados neste livro são definidos pelo autor como "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;uma mistura de sonho, experiência e imaginação&lt;/span&gt;" escritos para o jornal "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Geresão&lt;/span&gt;" em cada Natal que ganharam novo alento com as ilustrações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com prefácio de José Miguel Braga, trata-se do terceiro livro publicado por este professor de Português que se tem dedicado á promoção e divulgação da música filarmónica no distrito de Braga, sendo presidente da Federação do Minho de Bandas de música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adelino Domingues apresenta-se, neste livro de contos, depois de "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Contra a corrente&lt;/span&gt;", como um "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;escritor da sua terra que, nestes contos, procura escrever sem mácula, suavemente, por amor a um principezinho outra vez nascido para o presépio de uma cidade humanamente aérea, sonhada em pedra e vegetal&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como as histórias só existem para ser contadas, Adelino Domingues faz "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;parte de uma geração que conheceu um mundo que se manteve na sua quietude campestre até aos anos setenta, ensombrado pela guerra colonial e a Pide, de que ele não se esquece de falar: os bufos, a delação, as correrias pela fronteira, a passagem da ria seca, o medo e a desconfiança configuram o rastro de sombra que, durante anos, assolou o nosso país&lt;/span&gt;" — escreve o prefaciador deste livro com catorze histórias situadas no campo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, o campo é o lugar do drama onde cabem os sinos e outros sinais que tocam para serem ouvidos: "os animais que chocalham nalgum caminho fazem parte da orquestração" - lembra José Miguel Braga, destacando que a "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;obra vem nascida de alguém que se dedicou á divulgação e à formação musical e que ainda hoje percorre a serra a estudar a história local, em busca da origem remota dos povos que habitara os vales e serras contíguos ao Gerês&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim nestes contos encontramos descrita a magia da montanha que se respira e sente nos contrafortes da cadeia montanhosa ao som do milagre, do encontro e da esperança que sobem o rio Abadia cujas águas da nascente apenas os animais conhecem, caminhando por trilhos onde aparecem as andanças do demónio que explicam actos de traição, desonra entre uma população que sofre o abandono e a pobreza enquanto espera a redenção do nascimento de crianças e acontecimentos felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais não seja, estes contos, para ler à luz da moderna candeia, possuem belíssimas ilustrações de Pedro Teixeira, até porque o "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;lampião ficou lá fora pendurado num galho, tal como a Estrela de Belém&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo desta  obra do mestre de português e francês, intermediados por cinco anos de emigração em França, podemos conhecer pedaços de Santa Maria de Bouro, desde pessoas a lugares, sítios e factos imemoriais escritos por quem possui uma refinada técnica jornalística assente no parágrafo curto que exprime uma ideia clara e directa em cada um deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim da leitura deste "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A boa estrela na Montanha&lt;/span&gt;", o leitor conclui que é um erro de Adelino Domingues  prometer que não há mais porque não acreditamos que "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;o recipiente esteja esgotado&lt;/span&gt;" ou que tenham caído "todas as folhas que havia naquele cesto". Deve haver por lá uns restos preciosos que o vento deixou no recipiente deste amarense que tanto tem feito pela cultural popular e tradicional, na escrita e na música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adelino Domingues nasceu em Santa Maria de Bouro há 62 anos, estudou no Seminário Passionista e completou o segundo ano de Teologia em Santander antes de tirar o diploma superior de estudos franceses na Alliance Française de Paris, enquanto era emigrante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabou por se licenciar pela Universidade do Minho em Ensino de Português e Francês e fez uma especialização em Técnicas Jornalísticas pelo CFJ do Porto. Foi professor de Português e de Francês nas Escolas Secundárias Sá de Miranda, D. Maria Ii, Arcos de Valdevez e Alberto Sampaio, ao mesmo tempo que dedicava os tempos livres ao jornalismo e às filarmónicas, um trabalho que prossegue nos dias de hoje.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-6494875893020233646?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/6494875893020233646/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=6494875893020233646&amp;isPopup=true' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/6494875893020233646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/6494875893020233646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2009/12/contos-de-natal-ajudam-restauro-da.html' title='Contos de Natal ajudam restauro da Abadia'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/Syv_KhMH-XI/AAAAAAAAAy8/WVVGYHO1GF0/s72-c/livro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-8276672324151653001</id><published>2009-12-03T07:40:00.000-08:00</published><updated>2009-12-03T07:45:15.887-08:00</updated><title type='text'>Franceses em Braga há 200 anos (25)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/Sxfc6qG6vCI/AAAAAAAAAy0/s_ORwKpWQOM/s1600-h/04.p24.foto02.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 302px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/Sxfc6qG6vCI/AAAAAAAAAy0/s_ORwKpWQOM/s400/04.p24.foto02.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5411036377602767906" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na crónica anterior falamos sobre algumas tradições originadas pela persença dos soldados de Napoleão no nosso território, mas os sinais das suas pegadas são ainda mais fortes quando falámos das nossas festas, de que é exemplo cimeiro a Festa de S. Sebastião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O santo a que os portugueses rezam para os proteger da fome, da peste e da guerra ganhou mais relevo na vida das nossas comunidades, reavivando festas que estavam a cair em desuso ou a enfraquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Invasões Francesas constituíram assim o primeiro abalo do  quadro político-eclesiástico anterior, interrompendo os funcionamentos  habituais das dioceses e paróquias e perturbando gravemente a vida  religiosa e claustral, bem como as práticas devotas da população. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos dois abalos que se seguiram e que do ideário “francês” foram  algo subsidiários – o liberalismo vintista e o de 1834 – resultaria em  meados do século XIX a consolidação dum quadro eclesiástico  marcadamente estatal, que condicionou muito a vitalidade religiosa do  catolicismo português, com alguma semelhanças com o que aconteceu em  França depois da concordata napo-leónica de 1802.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde 1806 era arcebispo de Braga D. José da Costa Torres, já idoso.  Na segunda invasão, em 1809, ordenou que o clero regular e secular  tomasse armas, mas teve de abandonar a cidade de Braga quando os franceses a  ocuparam. Saiu ele e grande parte da população, incluindo eclesiásticos,  religiosos e religiosas. Faleceria em 1813. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. Manuel Clemente, no seu livro “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Igreja e  sociedade portuguesa do liberalismo à Repúblic&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;a&lt;/span&gt;”, dá-nos imensos exemplos dos comportamentos que as Invasões francesas despertaram nos cristãos e nos clérigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, um dos exemplos, aponta para o tempo em que o povo ouviu contar que “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;vinham aí os francese&lt;/span&gt;s”, fizeram uma promessa ao seu padroeiro, São Sebastião: Se o Santo fizesse o milagre de os poupar à invasão, todos os anos, no dia do Santo, far-se-ia uma refeição para dar de comer a todas as pessoas que aparecessem na freguesia. Assim, a 20 de Janeiro dia de São Sebastião, é estendida uma mesa ao longo de toda a aldeia, desde o Largo da Igreja Matriz, coberta de panos de linho (tecido nos teares artesanais), com malgas de madeira (algumas ainda originais), onde é servido a todos que nos visitam nesse dia, gratuitamente, broa de milho e centeio, arroz branco e carne de porco cozinhada em grandes potes de ferro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesa é feita de tábuas sobre tijolos e chega a ter mais de um quilómetro de comprimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta tradição festiva tem o seu maior fulgor numa aldeia recôndita de Cabeceiras de Basto: a festa das Papas de Samão, em honra do Mártir S. Sebastião, “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Que nos livre, da fome, peste e guerra…&lt;/span&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta festa, celebra-se, ano sim ano não no lugar do Samão. Porque nos anos par, realiza-se no lugar de Gondiães, na mesma Freguesia. A festa, é em honra do Mártir S. Sebastião, mas as tradições são diferentes. No Samão, nos anos ímpar como já foi dito, há missa cantada e sermão na Igreja Paroquial do lugar, caso esteja mau tempo. Segue-se a Procissão, até à casa do santo, ali os alimentos — pão, carne de porco, vinho e papas — são benzidos pelo pároco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os alimentos são depois levados em três carros de bois para o campo, chamado campo das «Papas» ou campo de S. Sebastião. Ninguém se lembra do início desta festividade prometida pelos nossos antepassados a S. Sebastião. Todavia, por pralelismo com outras localidades, não é absurdo pensar que este costume medieval tenha sido reavivado com as invasões francesas, uma vez que os soldados trouxeram muita fome e destruição às terras do Minho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um lugar que tem boas estradas e onde se pode visitar a Igreja Paroquial que tem por padroeira Nª Sª dos Remédios, local onde anualmente se realiza a 8 de Setembro, uma importante romaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carregavam-se os carros de bois de broas e de malgas com as papas para, mais tarde, transportar para o lameiro onde seria servida a refeição. Na lareira fumegante ainda, dois enormes potes de ferro tinham servido para cozer as papas (farinha de milho cozida com a água de cozer as carnes) e os pedaços de gordura entremeada que serão servidos mais tarde. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tarefa de que os homens se encarregaram desde o dia anterior, com noitada bem regada e conversada. Ao lado, no armazém e alinhadas em prateleiras que rodeiam o compartimento, as broas – o pão que será benzido. Centenas de broas de pão centeio que as mulheres foram cozendo no forno desde a segunda-feira anterior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguardava-se a procissão. Aí, o padre da freguesia e o pregador incumbiram-se de benzer o pão, as carnes e as papas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-8276672324151653001?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/8276672324151653001/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=8276672324151653001&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/8276672324151653001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/8276672324151653001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2009/12/franceses-em-braga-ha-200-anos-25.html' title='Franceses em Braga há 200 anos (25)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/Sxfc6qG6vCI/AAAAAAAAAy0/s_ORwKpWQOM/s72-c/04.p24.foto02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-3841862209114387836</id><published>2009-12-03T07:36:00.000-08:00</published><updated>2009-12-03T07:39:40.828-08:00</updated><title type='text'>Decência? É tudo igual</title><content type='html'>Foi afastado em meados de Setembro do cargo de responsável pela assessoria para a Comunicação Social da Presidência da República por decisão de Cavaco Silva.&lt;br /&gt;Ele foi apontado como a fonte da notícia segundo a qual o Presidente suspeitava estar a ser espiado pelo Governo de José Sócrates. Verificou-se, em plena campanha eleitoral que era tudo falso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, o país ficou estupefacto  — ou talvez não — com a manutenção de Fernando Lima na assessoria da Presidência da República, nas mesmas funções que tinha, não no Presidente da República mas no chefe da Casa Civil que fala em nome de Cavaco Silva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este assessor foi o responsável — no entender de Cavaco Silva que o afastou do cargo —  das acções políticas baixas e das rasteiras que partiram de Belém, com o objectivo de intervir nas eleições para benefício do PSD e descredibilizar José Sócrates e o PS, onde era suposto que reinasse a imparcialidade e respeito pela contenda eleitoral. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, verificamos com a sua manutenção em Belém que somos um País com políticos muito pequeninos, mesmo que encham os discursos solenes em dias especiais com a palavra decência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este país fede por todos os lados... porque ao mais alto nível, a asneira é compensada. Citando o dramático apelo de Cavaco Silva, "foram ultrapassados os limites do tolerável e da decência", em finais de Setembro, é legítimo dizer que a decência já não mora no palácio no autor deste desabafo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal está, por falta de sentido de Estado, de seriedade e de maturidade, num pântano que lhe tolhe os movimentos, incitando os Portugueses à resignação e ao medo. Assim não vamos a lado nenhum. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Presidente de República devia ter aproveitado o afastamento de Fernando Lima para ser decente, como pediu em Setembro, mas também não cedeu à tentação de entrar nesta farsa que protege e compensa os amigos, quando estes prevaricam gravemente, como foi o caso de Fernando Lima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois deste acto, quantos ainda acreditam que, afinal, não são todos iguais?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-3841862209114387836?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/3841862209114387836/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=3841862209114387836&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/3841862209114387836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/3841862209114387836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2009/12/decencia-e-tudo-igual.html' title='Decência? É tudo igual'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-8046948161967959627</id><published>2009-11-28T05:22:00.000-08:00</published><updated>2009-11-28T05:28:27.463-08:00</updated><title type='text'>Cândido Pedrosa: BE ignora o elementar</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/SxElALdIhnI/AAAAAAAAAyk/SVAwjjAL_l4/s1600/Pedrosa.Candido02.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 396px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/SxElALdIhnI/AAAAAAAAAyk/SVAwjjAL_l4/s400/Pedrosa.Candido02.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5409145312453887602" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pouco mais de um mês, faleceu com 64 anos de idade, o Pe. Cândido Pedrosa e o seu corpo repousa no cemitério da sua terra natal, em Vilar de Figos – Barcelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da sua ordenação há 40 anos, é quase unânime afirmar que foi uma vida pontilhada pelo serviço e entrega aos outros, como professor, como pároco de Aguçadoura de 1973 a 1992 e de Santo Adrião, Braga, até ao fim da sua existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta comunidade, ao longo de quase duas décadas,  foi uma presença animadora dessa obra social maravilhosa para várias centenas de crianças, jovens e idosos que é o Centro Social e Cultural de S. Adrião, liderado pelo dr. João Sousa.&lt;br /&gt;Foi incumbido, entre 1993 e 1998, do cargo de director interno do Lar da Oficina de S. José, ano em que foi nomeado Arcipreste de Braga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Pe. Cândido exerceu um trabalho notável enquanto Presidente da Comissão Administrativa da Confraria de Bom Jesus do Monte, desde 2002.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Outubro de 2008 foi nomeado cónego do Cabido da Sé de Braga. São apenas alguns elementos de um curriculum que levaram – com toda a justiça — o presidente da Junta de S. Lázaro a sugerir um voto de pesar pelo seu falecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes da proposta de João Pires, o Bloco de Esquerda aprovara uma proposta idêntica sobre o falecimento do seu dirigente  e militante da UDP. A Assembleia Municipal pronunciou-se por unanimidade (cf. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Correio  do Minh&lt;/span&gt;o e &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Diário do Minho&lt;/span&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho legitimidade para discutir &lt;span style="font-style:italic;"&gt;currícul&lt;/span&gt;a (até porque fui aluno do padre Cândido Pedrosa). Os membros do Bloco de Esquerda abstiveram-se na votação do pesar proposto pelo presidente da Junta de S. Lázaro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É caso para dizer que os membros do BE “se sujam por pouco”. O padre Cândido Pedrosa também “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;nunca se instalou em maiorias sólidas e remuneradas&lt;/span&gt;”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele foi um homem de “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;causas e de lutas&lt;/span&gt;”, a maior delas contra a doença, nos últimos quatro anos, que levou mais cedo do meio de nós, sem abandonar as suas comunidades e tarefas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como neste caso, a ignorância não é desculpável, a mesquinhez do BE e visão redutora do mundo e dos outros que pensam e agem diferente levaram mais uma lição dos outros partidos na AM de Braga na votação sobre a morte de um dirigente do BE. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que não tenha sido em vão, essa lição de superioridade democrática  e de elegância cívica (que, ou se têm... ). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É elementar, meus caros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-8046948161967959627?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/8046948161967959627/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=8046948161967959627&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/8046948161967959627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/8046948161967959627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2009/11/candido-pedrosa-be-ignora-o-elementar.html' title='Cândido Pedrosa: BE ignora o elementar'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/SxElALdIhnI/AAAAAAAAAyk/SVAwjjAL_l4/s72-c/Pedrosa.Candido02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-6277534877921341273</id><published>2009-11-24T02:54:00.000-08:00</published><updated>2009-11-24T03:12:05.016-08:00</updated><title type='text'>Homem e Cávado: rota de Santiago</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/Swu_MsvTRqI/AAAAAAAAAyU/Xcp8Nj7lckM/s1600/Pousada.Pena1.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 273px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/Swu_MsvTRqI/AAAAAAAAAyU/Xcp8Nj7lckM/s400/Pousada.Pena1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407626002477303458" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A qualificação dos trilhos identificados como “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Caminho de Santiag&lt;/span&gt;o”, para que captem utilizadores, são um motor do desenvolvimento económico e o interior do Minho possui um desses motores completamente ignorado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se do caminho que sai de Braga e percorre todo o vale do Cávado e do Homem até à fronteira da Portela, seguindo depois para Santiago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este motor de desenvolvimento que tem do completamente desprezado bem podia ser posto em andamento, nesta altura em que o mundo ibérico se prepara para celebrar mais um ano jacobeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A simples sinalização dos itinerários já não se compadece com as apuradas exigências dos novos caminheiros. Daí que a sua qualificação é cada vez mais uma exigência dos tempos modernos e as autarquias têm aí um papel essencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ancestrais caminheiros, viajantes e romeiros, os almocreves, mercadores e feirantes que, ao longo dos séculos, trilharam estes vastos itinerários de fé, cultura e riqueza turística, dão lugar a novos utilizadores, com um perfil cultural e nível económico que importa explorar do ponto de vista turístico e, consequentemente, económico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Caminhos de Santiago&lt;/span&gt;” estão a ser encarados como catalizador de um público específico, com exigências claras e expectativas elevadas quanto à qualidade da oferta dos serviços que procuram e necessitam no percurso que estão a utilizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma espécie de consciência colectiva em toda a Europa com estes itinerários identificados para a necessidade de apurar a qualidade da oferta cultural, turística, económica e, na sua essência, comercial que não pode ser desprezada numa região que necessita de diversificar a sua oferta turística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As autarquias minhotas integradas no Eixo Atlântico podiam criar espaços de debate para gerar iniciativas de identificação, qualificação e promoção deste trilhos da região do Homem e Cávado, à semelhança do que se faz, há mais tempo e com mais intensidade, com outros caminhos.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/Swu_YyQlr9I/AAAAAAAAAyc/6RIEJSibPCM/s1600/N._Sra._da_Abadia_-_Amares.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 244px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/Swu_YyQlr9I/AAAAAAAAAyc/6RIEJSibPCM/s400/N._Sra._da_Abadia_-_Amares.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407626210117529554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tradição peregrina teve início no século IX, quando o Rei Afonso II caminhou de Oviedo a Compostela, para prestar homenagem ao Apóstolo Santiago, fundando assim o Caminho Primitivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, já no século XI, arrancou o Caminho Francês, existindo actualmente várias rotas que atravessam diversos países europeus. Uma delas, completamente ignorada, é a que sai da Sé de Braga, desce a Amares, segue por Terras de Bouro e sai para Santiago de Compostela pela Fronteira do Homem. No meu humilde, entender, Braga devia assumir-se como cabeça deste projecto, com benefícios evidentes, agora que é sede do pólo religioso do Turismo Porto e Norte de Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O património construído, a riqueza rural de solares e culturas, a variedade de tradições, a gastronomia e hotelaria e surpreendente riqueza da paisagem são razões mais que suficientes para que os autarcas lancem mãos deste recurso que valoriza e enriquece as populações visitadas outrora pelos peregrinos de Santiago.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-6277534877921341273?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/6277534877921341273/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=6277534877921341273&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/6277534877921341273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/6277534877921341273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2009/11/homem-e-cavado-rota-de-santiago.html' title='Homem e Cávado: rota de Santiago'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/Swu_MsvTRqI/AAAAAAAAAyU/Xcp8Nj7lckM/s72-c/Pousada.Pena1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-3307625631494241800</id><published>2009-11-24T02:52:00.000-08:00</published><updated>2009-11-24T02:54:27.722-08:00</updated><title type='text'>Franceses em Braga há 200 anos (24)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/Swu7T4joxlI/AAAAAAAAAyM/nHMij3MacmU/s1600/20mf.p20.foto02.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 279px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/Swu7T4joxlI/AAAAAAAAAyM/nHMij3MacmU/s400/20mf.p20.foto02.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407621727862179410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quando procuramos marcas deixadas pelo rasto da presença francesa em terras minhotas, não faltam elementos que atestam a sua presença e malfeitorias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Damos apenas alguns exemplos alusivos a estas invasões que trouxeram até Portugal os ideais da Revolução francesa, contrariados  a ferro e fogo pela resistência rural. É o caso do escudo de vermelho do brasão de S. Pedro d’Este, uma freguesia de Braga, que simboliza o sangue derramado por 23 habitantes desta aldeia , que perderam a vida a 20 de Março de 1809, no episódio da Batalha do Carvalho d’ Este, aquando da segunda invasão francesa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela negativa, os franceses também deixaram muitas marcas da sua presença, a começar pelo santuário de N.ª Sr.ª de Porto de Ave, em Taíde – Póvoa de Lanhoso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste santuário, se é possível contemplar os belos azulejos que revestem a igreja também vemos os órgãos de tubos, danificados nas invasões francesas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais acima, foi recuperada recentemente uma tradição na freguesia de São João da Cova, Vieira do Minho, renascia a capela do Bom Jesus da Paz, erguida para assinalar a assinatura do Tratado de Paz entre Portugal e Castela, em 1668. Também por esta altura foi erguida, junto à capela uma casa de arquitectura céltica, hoje casa-museu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O passar do tempo, no entanto, foi tirando força à tradição e os monumentos ligados às festividades foram degradando-se. Há anos a população de São João da Cova encetou a recuperação da capela, bem como a casa céltica, transformada numa casa-museu onde se guarda o espólio que restou da altura da edificação e que se salvou das invasões francesas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Caminhando para Trás-os-Montes, temos os vinhos dos mortos, a tradição data, efectivamente, do tempo das invasões francesas. Foi durante a 2.ª Invasão Francesa (1809) e em face do avanço das tropas comandadas pelo General Soult, que na sua passagem tudo saqueavam, pilhavam e destruíam, que a população de Boticas, decidiu esconder, enterrando, o que tinha de mais valioso. O vinho foi enterrado no chão das adegas, no saibro, debaixo das pipas e dos lagares. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, ao desenterrarem o vinho, julgaram-no estragado. Porém, descobriram com agrado que estava muito mais saboroso, pois tinha adquirido propriedades novas. Era um vinho com uma graduação de 10.º/11.º, palhete, apaladado, e com algum gás natural, que lhe adveio da circunstância de se ter produzido uma fermentação no escuro a temperatura constante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Vinho dos Mortos é, por isso, o símbolo de uma guerra de subsistência, não só material e económica, mas também e essencialmente moral. É o exemplo da resistência do Povo de Boticas, “obrigado” a usar das mais inimagináveis formas de preservar o seu património.Certificado o Vinho dos Mortos de Boticas. &lt;br /&gt;O enterro das garrafas ocorre no mês de abril, e a venda inicia-se em junho, apenas em quatro locais de Boticas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na próxima crónica falaremos sobre as festas de S. Sebastião, santo a que os nortenhos dedicam particular devoção por causa... dos franceses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na gruvura, da CM de Boticas, o Repositório do Vinho dos mortos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-3307625631494241800?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/3307625631494241800/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=3307625631494241800&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/3307625631494241800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/3307625631494241800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2009/11/franceses-em-braga-ha-200-anos-24.html' title='Franceses em Braga há 200 anos (24)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/Swu7T4joxlI/AAAAAAAAAyM/nHMij3MacmU/s72-c/20mf.p20.foto02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-8777929625515545952</id><published>2009-11-17T02:48:00.000-08:00</published><updated>2009-11-17T02:52:53.844-08:00</updated><title type='text'>Um dia sem vergonha... em Berlim</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/SwKAbOKxJdI/AAAAAAAAAx8/GaerUykgsoc/s1600/Muro+de+sharon.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 280px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/SwKAbOKxJdI/AAAAAAAAAx8/GaerUykgsoc/s400/Muro+de+sharon.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405023707946100178" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; O mundo europeu esteve em festa para assinalar o 20.º Aniversário da queda do Muro de Berlim, acontecimento que pôs fim à chamada Guerra Fria e alterou o xadrez político mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes do acto simbólico, Ângela Merkel atravessou a pé, na companhia dos ex-presidentes da URSS, Mikhail Gorbatchov e da Polónia, Lech Walesa, a ponte no antigo posto fronteiriço da Bornholmer Strasse, que há 20 anos foi o primeiro “rasgão” a abrir-se no Muro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto alto das festividades é o derrube do “dominó” gigante com uma extensão de cerca de 1,5 quilómetros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira “pedra” foi derrubada por Lech Walesa, para lembrar que foi na Polónia que se começou a rasgar a chamada Cortina de ferro, após a formação do sindicato independente Solidariedade pelos operários dos estaleiros navais de Gdansk, liderados pelo então electricista Walesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Muro de Berlim, também conhecido por Muro da Vergonha, começou a ser construído a 13 de Agosto de 1961 pelas autoridades comunistas da República Democrática Alemã, para travar o enorme fluxo migratório de leste-alemães para o ocidente, devido ao descontentamento da população pela falta de liberdades e penúria económica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o fim da II Guerra Mundial, em 1945, cerca de 3,5 milhões de alemães de leste rumaram a Ocidente, virando as costas às promessas igualitárias do partido comunista da RDA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais de 140 pessoas tiveram um destino mais trágico e pagaram com a vida, sob as balas dos guardas da fronteira leste-alemã, as tentativas de fuga rumo ao ocidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numerosos chefes de Estado e de governo dos países membros da União Europeia, nomeadamente do primeiro-ministro português, estão presentes para assinalar esta data num momento em que se erguem novos muros que dividem e escravizam as pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mesmos que hoje se reúnem nesta festa carregada de tanto simbolismo quanta hipocrisia seriam incapazes de se reunir na fronteira entre Israel e a Palestina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, para derrubarem o muro que os judeus estão a construir para evitar, em nome da defesa da sua integridade nacional, o direito a qualidade de vida e emprego para milhares e milhares de palestinianos que estão a ser sufocados pelos estado israelita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é também um muro da vergonha que os dirigentes ocidentais não têm vergonha de silenciar.é uma “realidade trágica” que continua sem ser resolvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Europa e os estados deve assumir esta vergonha como fundamental para pôr fim a muitas situações que provocam o caos na região do Médio Oriente e que têm sérias repercussões no âmbito mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São numerosos episódios de violência e dos desafios da livre circulação, colocados pelo Muro de Segurança, já reprovado pelas Nações Unidas — como o foi o Muro de Berlim — que violam a liberdade de religião e de consciência aos habitantes e um acesso permanente, livre e sem obstáculos ao trabalho e aos Lugares Santos por parte dos fiéis de toda religião e nacionalidade .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o fizer, forçando o estado de Israel a cumprir o Direito Internacional, podem todos derrubar o dominó gigante dos muros que ainda separam as pessoas dos seus direitos. O muro de Sharon é três vezes maior que o de Berlim e tem oito metros de altura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este muro (na foto) confisca parte das terras da Cisjordânia e deixa os palestinianos fechados e fragmentados em três cantões principais subdivididos em diferentes regiões incomunicáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Israel já construiu 400 dos 710 quilómetros previstos da divisória, e já deixou 97 comunidades palestinianas completamente isoladas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A barreira isola Jerusalém Oriental da Cisjordânia e deixa 360 mil palestinianos desligados de seu povo e rodeados por um muro de 181 quilómetros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este muro deixa a Cisjordânia sem recursos hídricos e sem as principais terras agrícolas, como o vale do Jordão, desliga as comunidades e, ainda, dificulta o acesso às escolas, universidades e inclusive aos hospitais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que assinalar os vinte anos da queda do Muro de Berlim, em Berlim os dirigentes dos principais países do mundo vivem um dia sem vergonha. Mais um... sem falar do muro da Irlanda do Norte e do que divide Chipre (todos na Europa das liberdades e das democracias).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-8777929625515545952?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/8777929625515545952/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=8777929625515545952&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/8777929625515545952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/8777929625515545952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2009/11/um-dia-sem-vergonha-em-berlim.html' title='Um dia sem vergonha... em Berlim'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/SwKAbOKxJdI/AAAAAAAAAx8/GaerUykgsoc/s72-c/Muro+de+sharon.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-3012155787175506781</id><published>2009-11-07T07:55:00.000-08:00</published><updated>2009-11-07T07:59:46.578-08:00</updated><title type='text'>Os novos assessores de Sócrates</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/SvWZZweTlqI/AAAAAAAAAxk/pmLMbtUI7us/s1600-h/Panoias.Mainha+.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 266px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/SvWZZweTlqI/AAAAAAAAAxk/pmLMbtUI7us/s400/Panoias.Mainha+.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401391995888572066" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os assessores de José Sócrates já foram definidos várias vezes como uma poderosa e eficaz máquina de propaganda, ao ponto de alguns partidos dizerem que o PS não governa, faz publicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espantosamente, aqueles que mais criticaram o Primeiro ministro constituem agora uma nova parelha de assessores que quer pegar no pálio da propaganda, com um bispo incluído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há temas que vão e voltam à agenda política sem que se perceba muito bem ou justifique tamanha insistência que contrasta com a ausência de outros temas como a regionalização, o apoio à maternidade num país em perda de população ou estímulos contra a desertificação deste rectângulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um desses temas é o do casamento dos homossexuais que apenas tem servido para distrair os portugueses dos seus mais aflitivos problemas. Sempre que aparece nos jornais e nas aberturas de telejornais, o nosso primeiro-ministro esfrega as mãos de contente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para desgraça nossa e contentamento de José Sócrates, veio agora um senhor deputado do CDS-PP pedir que haja um referendo sobre casamentos homossexuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele senhor deputado devia perceber, para além do que antes se disse, que não faz qualquer sentido estar agora a promover um referendo e já se verificou que o referendo é um modelo de decisão política habitualmente pouco participado pelos portugueses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para além de não ser original, a proposta daquele deputado democrata cristão, pois vem a reboque do Bispo do Porto, o casamento dos homossexuais constou nos programas de diversos partidos na última campanha eleitoral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o mesmo objectivo de distracção dos portugueses, o bispo do Porto já tinha defendido um referendo e um grande debate nacional, sem pressas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se esta diversão ainda fosse pouca para distrair os portugueses, surge agora a Associação Ateísta Portuguesa a aplaudir a decisão europeia contra a exibição de crucifixos nas salas de aula porque esta viola a liberdade religiosa dos alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São abusos que, para a Europa, restringem os direitos paternos de educarem os seus filhos "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;em conformidade com as suas convicções&lt;/span&gt;". Ora, aí está mais outra caldeirada de bispos e ateus, de democratas cristãos e republicanos laicos para distrair os portugueses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao Governo, podemos ter fé que deve estar a divertir-se. Estes novos assessores — da causa homossexual e da liberdade — estão a prestar-lhe excelentes serviços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só falta aparecer um grupelho a divertir-nos com o iberismo e temos a tríade do salazarismo — deus, pátria e família — virada do avesso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-3012155787175506781?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/3012155787175506781/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=3012155787175506781&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/3012155787175506781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/3012155787175506781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2009/11/os-novos-assessores-de-socrates.html' title='Os novos assessores de Sócrates'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/SvWZZweTlqI/AAAAAAAAAxk/pmLMbtUI7us/s72-c/Panoias.Mainha+.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-2045679969134065163</id><published>2009-11-07T07:47:00.000-08:00</published><updated>2009-11-07T07:54:41.728-08:00</updated><title type='text'>Regionalização: está na hora!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/SvWYPVo5dhI/AAAAAAAAAxc/bowqoRsd00I/s1600-h/Penso.Vicente-portal.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 284px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/SvWYPVo5dhI/AAAAAAAAAxc/bowqoRsd00I/s400/Penso.Vicente-portal.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401390717374920210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luís Filipe Menezes tem o mérito de ter agitado as águas mornas em que vive a política portuguesa ao exigir ontem um "avanço sério" na regionalização para que "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;acabe o centralismo que está a destruir o país e a economia&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autarca, reeleito com maioria absoluta, reivindicou um "reforço da capacidade afirmativa política da área metropolitana do Porto", e justificou a "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;necessidade de novos investimentos a Norte&lt;/span&gt;" como o caso da "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ida do TGV ao aeroporto e à Galiza&lt;/span&gt;", do "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;alargamento da rede do Metro do Porto&lt;/span&gt;" e da "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;construção imediata de novos atravessamentos&lt;/span&gt;" entre as duas cidades separadas pelo Rio Douro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autarca de Gaia promete tudo fazer para que esta legislatura seja aquela em que se fará um avanço sério da regionalização, alertando para a urgência de um trabalho em conjunto dos partidos políticos, dos autarcas, dos deputados e dos órgãos descentralizados da administração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luís Filipe Menezes merece ser felicitado por retomar um tema que andou arredio — por causa de temas menores como as escutas e os casamentos de homossexuais — da Campanha eleitoral das eleições legislativas e também não se ouviu nenhum autarca de topo pugnar pela descentralização administrativa do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caminho da regionalização foi apontado por unanimidade pela Constituição da República portuguesa, à boleia da criação das Regiões Autónomas que tão boa conta de si têm dado. Esta reforma fundamental para o desenvolvimento equilibrado do Continente tem sido travada porque grande parte dos seus defensores não conseguem disfarçar os seus interesses pessoais ou corporativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, é o erro que, mais uma vez, o autarca de Gaia volta a cometer. A reincidência no erro não nos faz vislumbrar um debate inteligente, racional e sério sobre a descentralização administrativa do país, para alé´m de constituir um argumento a favor dos amigos e cúmplices sentados à mesa do terreiro do Paço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No discurso de Menezes, mais uma vez o Norte é reduzido a Gaia e Porto. O resto continua a ser paisagem. Esta postura destes senhores que só olham para o umbigo do rio Douro retira-lhes toda a legitimidade para falarem em nome do Norte do país. Este foi, aliás, um dos argumentos que fez fracassar a primeira tentativa de Regionalização feita pelo Governo de António Guterres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está demonstrado — por toda a Europa — que a descentralização administrativa resulta num imenso rol de benefícios para as futuras regiões, a começar pela diminuição das desigualdades num país que assiste anestesiado ao fecho das escolas, de serviços de saúde, de serviços postais e culturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de mal colocado o problema — cinturado apenas no Porto e Gaia —, espera-se que este alerta de Filipe Menezes tenha seguimento. José Sócrates deve cumprir o que prometeu no começo da anterior legislatura mas parece ter-se esquecido à medida que o tempo foi passando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós não esquecemos e os socialistas não podem permitir a  violação flagrante da Constituição por omissão. Haja coragem para tomar esta decisão fracturante... na óptica do Terreiro do Paço. Com esclarecimento total e sem demagogia sabotadora e umbilical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta esperar que os nossos autarcas do Minho não continuem distraídos com os seus quintais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-2045679969134065163?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/2045679969134065163/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=2045679969134065163&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/2045679969134065163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/2045679969134065163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2009/11/regionalizacao-esta-na-hora.html' title='Regionalização: está na hora!'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/SvWYPVo5dhI/AAAAAAAAAxc/bowqoRsd00I/s72-c/Penso.Vicente-portal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-3081252593402087988</id><published>2009-11-07T07:45:00.000-08:00</published><updated>2009-11-07T07:47:22.046-08:00</updated><title type='text'>Franceses em Braga há 200 anos (23)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/SvWWeDYIIAI/AAAAAAAAAxM/gQzJkuaw9Jo/s1600-h/06.mf.ultima.foto01.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 301px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/SvWWeDYIIAI/AAAAAAAAAxM/gQzJkuaw9Jo/s400/06.mf.ultima.foto01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401388771147522050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na passagem das tropas francesas pelo Minho há 200 anos, Portugal foi o primeiro território de afrontamento entre dois grandes líderes militares europeus, antes do encontro final de Waterloo.  Todos esquecemos que o "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;peso da mochila do soldado é incomparavelmente mais leve que o peso das algemas do escravo&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como foi possível isto ter acontecido? Como foi possível sabendo nós que os "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;soldados portugueses vão a toda a parte e combatem quem se quiser, marcham sujeitos às maiores fadigas, sem um murmúrio, e vivendo apenas de pão e água com um dente de alho de condimento&lt;/span&gt;"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A desorganização do Estado era quase perfeita, derivada de posições contraditórias dos conselheiros do rei, D. Pedro, aconselhado a fugir com a família real para o Brasil. A preparação da fuga foi uma enorme trapalhada a tal ponto de Junot, desesperado, ainda poder avistar os barcos em fuga, quando chegou a Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 24 de Novembro de 1807, Junot já estava em Abrantes, quando os conselheiros reais ainda o julgavam em Salamanca, enquanto o general Tarranco ocupava o norte do país. os dias seguintes foram de completo desvairamento na Corte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fuga da família real resultou numa confusão indescritível, levando a que se perdessem muitos bens se preparassem mal os navios que sairam no dia 27 de Novembro, com cerca de 13 mil pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma delegação da maçonaria antecipava-se e ia abraçar Junot a Sacavém, acolhendo-o como libertador e foi o que se viu.&lt;br /&gt;A resistência popular logo se começou a organizar perante a inoperância da Corte e dos que viviam à sua sombra, quando Junot enviava os melhores soldados para combater em França, e ganha novo impulso quando os franceses hasteiam a bandeira de FRança no castelo de S. Jorge e arreiam a Nacional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Madrid vinha uma preciosa ajuda no ano seguinte e em trás-os-Montes, o General Sepúlveda dava o primeiro grito pela independência de Portugal. que ecoa em todo o país e perguntava a todos os portugueses: porque não resistimos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, podemos perguntar: porque nunca se encarou seiamente a hipótese de resistência e se optoupela fuga?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basicamente, a resposta encontra-se na falta de liderança, na situação política, na confusão ideológica, na traição de muitos e no medo de alguns acomodados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. Pedro não tinha estatura moral, intelectual e psicológica para assumir qualquer liderança nacional: era um pau mandado numa altura em que se exigia decisão, audácia. exemplo, força de vontade. O futuro rei era tíbio, indeciso, sem astúcia, mal aconselhado e dominado pela mulher de quem se veio a afastar depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí resultou a ausência de uma linha de actuação política, com objectivos definidos e estratégias claras para os alcançar. A economia, a diplomacia, as forças armadas e as informações estavam desarticuladas por causas ideológicas enraizadas nas ideias da revolução francesa. A massa cinzenta dividiu-se entre os ideais franceses e os interesses da aliança inglesa: o 'partido' dos interesses portugueses baqueou, numa altura em que psicologicamente se pensava que as tropas de Napoleão eram invencíveis e o medo se apoderou de muitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta confusão ideológica, alimentada pelo medo, todos esqueceram um direito e um dever de cidadania: resistir a quem nos assalta a casa (portuguesa) é uma questão de princípio e uma questão de honra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resistência reforça a coesão de uma nação e a alma de uma nação "tempera-se" nos actos praticados em comunidade em momentos difíceis. A resistência ao ladrão garante os nossos direitos e aumenta a autoridade noral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na história de Portugal há muitos momentos de resistência: quem consegue fazer as Linhas de Torres, em 1810, com 108 fortes, 151 redutos e baterias e guarnecê-las com 68 mil homens e mais de mil peças de artilharia também teria conseguido organizar a defesa de Portugal em 1808.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem possui um punhado de pescadores — como os de Olhão — que atravessa o oceano num pequeno barco de pesca para ir ao Brasil dar a notícia da expulsão dos franceses, não pode encolher os ombros quando invadem este país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Napoleão afirma que a melhor infantaria de toda a Europa é a portuguesa, como se pode entender que Portugal não tenha resistido? Ninguém deu a ordem. É essa ainda hoje a nossa maior fragilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As lições das invasões francesas, infelizmente, não foram apreendidas.  Eis algumas delas: um exército não se improvisa do dia para a noite, as ideologias nem sempre se coadunam com a matriz nacional, as leis devem ser adequadas às pessoas a quem se aplicam, o desenvolvimento sustentado é preferível para não se gastar mais do que o que se produz, pois quando dobramos a cerviz, mas depressa mostramos o fundo das costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como há 200 anos, Portugal resiste em aprender a saber estar, a saber fazer e saber prever.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-3081252593402087988?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/3081252593402087988/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=3081252593402087988&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/3081252593402087988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/3081252593402087988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2009/11/franceses-em-braga-ha-200-anos-23.html' title='Franceses em Braga há 200 anos (23)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/SvWWeDYIIAI/AAAAAAAAAxM/gQzJkuaw9Jo/s72-c/06.mf.ultima.foto01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-3950640882653432392</id><published>2009-11-02T03:02:00.000-08:00</published><updated>2009-11-02T03:05:12.593-08:00</updated><title type='text'>Gondoriz: na margem do rio Homem</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/Su680lXjyEI/AAAAAAAAAxE/kgFJc6y_xJU/s1600-h/Capa01.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 290px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/Su680lXjyEI/AAAAAAAAAxE/kgFJc6y_xJU/s400/Capa01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399460614833948738" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Entre o Homem e a Amarela — Gondori&lt;/span&gt;z" pode significar o regresso de Manuel da Silva Martins à sua terra natal, que deixou ainda criança, realizando uma monografia completa sobre esta freguesia do concelho de Terras de Bouro que a Calidum editou agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Integrada na colecção "Cadernos de Cultura", da Câmara Municipal de Terras de Bouro que está empenhada na edição de obras do grande impulsionador da florestação da serra do Gerês e estudioso das tradições e usos dos povos serranos, Tude de Sousa, pretende dar resposta a uma lacuna pois Gondoriz era uma das freguesias cuja história mais se desconhecia e "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ninguém imaginava que pudesse dar origem a um volume desta grandeza&lt;/span&gt;" — refere António ferreira Afonso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com 412 páginas, Manuel Martins  — "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;sem pretensões a arqueólogo ou etnólogo&lt;/span&gt;" — assinala da melhor forma o regresso das suas lides de Lisboa à terra Natal, cujo nome germânico significa chefe de combate, estudando os seus lugares e as casas mais importantes, as capelas, as tradições, o património imaterial das lendas e crenças deste povo encarregado de defender a "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;porta da Amarela&lt;/span&gt;", desde o século XIII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Situada na margem direita do rio Homem, Gondoriz encerra um "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;passado antiquíssimo de grande importância que valoriza o concelho&lt;/span&gt;" de Terras de Bouro e a obra de Manuel Martins faz sair esta terra do "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;asfixiante anonimato a que tinha sido arremessada&lt;/span&gt;", sem receio do erro porque se está sempre pronto a corrigí-lo, como escreve o autor no prefácio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta monografia é o resultado de muitas leituras — devidamente citadas — que contribuem para dar fundamento científico ao autor que se socorre dos grandes historiadores das coisas do Minho, com destaque para Avelino Jesus da Costa, José Marques  e Arlindo Cunha, para se situar no antigo Julgado de Regalados, no séc. XII, momento a partir do qual os documentos escritos são mais frequentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só com a reforma de Mouzinho da Silveira, em 1836, Gondoriz integra o concelho de Terras de Bouro.&lt;br /&gt;O texto é acompanhado de documentos e fotografias que credibilizam as palavras de quem prova que conhece bem a sua terra e as freguesias vizinhas, algumas delas absorvidas por Gondoriz, como Gomesende e São Cristóvão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gondoriz, intimamente ligada à serra Amarela,  está em perda de população depois de já ter sido habitada por 660 pessoas na década de 50 do século passado, estando hoje reduzida a metade que vai conservando alguns usos e tradições seculares. Destacam-se a religiosidade, as tradições pascais, as romarias e os clamores, confrarias e ditados populares, receitas medicinais como colocar um colar de alhos ao pescoço da criança com lombrigas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um glossário típico de Gondoriz e documentação (fotos e biografia) diversa concluem este livro escrito por um economista e técnico superior das alfândegas e dos impostos especiais sobre o consumo, actualmente aposentado, que também foi professor em Lisboa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-3950640882653432392?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/3950640882653432392/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=3950640882653432392&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/3950640882653432392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/3950640882653432392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2009/11/gondoriz-na-margem-do-rio-homem.html' title='Gondoriz: na margem do rio Homem'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/Su680lXjyEI/AAAAAAAAAxE/kgFJc6y_xJU/s72-c/Capa01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-1021597815590842587</id><published>2009-11-02T02:56:00.000-08:00</published><updated>2009-11-02T02:58:46.545-08:00</updated><title type='text'>Franceses em Braga há 200 anos (22)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/Su67XQ5zoII/AAAAAAAAAw8/tlDXX7nDIx4/s1600-h/Queijo-castelo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 205px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/Su67XQ5zoII/AAAAAAAAAw8/tlDXX7nDIx4/s400/Queijo-castelo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399459011612614786" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não podemos reduzir a passagem das tropas francesas pelo Minho há 200 anos às batalhas ou aos saques e mortes causadas pelas tropas de Soult, durante a segunda invasão, nem separar esta das restantes. Os efeitos destas invasões bem se podem catalogar como um longo calvário para a Nação portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal foi o primeiro território de afrontamento entre dois grandes líderes militares europeus, antes do encontro final de Waterloo. O Minho foi também um território onde Wellington praticou - através dos seus chefes militares  Wellesley ou Beresford - a política da terra queimada: 50 mil portugueses morreram de fome, durante os cinco meses de cerco de Massena nas linhas de Torres Vedras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As invasões francesas marcaram de tal forma este país que ainda se mantêm hoje os seus efeitos. A análise demográfica aponta para a perda de dez por cento da população portuguesa, quer pela força das armas, quer pelas doenças, pela fome e frio. Foram cerca de 300 mil portugueses que morreram, um número inimaginável hoje quando somos quatro vezes mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa agricultura e pecuária foram arrasadas, os monumentos roubados, as igrejas profanadas, cidades e vilas incendiadas, pontes e outras obras de arte destruídas, população deslocada. Atrás das linhas de Torres estiveram 600 mil portugueses!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presença de mais de 25 mil militares de Napoleão deixou marcas no nosso Minho, muito para além da destruição e saque de edifícios do nosso património. Basta evocar o ditado "tudo como dantes, quartel em Abrantes" ou aquele que "come à grande e à francesa" ou passa a vida a "ver navios". São expressões que ficaram por cá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para além da nossa linguagem, as invasões francesas tiveram profundas consequências na maneira de pensar dos portugueses, especialmente o ideário político liberal e a introdução das bases administrativas de um estado moderno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem afirme que os exércitos de Soult, Junot e Massena foram os parteiros da modernidade política, organizacional e até constitucional. A monarquia portuguesa, cujo titular se refugiou no Brasil, foi "atacada" por um constitucionalismo moderado, em que a figura do rei vai perdendo terreno. A influência política foi muito mais forte que o descalabro causado pelas armas ou pelos militares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imposição das ideias da revolução francesa num país ainda quase feudal, deram origem a divisões profundas na família real e nas elites que derivaram para uma guerra civil de quase cem anos que só terminou em 1933 com uma nova Constituição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é verdade que as invasões semearam ódios profundos do povo contra os franceses, não é menos certo que semearam novas aspirações e ideias, anseios de reivindicações sociais que desabrocharam depois. A revolta da Maria Fonte só pôde ser possível se a entendermos como consequência da invasão francesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais grave que as malfeitorias dos militares franceses e foram muitas, os ingleses que eram aliados portugueses contribuíram para a desertificação e para o ruinoso tratado comercial de 1810 que concluiu a aniquilação económica de um país, sem rei, nem roque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um país sem rei nem roque que abriu as portas a estas invasões francesas, sem ter "boas tropas e bons navios" face à ameaça de Napoleão em toda a Europa e depois da aventura desgraçada do Roussilhão que levou à perda de Olivença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este país sem ideias e identidade facilmente se atordoou com a dinâmica exportadora de ideologia francesa, após a subida o poder de Napoleão que transformou cada soldado num cidadão e cada cidadão num soldado. Até a amiga Inglaterra nos menorizou quando o primeiro ministro William Pitt respondeu: "O governo de sua Majestade só ajuda os Governos que, em primeiro lugar, se queiram ajudar a si próprios". Era o que Portugal não sabia fazer, ajudar-se a si próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lição que fica para a história parece não ter sido aprendida: as cúpulas erram e quem paga os erros é o povo porque a Corte fugiu, literalmente, acompanhada de dez a quinze mil nobres e burgueses, com todas as riquezas que puderam transportar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como foi possível isto ter acontecido? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esta e outras perguntas vamos tentar responder na próxima crónica e confirmar que mantêm uma flagrante actualidade, 200 anos depois.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-1021597815590842587?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/1021597815590842587/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=1021597815590842587&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/1021597815590842587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/1021597815590842587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2009/11/franceses-em-braga-ha-200-anos-22.html' title='Franceses em Braga há 200 anos (22)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/Su67XQ5zoII/AAAAAAAAAw8/tlDXX7nDIx4/s72-c/Queijo-castelo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-945042469442977874</id><published>2009-10-27T03:47:00.000-07:00</published><updated>2009-10-27T03:51:36.824-07:00</updated><title type='text'>Franceses em Braga há 200 anos (21)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/SubQpQKyLTI/AAAAAAAAAw0/gw0myhyY34w/s1600-h/Bu%C3%A7aco,+Coimbra.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/SubQpQKyLTI/AAAAAAAAAw0/gw0myhyY34w/s400/Bu%C3%A7aco,+Coimbra.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397230610583530802" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não podemos reduzir a passagem das tropas francesas pelo Minho há 200 anos às batalhas ou aos saques e mortes causadas pelas tropas de Soult, durante a segunda invasão, nem separar esta das restantes. Os efeitos destas invasões bem se podem catalogar como um longo calvário para a Nação portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal foi o primeiro território de afrontamento entre dois grandes líderes militares europeus, antes do encontro final de Waterloo. O Minho foi também um território onde Wellington praticou - através dos seus chefes militares  Wellesley ou Beresford - a política da terra queimada: 50 mil portugueses morreram de fome, durante os cinco meses de cerco de Massena nas linhas de Torres Vedras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As invasões francesas marcaram de tal forma este país que ainda se mantêm hoje os seus efeitos. A análise demográfica aponta para a perda de dez por cento da população portuguesa, quer pela força das armas, quer pelas doenças, pela fome e frio. Foram cerca de 300 mil portugueses que morreram, um número inimaginável hoje quando somos quatro vezes mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa agricultura e pecuária foram arrasadas, os monumentos roubados, as igrejas profanadas, cidades e vilas incendiadas, pontes e outras obras de arte destruídas, população deslocada. Atrás das linhas de Torres estiveram 600 mil portugueses!&lt;br /&gt;A presença de mais de 25 mil militares de Napoleão deixou marcas no nosso Minho, muito para além da destruição e saque de edifícios do nosso património. Basta evocar o ditado "tudo como dantes, quartel em Abrantes" ou aquele que "come à grande e à francesa" ou passa a vida a "ver navios". São expressões que ficaram por cá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para além da nossa linguagem, as invasões francesas tiveram profundas consequências na maneira de pensar dos portugueses, especialmente o ideário político liberal e a introdução das bases administrativas de um estado moderno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem afirme que os exércitos de Soult, Junot e Massena foram os parteiros da modernidade política, organizacional e até constitucional. A monarquia portuguesa, cujo titular se refugiou no Brasil, foi "atacada" por um constitucionalismo moderado, em que a figura do rei vai perdendo terreno. A influência política foi muito mais forte que o descalabro causado pelas armas ou pelos militares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imposição das ideias da revolução francesa num país ainda quase feudal, deram origem a divisões profundas na família real e nas elites que derivaram para uma guerra civil de quase cem anos que só terminou em 1933 com uma nova Constituição.&lt;br /&gt;Se é verdade que as invasões semearam ódios profundos do povo contra os franceses, não é menos certo que semearam novas aspirações e ideias, anseios de reivindicações sociais que desabrocharam depois. A revolta da Maria Fonte só pôde ser possível se a entendermos como consequência da invasão francesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais grave que as malfeitorias dos militares franceses e foram muitas, os ingleses que eram aliados portugueses contribuíram para a desertificação e para o ruinoso tratado comercial de 1810 que concluiu a aniquilação económica de um país, sem rei, nem roque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um país sem rei nem roque que abriu as portas a estas invasões francesas, sem ter "boas tropas e bons navios" face à ameaça de Napoleão em toda a Europa e depois da aventura desgraçada do Roussilhão que levou à perda de Olivença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este país sem ideias e identidade facilmente se atordoou com a dinâmica exportadora de ideologia francesa, após a subida o poder de Napoleão que transformou cada soldado num cidadão e cada cidadão num soldado. Até a amiga Inglaterra nos menorizou quando o primeiro ministro William Pitt respondeu: "O governo de sua Majestade só ajuda os Governos que, em primeiro lugar, se queiram ajudar a si próprios". Era o que Portugal não sabia fazer, ajudar-se a si próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lição que fica para a história parece não ter sido aprendida: as cúpulas erram e quem paga os erros é o povo porque a Corte fugiu, literalmente, acompanhada de dez a quinze mil nobres e burgueses, com todas as riquezas que puderam transportar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como foi possível isto ter acontecido? A esta e outras perguntas vamos tentar responder na próxima crónica e confirmar que mantêm uma flagrante actualidade, 200 anos depois.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-945042469442977874?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/945042469442977874/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=945042469442977874&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/945042469442977874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/945042469442977874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2009/10/franceses-em-braga-ha-200-anos-21.html' title='Franceses em Braga há 200 anos (21)'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/SubQpQKyLTI/AAAAAAAAAw0/gw0myhyY34w/s72-c/Bu%C3%A7aco,+Coimbra.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-797661424897438692</id><published>2009-10-08T15:04:00.000-07:00</published><updated>2009-10-08T15:16:20.329-07:00</updated><title type='text'>Antecipar o futuro de Braga: quem tem capacidade?</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/Ss5keK-VsOI/AAAAAAAAAwE/Pkvq17zgGoA/s1600-h/00286.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390356273513738466" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 270px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/Ss5keK-VsOI/AAAAAAAAAwE/Pkvq17zgGoA/s400/00286.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nas últimas semanas, uma frase tem sido repetida de forma tão sistemática que constitui um insulto à inteligência de quem a ouve: a gestão de Mesquita Machado e do PS está gasta, cansada e incapaz de antecipar o futuro pois não tem respostas novas para os novos problemas.&lt;br /&gt;Se fosse assim, dizem, há que dar lugar a outros com provas dadas na sua vida profissional, ta-ta-ta, etc. e tal.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ora, quem assim se atreve a falar ou a escrever, está a esquecer-se de três pormenores.&lt;br /&gt;Em primeiro, os bracarenses vivem numa cidade bimilenar e se há alguma coisa que eles têm entranhada na alma é a memória, uma preciosa ferramenta da sua inteligência.&lt;br /&gt;Em segundo, o anseio íntimo dos bracarenses em viver numa cidade e concelho de Braga que sejam inovadores porque só assim conseguimos todos antecipar o futuro não lhes tolda a consciência nem embrutece a inteligência.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em terceiro, uma alternativa credível e inteligente constrói-se por propostas positivas e não por um sistemático exercício de maledicência, como se os bracarenses fossem ceguinhos.&lt;br /&gt;Os socialistas têm provas dadas na criatividade de soluções e no pioneirismo de respostas aos novos problemas. Tantas começaram em Braga e depois foram copiadas por outros municípios, mesmo sabendo que as cópias ficam sempre a dever aos originais. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Vamos dar apenas alguns exemplos que ninguém, tenha a cor partidária que tiver, pode desmentir-&lt;br /&gt;São factos concretos, não artigos de economia ou probabilidades. São realidades comprovadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os socialistas foram inovadores com a criação de uma empresa municipal de transportes públicos que aproximasse as populações das freguesias umas das outras e da cidade. É talvez – juntamente com a política de solos para habitação – uma das mais profundas medidas estruturantes do tecido humano de Braga. Impediu que as populações das aldeias engordassem a cidade porque, através dos transportes continuavam próximas da cidade sempre fascinante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram inovadores com a compra dos primeiros autocarros a gás natural, combustível que hoje está vulgarizado por outras empresas de transportes.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Foi assim com os subsídios de sub-arrendamento de habitação e a aquisição de habitações no mercado paras as disponibilizar no arrendamento a famílias carenciadas. Braga foi o primeiro concelho a rejeitar construir bairros sociais porque os socialistas querem uma cidade para todos e sem “guetos”. Só uma década depois o Estado acabou com essa política e elogiou o modelo de Braga. Já se esqueceram?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Foi assim com o premiado trabalho desenvolvido pela Bragabrinca no enriquecimento educativo das crianças e adolescentes das minorias étnicas ou lançados na rua, envolvendo-os nos livros, nos discos e nos computadores . É mentira?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim com a criação e entrada em funcionamento das primeiras escolas Profissional e de Educação Rodoviária para ampliar os horizontes profissionais dos jovens e reforçar a educação para a segurança na estrada. Não se lembram?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim com a inovadora criação de empresas municipais de capitais maioritariamente públicos que agora são recurso de muitos outros autarcas por esse país fora. Concordam ou não?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Foi assim com a construção dos primeiros parques de estacionamento subterrâneo para aumentar a mobilidade de peões e automóveis dentro da cidade e dinamizar o comércio tradicional que agora são construídos em todas as vilas e cidades. É mentira?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Se tantas vezes foi assim, com o PS e Mesquita Machado, não há dúvidas que é esta dupla que oferece melhores garantias para que Braga seja conhecida como a cidade que antecipa o futuro.&lt;br /&gt;O PS e Mesquita Machado fazem Braga antecipar o futuro, com soluções que os outros copiam porque reconhecem que são boas para as pessoas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quando o PS e Mesquita Machado antecipam o futuro de Braga, colocam as pessoas em primeiro lugar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Como as colocam em primeiro lugar? Passem os olhos pelas tarifas de bens públicos (água, saneamento, lixo, transportes) de concelhos vizinhos e depois digam-nos que o PS e Mesquita Machado são incapazes de antecipar o futuro. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-797661424897438692?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/797661424897438692/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=797661424897438692&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/797661424897438692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/797661424897438692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2009/10/antecipar-o-futuro-de-braga-quem-tem.html' title='Antecipar o futuro de Braga: quem tem capacidade?'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/Ss5keK-VsOI/AAAAAAAAAwE/Pkvq17zgGoA/s72-c/00286.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-7559553815197616042</id><published>2009-10-07T08:44:00.000-07:00</published><updated>2009-10-07T08:49:14.683-07:00</updated><title type='text'>Braga é fantástico: um texto insuspeito</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Braga é fantástico" é o título de um texto de Miguel Esteves Cardoso, na revista "J" do jornal o jogo que não resisto a partilhar consigo, dada a insuspeição do seu autor. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;É uma lição para alguns bracarenses que não encontram nada que lhes sirva na Cidade de Braga.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Às vezes, fica-se com a impressão que é Braga que deveria mandar neste país. Veio do Sporting de Braga o treinador que está a salvar o Benfica. Mas, mesmo sem esse treinador, o Sporting de Braga está em primeiro lugar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Acho que o Sporting de Braga é o único clube de que todos os portugueses gostam secretamente. Os benfiquistas acham que eles são do Benfica; os do Sporting apontam para o nome e os portistas, por muito que lhes custe, são nortenhos e não se pode ser nortenho sem gostar de Braga.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Toda a gente tem medo - e com razão - do Sporting de Braga. Há a mania de engraçar com a Académica de Coimbra ou com o Belenenses, mas são amores fáceis, que não fazem medo nem potenciam tragédias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O Sporting de Braga não se presta a essas condescendências simpáticas. É po ser temido que o admiramos. Mais do que genica, tem brio. É uma atitude com que se nasce; não se pode ensinar nem aprender.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A primeira vez que fui a Braga já estava à espera de encontrar uma cidade grande e diferente de todas as outras. Mas fiquei siderado. Acho que Braga se dá a conhecer a quem lá entra, sem receios ou desejos de impressionar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A primeira impressão foi a modernidade de Braga - pareceu-me Portugal, mas no futuro. E num futuro feliz. O Porto e Lisboa são mais provincianos do que Braga; tem mais complexos; tem mais manias; tem mais questiúnculas por resolver e mais coisas para provar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Braga fez-me lembrar Milão. É verdade. Eu adoro Milão mas Milão é (mais ou menos) Italiano, enquanto Braga é descaradamente português. Havia muitas motas; muitas luzes; muita alegria; muito à-vontade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Lisboa e Porto digladiam-se; confrontam-se; definem-se por oposição uma à outra. Braga está-se nas tintas. E Coimbra - que é outra cidade feliz de Portugal - também é muito gira, mas não tem o poderio e a prosperidade de Braga.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Em Braga, ninguém está preocupado com a afirmação de Braga em Portugal ou no mundo. Braga já era e Braga continua a ser. Sem ir a Roma, só em Braga se compreende o sentido da palavra "Augusta". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Em contrapartida, na Rua Augusta, em Lisboa, não há boa vontade que chegue para nos convencer que o adjectivo tenha proveniência romana. A Rua Augusta é "augusta" como a Avenida da Liberdade é da "liberdade" e a Avenida dos Aliados é dos "aliados", mas Braga é augusta no sentido original, conferido pelo próprio Augusto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Em Braga, a questão de se "comer bem" ou "comer mal" não existe. Come-se. E, para se comer, não pode ser mal. Pronto. Em Lisboa, por muito bem que se conheçam os poucos bons restaurantes, está-se sempre à espera de uma desilusãozinha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;No Porto, apesar de ser difícil, ainda se consegue arranjar alguma ansiedade de se ser mal servido; de ir a um restaurante desconhecido e, por um cósmico azar, comer menos do que bem. Em Braga isso é impossível. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O problema da ansiedade não existe. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Braga tem tudo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Passa bem sem nós. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mas nós é que não passamos sem ela, porque os bracarenses ensinam-nos a não perder tempo a medir o comprimento das pilinhas uns dos outros ou a arranjar termómetros de portuguesismo ou de autenticidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;É por isso que o Sporting de Braga está à frente. Não é por se chamar Sporting. Não é por ter cedido o treinador ao Benfica. O Benfica ganhou muito com isso. Mas é o Sporting de Braga que está à frente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;É por ser de Braga. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;É uma coisa que, infelizmente, nem todos nós podemos ser.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fique então apenas a gentileza de ficar aqui dito de ter pena de não ser.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1097502133400573739-7559553815197616042?l=braga-agora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://braga-agora.blogspot.com/feeds/7559553815197616042/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1097502133400573739&amp;postID=7559553815197616042&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/7559553815197616042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1097502133400573739/posts/default/7559553815197616042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://braga-agora.blogspot.com/2009/10/braga-e-fantastico-um-texto-insuspeito.html' title='Braga é fantástico: um texto insuspeito'/><author><name>Braga Agora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08563230476357363838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/TIjDE3uDIBI/AAAAAAAAA28/VrkkSO7Z52k/S220/costa+guimar%C3%A3es+01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1097502133400573739.post-1034468096612167756</id><published>2009-09-25T09:18:00.000-07:00</published><updated>2009-09-25T09:19:56.601-07:00</updated><title type='text'>Uma campanha sem justiça</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ERhTXOy6rEA/SrztoGTEON
